3.3 Algorithme MM sous-espace
3.3.2 Algorithme 3MG dans le cas déterministe
Conforme visto na revisão de literatura, um parque tecnológico se assegura na existência de fortes parcerias. Dentre os parceiros do parque, destaca-se a prefeitura de Cascavel, o governo do Estado, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná - FIEP, através do Instituto Euvaldo Lodi - IEL, do SEBRAE, nacional e estadual, da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas – ANPROTEC e da Rede Paranaense de Incubadoras – REPARTE.
Conforme exposto no tópico anterior, o governo do Estado e a Prefeitura de Cascavel foram os parceiros que viabilizam a implantação do PTAO.
A partir de então, a prefeitura manteve o apoio ao parque assumindo seus custos operacionais. Este fato ocorre porque, embora tenha autonomia administrativa e financeira, a FUNDETEC é uma instituição municipal, ainda não auto-suficiente. Por este motivo está inclusa no organograma institucional da prefeitura e possui uma dotação orçamentária específica dentro do município para suprir tais custos. Também, com exceção dos bolsistas, os funcionários tanto do parque quanto da FUNDETEC são mantidos pela prefeitura, através de cargos comissionados.
Com referência ao governo do Estado, são poucos os registros de apoio desta instância governamental no processo operacional do parque. Através de articulação institucional, obteve-se recursos para a realização de quatro seminários no decorrer do período de 1997 a 2000. Já pela submissão de projetos ao Paraná Tecnologia foi possível obter recursos para a realização de pesquisas na área de amido e, por intermédio da Rede Paranaense de Incubadoras, foram adquiridos alguns equipamentos de informática.
Uma grande parceira do PTAO é a FIEP, através do IEL, que desde o início mantém um efetivo comprometimento com o empreendimento. Através das bolsas de iniciação científica concedidas por esta instituição, o parque tem mantido uma média de 15 estagiários por ano, promovendo, assim, a interação entre as universidades da região e as empresas residentes. No último ano, sensível a necessidade de profissionais com alta qualificação do PTAO, concedeu, ainda, bolsas “jovem doutor”.
Também o SEBRAE, tanto nacional quanto Paraná, é um parceiro que, desde 1999, tem atuado de maneira muito ativa no processo de consolidação do PTAO. Através desta instituição tem sido possível suprir boa parte das necessidades de aperfeiçoamento técnico e administrativo tanto do pessoal vinculado às empresas, quando do próprio PTAO.
Em 1998, visando estimular o desenvolvimento sócio-econômico do país, o SEBRAE nacional instituiu o Programa Sebrae de Incubadoras de Empresas – PSI. Este programa, através do repasse de recursos financeiros a fundo perdido, tem como objetivo fomentar a criação de incubadoras e, conseqüentemente, a formação de micro e pequenas empresas no país. Para tanto são lançados editais de chamada para as entidades gestoras dos espaços para inovação.
Até hoje foram lançados três editais por este programa, em 1998,1999 e 2001. A FUNDETEC respondeu, através da submissão de projetos, e obteve aprovação nos dois últimos. Em função da falta de profissionais qualificados na área, não foi possível atender a chamada do edital lançado em 1998.
Em 2000, o SEBRAE Paraná e o IEL/PR instituíram um programa para apoiar as incubadoras do Estado. Como no PSI, através deste programa estadual tem sido possível qualificar empreendedores, divulgar produtos, enfim, oferecer condições para consolidação não só das empresas, mas do próprio parque. Por enquanto, em função do número restrito de empreendimentos desta natureza existentes no estado, ainda não há um processo seletivo como ocorre no PSI. Os recursos são repassados em função do número de empresas que estão sendo apoiadas pelos empreendimentos. Porém, como o número de incubadoras está aumentando significativamente em todo o país e, conseqüentemente, também no estado do
Paraná, já houve uma sinalização destas entidades de que a partir de 2003 haverá um processo seletivo para o repasse de recursos.
Em 2001, para assegurar o bom funcionamento da incubadora de informática, foi firmado um convênio com nove entidades, dentre estas quatro universidades. O objetivo deste instrumento jurídico é estabelecer a contra-partida de cada um dos partícipes no processo de operacionalização da incubadora. Este procedimento gerou uma proximidade do parque com as universidades que, atualmente, auxiliam no estudo da viabilidade técnica dos projetos. Por estarem em processo inicial de incubação, ainda não houve demanda de apoio técnico por parte dos empreendedores residentes nesta incubadora. Por este motivo, não é possível saber qual será a reação da universidade quando houver pleito de apoio técnico para o desenvolvimento do produto.
O PTAO também conta com o apoio da Rede Paranaense de Incubadoras e Parques Tecnológicos – REPARTE. Instituída em 2000 para integrar as ações das incubadoras e parques tecnológicos do estado, a rede busca promover estes empreendimentos através da criação de mecanismos de cooperação técnica, da divulgação, articulação institucional, dentre outros. Hoje, além do parque, a rede tem nove incubadoras associadas, o que lhe tem garantido representatividade para pleitear apoio junto ao governo do Estado.
A ANPROTEC, com objetivos semelhantes aos da REPARTE, só que no âmbito nacional, também tem proporcionado condições para que o parque atinja sua maturação. Em 2001, juntamente com o SEBRAE nacional, o elegeu, através de uma seleção nacional, como sendo um núcleo de referência nacional em parque tecnológico agroindustrial. Na verdade, este título é um reconhecimento das atividades que vem sendo desenvolvidas e, com certeza, reforçou sua credibilidade perante todos os parceiros. Além disso, por ter sido selecionado, receberá aportes de recursos tanto para auxiliar o seu processo de consolidação, quanto para difundir sua metodologia de implantação nas demais regiões do país.