Chapitre 3. Les méthodes d’optimisation
3.2. Bibliographie et état de l’art des méthodes d’optimisation directes
3.2.5. Les Algorithmes Evolutionnaires
Uma única administração de GnRH, entre os dias 21 e 31 pós-parto, pode induzir um aumento de LH e ovulação, em vacas de carne. Da mesma forma, duas administrações de GnRH com 10 dias de intervalo, induziram a ovulação e a ciclicidade, neste tipo de fêmeas. A longevidade do CL induzido pela GnRH é geralmente inferior à de uma ovulação espontânea (Lamb et al., 2010).
A GnRH é capaz de induzir a ovulação do primeiro FD pós-parto quando detectado por ecografia transrectal, em vacas de carne. Este tipo de terapêutica inicia uma regressão dos grandes folículos ou promove a ovulação do FD, quando este atinge um estádio adequado de
maturação. Para além disto, inicia a emergência de uma nova onda de crescimento folicular (Stevenson et al., 2000).
2.8.3.2 Com progestagénios
Vários estudos têm verificado que uma pré-sincronização com P4 prolonga a duração do CL induzido no pós-parto das vacas acíclicas. Assim, a P4 exógena previne os ciclos curtos que se seguem às primeiras ovulações (Lamb et al., 2010).
A inclusão do CIDR no procedimento CO-Synch (CO-Synch + CIDR) parece ser o método alternativo mais procurado para a sincronização de vacas de carne (Lamb, 2010).
Um estudo recente comparou a eficácia de um protocolo de longa duração (Show-me-Synch; ver Figura 12) com um de curta duração (7-d CO-Synch + CIDR) de exposição à P4. Ambos os protocolos foram efectivos na sincronização do estro em populações mistas de vacas cíclicas ou anéstricas, no período pós-parto. No entanto, o protocolo Show-me-Synch pode revelar vantagem relativamente, aos protocolos de curta duração, em cenários com muitas vacas em anestro. Este protocolo demonstrou elevada eficácia na sincronização do ciclo éstrico antes da IATF em vacas de carne, no período pós-parto, garantindo pois, uma alternativa aos clássicos protocolos de curta duração. Para além disso, os protocolos de longa duração fornecem uma oportunidade para combinar a profilaxia da vacada e reprodução, num único passo. Esta estratégia baseia-se na recomendação da vacinação, no mínimo 30 dias antes da época de reprodução, fazendo-a coincidir com o início do protocolo Show-me-Synch (ver Figura 12) (Nash et al., 2012).
Tal como nas novilhas (ver 2.7.2.2), foi estudada a possibilidade de nas vacas, prolongar a duração do pró-estro e retirar a P4, no momento de maior capacidade estrogénica do FD, através do 5-d CO-Synch + CIDR. Nas experiências iniciais, duas doses de PGF2α foram administradas, a primeira em simultâneo com a remoção do CIDR e a segunda 12 horas depois. Esta abordagem foi decidida devido ao intervalo de tempo relativamente curto entre a GnRH e a PGF2α já que era questionável que o CL acessório regredisse em todas as vacas, com uma única administração de PGF2α (Bridges & Day, 2013).
Um primeiro ensaio comparou os protocolos 7-d com o 5-d Select Synch + CIDR e, as vacas foram inseminadas após observação do estro. A resposta éstrica e o intervalo para a sua manifestação, não diferiram entre os protocolos, tal como as taxas de concepção e de gestação. Na segunda experiência, utilizando exclusivamente a IATF, compararam-se os protocolos 7-d e 5-d CO-Synch + CIDR, com IA às 60 horas após a remoção do CIDR. Com esta duração do pró-estro (60 horas), as taxas de gestação não diferiram em ambos os protocolos. Nos dois estudos finais, o intervalo do pró-estro foi prolongado das 60 para as 72 horas, na abordagem dos 5 dias de exposição à P4. Esta modificação permitiu uma
maximização das concentrações pré-ovulatórias de E2 e assim as taxas de gestação aumentaram, quer nas vacas cíclicas, quer nas anéstricas (Bridges & Day, 2013).
Embora a abordagem 5-d CO-Synch tenha demonstrado ser um protocolo superior para facilitar a IATF em vacas de carne, a manipulação adicional para administração da segunda dose de PGF2α, 12 horas após a remoção do CIDR, limita a sua aceitação por alguns produtores. Ficou demonstrada a necessidade da dupla administração de PGF2α, já que as taxas de gestação diminuíram, quando era administrada apenas uma única dose. Além disso, verificou-se que uma única administração de PGF2α não era eficaz na indução da luteólise em todas as vacas. Por seu turno, registou-se adicionalmente que administrando as duas doses em simultâneo aquando da remoção do CIDR, as taxas de gestação não se alteravam em comparação com a dupla administração em separado. Ou seja, em termos práticos, é necessária uma dose de 50 mg de PGF2α (2 x 25mg) quando o CIDR é retirado (Bridges & Day, 2013).
2.8.3.3 Com eCG
Uma única administração de eCG pode estimular a secreção de estradiol, o pico de LH e a ovulação, em vacas de carne (Lamb et al., 2010). Da mesma forma, uma única administração de gonadotrofina coriónica humana (hCG), 19 dias após o parto, resulta na formação de um CL em 40 a 82% de vacas, mas apenas 25% dos CL têm uma longevidade normal (Lamb et al., 2010).
A aplicação de eCG no momento de remoção de um dispositivo de P4 tem sido extensivamente utilizado em vacadas de carne com alta incidência de anestro pós-parto (Bó, Baruselli & Mapletoft, 2013).
Provavelmente o efeito mais importante da eCG é a estimulação do crescimento do FD, o que consequentemente aumenta a taxa de ovulação, especialmente em vacas em anestro pós-parto e/ou com fraca CC (Bó et al., 2013). A análise de 9668 IATF demonstrou que animais tratados com dispositivos de P4 devem ter uma CC superior a 2,5 (escala de 1 a 5) e idealmente, igual ou superior a 3 para se alcançarem taxas de gestação iguais ou superiores a 50% (Bó, Cutaia, Peres, Pincinato, Maraña & Baruselli, 2007, citados em Bó et al., 2013). É muito importante notar que esses resultados foram alcançados somente quando as vacas estavam a ganhar CC, durante a época de reprodução. Se as condições não permitirem a melhoria da CC, durante esse período, as taxas de gestação mais prováveis serão iguais ou inferiores a 35%, mesmo após a administração de eCG (Bó et al., 2013).
3. FACTORES QUE CONDICIONAM A EFICÁCIA DA IA