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ADAPTATIONS A APPORTER AUX PROCHAINES REGLES DE FONCTIONNEMENT

Conforme comentaram no grupo do WhatsApp: ―ela muito bonita, e ela muda de cor durante as estações.‖

Terça-feira, 04/09/2018 – Leitura (duração prevista: 2h/a).

Iniciamos a segunda aula com a exposição das fotos e cada estudante explicou falou para turma o que para ele chamou atenção naquela árvore. Em seguida, explicamos que primeiro nome da cidade foi Jaboatão, que vem do indígena ―Yapoatan‖, numa lembrança à árvore comum na região, usada para fabricar mastros e embarcações.32

A imagem dessa árvore está representada na Bandeira e no brasão do município conforme fotos abaixo:

Figura 23 — Bandeira do município de Jaboatão dos Guararapes/PE

Figura 24 — Brasão do município de Jaboatão dos Guararapes/PE.

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Após comentarmos um pouco sobre o contesto da arborização no bairro do Curado 2, apresentamos as fotos que estão no Livro Ay Kakyri Tama, de Márcia Wayna Kambeba.

Foto 5 — Cedida por Márcia Wayna Kambeba..

Depois de conversamos sobre as informações e fotos expostas, entregamos o poema

Árvore da vida. Feita a leitura silenciosa, os convidamos para ouvir o poema na voz da autora.

Ouvimos e debatemos oralmente a respeito do poema. O que chamou atenção de todos foi a Samaumeira, árvore enunciada no poema.

Muitos disseram que não conheciam, outros perguntaram se era maior que um pé de manga, outros comentaram sobre as árvores de grande porte que já tinham visto. A maioria pediu para que fôssemos visitar o Jardim Botânico (Recife/PE), ficamos empolgados com a ideia, mas não foi possível, devido a problemas de transporte.

Esse poema causou muita repercussão na sala de aula e muitos disseram que iriam se comportar diferente a respeito das árvores. Findo o debate, entregamos a parte da atividade chamada ―A emoção por escrito‖ para que os estudantes pudessem escrever.

Destacamos dentre as atividades as respostas da estudante Sophie pelo seguinte motivo. Esta estudante no início dos encontros não gostava de escrever e a partir deste poema, ela desenvolveu mais a escrita. Ela dizia que não sabia responder essas ―perguntas que faziam pensar‖ e preferia as perguntas de ―gramática‖. Ela relatou na aula que os poemas sobre a natureza tocavam no ―seu profundo‖ e ―ficava pensando, pensando sobre as árvores e os bichos‖. Abaixo, segue na integra a atividade da estudante:

Figura 25 — Atividade da leitora Sophie.

Quarta-feira, 04/09/2018 – Pós-leitura (duração prevista: 1h/aula).

Nessa aula, aproveitamos para orientar os estudantes a respeito da escrita nos diários de leitura, muitos estavam com dificuldade, outros disseram que só queriam participar das atividades, e conforme a 466/12 do CNS, especificada mais adiante, eles teriam a liberdade de continuar ou não fazendo parte da pesquisa.

De toda a turma, 12 estudantes disseram que queriam escrever nos diários de leitura então sugerimos criar um grupo no WhatsApp para melhor orientar essa produção. Decidimos

realizar em sala de aula, a pré-leitura, a leitura dos poemas e a pós-leitura seria orientada após a leitura e via grupo virtual. Desta maneira o tempo que a princípio previa 6 h/aula passou para 4h/aula. Conforme descrito acima, criamos um grupo no WhatsApp que demos o nome Diário de Leitura.

4.7.7 Sexto encontro: Natureza em chama

Segunda -feira, 10/09/2018 –Pré-leitura (duração prevista: 1h/aula)

A pré-leitura desse poema foi realizada na sala de aula. Usamos lousa digital para apresentar algumas imagens33 e os seguintes textos34 cujos títulos seguem:

AMAZÔNIA-NOTÍCIA E INFO: Amazônia – Maior afetada por queimadas em 201835.

Poema Súplica dos Ecólogos, composição e música do poeta repentista Sebastião Dias, gravada por Fagner e Zé Ramalho Ao Vivo (DVD)36.

Ao lermos e ouvirmos a canção, organizamos uma atividade oral chamada Círculo da

Palavra: a natureza chama. Cada aluno expressou oralmente a respeito da letra da canção que

aborda a preservação da natureza. Realizamos uma conversação sobre a nossa relação com a natureza. Debatemos sobre as consequências do desmatamento, a polução dos rios, o aquecimento global. Salientamos que os textos (imagens e a música) chamaram a atenção dos estudantes para o assunto. Notamos a expressão de sensibilidade em relação ao exposto. Muitos alunos ressaltaram sentir tristeza por ver a natureza tão maltratada.

Terça-feira, 11/09/2018 –Leitura (duração prevista: 2h/a).

Neste dia, chegamos à sala de aula e montamos o nosso círculo da palavra e entregamos para cada estudante o poema Natureza em Chama. Fizemos a leitura silenciosa, e em seguida a leitura expressiva.

Durante a leitura expressiva, os estudantes iam comentando sobre os versos que mais chamaram a atenção deles. Fizemos uma comparação entre os textos da aula anterior e o

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As imagens usadas nesta atividade estão no anexo deste trabalho. 34

Os textos na integra estão no anexo deste trabalho. 35

Disponível: http://amazonia.org.br/2018/05/amazonia-maior-afetada-por-queimadas-em-2018/. Acesso em: 09/09/2018.

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Fonte: Acervo do pesquisador. Faixa 9 do DVD Fagner & Zé Ramalho Ao Vivo. Sob o selo Sony Music, este álbum foi gravado pela Sony Music Entertainment entre os dias 28 a 30 de julho de 2014 no Theatro Net Rio. Lançamento: 2014.

poema para destacar que todos abordavam o desmatamento e queimadas desmedidos no Brasil.

Depois desse momento de discussão, entregamos a parte da atividade de pós-leitura chamada a Emoção por escrito para os estudantes registrarem suas impressões sobre o poema. Conforme combinado com a turma, a orientações para os 12 alunos que continuaram a escrever nos diários aconteceram via WhatsApp.

4.7.8 Sétimo encontro: Silêncio Guerreiro

Quinta-feira, 13/09/2018 - Pré-Leitura (duração prevista: 2h/a)

A turma sugeriu no quinto encontro que fôssemos ao Jardim Botânico para ―visitar a Natureza‖, assim é que chamava o passeio. Não conseguimos realizar tal sugestão por falta de transporte. No entanto, conseguimos realizar outra viagem pedagógica com vista a encerrarmos o projeto.

A Fundação Joaquim Nabuco oferece um projeto chamado Curta o Circuito37 que leva estudantes para conhecer o Engenho Massangana (Cabo de Santo Agostinho/PE) e ao Museu do Homem do Nordeste (Recife/PE). Inscrevemo-nos neste projeto e recebemos a confirmação positiva referente às visitas. Antes de viajarmos, orientei os estudantes a perguntarem aos monitores a respeito da preservação ambiental e sobretudo, aproveitassem o silêncio.

Ao chegarmos ao engenho Massangana, o que impressionou os estudantes, foi justamente a Natureza e um pé de baobá, sob o qual tivemos uma formação mediada por uma monitora da FUNDAJ.

Após visita à casa grande e a capela, os estudantes foram liberados pelos monitores e então orientamos os estudantes a observarem a natureza e ficarem à vontade. A princípio ficaram meio retraídos, depois de um tempo, começaram a catar frutas nas árvores, a brincar, rolar na grama.

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O projeto "Curta o Circuito" existe desde 2012. Uma iniciativa da Fundação Joaquim Nabuco, através da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Meca). O Curta propõe visitas mediadas de estudantes do sexto ano da rede pública de ensino ao Museu do Homem do Nordeste (Muhne), à unidade da Fundação do Derby e ao Engenho Massangana, localizado no município do Cabo de Santo Agostinho, a 31 km do Recife. Disponível em http://www.fundaj.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3937:conheca-o-projeto-curta-o- circuito&catid=99:noticias&Itemid=877. Acesso em 01/12/2018.

Por não temos autorização de imagens dos alunos, não podemos apresentar neste projeto, as cenas que observamos de envolvimento dos estudantes com o ambiente afastado da cidade.

Para ilustrar o que acabamos de afirmar, registramos uma foto que não fere a ética, mas que se percebe esse envolvimento.