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Ajustement de la VAN et mesures complémentaires

Watanabe, P.H.*1; Araújo, L.R.S.2; Freitas, E.R.1; Pinheiro, R.R.S.4; Vieira, E.H.M.3;

Fernandes, D.R.2; Melo, J.M.4

1Professor Adjunto, Departamento de Zootecnia, Universidade Federal do Ceará; 2Doutorando(a) pelo Programa

de Doutorado Integrado em Zootecnia, UFC/UFPB/UFRPE; 3Mestranda pelo Programa de Pós-graduação em

Zootecnia, UFC; 4Graduando(a) em Zootecnia, UFC.

PALAVRAS-CHAVE: Mangiferina; Radicais livres; Qualidade da carne. INTRODUÇÃO

Os antioxidantes são aditivos utilizados na nutrição animal que atuam na prevenção à peroxidação dos lipídeos presentes na ração, evitando desvios no valor energético da mesma. Assim, além prevenir os danos oxidativos que possam ocorrer durante o armazenamento das rações, os antioxidantes também apresentam efeitos ao reduzir a quantidade de radicais livres no organismo provenientes das reações metabólicas, com o intuito de proteger a carne contra a oxidação lipídica que influencia na qualidade, no aroma, no sabor e no valor nutricional (4).Os antioxidantes sintéticos comumente usados nas rações são o butilato de hidroxianisol (BHA) e o butilato de hidroxitolueno (BHT), entretanto, estudos têm revelado que tais antioxidantes podem apresentar toxidade (6). Diante desse fato, houve uma intensificação nas pesquisas com compostos antioxidantes naturais. Estudos mostram uma maior atividade antioxidante para as fontes vegetais ricas em compostos fenólicos e nesse contexto, os extratos provenientes dos resíduos do processamento industrial de frutos da manga podem ser utilizados para tal finalidade, cujos efeitos podem ser estendidos sobre a qualidade da carne (4). Diante do exposto, o objetivo do presente estudo foi avaliar a adição do extrato etanólico do caroço da manga como antioxidante em rações para suínos sobre a atividade e o potencial antioxidante total da carne destes animais.

MATERIAL E MÉTODOS

Os extratos utilizados no presente trabalho foram preparados a partir dos caroços de manga coletados em indústria de processamento de polpa da fruta, secados ao sol por 48 horas e em estufa por 72 horas. Em seguida, o resíduo foi moído e submetido à extração exaustiva a frio em hexano, e depois em etanol (1).

Ensaio de desempenho: foram utilizados 32 suínos machos castrados, com peso inicial de 20,20 + 1,34kg. Os animais foram distribuídos entre quatro dietas experimentais: ração a base de milho, farelo de soja e óleo de soja bruto, sem adição de antioxidante (controle); ração com adição de 200ppm de antioxidante butilato de hidroxitolueno (BTH); ração com 200ppm de extrato do caroço da manga (ECAR) e ração com 400ppm de ECAR. Todas as dietas foram formuladas de modo a atender as exigências nutricionais (8), diferindo apenas quanto à inclusão ou não dos aditivos antioxidantes avaliados. As rações foram administradas à vontade na forma farelada, durante os 80 dias do período experimental. Ao final do período experimental de 80 dias os animais foram abatidos. Após o abate, as meias carcaças foram levadas à câmara fria, em temperatura de refrigeração (4º C), permanecendo por 24 horas. Da meia carcaça direita de cada animal, foi colhida uma amostra de aproximadamente 10 cm do músculo Longissimus dorsi.

Processamento laboratorial: as análises de atividade e potencial antioxidante total foram realizadas nas amostras de carne no primeiro dia e após 7 dias de armazenamento sob refrigeração (4º C). Uma alíquota de 5 gramas de carne foi homogeneizada em 15 mL de água destilada e centrifugada a 996 G por 2 minutos. Adicionou-se 9 mL de clorofórmio para separar os lipídeos e o sobrenadante foi utilizado nas análises. O potencial antioxidante (2) foi avaliado por meio do percentual de captura do radical DPPH (2,2 difenil-1-picril-hidrazila). A absorbância da solução foi medida a 517 nm. A percentagem de radicais DPPH foi obtida a partir da seguinte equação: atividade de captura = [1-(Abs teste/Abs controle)]x100. A atividade antioxidante total (7) foi medida a partir do percentual de sequestro do radical ABTS (2,2’ - azino-bis (3 - etilbenzotiazolin) 6-ácido sulfônico). A atividade antioxidante foi obtida a partir da seguinte equação: atividade de captura = [1-(Abs teste/Abs controle)]x100

Análise estatística: utilizou-se o procedimento GLM (Statistical Analysis System, versão 9.2). As médias foram comparadas pelo teste SNK a 5% de probabilidade. Para os dados colhidos em dois tempos, 1 e 7 dias, foi adicionado ao modelo de análise o efeito do tempo de armazenamento e da interação tratamento x tempo de armazenamento.

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RESULTADOS E DISCUSSÃO

O potencial antioxidante (Tabela 1) foi maior nas amostras de carne de animais que consumiram ração com 200ppm de BHT e 400ppm de EEC em relação ao grupo controle (P<0,05). O potencial antioxidante da carne diminuiu após 7 dias de armazenamento sob refrigeração (P<0,05). Estudos em carne de frangos alimentados com extratos vegetais, mostraram maior potencial antioxidante apenas no dia zero quando comparado ao grupo controle, não sendo observado diferença aos 7 dias de armazenamento sob refrigeração (5). Entretanto, no presente estudo, esse efeito positivo da adição de antioxidantes se estendeu até o 7º dia de armazenamento da carne de suínos. A mangiferina é o principal flavonóide presente no EEC, e pode passar por transformações gerando metabólitos específicos (3). A redução do potencial antioxidante na carne armazenada pode estar relacionada ao aumento dos eventos peroxidativos, responsáveis pelo aumento das concentrações de MDA muscular.

A atividade antioxidante total (Tabela 2) foi superior na carne de suínos que consumiram ração adicionada de 400 ppm de EEC em relação aos demais tratamentos (P<0,05). A atividade antioxidante na carne não diminuiu após sete dias sob refrigeração (P<0,05). Sabe-se que os flavonoides são capazes de desempenhar sua atividade antioxidante, inativando radicais livres em ambos os compartimentos celulares, hidrofílico e lipofílico. Possivelmente devido ao maior aporte de fenólicos conferidos pela adição de 400 ppm de EEC à ração, a carne dos animais desse grupo apresentou maior percentual de captura do radical ABTS+, ou seja, maior atividade antioxidante de substâncias que agem no meio hidrofílico e/ou lipofílico que se mantiveram mesmo sob armazenamento. Vários metabólitos são gerados a partir dos compostos fenólicos administrados via alimentação (3) e estes não têm seu mecanismo de ação totalmente elucidado. Porém, os resultados sugerem um aumento da resposta antioxidante total em meio hidrofílico na carne armazenada.

CONCLUSÃO

A adição de extrato etanólico de caroço de manga na ração dos suínos ao nível de 400 ppm resultou em maior atividade antioxidante na carne suína in natura e sob refrigeração.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. BARRETO, J.C. et al. Characterization and quantitation of polyphenolic compounds in bark, kernel, leaves, and

peel of mango (Mangifera indica L.). J. Agric. Food Chem., v.56, p.5599‑5610, 2008. 2. BLOIS, M.S.

Antioxidant determination by the use of a stable free radical. Nature, v.181, p.1199–1200, 1958. 3. BOCK, C.;

WALDMANN, K.H.; TERNES, W. Mangiferin and hesperidin metabolites are absorbed from the gastrointestinal tract of pigs after oral ingestion of a Cyclopia genistoides (honeybush tea) extract. Nutr. Res., v.28, n.12, p.879-

891, 2008. 4. FREITAS, E.R. et al. Extratos etanólicos da manga como antioxidantes para frangos de corte. Pesq. Agropec. Bras., v.47, p.1025-1030, 2012. 5. JANG, A. et al. Antioxidative Potential of Raw Breast Meat

from Broiler Chicks Fed a Dietary Medicinal Herb Extract Mix. Poult. Sci., v.87, p.2382–2389, 2008. 6. LUNA, A.

et al. Effects of thymol and carvacrol feed supplementation on lipid oxidation in broiler meat. Poult. Sci., v.89,

p.366-370, 2010. 7. RE, R. et al. Antioxidant activity applying an improved ABTS radical cation decolorization

assay. Free Rad. Biol. Med., v.26, n.9-10, p.1231-1237, 1999. 8. ROSTAGNO, H. S. et al. Tabelas brasileiras para aves e suínos – Composição de alimentos e exigências nutricionais. Viçosa: Imprensa

Universitária/UFV, 2011.

Tabela 1. Potencial antioxidante da carne de suínos (1 e 7 dias) alimentados com rações contendo antioxidantes.

Tratamentos (T) Valor de P CV², %

Dia (D) Controle BHT EEC200 EEC400 Média T D TxD

DPPH1, % 1 34,09 39,74 35,55 39,64 37,25 A 0,0053 <0,0001 0,9121 16,95 7 26,16 31,49 28,71 34,04 30,10 B

Média 30,12b 35,61a 32,13ab 36,84a

1 Radical 2,2 difenil-1-picril-hidrazila; 2Coeficiente de Variação;

a,b Médias seguidas por letras diferentes, na mesma linha, diferem pelo teste SNK a 5%; A,B Médias seguidas por letras diferentes, na mesma coluna, diferem pelo teste SNK a 5%.

Tabela 2. Atividade antioxidante total da carne de suínos (1 e 7 dias) alimentados com rações contendo

antioxidantes.

Tratamentos (T) Valor de P CV², %

Dia (D) Controle BHT EEC200 EEC400 Média T D TxD

ABTS1, % 1 17,90 14,34 16,34 30,01 19,65 B <0,0001 0,0126 0,1751 24, 05

7 20,74 18,37 23,56 29,13 22,95 A Média 19,32 b 16,35 b 19,95 b 29,57 a

1 Radical 2,2’ - azino-bis (3 - etilbenzotiazolin) 6-ácido sulfônico; 2Coeficiente de Variação; a,b, Médias seguidas por letras diferentes, na mesma linha, diferem pelo teste SNK a 5%; A,B Médias seguidas por letras diferentes, na mesma coluna, diferem pelo teste SNK a 5%.

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CARACTERÍSTICAS DE CARCAÇA DE SUÍNOS ALIMENTADOS COM RAÇÃO CONTENDO

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