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Alimentation de l’ensemble capteurs et centrale d’enregis- d’enregis-trement

Analyse de la Dynamique Limite et

5.9 Alimentation de l’ensemble capteurs et centrale d’enregis- d’enregis-trement

Na disfunção diastólica há uma mudança relativa do enchimento do ventrí- culo esquerdo para a parte final da diástole com uma grande dependência da contração auricular. Estas alterações, como já foi referido, podem ser avaliadas por ecocardiografia transtorácica e, admite-se que também possam ser detetadas por cardiografia de impedância.

Parâmetros

Hemodinâmicos

IC > 4,2* IC < 2,5 IRVS > 2500 CFT Homem > 34 CFT Mulher > 24

Perfil

Hemodinâmico

Hiperdinâmico Hipodinâmico Vasoconstritor Hipervolémico

Opções

Terapêuticas

Adicionar/aumentar BB, BCC não-DHP DiminuirBB Adicionar/aumentar iECA/ARA, BCC DHP, vasodilator direto Adicionar/aumentar diurético

Figura 1.9: Algoritmo para escolha da terapêutica anti-hipertensora guiada por cardiografia de impedância. Se os valores não correspondem aos critérios ex- postos, o doente apresenta um perfil equilibrado. *Se nem o IC nem o IRVS apresentarem valores elevados, deve ser selecionada a terapêutica de acordo com o parâmetro mais elevado, dentro dos valores normais. Adaptado de Ventura e colaboradores e Krzesinski e colaboradores.[174, 209]

ARA, antagonista do recetor da angiotensina II; BB, beta-bloqueante; BCC, bloqueador dos canais de cálcio; CFT, conteúdo de fluido torácico; DHP, dihi- dropiridínico; iECA, inibidor da enzima conversora da angiotensina; IC, índice cardíaco; IRVS, índice de resistência vascular sistémica.

Tabela 1.6: Principais ensaios clínicos sobre terapêutica anti-hipertensora com orientação hemodinâmica.

Autor N Desenho do estudo Resultados Sramek,

1996[216] 322

Unicêntrico prospe- tivo, não aleatori- zado

Após 3 semanas de terapêutica baseada na CGI, 63% dos doentes ficaram normotensos; taxa de sucesso 58 ∼ 68%

Taler,

2002[205] 104

Unicêntrico, aleato- rizado

Após 3 meses, 28 (56%) dos indivíduos da abor- dagem à HTA baseada na CGI alcançaram PA < 140/90 mmHg vs. 18 (33%); OR 2,55[1,15; 5,64], p = 0,02

Sharman, 2004[217] 21

Unicêntrico, prospe- tivo, não aleatori- zado

Após 7 meses, 57% dos doentes com hipertensão resistente apresentaram controlo tensional (PA < 140/90 mmHg); p < 0,001

Smith,

2006[203] 164

Multicêntrico, alea- torizado

Após 3 meses, assistiu-se a uma redução superior na PA no grupo do tratamento guiado por CGI 55% vs. 27%; OR 2,32[1,27; 5,35], p = 0,007

Krzesinski, 2012[218] 82

Unicêntrico, aleato- rizado

Após 3 meses, mais doentes na terapêutica gui- ada por CGI alcançaram controlo tensional, tanto na MAPA (23,5% vs. 43,9%, p = 0,117) como em MPAC (23,5% vs. 36,6%, p = 0,22) Krzesinski, 2013[209] 128 Unicêntrico, aleato- rizado

Após 3 meses, todos os valores de PA foram inferi- ores no grupo de tratamento guiado por CGI, com significância estatística na MPAC e na pressão arte- rial noturna (p < 0,05)

Krzesinski, 2016[219] 272

Unicêntrico, aleato- rizado

Após 3 meses, a PA foi significativamente inferior no grupo de tratamento guiado por CGI para MPAC (p = 0,01) especialmente nos doentes com PA mais elevada (p = 0,003)

Krzesinski, 2016[220] 144

Unicêntrico, aleato- rizado

Após 12 meses, a PA foi inferior no grupo de tra- tamento guiado por CGI, com uma redução da PA no mínimo de 20 mmHg no consultório da pressão diastólica (27,3% vs. 12,1%; p = 0,034), pressão arterial sistólica média nas 24h (49,1% vs. 27,3%; p = 0,013) e melhoria na disfunção diastólica do ven- trículo esquerdo (E/A = 0,34 vs. 0,12, p = 0,017) CGI, cardiografia de impedância; MAPA, monitorização em ambulatório da pressão arterial; MPAC, medição da pressão arterial em consulta; PA, pressão arterial.

Na ecocardiografia transtorácica, a fase de enchimento ventricular rápido e passivo no início da diástole produz uma onda E e a contração auricular produz a onda A. As ondas E e A no Doppler correspondem às ondas O e A da cardiografia de impedância, respetivamente.[221, 222] Geralmente, a onda E no Doppler é maior que a onda A, enquanto na fase inicial da disfunção diastólica, a onda E é mais prolongada e torna-se menor do que a onda A. Na presença de contractili- dade normal a cardiografia de impedância pode detetar disfunção diastólica numa fase precoce revelando uma onda O tardia (denominada onda D) que reflete um enchimento ventricular passivo demorado. Tal como na ecocardiografia transto- rácica onde a onda A se torna predominante na presença de disfunção diastólica, também na cardiografia de impedância se verifica um aumento significativo na amplitude e duração desta onda.[171, 221, 223] Com o evoluir da disfunção dias- tólica verifica-se aumento das pressões de enchimento e, consequentemente um aumento progressivo da velocidade E.[224] Assim, na cardiografia de impedância, o agravamento da disfunção diastólica traduz-se numa onda D ampla e cada vez mais proeminente.[171] Considera-se uma onda D anormal com uma amplitude acima da linha de base dZ/dt maior do que um terço da amplitude da onda E correspondente.[189] Nos doentes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada a onda A da cardiografia de impedância é menos pronunciada e, por vezes, funde-se com a onda S não sendo percetível.[171]

O tempo sistólico é constituído pelo período pré-ejeção e tempo de ejeção do ventrículo esquerdo. O período de pré-ejeção, correspondente ao intervalo entre o início da despolarização (onda Q do eletrocardiograma) e a abertura da válvula aórtica – que inclui o acoplamento excitação-contração e contração isovolumétrica do ventrículo esquerdo, diminui com o aumento da pressão do ventrículo esquerdo no final da diástole, a principal consequência fisiológica da disfunção diastólica.[225–227] Por outro lado, o tempo de ejeção do ventrículo esquerdo, medido como o intervalo entre a abertura da válvula aórtica e o seu encerramento, aumenta nos doentes com disfunção diastólica. Foi aludido que, nos doentes com disfunção diastólica isolada, há um aumento acentuado do tempo de ejeção do ventrículo esquerdo, que se correlaciona com a gravidade da disfunção diastólica.[228] Assim, nos doentes com disfunção diastólica admite-se que o rácio de tempo sistólico diminua (rácio de tempo sistólico corresponde à razão entre o período pré-ejeção pelo tempo de ejeção do ventrículo esquerdo).

Para além dos parâmetros mencionados, também o conteúdo de fluido torá- cico poderá estar relacionado com a presença de disfunção diastólica. Este pa- râmetro reflete o volume total de fluido (intravascular e extravascular) presente na cavidade torácica, sendo inversamente relacionado com a bioimpedância elé- trica transtorácica do doente. É, portanto, um índice confiável de sobrecarga de fluidos em doentes em ambulatório. Este parâmetro aumenta com a evo- lução da disfunção diastólica, podendo, tal como foi recentemente proposto, ser um sinal de gravidade, a monitorizar nos doentes com insuficiência cardíaca diastólica.[229, 230]

1.3

Conclusão da revisão bibliográfica. Justi-