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“Importa que o profissional de Educação Física seja, de facto, um profissional do Desporto. Um profissional com uma unidade identitária centrada na competência de conhecimento e competência ética, coadjuvada pela competência pessoal e social em íntima articulação com a competência funcional” (Batista, & Pereira, 2012).

Esta citação de Batista e Costa (2012), demonstra as exigências e competências que estão intrínsecas ao profissional de EF. Apesar de não termos ainda o título de profissional da área de EF, ao longo deste percurso procurámos ter sempre presentes estes níveis e exigências na nossa lecionação. Estas competências e exigências foram transmitidas ao longo da nossa formação académica, desde a licenciatura ao mestrado, adicionando ainda os conhecimentos pedagógicos e científicos. Entendemos que estes requisitos são imprescindíveis para o futuro profissional de EF.

Esta passagem pelo EP, permitiu desenvolver e solidificar aprendizagens ímpares, só mesmo possíveis no campo real. Contudo, o solidificar, não é o estagnar os processos, mas sim, compreender que é necessário, reforçar e mantermo-nos em constante planeamento, organização, avaliação, reflexão. Este é o caminho para uma melhor intervenção enquanto professor, quer seja na Escola, quer seja noutra área desportiva (treino, ginásio, etc). De uma forma muito simples e sintética, Costa (1996), revela-nos que a fase de formação inicial é o período durante o qual o futuro professor adquire os conhecimentos científicos e pedagógicos e as competências necessárias para enfrentar adequadamente a carreira docente.

No decorrer do EP, como já foi referido anteriormente, o professor encontra-se em constante versatilidade de processos. Foi neste princípio que a nossa intervenção pedagógica se baseou, aquando na atuação da turma e exercendo ligação com as linhas orientadoras dos documentos programáticos. No que respeita à nossa prática letiva, esta revestiu-se de grande complexidade. Foi um processo muito trabalhoso e exigente, mas permitiu que pudéssemos colocar em prática grande parte dos nossos conhecimentos adquiridos no processo de formação académica. Ainda, falando da mutabilidade, esta proporcionou-se devido a uma constante reflexão diária, ao abrigo de uma avaliação final de cada aula, obtendo assim, informação útil para a condução dos efeitos e objetivos

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idealizados. Porém, todas as nossas adaptações e alterações aos planos, ações, atuações, metodologias e estratégias estiveram sempre assentes nos passos supramencionados (reflexão e avaliação). Todavia, não podemos estar a falar de todos estes passos, sem mencionar a importância e peso que a caracterização da turma teve no início do ano letivo. Estas, conjuntamente com a avaliação do projeto EFERAM-CIT, contribuíram em muito para a nossa intervenção.

O processo de ensino de EF é um processamento integral, complexo e unitário. Segundo Bento (2003), este visa desencadear nos alunos uma continuidade e progressividade de efeitos psíquicos e biológicos no interesse do aumento gradativo do seu rendimento corporal e desportivo e do seu desenvolvimento como personalidades. Assim, o professor assume um papel responsável no processo E-A. Reforçando esta ideia, entendemos que o professor deve ter um papel dinamizador e catalisador de um processo de amadurecimento, que se pretende tão personalizado quanto possível e não ser ele a principal (e tantas vezes a única) fonte de conhecimento (Almada et al., 2008). O professor entendido como mero transmissor não é compatível com a atual exigência do meio escolar, este tem de ir mais além, tem de proporcionar e desenvolver uma aprendizagem global e satisfatória em cada aluno. A fase da industrialização em que a educação preparava os alunos para a reprodução específica de apenas um conhecimento está ultrapassado. Hoje o ensino exige que os alunos ganhem a capacidade de transcendência, isto é, que os alunos sejam produtores, proactivos e reflexivos sobre o seu mundo. De modo a contribuir para o atual mundo social e desejos da EF, procurámos proporcionar aprendizagens em que colocassem os alunos em situações problemáticas e que, seguidamente, as resolvessem, solicitando comportamentos de superação recorrendo à autonomia, à criatividade, à reflexão e à tomada de decisão.

A lecionação da turma do 3.º ciclo, foi um momento muito desafiador, isto porque os alunos nestas faixas etárias (12 anos), detêm uma maior curiosidade, são mais predispostos às novidades e são muito energéticos. Contudo, é necessário por parte do professor alguma sensibilidade e atenção à rentabilização da energia.

No campo das atividades de direção de turma, estas revelaram-se enriquecedoras a vários níveis. Desde a apresentação dos dados em reunião de conselho de turma, como também à pormenorização das características individuais dos alunos e da turma. Sentimos que o nosso trabalho foi reconhecido e que sobretudo contribuímos para a melhoria dos processos pedagógicos a implementar na turma.

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Na Ação de Intervenção na Comunidade, todas as modalidades que a Escola tem como tradicionais “Futebol, Basquetebol, Voleibol, Desportos de Raquete e Atividades Náuticas”, contribuíram para que todos os profissionais de EF se envolvessem e contribuíssem para o desenvolvimento de relações, capacidades organizativas e gestão desportiva em EF. Na Atividade de Extensão Curricular, deparamo-nos com uma batalha para a inclusão dos encarregados de educação na atividade. Contudo, não foi possível atingir todos os objetivos delineados inicialmente. Não falamos na atividade propriamente dita, mas sim do resultado que esperávamos alcançar com a participação dos encarregados de educação. Porém estiveram envolvidos grande parte da comunidade escolar (alunos, professores, funcionários) no planeamento, organização, preparação e realização da atividade, envolvendo até outras entidades extra escola. Com a realização desta atividade, procurámos ser meros orientadores no que respeita à organização, preparação e parte da realização, isto porque procurámos através desta atividade responsabilizar os alunos por todo o processo organizacional, preparação e realização. Por outro lado, desenvolvemos nos alunos competências relacionadas com o planeamento e reflexão, logísticas e burocráticas.

As Atividades Científico Pedagógicas contribuíram para que potenciássemos as nossas capacidades de exposição de ideias oralmente frente a um público. Os docentes de EF puderam a partir destas ações discutir as estratégias mais rentáveis ao ensino dos JDC-I. A Ação Coletiva alusiva “O Ensino dos Jogos Desportivos Coletivos de Invasão Segundo Uma Abordagem Tática ao Jogo: Um Estudo Quasi-Experimental em Alunos do Ensino Básico”, foi a ação que mais efeitos nos desencadeou, onde estivemos no campo da investigação, e sem dúvida contribuiu para uma aprendizagem riquíssima no ensino, pelas exigências, pela aplicação de instrumentos cientificamente comprovados, pelo rigor e pela organização subjacente ao estudo.

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