Orientações para o investigador:
1. Começar a entrevista por se apresentar e por apresentar aos dirigentes/responsáveis políticos o projeto de investigação em que se insere e com o qual os mesmos irão colaborar;
2. Explicar os objetivos definidos para a sessão prestes a iniciar;
3. Valorizar a colaboração dos dirigentes e pedir autorização para fazer a gravação áudio da entrevista, garantindo a confidencialidade da informação e o anonimato dos participantes;
4. Dar início à entrevista.
Itens a considerar Questões orientadoras
Confronto inicial entre expetativas, condições e resultados da implementação da Reestruturação Curricular do Ensino Secundário Geral (RCESG)
A RCESG faz parte de grandes metas para o Ensino Secundário do Programa do IV Governo Constitucional de Timor-Leste (Legislatura 2007- 2012) de «privilegiar a aquisição de técnicas de aprendizagem (aprender a aprender) aliada a uma sólida base em línguas, nas tecnologias e nas ciências, tendo em vista uma educação geral de qualidade e com um padrão curricular comum» e com «uma melhor articulação entre o Ensino Secundário Geral (ESG), o Ensino Técnico e a Formação Profissional». Estas metas foram reforçadas no Programa do V Governo Constitucional (2012-2017).
1. Quais são as suas expetativas acerca da Reestruturação Curricular que está em curso? Estará Timor-Leste no “bom caminho” face ao que está a acontecer com a Reestruturação Curricular em curso? O que faria diferente?
Condições de implementação do novo currículo: PLANO CURRICULAR
2. Pensa que as componentes/disciplinas/temáticas propostas na RCESG se adequam às metas para o ESG propostas pelo Governo de Timor-Leste (ver acima), e às necessidades dos jovens timorenses? Se não, o que seria necessário alterar?
Condições de implementação do novo currículo: ORGANIZAÇÃO ESCOLAR
3. Pensa que as escolas têm as infraestruturas, salas/espaços e equipamentos necessários para a implementação do novo currículo do ESG? O que falta?
4. Que esforços têm sido feitos (pela escola, pelo governo) no sentido de ultrapassar essas carências?
5. No caso das Escolas Secundárias, existiram alterações nos órgãos de gestão que afetam, de modo particular, a implementação do novo currículo do ESG? Quais? Em que níveis?
6. Existiram alterações nos momentos de avaliação das aprendizagens dos alunos? E na forma como os alunos são avaliados?
7. Existiram alterações na regulação (leis, documentos orientadores) dos processos de ensino e aprendizagem ao nível da escola? Se sim, em que é que consistiram?
Condições de implementação do novo currículo: RECURSOS EDUCATIVOS
8. Como foram distribuídos os novos recursos? Chegaram a todas as escolas? Que custos/gastos teve o Ministério da Educação (ME) com a distribuição dos recursos?
9. Considera que se imprimiram e distribuíram recursos suficientes para todos os professores e alunos?
10. No ano em que o novo currículo iniciou (2012), as escolas e os professores já tinham acesso aos recursos didáticos das suas áreas disciplinares quando as aulas começaram? E em 2013? E neste ano letivo?
11. E os alunos, quando tiveram acesso aos Manuais (em cada um dos anos)?
12. O acesso aos recursos é gratuito para as escolas, professores e alunos?
13. Os alunos tiveram acesso a equipamentos específicos necessários ao funcionamento de algumas disciplinas (ex.: máquinas calculadoras, computadores, mapas, instrumentos de laboratório, dicionários)? É a escola que disponibiliza estes equipamentos específicos? Ou os alunos têm de os comprar/pagar?
Condições de implementação do novo currículo: PROFESSORES
14. Há professores suficientes para todas as disciplinas? Se não, que esforços têm sido feitos para ultrapassar esta falta de professores? 15. Como é que os professores se organizam nas escolas? Por grupos?
Departamentos?
16. Que língua é usada nas aulas? Há dificuldades com a língua? 17. Que alterações foram introduzidas nas estratégias de ensino e
aprendizagem (utilização de recursos, avaliação,…)? Conhece exemplos? Quais?
Formação de Professores Timorenses no âmbito da RCESG
18. Todos os professores timorenses frequentaram a formação de professores sobre a RCESG? Como foram organizados os grupos de professores escolhidos para a formação?
19. A formação sobre a RCESG está a ser importante para a compreensão e implementação do novo currículo do ESG? Porquê? 20. Os professores são incentivados ou têm dispensa de serviço para
frequentar formação?
21. Durante a formação, os formadores e formandos tiveram os recursos necessários para a realização desta formação? Se não, o que faltou?
22. As escolas possuem formadores ou supervisores a apoiar os professores timorenses?
23. Na sua opinião, quais são as vantagens da formação para os professores timorenses (ex.: compreender melhor a Língua Portuguesa, os conteúdos disciplinares, as estratégias de ensino e aprendizagem, o incentivo ao trabalho colaborativo entre professores, …)?
Condições de implementação do novo currículo: ALUNOS
24. Considera que após a RCESG há mais alunos matriculados nas escolas, quando comparados com os que se matriculavam antes? Qual das componentes tem mais alunos? Por que pensa que tal acontece (ex.: escolhas dos alunos, maior sensibilização das famílias, disponibilidade de professores, opções das escolas,…)? 25. Houve um aumento na assiduidade dos alunos? Se sim, porquê? E
dos professores? Se sim, porquê?
26. Houve alterações nas infraestruturas rodoviárias para facilitar o acesso de mais alunos às escolas secundárias? Quais (ex.: construção de estradas/acessos, mais transportes para os alunos, …)? Se não, o que é necessário fazer?
27. Houve modificações nos resultados escolares dos alunos que frequentam o ESG? Em que sentido (ex.: positivas ou negativas)?
Coordenadora do Projeto Timor
Isabel Cabrita é detentora de um doutoramento em Didática e licenciada em Ensino de Matemática e Desenho, pela Universidade de Aveiro sendo, desde 1986, docente nessa instituição, no atual Departamento de Educação. Integra o Centro de Investigação “Didática e Tecnologia na Formação de Formadores”.
Consultores científicos do Projeto Timor
Ana Margarida Ramos é doutorada em Literatura e Professora Auxiliar no Departamento de Línguas da Universidade Aveiro. Integra o Centro de Investigação “Didática e Tecnologia na Formação de Formadores” (CIDTFF), da mesma Universidade.
Isabel P. Martins, Professora Catedrática (aposentada) do Departamento de Educação da Universidade Aveiro, é membro do Centro de Investigação “Didática e Tecnologia na Formação de Formadores”, dirigiu e coordenou projetos de investigação em Educação em Ciências.
Luis Marques é Professor Associado com Agregação (aposentado) da Universidade de Aveiro e investigador, no âmbito da Educação em Ciência (Geociências), do Centro de Investigação “Didática e Tecnologia na Formação de Formadores”.
Membros do Projeto Timor e autores do livro
Margarida Lucas é doutorada em Multimédia em Educação pela Universidade de Aveiro e integra o Centro de Investigação “Didática e Tecnologia na Formação de Formadores” dessa mesma instituição como bolseira de pós-doutoramento.
Ana Capelo possui doutoramento, mestrado e licenciatura em Biologia e foi bolseira de pós- doutoramento, na área de Ciências da Educação, pela FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia.
Adriana Ferreira é licenciada em Ciências da Educação, pela Universidade do Porto, frequenta o Programa Doutoral em Educação – Ramo de Supervisão e Avaliação – da Universidade de Aveiro e integra o Centro de Investigação “Didática e Tecnologia na Formação de Formadores” como bolseira de investigação.
Carlos Santos é licenciado e mestre em Engenharia de Eletrónica e Telecomunicações e docente do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro. É coordenador executivo do Laboratório SAPO da Universidade de Aveiro.
Margarida Morgado é licenciada em Biologia – Ramo Educacional, pela Universidade de Coimbra, tem mestrado em Ensino de Biologia e de Geologia e doutoramento em Didática atribuídos pela Universidade de Aveiro. É professora de Biologia e Geologia do ensino secundário há 22 anos.
Mariana Martinho é licenciada em Ensino de Física e Química e mestre em Comunicação e Educação em Ciência, pela Universidade de Aveiro. Atualmente desenvolve o seu doutoramento em Multimédia em Educação na mesma universidade e é bolseira de doutoramento da FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia.
Patrícia Albergaria-Almeida é doutorada em Didática pela Universidade de Aveiro e é membro do Centro de Investigação “Didática e Tecnologia na Formação de Formadores” da mesma instituição. Atualmente é investigadora no Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia, em Itália.
Patrícia Sá é doutorada em Didática das Ciências pela Universidade de Aveiro. Tem Pós- Graduação em Educação em Ciências no 1º Ciclo do Ensino Básico e é licenciada em Ciências da Educação pela Universidade de Coimbra. Integra o Centro de Investigação “Didática e Tecnologia na Formação de Formadores”, onde desenvolve o seu pós-doutoramento.
Zélia Breda é doutorada em Turismo, mestre em Estudos Chineses (na vertente de Negócios e Relações Internacionais) e licenciada em Gestão e Planeamento em Turismo pela Universidade de Aveiro, onde é Professora Auxiliar, no Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial. Integra a Unidade de Investigação “Governança, Competitividade e Políticas Públicas”.
Trabalho desenvolvido no âmbito do Projeto Timor - Avaliação do Impacte da
Reestruturação Curricular do Ensino Secundário em Timor-Leste – um estudo no
âmbito da cooperação internacional, financiado pela FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia (PTDC/MHC-CED/5065/2012), no âmbito do Programa COMPETE e subsidiado pelo Fundo Comunitário EUROPEU FEDER.
Publicação financiada pela FCT/MEC através de fundos nacionais (PIDDAC)
e cofinanciado pelo FEDER através do COMPETE – Programa Operacional Fatores de Competitividade no âmbito do projeto PEst-C/CED/UI0194/2013.