Chapitre 4 : ÉNERGIE SOLAIRE PHOTOVOLTAÏQUE
II. La cellule photovoltaïque
II.6 Application des générateurs PHOTOVOLTAÏQUES :
II.6.1 Alimentations électriques faibles puissances
Antes de nos debruçarmos sobre este item, faz-se necessário esclarecer que o mesmo tem uma estreita relação com o anterior, e, de certa forma, pode até se confundir com ele, mas há uma tênue distinção entre as percepções sobre as condições de trabalho e as dificuldades para realização do estágio. Anteriormente, nos referimos às condições ou espaços inadequados para o desenvolvimento das atividades do estágio, a falta de acesso a materiais pedagógicos e a (in) existência de apoio, formações e orientações garantidas aos estagiários. Agora, pretendemos abordar as dificuldades apresentadas pelos sujeitos da pesquisa, as quais estão relacionadas, sobretudo, as relações com os outros sujeitos da escola, tais como a falta de orientação, problemas na relação interpessoal, falta de organização do cotidiano escolar, entre outras.
As dificuldades enfrentadas pelo EA, em muitas situações, comprometiam as suas atividades, bem como a sequência das mesmas, conforme informa abaixo:
[...] Outra coisa também era a questão da, da, da como é que se diz? Como eles não nos davam planejamento e eu não
sabia o que fazer, eu tinha que criar. Eu tinha que ser
criativa. E quanto às séries diferenciadas, não havia aquele vínculo. Se eu não tinha vinculo com aquela turma, eu dava aquela aula ali, só ia ver ela dali 15 dias, dali 16 dias, isso complicava demais o meu trabalho. Então uma das dificuldades que eu sentia muito era a questão de eu nunca saber em que sala que eu ia parar.
Então se eu nunca sabia que sala eu ia parar, eu não sabia fazer planejamento, não tinha como, não sabia o ponto de partida! [...]. (EA, grifos nosso).
Como vimos a inexistência de um profissional efetivo da escola para auxiliar EA no processo de planejamento de atividades a serem executadas com as crianças, bem como a incerteza de qual público ou turma ele iria trabalhar, constituíam as suas duas maiores dificuldades. Esse depoimento deixa entrever que o estagiário acaba tendo de improvisar e se adequar a condições adversas, o que não deixa de constituir aprendizagens, ainda que limitadas em relação aos objetivos primeiros do estágio.
Em consonância com o que é afirmado por EA, EE, referindo-se às suas dificuldades, assegura que
[...] É porque eu não tinha ninguém pra me acompanhar assim, assim, dizer: Margarida [nome fictício], passa essa semana, trabalhe com ele isso, trabalhe com esse aquilo, eu num tinha, era, comigo, comigo, mesmo, tinha que dá meu jeito [...]. (EE).
O depoimento do entrevistado conduz-nos, inevitavelmente, ao que determina a legislação, em seu capítulo 9, inciso III, ao assegurar, para o
desenvolvimento do estágio que a instituição concedente tem o dever de “indicar funcionário de seu quadro de pessoal, com formação ou experiência
profissional na área de conhecimento desenvolvida no curso do estagiário, para orientar e supervisionar até 10 (dez) estagiários simultaneamente”. No caso em questão, a legislação não está sendo cumprida.
Ainda pudemos identificar outras dificuldades. O EG, do Alfaletramento, afirma: “A gente não é apresentada quando chega na escola. Como uma pessoa do projeto, que vai facilitar a vida daquela criança. A pessoa
não é vista, bem vista pelo professor.” (EG). A ausência de receptividade ao estagiário, bem como a aceitação do mesmo na escola, configura-se como uma dificuldade às suas atividades. Em continuação, ainda é importante destacar outra fala do entrevistado em questão, quando o mesmo afirma:
Quando a gente chega na sala de aula o professor faz: Leva, leva, leva, porque não presta. Então a gente não vai pegar aquele aluno, não é porque ele não presta. Nem também porque ele tá perturbando ou porque ele é um menino hiperativo. A gente vai pegar ele porque ele precisa ser trabalhado. Tá entendendo? Tem essa questão. (EG).
Por fim, ainda sobre os empecilhos enfrentados, o entrevistado assegura:
E a questão do apoio, que a escola, nem toda escola dá. A direção não apóia. Se eu trago um projeto, porque eu sei que meus alunos da minha escola precisam, então eu tenho que seguir aquilo ali ao pé da letra. Porque se na quarta, na quinta, eles não tem capacidade de ser essa série. Quando ele chegar na oitava, ele não vai ter mesmo. Tem essas dificuldades. (EG).
Já EI, garante:
Olhe, dificuldade eu encontro no sentido de abertura mesmo, dos professores. Assim, eu percebo que eles, assim, não dão tanto apoio pra gente como estagiária, e percebo também que assim, a gente, a gente quando chega, a gente fica um pouco perdido, né? Sem saber como, como conduzir [...] mas eu acho que elas não têm essa, como é que eu posso dizer? Não é nem consideração, mas eu acho que elas também não têm essa preparação, de receber o estagiário na sala. Sabe? Assim, de como eu vou lidar com o estagiário, né? Talvez ela ache que a gente tá ali atrapalhando, não sei. De alguma forma querendo tirar [risos] alguma coisa delas, eu sinto um pouco isso. E eu, eu, acho que deveria ser o contrário, elas deviam ver a gente como realmente aquele apoio que vai ajudar em todos os sentidos, sabe? Eu acho que é abertura mesmo, da parte delas. (EI).
Por fim, em relação às dificuldades no estágio, mencionamos o que destaca EC, do Se Liga:
Eu acho que assim, esse ano eu sinto que teve um atraso, demorado, assim, do material didático. Veio chegar um pouco mais tarde, é quando eu cheguei na sala, um mês depois foi que o material chegou, ou seja, na metade do ano. Isso prejudica o aluno que já tá assim, atrasado, às vezes tem uns alunos com treze anos, faziam a quarta serie. Então, pra isso, já é um atraso. O atraso desses materiais dificulta mais o trabalho do professor, ou do estagiário numa sala de aula. Acho que esse ponto do material didático deveria viabilizar mais rápido pra que pudéssemos efetuar um trabalho mais certo. (EC).
As dificuldades mencionadas evidenciam problemas de relacionamento e em certa medida, falta de acompanhamento nas escolas. Pudemos constatar também que em alguns projetos, como é o caso do Se Liga os estagiários não têm momentos de formação continuada. Em síntese, os problemas e rumos diferenciados da prática do estágio são indicativos da falta de unidade da Prefeitura no desenvolvimento dos seus programas e projetos o que reflete na formação que os estudantes de pedagogia vivenciam nos estágios ofertados.