Chapitre 4. Les pointeurs et références
4.11. Allocation dynamique de mémoire
4.11.1. Allocation dynamique de mémoire en C
Para a construção dos exercícios, atribuiu-se importância aos conteúdos e competências a adquirir pelo aluno, presentes nos planos curriculares da disciplina de piano das escolas do ensino artístico do país. Foram, por isso, analisados os programas curriculares referentes ao 1º, 2º e 3º graus, do Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian (ver anexo XIII); do Curso de Música Silva Monteiro (ver anexo XII), no Porto; e do Instituto Gregoriano de Lisboa (ver anexo XIV). Apesar de no documento do programa do Instituto Gregoriano de Lisboa constar a data de novembro de 2016, este foi consultado e retirado do website da própria escola a junho de 2018. Depreende-se, assim, que todos os programas referidos se encontram atualizados conforme o presente ano letivo 2017/2018 e permitem obter uma ideia geral das componentes supracitadas, desde o norte até ao sul do país. É de salientar que todos os programas consultados pretendem que o aluno, durante os graus de ensino mencionados, consiga desenvolver a sua interpretação, adquirindo uma compreensão sob conceitos de técnica e fraseado musical, que inclui a execução de diferentes tipos de articulação, integrando-se nestes o legato. Veja-se o exemplo do Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian que, nos objetivos específicos a atingir no 1º, 2º (2º ciclo) e 3º (3º ciclo) grau, indica190:
Promover a capacidade de formulação e apreciação crítica, contextualizando elementos expressivos e interpretativos ao nível de recursos de dinâmica, articulação, de fraseio, estilo, caráter e andamento.
190
Em Critérios de Avaliação e Programa da Disciplina de Piano do Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian:
2º ciclo consultado a 2018-06-4. Ver anexo XIII ou disponível na Internet: http://www.cmacg.pt/images/AnoLetivo_2017- 18/Programas/Teclas/CMACG.piano-2%C2%BAciclo.B%C3%81SIC_O_17.18_com_acrescentos.pdf;
3º ciclo consultado a 2018-06-04. Ver anexo XIII ou disponível na Internet: http://www.cmacg.pt/images/AnoLetivo_2017-18/Programas/Teclas/CMACG.piano-
3%C2%BAciclo.B%C3%81SIC_O_17.18.pdf
No caso do Curso de Música Silva Monteiro191:
Apreender algumas noções de tonalidade (1º grau); Demonstrar preocupações de sonoridade (1º grau);
Dirigir o aluno no sentido da aquisição progressiva de uma consciência musical e de um domínio das dificuldades técnicas em relação ao repertório (2º grau);
Trabalhar independência das vozes (3º grau);
Demonstrar um enriquecimento da sonoridade e da variedade de ataques (3º grau).
Quanto ao Instituto Gregoriano de Lisboa192:
Ter assimilado uma postura natural e adequada ao instrumento (1º grau); Ter consciência de aspetos básicos da técnica pianística, tais como, peso,
tensão/relaxamento, espaço, independência, coordenação e controle de movimentos (1º grau);
Conseguir realizar diferentes articulações e dinâmicas, bem como um fraseado adequado;
Demonstrar boa compreensão de aspetos básicos da técnica pianística, tais como, peso, tensão/relaxamento, independência, coordenação e controle de movimentos (2º grau);
Consolidar as noções de ritmo e tempo e aperfeiçoar a aplicação de diferentes articulações e dinâmicas (2º grau);
Compreender a estrutura de peças simples e realizar um bom fraseado (2º grau);
Desenvolver a capacidade autocrítica (2º grau);
Desenvolver as competências técnicas e artísticas adquiridas (3º grau); Ter um discurso melódico e rítmico equilibrado (3º grau);
Ser capaz de diagnosticar problemas e resolvê-los (3º grau); Desenvolver a capacidade de apreciação crítica (3º grau).
Com base nestes parâmetros, os exercícios que constam em Viagem pela Ponte Sonora: Em busca do Legato Perfeito foram estruturados de modo a que o aluno
191Consultado em Programa de Piano: Curso Básico 2017-2018 – ver anexo XII. 192
Em Prática Instrumental ao Piano do Curso Básico de Canto Gregoriano, consultado a 2018-06-4. Ver anexo XIV ou disponível na Internet: http://www.institutogregoriano.pt/NEWProgPinstPiano.pdf
pudesse desenvolver estas componentes, recorrendo ao canto e a movimentos corporais do quotidiano de qualquer pessoa, como foi explicado em Origem dos Exercícios.
Na construção da maior parte dos exercícios propostos, foram utilizadas tonalidades que não integram alterações na armação de clave, como Dó maior e Lá menor e que, geralmente, constam nos primeiros manuais com que o aluno inicia a sua aprendizagem no instrumento. Considera-se que estes fatores simplificam o processo de leitura por parte do mesmo. Para além destes aspetos, permitem explorar uma região do teclado e adotar uma posição dos cinco dedos que lhe é familiar (a partir do Dó central até ao Sol 4 na mão direita; a partir do Dó central até ao Fá 3 na mão esquerda).
No entanto, existem algumas exceções presentes nos exercícios nº 14, 20, 21, 22, 23, 24 e 25.
Exercício nº 14:
Está construído sob a tonalidade de Sol maior. Visto tratar-se de um exercício em que o aluno deve entoar uma frase musical (tendo em conta que esta se inicia com o arpejo de Sol), acredita-se que a tessitura da mesma se torna mais adequada para a extensão vocal do aluno.
Exercícios nº 20 e 21:
Ambos estão construídos sob a tonalidade de Ré maior. Têm como objetivo exercitar a passagem do 1º dedo por baixo do 3º dedo, e do 3º dedo por cima do 1º dedo, na execução de graus disjuntos. Desta forma, e para não suscitar dúvidas no aluno relativamente às dedilhações que normalmente utiliza nas escalas/arpejos, a tonalidade de Ré maior permite que a mão esquerda realize o arpejo com a dedilhação (5º, 3º, 2º, 1º dedos) que integra a passagem dos dedos que se pretende aperfeiçoar.
Exercícios nº22, 23, 24 e 25:
Construídos sob a tonalidade de Fá maior e com o intuito de potencializar a passagem do 1º dedo por baixo do 4º dedo, e do 4º dedo por cima do 1º
dedo, estes exercícios compreendem a mesma justificação dos exercícios nº 19 e 20. A tonalidade de Fá maior possibilita a utilização da passagem dos dedos que se pretende desenvolver, tanto em graus conjuntos (exercícios nº 22 e 23) como em graus disjuntos (exercícios nº 24 e 25), não causando incertezas relativamente ao uso das dedilhações comuns das escalas/arpejos.