Esta cena do filme Harry Potter e a Ordem da Fênix (minutagem: 2:00:34 até 2:03:26) é marcada por muitos cortes e muitos flashbacks, ou seja, flashes que remetem a momentos anteriores (que aconteceram naquele mesmo filme ou anteriormente na narrativa). A trilha sonora é um elemento marcante na cena: ela é marcada por tons graves, que remetem ao mal, o que causa impacto ao espectador, preparando-o e ressaltando a tensão do momento vivenciado pelo protagonista, apontando que o mal e que o Lord das Trevas estão ali presentes de algum modo (mesmo não sendo mostrados).
A cena começa com um plano aberto focalizando Voldemort desaparecendo. O espectador vê este momento por trás de Harry Potter e de Dumbledore. Há então um corte que focaliza o chão e, com um movimento travelling, a câmera chega até o garoto e seu professor e, logo em seguida, um corte que focaliza Harry Potter em plano médio. O garoto começa a se contorcer e grunhe de dor, ele faz um movimento que simula como se algo estivesse entrando em seu corpo violentamente até que desequilibra e cai no chão. Há um corte para o professor Dumbledore, que olha rapidamente para trás, preocupado com Harry Potter. O corte que vem em seguida focaliza o garoto no chão, conseguimos ver todo seu corpo em plano médio, e percebemos sua movimentação, como se estivesse tentando escapar de algo que o prende ao chão e, rapidamente, a câmera fecha em close no rosto do garoto. Antes que a câmera termine este movimento, há um corte para Dumbledore, que agora ajoelha e fica perto do garoto, que sofre. Neste momento, em que a câmera retorna para o menino, o mesmo Harry Potter. Não está em um plano fechado porque ainda vemos seu corpo todo no chão, porém o movimento de câmera anterior contribuiu para que o espectador já estivesse com um olhar posicionado no local que agora destaca os olhos do menino, que estão revirados, com uma cor diferente. O menino está focado no plano do olhar do espectador, porém sua cabeça está erguida (seu corpo está no chão) e a impressão que temos é de que o menino está passando um ar de superioridade, de poder.
Nesta cena compreendemos que o corpo de Harry Potter está sendo “possuído” de alguma forma por forças superiores a si mesmo e então entendemos que se trata de
Voldemort invadindo sua mente. Ele então diz: “Você perdeu, velhote.” (2:00:51) dirigindo-se a Dumbledore. A cabeça erguida de Harry Potter dá a entender que é Voldemort levantando do chão, erguendo-se, mesmo após batalhar contra Dumbledore no momento anterior à cena em questão, e ainda refere-se ao mal erguendo-se contra o bem.
Há um corte para Dumbledore de perfil, ele está olhando Harry Potter no chão. Há então um corte rápido que foca Harry Potter em primeiríssimo plano (enquadrado dos ombros para cima) sofrendo violentamente de dor. Neste momento o espectador acompanha uma série de flashbacks, que são cenas que o público já assistiu em filmes anteriores da série ou anteriormente em A Ordem da Fênix. Esses flashbacks são claramente compreendidos como maus momentos vividos por Harry Potter em sua vida sendo que, neste primeiro momento, são momentos em que a morte está presente: o momento em que Voldemort invade a casa de seus pais para matá-los, o momento da morte de Cedrico Diggory no Torneio Tribruxo e a morte de seu padrinho Sirius Black, minutos antes. Entre o flashback que mostra sua mãe e o seguinte, capta em um plano detalhe um dos olhos de Harry Potter, não alterado, mas normal (ele não está revirado como o menino está no momento). Estes flashes do olho estão envoltos por uma sombra, que são os óculos que Harry Potter usa. Esse enfoque nos olhos através dos óculos do menino remetem que ele agora consegue enxergar a verdade: neste momento, ele está sendo possuído pelo mal e ele consegue ver a verdade que dói (a morte), porém ele também começa um momento de reflexão, ele sabe que estas verdades, estes momentos de morte, este mal fazem parte de si, mas talvez valha a pena lutar para o oposto, para que outras pessoas inocentes não morram, que o bem persista.
Há um novo corte para o momento real e a câmera foca Harry Potter em primeiríssimo plano em um plongée, e o espectador tem a impressão de que está o vendo estirado no chão, de cima, próximo ao olhar de Dumbledore, que está ao seu lado assistindo. Harry Potter grunhe e sofre com muita violência e vale ressaltar que no início deste momento os olhos do garoto parecem ter voltado ao normal e, ao encerrar, antes de cortar para Dumbledore, os olhos voltam a mudar de cor, revirados, como no início da cena, que remete aos filmes de terror. Ou seja, aqui notamos uma resistência do bem no corpo de Harry Potter (os olhos voltaram ao
está possuindo, fazendo-o sofrer violentamente, como se estivesse forçando o garoto a implorar pela própria morte.
Um novo corte ocorre em primeiríssimo plano para o rosto de Harry Potter, o enquadramento daquele momento leva o espectador a olhar diretamente para os seus olhos, enfatizando o que está ocorrendo ali: ele ainda está sendo possuído pelo Lord das Trevas, o mal ainda está ali presente. Um novo flashback ocorre e os olhos são novamente captados em plano detalhe: Arthur Weasley estirado no chão do Ministério da Magia. Noites antes, Harry Potter havia sonhado que Arthur Weasley, pai de seu amigo Ron Weasley, estava sendo atacado por uma cobra no ministério da magia. Neste sonho Harry Potter não estava assistindo o ataque, mas ele atacava. Este foi um dos primeiros momentos em que o garoto parou para refletir se ele estava pendendo para o mal e este momento ser retratado no flashback remete a esta reflexão, a esta dúvida, porque, naquele momento, o mal existe sim dentro de dele. O espectador vê Arthur Weasley a partir do plano do olhar da cobra, no chão, seu rosto está levemente em um plongée que remete à derrota que o bruxo sofreu pela cobra que o atacou.
O próximo flashback que lhe ocorre é o Lord das Trevas aparecendo no Ministério da Magia naquela noite: ele chega a partir de uma nuvem negra que enfatiza a sua maldade. O plano detalhe dos olhos ocorre novamente e então vemos Voldemort não como uma memória, mas como se ele estivesse ali presente. Vemo-lo em primeiro plano e não há identificação de um cenário específico, mas ele está rodeado, numa espécie de fade, por uma nuvem negra que, novamente, enobrece sua maldade (na série Harry Potter o mal muitas vezes é destacado em cenas com nuvens negras), e que também se camufla com a sua própria capa, também negra, dando um ar maior de sua grandiosidade, do seu poder.
Um novo flashback acontece e o momento revivido ocorre no começo de A Ordem
da Fênix, logo quando Harry Potter chega na escola para seu começo de ano letivo
quando tem um reflexo de ira com seus colegas da Grifinória, que o contestam sobre a morte de Cedrico Diggory, no Torneio Tribruxo, do ano anterior. Harry Potter se enfureceu e, quando está em seu quarto (flashback) contorce-se como se estivesse tentando se livrar de algo de seu corpo, aliviar a ira dos questionamentos que teve, livrar-se do mal que lhe ocorreu no momento.
Então há um corte para uma cena que não se trata de um flashback. Harry Potter é mostrado pela nuca e, a sua frente, um espelho e seu corpo refletido, e o menino está olhando para o seu próprio reflexo. A sala em que ele se encontra está escura, mas é visível um feixe de luz entrando pelo lado esquerdo, acima. Por trás também há luz que ilumina suas costas. Podemos interpretar este momento da cena como a reflexão pela qual o menino está passando: ele vive o conflito de questionamento sobre o seu próprio eu, pois, apesar de desejar lutar contra o mal e derrotar seu inimigo para garantir a paz na nação bruxa, Harry Potter passou por momentos de raiva, angústia, sofrimento que o fazem se perguntar se está pendendo para o mal. Neste momento da cena Harry Potter está sendo “possuído” pelo mal, ou seja, ele carrega o mal dentro de si. Em sua frente há pouca iluminação, podendo simbolizar o lado do mal que está em seu percurso, em suas costas há a luz, ou seja, a sabedoria, o bem, as coisas boas que trouxe consigo até o momento. Os feixes de luz entrando por cima da sala podem simbolizar também os “resquícios” do lado bom que há em Harry Potter, a esperança que o mundo bruxo deposita na luta contra o Lorde das Trevas, ou até mesmo a luz dos bruxos que já se foram e que também enfrentavam esta luta, como seus pais e Sirius Black.
Imagem 36: Momento da cena de Harry Potter e a Ordem da Fênix em que o garoto olha seu reflexo no espelho em uma sala escura. As formas em vermelho destacam a luz. Disponível em:
http://galeria.potterish.com/thumbnails.php?album=4789. Acesso em 23.04.2016.
Logo em seguida há um corte que Harry Potter está olhando para o espelho, agora mais perto, em primeiro plano de costas (vemô-lo de nuca) e seu reflexo está captado da cintura para cima. Neste reflexo há uma presença significativa de luz pelo lado esquerdo. Então ele mexe com muita rapidez a cabeça em um movimento brusco para o lado iluminado, e quando ela está olhando novamente para seu reflexo não vemos mais o rosto do garoto, mas sim o rosto de Voldemort no corpo do garoto e que diz “olhe para mim”, (2:01:27) como um modo de forçá-lo a encarar o Lorde das Trevas, de forçar o garoto a aceitar que existe o mal dentro dele e que ele o fará sofrer até se render. Aqui conseguimos ver (pelo olhar o espectador) a luz e a cabeça de Harry Potter no mesmo lado, e a escuridão e o rosto de Voldemort para o outro, representando justamente esses opostos, o bem e o mal, em uma mesma sala e na mesma pessoa. Embora o espectador veja Harry Potter pela nuca e a imagem que se forma esteja completamente escura, isto pode representar que, naquele momento, ele está sim sendo tomado pelo mal.
Imagem 37: Momento da cena de Harry Potter e a Ordem da Fênix em que o menino olha seu reflexo no espelho em uma sala escura e Voldemort está em seu corpo. A forma amarela detalha o lado “do
bem” e a forma vermelha o lado “mal” recorrente na cena. Disponível em: http://galeria.potterish.com/thumbnails.php?album=4789. Acesso em 23.04.2016.
A cena retorna para o Ministério da Magia e mostra Harry Potter sofrendo no chão, novamente com os olhos destacados, indicando estar sendo possuído. Harry Potter sofre com violência, contorcendo-se e movimentando-se mais uma vez como se estivesse tentando se livrar da dor.
Dumbledore então diz que não são as semelhanças entre os dois (entre Harry Potter e Voldemort), mas sim as diferenças que dirão o “lado” em que Harry Potter “pertence” e deverá lutar, ou seja, serão as qualidades de coragem, amor, solidariedade, compaixão e características “do bem” que relevarão a ira, as tentações, a inveja, logo, as características “do mal”, muito ressaltadas no Lord das Trevas no decorrer da saga (2:01:33).
Observamos Harry Potter em uma câmera baixa, o que passa uma ideia de que o menino está fragilizado, em um momento de fraqueza. A cena então registra Rony Weasley e Hermione Granger chegando ao mesmo ambiente e seus colegas Gina Weasley, Neville Longbotton e Luna Lovegood entrando em seguida. A trilha sonora, nesse momento, fica mais delicada, pois remete, agora, não só aos amigos, mas ao bem que também está presente. No primeiro momento, os dois primeiros amigos são vistos em primeiro planoe logo em seguida de nuca: o espectador vê a cena de Harry Potter no chão e Dumbledore ao seu lado a partir do ponto de vista dos colegas que estão ali presentes como se o espectador estivesse no ambiente. O garoto está no chão e em seguida a câmera foca a expressão dos colegas em um
travelling que passa de rosto a rosto e claramente o sentimento de preocupação e
pena do colega.
A cena passa para Harry Potter novamente e com um movimento de fade in da câmera, ou seja, um movimento que dá a impressão de que o espectador viaja para “dentro” dele, um novo momento de flashbacks ocorre: vemos Harry Potter e Hermione Granger em um abraço, ambos sorrindo, momento vivenciado no segundo ano escolar (cena fragmentada do filme Harry Potter e a Câmara Secreta), em seguida Harry Potter está em uma mesa de café da manhã na casa da família Weasley e o momento o traz rindo com Rony Weasley (cena também retirada do segundo filme da saga). O que segue são flashes rápidos introduzidos por fade in dos rostos de Lilian Potter, James Potter e Sirius Black, ou seja, entes familiares queridos de Harry Potter que morreram.
O espectador também vê outros momentos de alegrias que Harry Potter vivenciou com seus colegas Rony e Hermione Granger dos anos anteriores e também do que aconteceu ainda naquele ano escolar, mais cedo. Ao contrário dos flashbacks
tristeza, estas lembranças trazidas são felizes, estimulam a parte “do bem” de Harry Potter, que estas partes de sua memória e de sua vida o tornam forte. Em seguida ele diz, dirigido-se a Voldemort que naquele momento está “em sua mente” que ele é que o fraco, pois ele nunca terá amor ou amizade (o que remete aos flashbacks mostrados neste seguimento – amor de pai, mãe, padrinho, amigos) e que ele sente pena do inimigo. Ao dizer isso, o Lord das Trevas novamente é observado fora daquele ambiente, envolto por nuvens pretas e apontando a varinha para baixo, como se estivesse de pé apontando-a para Harry Potter estirado no chão. A trilha sonora chega ao ápice da delicadeza apontando que, apesar de todo o mal que ele viveu ao início da cena (envolta por uma trilha sonora grave), Harry Potter buscou dentro dele o bem, que prevalece. Ele parece estar preparando um ataque ao garoto quando, então, é surpreendido com a frase dita por Harry Potter “Você é o fraco... você nunca conhecerá o amor ou a amizade. E eu sinto pena de você” e interrompe o movimento. A música continua delicada, porém agora mais forte, mais intensa, ressaltando ainda mais a emoção sentida pelo garoto.
Novos flashbacks ocorrem, mas o primeiro momento que o espectador vê é na mesma sala do espelho em que o menino observa o inimigo em seu reflexo, sorrindo maliciosamente. Os takes colocados aqui são as mesmas do início da cena (o dementador, a morte de Cedrico Diggory) e também um ataque realizado por Voldemort que forma uma grande serpente em chamas e o momento em que Dumbledore deixa a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts naquele ano (Dumbledore, sobre pressão do Ministério da Magia deixa a escola para que não fosse preso. Ele utilizou a chave de um portal trazido por sua fênix). A fênix brilha, está em chamas, como se estivesse renascendo. Nessa parte da cena, ela remete a um momento de angustia que Harry Potter sentiu ao ser “abandonado” pelo seu mentor, uma vez que “saiu” da escola. Porém, a luz trazida pela fênix remete aqui também ao momento de ascensão do bem: todas as cenas agora estão invertidas como se estivessem sendo rebobinadas de trás para frente, simbolizando que todo esse mal que entrou dentro de Harry Potter agora está saindo e dando espaço para os sentimentos bons, para o bem.
Em seguida, Harry Potter bate com força e violência no espelho em que estava se observando: seu rosto já está iluminado novamente, o que remete ao bem que está
sendo despertado em si. Há poucas partes em que há sombras (o mal está saindo dele).
Imagem 38: Momento da cena de Harry Potter e a Ordem da Fênix em que o garoto denta destruir o seu reflexo no espelho que anteriormente mostrava o seu inimigo. A forma amarela detalha o lado iluminado, “do bem”. Disponível em: http://galeria.potterish.com/thumbnails.php?album=4789. Acesso
em 23.04.2016.
Voldemort então é captado em plongée. Não apenas por estar gritando para o alto, mas também pela posição da câmera, aqui o espectador entende que o inimigo está sendo derrotado nesta batalha.
Um último flashback é mostrado: Harry Potter abraçando seu padrinho, ambos muito sorridentes. Sirius Black era seu último parente vivo até sua morte momentos antes. Era a esperança de alegrias, de um lar, de família para ele. Essa última memória é, talvez, a sua última lembrança feliz que teve, seu último resquício de felicidade, esperanças.
Em seguida, Harry Potter está no chão novamente e desta vez algo está saindo de seu corpo: uma nuvem sai “de dentro” como muita violência. O espectador compreende que é Voldemort saindo de Harry Potter. A nuvem turva que o puxa permite compreender que o mal está saindo de dentro dele, deixando apenas o corpo e o “bem” ali estirado do chão.
esquerdo: ela começa aparecendo e quando a cena corta para Voldemort, a capa já ocupa metade da imagem, ou seja, o mal aproxima-se e chega completamente no ambiente. Então, em um leve plongée, Voldemort olha para os olhos de Harry Potter e dizendo a ele que ele é tolo e perderá tudo, como uma resposta à fala dirigida a ele anteriormente. Voldemort quer dizer que o garoto é fraco por valorizar o amor e a amizade e que, se ele apenas levar este lado “do bem” em consideração, não sobrará nada em sua vida (se levarmos em consideração a luta do bem contra o mal, devemos lembrar que Voldemort pretende instaurar o “mal” no mundo bruxo, ou seja, ao derrotar “o bem”, a parte pela qual Harry Potter luta, não sobrará nada a ele e que, portanto, ele será infeliz).
O menino está no chão em um contra-plongée e Voldemort é mostrado em um leve
plongée, dando a entender que Harry Potter pode ter passado por um momento de
fraqueza: ele passou pelo seu questionamento interno de que talvez estivesse tendencioso para o mal, que talvez uma parte dele fosse totalmente semelhante ao seu inimigo e que por isso haveria uma possibilidade de os dois serem iguais no que diz respeito à luta pelo mundo bruxo. Esse momento de fraqueza apontou um momento de superioridade do Lord das Trevas, que “possuiu” o seu inimigo, ou seja, ele o teve sob controle. Devemos ressaltar aqui que Harry Potter revidou: ele conseguiu contornar a sua “possessão” e livrar os sentimentos ruins e angústias de si mesmo naquele momento ao lembrar de coisas pelas quais valem a pena lutar, ele conseguiu esquivar do controle que o mal tem sobre ele. Este último take em que Voldemort aparece quase que no plano do olhar do espectador pode representar que a luta entre o bem e o mal não está encerrada: ambos os lados não venceram e nem foram derrotados, o que dará a possibilidade de uma nova batalha: o mal retornará em algum outro momento enquanto o bem reunirá forças para fortalecer a luta.
LUMUS - Conclusão
Os três se viraram para encarar a escuridão à frente. – Lumus! – murmurou Harry para sua varinha que acendeu.
– Vamos – chamou Rony e Lockhart, e lá se foram os três, seus passos chapinhando ruidosamente no chão molhado.
O túnel era tão escuro que eles só conseguiam ver uma pequena distância à frente. Suas sombras nas paredes molhadas pareciam monstruosas à luz da varinha. (ROWLING, 2000, p. 255)
Lumus (Considerações Finais)
Ao longo da série Harry Potter, várias questões são estabelecidas acerca do crescimento, da passagem da infância para adolescência e da adolescência para a vida adulta. Tanto o protagonista quanto seus colegas passam a vivenciar e enfrentar medos, dúvidas, incertezas.
A passagem da narrativa escolhida para este trabalho, tanto do ponto de vista literário quanto do ponto de vista cinematográfico, traz à tona, principalmente, o embate do bem contra o mal, inclusive, dentro do próprio protagonista que se questiona de que lado seguir, pois carrega dúvidas sobre sua própria conduta e de seus ideais perante a causa: deseja arduamente lutar pelo bem da nação bruxa, porém ele dá-se conta que pode existir “o mal” dentro de si, ou seja, pode existir