Enquanto futuras educadoras e professoras, visto estarmos na reta final de mais uma etapa académica, não podíamos deixar de refletir sobre a importância da nossa Prática Supervisionada em Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo do Ensino Básico.
Numa retrospetiva geral de ambas as Práticas Supervisionadas, diríamos que foi um processo de aprendizagens imensamente enriquecedor, embora, por vezes, doloroso. No sentido que houve momentos difíceis na tarefa de educar, no entanto foram ultrapassados com a ajuda dos professores cooperantes, com a vontade de aprender demonstradas pelas crianças e pelo nosso esforço pessoal. Sem dúvida que foi uma aventura cheia de momentos inesquecíveis que deixam imensa saudade e que ficarão sempre marcados em nós.
Terminada esta longa etapa, consideramos que evoluímos muito como futuras profissionais e como pessoas, uma vez que pudemos experimentar na prática o que aprendemos ao longo da nossa formação académica e que pudemos refletir sobre aspetos fundamentais para o nosso desempenho profissional. Todos os momentos, quer os bons quer os menos bons, foram sem dúvida gratificantes, visto que até os menos bons foram positivos, porque fizeram com que lutássemos para conseguirmos derrubar as barreiras e obstáculos que iam surgindo ao longo do percurso, tornando cada “batalha” vencida num momento de gratificação e força de vontade para continuar a trilhar o caminho.
As crianças/alunos foram a «alma» deste percurso, pois sem elas nada disto faria sentido e nem se tornaria possível. Rapidamente se tornaram «os nossos meninos» especiais, únicos e tão importantes. Foi graças a eles que aprendemos a ser melhores pessoas, foi com eles que aprendemos lições de vida, foi através da força e do carinho deles que conseguimos ultrapassar obstáculos, ganhar coragem para arriscar, e foi para eles que trabalhámos afincadamente a fim de lhes proporcionar aprendizagens ricas em conhecimento e alegria. Foi como se, metaforicamente, os sorrisos deles fossem uma recompensa por todo o trabalho desenvolvido. Foi sem dúvida alguma por todas aquelas crianças que nos esforçámos para superar dificuldades, tendo como objetivo primordial a construção de um bom ambiente para lhes garantir bem-estar psicológico, físico e social.
Ao longo da prática todas as tarefas que implementámos foram bem recebidas pelas crianças. Mostraram-se sempre interessadas e motivadas em realizá-las, pois tinham sempre muita curiosidade sobre o mundo que as rodeia. Procurámos, também, realizar atividades nas quais as crianças tivessem um papel interventivo e com as quais pudessem alargar o seu leque de conhecimentos e desenvolvessem diversas competências, visto que a educação não é sinónimo de depósito de conhecimentos, mas sim uma assimilação entre aprendizagem ativa e cooperativa, com reflexão sobre a informação adquirida.
Especificamente, no que respeita à Prática Supervisionada em Educação Pré-Escolar, não podemos deixar de referir e agradecer à Educadora Cooperante Irene, pois sem o apoio e carinho dela não teríamos evoluído de forma tão significativa. Esteve sempre disponível para ouvir as nossas ideias e ajudar a melhorá-las. Sobretudo, mostrou-nos como é ser-se uma boa educadora.
Na nossa perspetiva ser educador é a «profissão do amor», uma vez que cria laços de afeto com as crianças, procurando que estas aprendam e se formem pessoas conhecedoras face ao mundo que as rodeia sempre com um sorriso no rosto. É essencial que um educador seja capaz de compreender as particularidades de cada criança, que tenha imaginação, sentido de humor e espírito alegre para conseguir trabalhar, compreender e desfrutar dos múltiplos divertimentos e fantasias característicos das crianças.
A Prática Supervisionada no 1º Ciclo do Ensino Básico revelou-se algo diferente e muito motivadora. Mais uma vez não faria sentido não agradecer todo o apoio e carinho que nos foi
dado pela Professora Cooperante Sara, uma vez que fundamental ao longo de todo este percurso, pois esteve sempre disponível para nos ajudar e apoiar.
Ser professor é uma tarefa comprometedora, uma vez que é necessário que este assuma a sua responsabilidade na ação de educar, ensinar, apoiar, comunicar e ao mesmo tempo de aprender, tornando-se assim uma profissão encantadora. Um professor não transmite somente conhecimentos, pois este para além de ensinar aprende, educa, apoia e comunica com os seus alunos. O grande objetivo do professor é tornar os seus alunos indivíduos completos, autónomos e capazes de viver em sociedade, mas para tal é necessário conseguir apontar diversos caminhos e deixar que cada aluno caminhe com os seus próprios pés.
Deste modo, consideramos a Prática Supervisionada uma articulação entre a teoria e a prática. Com a realização dos estágios colocámos em prática muitos dos conhecimentos teóricos e metodológicos aprendidos ao longo da formação académica, que nos ajudaram a desenvolver competências e habilidades à medida que o tempo passava. Ao longo desta tivemos sempre a preocupação de refletir criticamente com vista a melhorar o nosso desempenho.
Em modo de conclusão, diremos apenas que esta foi uma experiência enriquecedora e gratificante, uma vez que pudemos estar em contacto com crianças e alunos com características tão diferentes e porque aprendemos e demos muito de nós. Em conjunto partilhámos afeto, união, alegrias e, acima de tudo, conhecimentos que levaram a novas aprendizagens. Temos a convicção de que todos nós crescemos e passámos a olhar com outros olhos o que nos rodeia, vendo as coisas de outra perspetiva.
“A criança é alegria como o raio de sol e estímulo como a esperança.” (Coelho Neto8)