• Aucun résultat trouvé

CHPITRE III : CONTROLE INDEPENDANT DES PUISSANCES ACTIVE ET REACTIVE

IV.1 INTRODUCTION

IV.2.2 Algorithmes de maximisation de la puissance extraite

S e o s i s t ema d e r e e n v i o s q u e e s t á n a o r i g e m d a e x p e r i ên ci a é co s t u r a d o p e l o “ a p ri o ri s i n t é ti c o” , e s t e a p r io ri é a q u el e q u e s e d e s c o b r e n a co n s ci ê n ci a co n stituinte do temp o. C a r l o s A lbe r t o R ib e iro d e M ou r a

Da análise das respostas à pergunta Qual é o modo de ser das estruturas da Álgebra? na perspectiva dos agoras compreende-se os modos de doar-se das estruturas da Álgebra que se expressam em seus invariantes estruturais como integrador relacional, delineador de fronteiras e de ser recurso que se dão entrelaçados às finalidades de sua construção nas fases temporais de agoras e de agoras-passados. Esse entrelaçamento é constituído pelas características do agora e pelo rastro de modificações deixadas ao longo do tempo que expressam a maduração das conquistas matemáticas. Tecer uma unidade da multiplicidade de fases temporais é tecer a análise na perspectiva do presente vivo.

Falar das estruturas da Álgebra como sujeito a um processo de maduração é assumí-lo em seu modo de ser enquanto um ser que é e que se

constitui no ir sendo ao dar-se. O ir sendo ao dar-se descreve a formação desta idealidade não como um conteúdo que se renova, se modifica e se transmite por uma força vital própria, mas como constructo que se constitui no fluir de intencionalidades, de opiniões formadas que não devem ser vistas somente no individual, mas també m no todo de sua construção/produção e no tempo histórico. Um todo que contemple o conteúdo, a validação deste conteúdo e a validade de ser do modo de validação, que descrevem o seu modo originário de ser e o modo da Modulação a que pertence. A Modulação revela o ir sendo do mundo, como algo validado em nossas vidas, ou seja, com seu sentido ôntico espaço-temporal de mundo real.

No caso específico do conteúdo estudado nesta tese, a Modulação é entendida como a ciência Matemática e o modo da Modulação como sendo o modo estrutural da cultura ocidental de construir/produzir essa ciência.

Por tratar-se aqui de um conteúdo que já é conhecido no presente atual, ele será explicitado na certeza de um ver claro que o produziu, pois ele está sendo dado como constructo-passado validado no fluxo do tempo e consolidado no fluxo de maduração, mostrando-se como um presente em fluxo, permanente e presente. Essa permanência mostra que as estruturas da Álgebra estão em concordância com o ir sendo do mundo e com o significado da Matemática para a práxis que se destina.

A práxis se dá, em primeira análise, no âmbito pessoal e está ligada à comprovações do vivido. Somente pela práxis pode-se realizar e confirmar algo. Mesmo que a comprovação seja para satisfazer um único indivíduo, aquele que intuiu.

Para HUSSERL, as comprovações são sínteses identificadoras do que foi apresentado de antemão como um por vir, em ato de percepção. Uma vez que o por vir mostre-se “ser real” ou “ser assim” na práxis isso permanece no fluxo da vida.

Por outro lado, estamos relacionados com o ir sendo do mundo e com o seu horizonte de possibilidades. O mundo é, portanto, uma possibilidade de experiências, não só para novas apresentações mas também para novas concordâncias. Uma das bases que faz a amarração de sentido de experiência e concordância é a finalidade.

F i n al id ad e s s ã o fin a li d ad e s p a ra a e xp e r iê n c i a d e mu n d o (n o mí n i mo , n e c e s s á r i a s n o n í v e l ma i s b a i x o ) . E l a s mo s t r a m p o r u m l a d o o s i s t e ma d o j u í zo p r át ic o , e po r ou t ro l ad o um mo d o p ró pr io d e i r s e ndo , n ã o i r s end o d e me r a e xp e r i ên c ia , ma s i r s e n d o d e a s p i r a ç ão ( Z i e l u n g ) p r á t i c a . Uma f i n a l i d a d e é i r s e n do , é id e nt i fi c á v el , t e m s e us mo d o s de d a r- s e su bj e ti vo s , q u e s ã o i d e n t i f i c áv e i s , e f i n a l i d a d e c o mo i r s e n d o p en e t r a n a c o r r en t e d e e x p e r i ên c i a c o mo a to do qu e r e r – v iv en c i áv e l.168

Conforme foi constatado na análise das estruturas da Álgebra tomada como um objeto temporal, as finalidades internas do corpo do conhecimento matemático modificam-se a cada fase temporal apresentada, deixando à mostra o seu ir sendo em torno dos invariantes estruturais que revelam as características de integrador relacional, delineador de fronteiras e de ser recurso, próprias das estruturas. Esses invariantes modificam-se segundo a finalidade, formando uma unidade de fluxo que mantém em suas temporalizações uma correlação entre as fases como aquela do condicionado com a condição.

As finalidades apontadas no texto-solo encontram-se claramente relacionadas com a práxis pessoal de matemáticos, impulsionados pelos seus quereres, buscando comprovações para o por vir, posto nas finalidades, em concordância com o já validado por outras finalidades, construindo um fluxo coerente de comprovações que transmitem sentido da experiência.

As estruturas da Álgebra quando analisadas na perspectiva husserliana conservam o seu sentido no mais íntimo das ações humanas. As estruturas são reveladoras de movimentos vitais em torno de invariantes entrelaçados com uma práxis teórica.

T od a p r áx is , t a mb é m a t e ór i c a , p r e s su põ e o fl uxo apo dí di c o e i mu t á v e l em s e u e s t i l o e o mun d o i n g ên u o v al id a d o . T o d a 168 Z w e c k e s i n d Z w e c k e f ü r d i e E r f a h r u n g s w e l t ( mi n d e s t e n s i n u n t e r s t e r S t u f e n o t w e n d i g ) . S i e b e z e i c h n e n a u f s e i t e n d e s I c h d a s S y s t e m d e r p r a k t i s c h e n G e r i c h t e t h e i t e n , a n d e r s s e i t s e i n e e i g e n e A r t v o n S e i e n d e n , n i c h t S e i e n d e n a u s b l o s s e r E r f h a r u n g , s o n d e r n s e i e n d a u s p r a k t i s c h e r Z i e l u n g . A u c h e i n Z w e c k i s t S e i e n d e s , i s t I d e n t i f i z i e r b a r e s , h a t s e i n e s u b j e k t i v e n G e g e b e n h e i t s w e i s e n , d i e s e l b s t i d e n t i f i z i e r b a r s i n d , u n d Z w e c k s e t z u n g t r i t t i m E r l e b n i s s t r o m z w a r a l s W i l l e n s a k t a u f – e s l e b n i s mä s s i g - / . . / H U S S E R L , E d mu n d . S c h i c h t e n d e s W e l t b e w u s s t s e i n ( 1 3 . J u n i 1 9 3 6 ) . E r g ä n z u n g s b a n d t e x t e a u s d e m n a c h l a s s . I n d i e K r i s i s d e r E u r o p ä i s c h e n W i s s e n s c h a f t e n u n d d i e T r a n s z e n d e n t a l e P h ä n o me n o l o g i e . B a n d X X I X . H u s s e r l i a n a . D o r d r e c h t / B o s t o n / l o n d o n : K l u w e r A c a d e mi c p u b l i s h e r s , [ s / d ] . p . 2 5 6 .

o pi ni ã o d e mu n d o p r es s u põ e a e st r ut ur a ap od íd i c a do fl ux o e o mu n d o ingê n uo v al ida d o n el e como s o lo .169

O próprio apodídico é também uma forma de validação que mantém o sentido de ser da forma ôntica de mundo

“ c o mo u m n ú cl e o, u m c a mp o d e mu n d o exp l í ci to , a co rd a do e a p r e s en t áve l d a a t u al u n a n i mi d a d e, c o m a p o t ê n ci a d e s e r e p e ti r . E ss e é o n ú cl e o, u m h or i z on t e d e a p e r f ei ç o ame n t o d e mo d i f i c a çõ e s a t r av é s d a mo d u l a çã o d e q u a l q u er t i p o . ”170

A unidade da Modulação se forma do incompleto em direção ao seu aperfeiçoamento. As mudanças se dão de forma gradual, como conhecimento do vir a ser da mesma coisa. Os agoras da Modulação Matemática são momentos de superação. Eles doam-se como um núcleo de unanimidade continuada – para o horizonte de possíveis modos da Modulação, e que sempre são relacionadas apodidicamente ao já habitual e à unanimidade contínua.

Com isto, pode-se afirmar que as finalidades, enquanto expressões do por vir das estruturas da Álgebra, são determinantes do modo de doar-se dos invariantes estruturais da práxis teórica. São elas que direcionam a construção/produção das estruturas da Álgebra ao articular o sentido da experiência e as concordâncias até então estabelecidas.

Experiências e concordâncias que se mostram no filão do conhecimento matemático exposto no texto-solo sobre a construção/produção do conhecimento das estruturas da Álgebra, relacionados ao sentido de número, apresentados em modos de doação como propriedades, princípios essenciais e que são conservados nos modos de validação/comprovação efetuados pelos matemáticos ao se inspirarem no trabalho de seus antecessores. Como o fez NOETHER ao buscar artifícios validados no campo numérico realizados por

169 A l l e p r a x i s , a u c h d i e t h e o r e t i c h e , s e t z t d e n a p o d i k t i s c h i n s e i n e m S t i l u n v e r ä n d l i c h e n S t r o m u n d d i e n a i v - g e l t e n d e W e l t v o r a u s . J e d e a u f W e l t b e z ü g l i c h e me i n u n g s e t z d i e a p o d i k t i s c h e S t r u k t u r d e s S t r o me s v o r a u s u n d d i e i n i h m d e mg e mä s s n a i v - g e l t e n d e w e l t : a l s b o d e n . I d e m , i b d e m , p 2 6 6 . 170 / . . . / a l s K e r n e i n a n s c h a u l i c h e s u n d g e w e c k t v o r s t e l l i g e s W e l t f e l d d e r a k t u e l l e n E i n s t i mmi g k e i t u n d mi t p o t e n t i e r l l e r W i e d e r h o l b ar k e i t . D i e s e i s t d e r K e r n e i n e n H o r i z o n t d e r V e r v o l l k o m me u n g d e r W a n d l u n g d u r c h m o d a l i s i e r u n g j e d e r A r t . I d e m , i b d e m , p . 2 6 4 .

DEDEKIND, para explicitar validações no campo das estruturas da Álgebra, constituindo o seu fluxo de maduração.

2. AS ESTRUTURAS DAS PRESENÇAS – ESTRUTURAS DA

Documents relatifs