6. Conséquences de facteurs de risque cardiovasculaire chez les patients VIH
6.3. En Afrique, chez les patients infectés par le VIH, dans Temprano
Sem qualquer juízo de valor sobre as instituições que governam a Internet, esta Dissertação está alinhada com Castells (2003) quando ele coloca sua surpresa de que a Internet tenha sido gerenciada desde a sua concepção até hoje de forma estável, sem ceder à burocracia americana ou à desorganização que uma estrutura descentralizada como a sua poderia trazer, citando a importância das pessoas que desde o princípio criaram uma cultura de abertura, compartilhamento, cooperação e aprendizado contínuo.
Que isso tenha ocorrido foi a proeza desses cavalheiros da inovação tecnológica: Cerf, Kahn, Postel e Berners-Lee e muitos outros, que realmente buscaram manter a abertura da rede para seus pares como forma de aprender e compartilhar. Nessa abordagem comunitária à tecnologia, o patriciado meritocrático encontrou-se com a contracultura utópica na invenção da Internet e na preservação do espírito de liberdade que está na sua fonte. A Internet é, acima de tudo, uma criação cultural (CASTELLS, 2003, p. 32).
Acredita-se que uma das questões mais relevantes para o futuro da Internet não é apenas como a tecnologia vai mudar, mas também como os processos de mudança e evolução em si serão gerenciados. Como este trabalho descreve, a arquitetura da Internet tem sido impulsionada por um grupo de designers, mas também na forma como o grupo mudou e como o número de interessados tem crescido. Com o sucesso da Internet vem a proliferação das partes interessadas – stakeholders – agora com uma dimensão econômica, bem como um investimento intelectual na rede. Vê-se agora, no debate sobre o controle do espaço de nomes de domínio e a forma de os endereços IP de próxima geração, uma luta para encontrar a próxima estrutura social que vai orientar a Internet no futuro. A forma dessa estrutura será mais difícil de encontrar, dado o grande número de interessados. Ao mesmo tempo, a indústria se esforça por encontrar a justificação econômica ao grande investimento necessário para o crescimento futuro, por exemplo, atualizar o acesso residencial a uma tecnologia mais adequada.
Assim, estabelecer princípios para a governança e uso da Internet na linha da resolução aprovada pelo CGI.br e ações do WSIS e IGF, contribuem muito para o futuro, pois se a Internet tropeçar, não será porque faltará tecnologia, visão ou motivação. Será por não se poders definir uma direção e marchar coletivamente no futuro.
CAPÍTULO 3
CONCEITOS ESSENCIAIS
Quando se fala em conceitos essenciais, pretende-se discutir alguns pontos que para este trabalho são considerados relevantes, como a web semântica, Visualização de Dados e Mecanismos de Otimização de Buscas. Entretanto, vale registrar que existem pesquisas envolvendo outras abordagens convergentes ao objetivo de aumentar a qualidade e significância dos resultados de buscas na web, mas que não serão aplicadas na proposta de portal. Dentre elas podem ser citadas Visual Search, Social Search e Peer-to-peer web search
engine, descrevendo-as resumidamente a seguir:
a) Visual Search é uma abordagem que permite que as buscas sejam realizadas sem utilização de palavras, escritas ou faladas, apenas com imagens. Na essência pretende- se, a partir de vários objetos da imagem, analisar cores, contornos e texturas do que está no arquivo e assim construir representações digitais individuais de cada objeto, o que permitiria a pesquisa por intermédio da comparação desses objetos – assim não seriam mais necessárias as tags ou legendas associadas às imagens para classificá-las. Hoje existem dificuldades que precisam ser equacionadas, como por exemplo, a necessidade de uma grande capacidade de processamento dos buscadores. Além disso, também existem aspectos éticos e legais como o reconhecimento facial e a invasão de privacidade que isso acarretaria. Hoje um dos principais produtos nessa linha, ainda que com imperfeições, é o Google Goggles. Funcionando a partir de smartphones que utilizam o Android ou do iPhone, a Google disponibiliza uma busca online, onde a câmera funciona como um scanner possibilitando, a partir da imagem fotografada, pesquisar uma obra de arte, uma marca comercial, um monumento e até mesmo fazer a tradução do texto de um menu de restaurante, oferecendo a possibilidade de encontrar qualquer coisa por meio de imagens. Vale registrar que a tecnologia adotada pela Google foi originalmente desenvolvida para reconhecimento de face e que essa função teria sido desabilitada para evitar processos judiciais por invasão de privacidade. Outras aplicações com a abordagem de reconhecimento visual estão em desenvolvimento comercial e podem ser destacadas a Superfish (superfish.com) e Evolution Robotics (evolution.com).
A Superfish é uma startup sediada no Vale do Silício que desenvolveu uma aplicação comercial, ainda em sua versão beta, que a partir de um aplicativo instalado no navegador do usuário (add-on), recebe a imagem do objeto que está sendo procurado e após uma pesquisa dessa imagem em seu banco de dados, oferece uma lista de itens similares em outras lojas com seus respectivos preços, simplificando o processo de busca daquele produto e de seus análogos. Essa aplicação, apesar de ser muito promissora e com certeza útil, ainda apresenta falhas. Por exemplo, em uma busca por um aparelho celular, são recebidas também ofertas de capas e outros acessórios, e em alguns momentos até de outros produtos completamente diferentes em termos de funcionalidade e aplicação, porém que possuem semelhança física com a imagem consultada.
A Evolution Robotics é uma empresa que, entre suas linhas de pesquisa e desenvolvimento, atua com reconhecimento de padrões visuais. Ela desenvolveu
software e hardware de baixo custo que podem ser integrados em produtos comerciais,
atuando em parceria com as indústrias interessadas em aplicar essa tecnologia em seus produtos. Essas aplicações podem ser, por exemplo, buscadores visuais em telefones celulares, já adotado no Japão, ou em um dispositivo que analisa as gôndolas e prateleiras de um supermercado, informando às áreas competentes situações de falta de produtos e espaços vazios ou até mesmo de produtos distribuídos fora das posições em que deveriam estar.
b) Social Search é uma busca que se baseia na preferência dos seus amigos em redes sociais e, a partir dessas preferências, propõe oferecer maior significância aos resultados das suas pesquisas. Crê-se que os posts e outras informações compartilhadas por pessoas conhecidas e de sua confiança permitirão maior relevância e credibilidade aos resultados das pesquisas. Por exemplo, se você deseja informações do Museu do Prado, em Madri, e alguém da sua rede de amigos já o tenha visitado, postando fotos e comentários, esse item aparecerá em destaque no resultado de sua pesquisa. Outra variante possível dessa abordagem está relacionada a posições geográficas. Em regiões como nos EUA, onde a distribuição de backbones das redes IP é organizada de maneira a propiciar a localização do internauta com maior precisão, se, por exemplo, alguém compartilhar um link de uma loja de roupas localizada na mesma região em que outro usuário realize uma busca semelhante, é provável que esse link seja exibido em uma posição mais destacada.
O Google lançou, em outubro de 2009, a versão experimental do Google Social Search, e esta prevista uma versão atualizada ainda para 2011. A proposta do Google Social
Search é analisar as redes sociais nas quais o usuário esteja envolvido, entendendo as
suas conexões de relacionamentos e negócios, e ao realizar uma consulta, retornar informações relevantes de pessoas que sejam, supostamente aos olhos do usuário, conhecidas e confiáveis. Na mesma linha segue o Bing, que em outubro de 2010, a partir de uma parceria com o Facebook, incluiu no retorno das buscas os posts de pessoas com as quais o usuário se relaciona na rede social. Esses são, sem dúvida, passos importantes para a personalização dos resultados das buscas.
c) Peer-to-peer web search engine. É uma proposta de um web search engine universal baseado na tecnologia peer-to-peer, portanto, trabalhando de forma descentralizada. Nessa proposta, os usuários passam a ter o papel, não apenas de consumidor dos resultados das buscas, mas também em fornecer dados para os índices, bem como armazená-los em seus próprios computadores que passariam a ser nós dessa rede de busca.
Dentro desse conceito, pretende-se que a busca seja mais rápida e a própria classificação de relevância das páginas poderá ser indicada pela frequência em que é visitada.
Os benefícios ou consequências da adoção dessa tecnologia seriam:
direitos civis e da privacidade – A censura torna-se quase impossível, além de não se poder estabelecer uma central de acompanhamento, avaliação e registro das pesquisas realizadas;
ecológicos – Redução de consumo de energia pela eliminação de centros de dados para concentrar as informações, seu processamento e retorno aos usuários, pois para essa solução bastariam os computadores dos usuários; sociológicos – Todos os candidatos a nós teriam os mesmos direitos quanto à
adição de novos conteúdos, correspondendo aos mesmos princípios adotados em Wikis, o que já se mostrou viável na web. Além disso, o conteúdo do
Search Engine não seria influenciado por aspectos políticos e interesses
comerciais do operador do portal de buscas. E por fim, a individualização da relevância, pois todos podem avaliar a qualidade e a importância das páginas
web por suas próprias regras e ajustar a sua relevância pessoal como um
Nessa linha de pesquisa se pode citar a YaCy (yacy.com), Wowd (wowd.com), a Faroo (faroo.com) que já disponibilizam soluções operacionais.