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Chapitre II : Développer des algorithmes de machine

B. MATERIELS ET METHODES

1. Acquisition de données

O livro dos professore Fiorin e Savioli trata a coesão de maneira distinta dos outros quatro materiais já apresentados, ao destinar dois capítulos ao tema, mas majoritariamente à coesão seqüencial. Isto é evidenciado na abertura do primeiro capítulo, com a definição de coesão oferecida (p.271):

A essa conexão interna entre os vários enunciados presentes no texto dá-se o nome de coesão. Diz-se, pois, que um texto tem coesão quando seus vários enunciados estão organicamente articulados entre si, quando há concatenação entre eles.

A coesão de um texto, isto é, a conexão entre os vários enunciados obviamente não é fruto do acaso, mas das relações de sentido que existem entre eles. Essas relações de sentido são manifestadas sobretudo por certa categoria de palavras, as quais são chamadas de conectivos ou elementos de coesão.

Diferente do que foi apresentado até então, Platão e Fiorin não iniciam a exposição estabelecendo distinção entre coesão referencial e seqüencial. Inicialmente, pode-se imaginar que há o privilégio da coesão seqüencial em detrimento da referencial, já que os autores falam das relações de sentido entre enunciados promovidas por conectivos. Entretanto, na página 272, eles apresentam a seguinte lista:

São várias as palavras que, num texto, assumem função de conectivo ou de elemento de coesão:

- as preposições: a, de, para, com, por, etc.;

- as conjunções: que, para que, quando, embora, mas, e, ou, etc.; - os pronomes: ele, ela, seu, sua, este, esse, aquele, que, o qual, etc.; - os advérbios: aqui, aí, lá, assim, etc.

Nota-se, portanto, que os autores consideram os pronomes como conectivos, assim como as preposições e as conjunções. O material didático apresenta uma vasta explicação, com exemplificação farta, sobre a capacidade de relacionamento das conjunções, detalhando cada uma delas. Somente mais adiante, em um sub-item chamado “a retomada ou a antecipação de termos”, é o momento em que os pronomes são abordados, ressaltando sua propriedade anafórica (p.282):

Anafórico, genericamente, pode ser definido como uma palavra ou expressão que serve para retomar um termo já expresso no texto, ou também para

antecipar termos que virão depois. São anafóricos, por exemplo, os pronomes demonstrativos (este, esse, aquele), os pronomes relativos (que, o qual, onde, cujo), advérbios e expressões adverbiais (então, dessa feita, acima, atrás), etc.

A coesão referencial fica restrita a este trecho, e não há nenhuma menção à coesão obtida através de itens lexicais. O livro de Platão e Fiorin se volta, majoritariamente, para a força argumentativa das conjunções, deixando de lado a escolha das formas referenciais, relegando-a a uma simples questão de uso pronominal, aparentemente, desregrado. O exercício proposto ao final do capítulo reflete a abordagem do tema, dando mais espaço para os conectivos entre sentenças do que para a coesão referencial (p.285-286):

O pulo do gato

O grande perigo do jornalista que começa é o de cair na presunção sociológica. É claro que, tratando da sociedade, o jornalismo é também um pouco de sociologia - mas a sociologia deve ir para o lugar próprio, os artigos elaborados com mais tempo, os editoriais e tópicos e, bem digerida em um texto fluido, a reportagem.

Jornalismo é razão e emoção. O texto apenas racional é frio, e só comunica aos que se encontrem diretamente interessados no assunto. O texto deve saber dosar emoção e razão, e é nesse equilíbrio que está o chamado "pulo do gato". Muitos jornalistas acreditam que o adjetivo emociona. Enganam-se. Quanto mais despida uma frase, mais cortante o seu efeito.

"E amolou o machado, preparou um toco para servir de cepo, chamou o menino, amarrou-lhe as mãos, fez-lhe um sinal para que ficasse calado, e rachou o seu corpo em sete pedaços. O menino P., de cinco anos, não era seu filho e F. descobrira isso poucos minutos antes, quando discutia com a mulher. " Leads como esse são sempre possíveis na reportagem de polícia: não necessitam de adjetivos. As tragédias, como os cantores famosos, dispensam apresentações.

(SANTANAYA, Mauro – Imprensa: Jornalismo e comunicação. Ano 1, 11: 34, São Paulo, Feeling Editorial, 1988) 1.

a) Qual o antecedente a que se refere o pronome relativo que na 1ª linha?

b) Na frase "O grande perigo do jornalista que começa é o de cair na presunção sociológica", o o em destaque é um pronome demonstrativo. A que elemento do texto ele se refere?

2. Na linha 3, o autor afirma que "o jornalismo é também um pouco de sociologia". O uso da palavra também faz pressupor algum outro significado além do que está explícito no texto?

3. Na linha 3 ocorre o conectivo mas, que manifesta uma relação de contradição entre dois enunciados. Como se explica essa contradição?

4. Na linha 6, ao dizer que o texto apenas racional é frio, o que pretende dizer o autor com o uso de apenas?

5. Na linha 10, a expressão quanto mais manifesta uma relação de proporcional entre dois termos. Quais são os dois termos dessa relação proporcional?

6.Na linha 13, a quem se refere o lhe que ocorre em "amarrou-lhe as mãos" e "fez-lhe um sinal"?

7. Na linha 14, está dito: "e rachou o seu corpo"; na linha 15 afirma-se: "não era seu filho". A que termos se refere o pronome possessivo seu em cada caso?

8. Nas linhas 15 e 16, afirma-se “F. descobriu isso poucos minutos antes…” a) O pronome isso faz referência a que elemento do texto?

b) O advérbio antes reporta a que tempo?

9. Em "Leads como esse", linhas 16 e 17, o pronome esse a que se refere?

10. Na linha 18, o conectivo como, ao estabelecer uma relação de comparação dentre tragédias e cantores famosos, indica uma semelhança entre ambos. Em que consiste essa semelhança?

Considerando os exercícios, vemos que há distribuição equilibrada entre a descrição da função das conjunções e a identificação de referentes a partir de pronomes. Não há, novamente, nenhuma menção à coesão obtida através do léxico.