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4.2 Énumération ordonnée pour ATSP

4.2.2 Algorithmes par énumération ordonnée pour ATSP

Como a variedade de produtos a serem avaliados tem crescido muito, há necessidade de se estudar novas metodologias e escolher entre elas a que possa responder melhor quanto à presença de possíveis elementos tóxicos. A biocompatibilidade dos materiais odontológicos tem sido motivo de grande interesse na atualidade. Vários são os materiais que permanecem em contato com os tecidos orgânicos por períodos prolongados (WIGG et al., 1997). A biocompatibilidade dos materiais pode ser avaliada por testes in vitro e in vivo.

Os testes in vitro podem não representar a situação real de um material. Contudo, eles podem promover resultados preliminares relacionados à interação entre o material e o corpo biológico, de forma rápida e eficiente, minimizando a necessidade de testes em animais (DAGUANO; SANTOS; ROGERO, 2007). Com o controle cada vez mais rigoroso em relação ao uso de animais de laboratório, há a necessidade de desenvolver e padronizar testes in vitro que possam detectar a toxicidade de dispositivos para uso em seres humanos, principalmente aqueles de aplicação clínica, como os biomateriais que não devem causar reações adversas e nem lesar o organismo do paciente.

Os testes in vitro surgem como uma promissora e importante tentativa de substituição dos modelos animais nos ensaios biológicos. No entanto, apesar do desenvolvimento de grande variedade de métodos alternativos experimentais, estes ainda não substituem a experimentação animal em sua totalidade, mesmo quando se pretende reproduzir o mais próximo possível o que aconteceria in vivo (VALÉRIO et al., 2005).

Segundo Matta et al. (2004), a base dos experimentos in vitro é definir as pequenas quantidades de fármaco que atravessam as membranas ou que ficam retidos nas mesmas. Para isso, a utilização de um método analítico sensível, o qual possa viabilizar o experimento, é de grande importância. Estudos in vitro são realizados de modo que o fármaco seja liberado da formulação onde está veiculado e se difunda para uma solução receptora, a qual deve garantir condições termodinâmicas favoráveis ao fármaco (JORGE; GIAMPAOLO; PAVARINA, 2004).

Os métodos in vitro apresentam vantagens em relação aos in vivo, tais como poder limitar o número de variáveis experimentais, obter dados significativos num período mais curto e são facilmente realizáveis (JORGE; GIAMPAOLO; PAVARINA, 2004). Análises

farmacocinéticas de liberação in vitro, partindo de sistemas nanoestruturados, têm colaborado para o entendimento sistemático e quantitativo de fármacos vetorizados, proporcionando dados mais significativos para compreensão desses sistemas (MATTA et al., 2004). Fármaco vetorizado é definido como uma substância que tem uma liberação seletiva para sítios fisiológicos específicos, órgãos, tecidos ou células, onde a atividade farmacológica é requerida.

Os princípios da cultura celular começaram a ser definidos no início do século XX, quando pesquisadores começaram a manter em meio de cultura fragmentos não desagregados de tecido e observar que ocorriam mitoses na periferia desses fragmentos. Em meados do século, já se estabeleciam experimentos com células dispersadas dos tecidos originais (ROSE, 1970; BUTLER; BENGHUZZI, 2003). Vários métodos in vitro, para avaliar a toxicidade de biomateriais, foram padronizados, utilizando-se culturas celulares.

A determinação da citotoxicidade pode ser através de avaliação qualitativa ou quantitativa. Estes testes de citotoxicidade consistem em colocar o material direta ou indiretamente em contato com uma cultura de células, verificando-se as alterações celulares por diferentes mecanismos, entre os quais a incorporação de corantes vitais ou a inibição da formação de colônias celulares. O parâmetro mais utilizado para avaliar a toxicidade é a viabilidade celular, que pode ser evidenciada com auxílio de corantes vitais, pois com eles é possível distinguir entre células vivas ou mortas, pela medida de intensidade de cor da cultura celular (DAGUANO; SANTOS; ROGERO, 2007).

O problema da extrapolação dos dados obtidos in vitro para a aplicação clínica dos biomateriais pode ser superado pelo uso de materiais de referência apropriados, atualmente usados. Estudos com estes métodos demonstraram que os testes in vitro em culturas celulares podem ser utilizados com sucesso, pois são reprodutíveis, rápidos, sensíveis e financeiramente acessíveis para a execução do estudo de biocompatibilidade (DAGUANO; SANTOS; ROGERO, 2007).

3 JUSTIFICATIVA

Considerando-se os aspectos clínicos e biológicos, a DOX tem vasto uso como auxiliar na terapia periodontal. Apesar disso, existe a necessidade de prolongar seu efeito terapêutico para permitir a reparação dos tecidos periodontais. O sistema de liberação

controlada de DOX/ CD apresenta-se como uma alternativa para tratar as superfícies dentais

e as superfícies afetadas pela doença periodontal, estimulando a formação de tecido ósseo e de um substrato para inserção de fibras colágenas de tecido conjuntivo. O uso desse composto de inclusão por empregar baixas concentrações de DOX, apresenta baixa toxicidade e ao mesmo

tempo mantém efetividade antimicrobiana. Compostos supramoleculares de DOX/ CD

apresentam atividade antimicrobiana em concentrações mais baixas que as convencionais, ainda que se mantenha a mesma concentração de DOX.

No entanto, pouco se conhece sobre as interações destes compostos na atividade

osteogênica da DOX e da DOX/ CD. A inclusão molecular em ciclodextrinas, mantendo as

mesmas quantidades de DOX indiferentemente da razão molar empregada, provoca mudanças na organização molecular destes compostos, que podem se organizar em complexos supramoleculares. Este trabalho fundamenta-se no desenvolvimento de um novo biomaterial que possibilite o tratamento regenerativo ou reparador de defeitos ósseos. Até o presente momento, o padrão-ouro no reparo de ossos danificados e restauração da forma e função natural é a coleta do tecido do próprio paciente de um sítio doador e transplante para o sítio receptor (autoenxerto). Entretanto, nem sempre isto é possível. O objetivo futuro desta pesquisa é que o novo material elimine a necessidade de dois sítios cirúrgicos em um mesmo paciente.

4 OBJETIVOS

O presente trabalho tem como objetivo principal avaliar a viabilidade, estrutura

e atividade osteogênica da DOX encapsulada em -ciclodextrina incluída em dispositivos de

liberação controlada a base de PCL/PLGA/BC in vitro.