• Aucun résultat trouvé

Addressing a Connect Request

Dans le document (Phase III) AA-AV51A-TK (Page 48-52)

Task-to-Task Communication

5.2 Addressing a Connect Request

Um ponto bastante discutido quando se fala em habilidades, competências e do próprio fazer profissional, é a educação conti- nuada. O mundo globalizado, as tecnologias emergentes e a ra- pidez com que as inovações chegam até as pessoas de um modo geral, e em especial às instituições e aos seus servidores, provo- cam ou estimulam a atualização constante de sua formação, seja através de cursos rápidos, especializações pontuais, ou mesmo em uma formação mais aprofundada, como os cursos strictu sensu.

Ao tratar especificamente das tecnologias digitais nas biblio- tecas, percebe-se que a rapidez no conhecimento e manuseio das TIC disponíveis naquele espaço são atitudes essenciais para o bom atendimento ao usuário. Concordamos assim que:

O processo de formação do bibliotecário deve conside- rar dois estágios de evolução profissional: um deles, o estágio das perturbações causadas pelas tecnologias de comunicação e de informação, que exige mudanças orga- nizacionais e metodológicas, e o outro, o estágio de trans- formações, que implica a exploração intensa dos espaços de atuação tradicionais e principalmente a tentativa de colonizar áreas novas (SANTOS, 2002, p. 16, grifo nosso).

A questão que pretendemos destacar trata das inovações nos ambientes tradicionais de atuação do bibliotecário, como as bibliotecas universitárias e a necessidade da educação conti- nuada, como os cursos de curta duração, a exemplo dos treina- mentos que são importantes para o bom desempenho das suas atividades, capacitando-o para conhecer as potencialidades das ferramentas disponíveis.

Para Coelho (2010), o uso de tecnologias digitais, seja numa biblioteca acadêmica ou em outra qualquer, demanda por parte dos bibliotecários, por um lado, o direito de ter uma formação condizente para o uso dos novos recursos, e por outro, tomar “a iniciativa de se manterem a par das inovações tecnológicas rele- vantes para o exercício da sua profissão. Se assim não for, a inca- pacidade de actualização e inovação pode causar a perda de usuá- rios” (COELHO, 2010, p. 6).

Complementando essa questão, Valentim (2002) discorre so- bre as atitudes dos profissionais da informação em relação à con- tinuidade de sua formação, e chama a atenção para o fato de que muitos deles encaram a instituição de trabalho como a única res- ponsável pela iniciativa de sua educação. Na verdade, a instituição em que atua deve sim participar e incentivar essa ação, porém a formação complementar deve ser considerada como um investi- mento pessoal do profissional.

A necessidade de atualização é tão grande que já existem estudos que revelam o tempo de obsolescência da formação. Se- gundo Santos (2002), esse tempo é entre três e cinco anos, princi-

palmente nos temas que envolvem a utilização de tecnologias. A autora relata que a necessidade de atualização dos conhecimen- tos se faz perceber até mesmo nos recém-formados, para assim se manterem competitivos no mercado.

Na mesma linha de pensamento, Valentim (2002, p. 122, gri- fo do autor) considera que a educação continuada é a base tan- to para uma profissão consolidada, como para o profissional que pretende se manter competente no mercado de trabalho. E justi- fica: “Para a profissão, porque é através dela que construímos seu

corpus teórico-prático e, para o profissional, porque é através dela

que aprendemos a aplicar esse mesmo corpus teórico-prático”. O profissional é, portanto, levado a refletir sobre sua ação enquanto mediador entre a informação registrada e os usuários, com a responsabilidade de gerir os diversos instrumentos que o ambiente lhe proporciona. Consequentemente, a conscientização das possíveis limitações no seu agir profissional e a busca pela atualização de seus conhecimentos, realimenta um ciclo de edu- cação contínua e salutar à sua formação e profissão.

A educação continuada também é um tema discutido por Carvalho e Reis (2007), que veem sua necessidade se fazer mais presente quando se trata das inovações tecnológicas da informa- ção e comunicação. Para tanto, são os treinamentos relativos a esse tema que devem ser estimulados, com o apoio de programas institucionais.

Por outro lado, “o uso de tecnologias não irá resolver os problemas da Biblioteconomia [nem dos profissionais], mas sua utilização adequada e desmistificada oferece perspectivas positi- vas para a atuação do bibliotecário diante das atuais exigências” (SANTOS, 2002, p. 115). E enaltece a formação profissional como sedimentar para a aquisição de uma “cultura tecnológica”.

Por fim, em se tratando de competências e habilidades do profissional da informação, Valentim (2002) deixa claro que é pa- pel da escola fornecer conteúdos formadores desses atributos. E reitera o que já foi aqui discutido:

Manter essas competências e habilidades profissionais, após a sua saída da escola, é papel do próprio profissional. Esse entendimento é muito importante, pois, a partir dis- so, o profissional sempre terá uma postura investigadora e crítica, gerando uma disposição de busca incessante, que o tornará sempre competente para atuar em prol da sociedade contemporânea (VALENTIM, 2002, p. 130).

Fechamos assim a discussão que trata das habilidades ne- cessárias para que o profissional da informação/bibliotecário de- sempenhe com plenitude seu papel mediador no seu ambiente de atuação. A busca por minimizar as barreiras possíveis que impe- dem a concretização do processo mediador entre a informação e o usuário passa pela capacitação do profissional nas diversas de- mandas que possam surgir.

Uma dessas demandas diz respeito à competência informa- cional. Tema que tem como ponto central a formação do estudan-

te/usuário como competente em relação aos recursos de informa- ção na escola, academia e biblioteca. O olhar se volta ao usuário, no entanto, o bibliotecário se encontra nos “bastidores” desse pro- cesso, dando suporte através da biblioteca, à formação do aluno, enquanto aprendiz ao longo da vida.

Pertinente se faz, portanto, abordar este tema na próxima seção.

Dans le document (Phase III) AA-AV51A-TK (Page 48-52)