Criado em 1993 na cidade de Recife/PE, o Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá é uma organização não governamental que trabalha para promoção da agricultura familiar dentro dos princípios da agroecologia. O trabalho do Centro busca interagir com os diversos setores da sociedade civil, intentando desenvolver ações inovadoras junto ao trabalho com crianças, jovens, mulheres e homens, da região metropolitana do recife, na zona da Mata, além do agreste e sertão do Pernambuco, na agricultura familiar.
Figura 7: Mapa com Locais de Atuação do Centro Sabiá
Fonte: Secundária: site oficial do centro
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Dessa forma, respondendo enquanto ação civil de direito privado sem finalidade econômica, o centro trabalha nessas áreas a perspectiva técnico-ecológica e educacional, com vistas à promoção de uma convivência harmônica e consciente do homem com a natureza, de forma que ela seja autônoma e participativa na construção de um modelo de desenvolvimento rural sustentável, por meio do desenvolvimento e multiplicação da Agricultura Agroflorestal, também conhecida como Agrofloresta ou Sistemas Agroflorestais.
Filiado à Associação Brasileira de Organizações não Governamentais (ABONG), o Centro Sabiá se articula com diversas instâncias voltadas para o Semiárido Brasileiro, bem como para a produção Agroecológica sustentável, de forma a fortalecer o debate e seu campo de luta. Dessa forma, o Centro se integra a Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), ao Processo de Articulação e Diálogo (PAD), a Rede de Agroecologia da Mata (RAMA) e, ainda, a Rede de Assessoria Técnica e Extensão Rural do Nordeste (Rede Ater/NE).
Ademais, o Centro se vincula organicamente aos seguintes espaços institucionais: ● Comitê de Ater do Conselho Estadual de Segurança Alimentar de Pernambuco
(Consea/PE)
● Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf) ● Comissão da Produção Orgânica no Estado de Pernambuco (CPOrg-PE) ● Colegiado do Território da Cidadania da Mata Sul
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- AS-PTA
A AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia pauta sua atuação no fortalecimento das experiências de agricultura familiar. Com caráter de associação de direito civil sem fins lucrativos, a AS-PTA vem desde 1983, contribuindo para a promoção do desenvolvimento rural sustentável no Brasil.
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A experiência acumulada pela entidade ao longo desses anos permitiu comprovar a contribuição do enfoque agroecológico para o enfrentamento dos grandes desafios da sustentabilidade agrícola pelas famílias agricultoras. A AS-PTA participou da constituição e atua em diversas redes da sociedade civil voltadas para a promoção do desenvolvimento rural sustentável. Ao mesmo tempo em que constituem espaços de aprendizado coletivo, essas redes proporcionam ações articuladas de organizações e movimentos da sociedade para influenciar elaboração, implantação e monitoramento de políticas públicas.
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- SERTA
O Serviço de Tecnologia Alternativa – SERTA é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), que tem como missão da instituição a formação de jovens, educadores/as e produtores/as familiares, por meio da promoção do desenvolvimento sustentável no campo. Certos de que o desenvolvimento passa também pelas questões do individuo, a instituição, fundada em 1989, forma os sujeitos para atuarem na transformação das circunstâncias econômicas, sociais, ambientais, culturais e políticas do campo.
Sua fundação foi organizada por um grupo de agricultores, técnicos e educadores que desenvolviam em comunidades rurais uma metodologia própria para a promoção do meio ambiente, a melhoria da propriedade e da renda, o uso de tecnologias apropriadas, além do reconhecimento da importância da agricultura familiar. Com atuação, a partir de das unidades pedagógicas de Ibimirim e em Glória do Goitá, busca consolidar o Programa Educacional de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável - PEADS, enquanto referencia em educação de ensino de nível básico, profissional e superior; atentando para a sua capacidade de criar, inovar e disseminar tecnologias apropriadas e interativas; além de contribuir e influenciar na efetivação de políticas públicas de Desenvolvimento Sustentável.
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A organização obteve o credenciamento do Conselho Estadual de Educação e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco (Sectma) onde foi constituído, e logrou a formação de seus dois campi educacionais para formação técnica profissional – Centro Tecnológico da Agricultura Familiar35 – na categoria de curso profissional de Técnico de Nível Médio em Agroecologia.
A atuação de seus centros de formação baseiam-se em sistemas formais e não- formais de educação, sempre na perspectiva da mobilização social e da construção de bases tecnológicas e sociais que o desenvolvimento sustentável requer. Em todo Brasil, o Serta se tornou referência na proposição e implantação das diretrizes curriculares para as escolas do campo. Atualmente, em aproximadamente 70 escolas de 15 municípios, a metodologia Peads orienta a formação de professores/as.
O Peads trabalha simultaneamente o ensino, a pesquisa e a extensão como instrumentos de inovação, transformação e inclusão social. O processo educativo consiste em eleger a escola e o aluno como produtores de conhecimento sobre a realidade, em apoio aos processos de desenvolvimento em curso; o adolescente como protagonista e liderança capaz de modificar o seu entorno e as circunstancias em que vive; e a família, como parceira pedagógica, fonte de soluções e não de problemas.
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- Rede Xique Xique de comercialização solidária
No Rio Grande do Norte existe a atuação efetiva da Rede de Comercialização Solidária Xique Xique, esta é fruto de um amplo processo de construção coletiva, com a
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Informações sobre as Escolas Transformadoras, geridas pelo grupo do SERTA podem ser encontradas no Site https://escolastransformadoras.com.br/escola/serta-servico-de-tecnologia-alternativa/
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Imagem retirada do site oficial da rede. Disponível em
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contribuição de um conjunto de organizações da sociedade civil. Sua atuação em distintas áreas visa à autonomia dos produtores rurais de pequeno porte, e a melhoria da qualidade de vida da população do campo e da cidade.
Dessa forma, sua organização fomenta a produção sustentável e a comercialização agrícola, de forma a incentivar a solidariedade entre os produtores, para que articulados em rede possam competir com os ditames da agricultura capitalista. Seus princípios estão pautados na formação de uma economia solidaria como sustentáculo do modo de comercialização, na garantia que o financiamento, a produção, a comercialização e o consumo devam estar livres de qualquer forma de exploração do trabalho; na valorização do trabalho das mulheres e jovens, respeitando suas diferenças sem gerar desigualdade de gênero e geração; na produção agropecuária assumindo os princípios da agroecologia, na educação para o consumo ético objetivando o estabelecimento de relações de parceria entre consumidores e consumidoras, produtores e produtoras; e na busca que os produtos comercializados serão avaliados por um processo de certificação participativa que envolva produtores e produtoras, técnicos e técnicas, consumidores e consumidoras, orientados e orientadas por este princípio.
As ações desenvolvidas por esta rede de comercialização se dão no interior do Estado do Rio Grande do Norte nas cidade do vale do Açu, compreendendo Mossoró, Baraúna, Tibau, Grossos, Serra do Mel e Pendências. No Sertão do Apodi, compreendendo as cidade de Apodi, Felipe Guerra, Messias Targino e Janduís. No Mato Grande na cidade de São Miguel do Gostoso, e nas terras Potiguares de Natal e Parnamirim.
Figura 8: Localização da rede Xique Xique no RN
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De forma mais concisa, a rede busca contribuir com a produção, comercialização, e articulação em rede dos agricultores que trabalham na perspectiva da agroecologia, respeitando o feminismo e a economia solidária, através do comércio justo e da certificação participativa.
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