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Accompagner la prise en charge des enfants et l’accueil des parents

Listadas abaixo, as impressões coletadas acerca do indicador saúde e segurança no trabalho:

Percepções positivas:

“Eu achei que a segurança melhorou, eles criaram um setor exclusivo para isso e tem uma funcionária que foi contratada pela nova administração” (Cl9SIC).

“A funcionária que é responsável pela segurança do trabalho veio aqui na unidade de saúde e falou para mim e todos os funcionários dos serviços gerais que não poderíamos mais subir em escada para realizar nenhum

serviço na instituição. Tudo isso é preocupação da instituição com a nossa saúde” (Cl11SIC).

“Como eu trabalho no laboratório preparando as aulas práticas eles pagam um adicional referente a risco, acho que é chamado de insalubridade. Antes eu e meu colega de trabalho não recebíamos. Agora todo mês entra no nosso salário” (Cl12SIC).

“Quanto a isso eu não tenho o que reclamar, foi colocado em todas as paredes dos laboratórios um adesivo identificando os riscos físicos, biológicos, ergonômicos e químicos para evitar acidentes” (P7SIC). “Eu leciono a disciplina de biossegurança e já desenvolvia algumas atividades para conscientizar os alunos, funcionários e professores quanto aos risco relacionado a saúde dentro e fora do ambiente de trabalho, só que agora melhorou muito. A instituição tem identificação de todos os riscos em cada setor, POP nos laboratórios e clínicas, coleta seletiva de lixo e muitas outras ações ” (P5SIC).

“Cada coordenador ficou responsável para cobrar aos professores de seu curso a realização do POP de cada aula no laboratório, isso é uma atitude de segurança do trabalho” (Cd2SIC).

“Outro dia uma aluna se feriu em uma aula prática e o setor de segurança do trabalho mandou uma ficha para identificar o acidente, explicou o que deveria ser feito e para onde deveria ser encaminhada”(Cd4SIC). No que tange ao indicador saúde e segurança do trabalho, verifica-se que, sua missão em constituir um conjunto de medidas “[...] visando minimizar os acidentes de trabalho [...] bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador” (LOPES e FIEDLER 2011), foi percebida e valorizada por considerável parte das pessoas pertencentes ao grupo de sujeitos da pesquisa, uma vez que a gestão anterior, não priorizava a adoção das medidas e equipamentos preventivos da mesma forma como o novo grupo mantenedor, que também implantou um departamento exclusivo para este fim na instituição.

Dentre os fatores que provavelmente explicam a falta de investimento consistente em medidas relacionadas ao aspecto saúde e segurança do trabalho, estão a falta de um capital mais massivo a ser aplicado ou o próprio desinteresse diante de outras demandas consideradas mais urgentes.

Sendo o novo grupo detentor de um grande patrimônio, através de um novo projeto de ampliação e construção de novas unidades, verificou-se a necessidade da criação do setor em análise, trabalhando com medidas de ação preventivas que elevassem a qualidade do trabalho possibilitando uma atividade com menos riscos ao trabalhador, protegendo-o dentro de seu ambiente de laboral, no que diz respeito às questões de higiene e segurança em si.

Conforme mencionado, a contratação de funcionários técnicos em segurança do trabalho, a criação de um setor específico e também a transferência de uma funcionária

engenheira para morar na cidade do Recife para comandar e acompanhar a obra demonstram a preocupação em trabalhar na diminuição dos transtornos causados por acidentes de trabalho, abrangendo a prevenção e proteção de efeitos adversos através do uso de equipamento de proteção individual - EPI, palestras educativas, acompanhamento psicológico, medidas de proteção coletiva, dentre outros.

Cada uma dessas ações passou a ser aplicada no dia a dia do trabalho e intensificada na Semana de Prevenção de Acidente do Trabalho – SIPAT, evento também realizado pela primeira vez dentro da instituição, após a entrada do novo grupo. Nesse evento, alunos e funcionários foram envolvidos. Vários professores realizaram palestras com temas relacionados à saúde do trabalhador e os acadêmicos do curso de enfermagem realizaram aferição de pressão e mediram a glicemia enquanto que alunos do curso de estética atuaram prestando serviços de massagem relaxante nos pés, mãos, corpo e tratamento facial para melhorar a auto-estima e proporcionar bem-estar aos funcionários. Segundo Lopes e Fiedler (2011), nas empresas, a qualidade de vida tem sido um dos objetivos maiores da gestão estratégica de pessoas, por via de ações de melhoria nas condições de trabalho relacionado ao aspecto saúde e segurança, emprego de técnicas de ginástica laboral, sessões de relaxamento, atividades lúdicas e muitos outros recursos ortodoxos e criativos.

Como a unidade pesquisada é o campus de saúde, vários são os laboratórios e setores de clínica-escola para as aulas práticas e atendimento da comunidade. Para isso, foi cobrado aos coordenadores a elaboração do Procedimento Operacional Padrão – POP de cada aula e serviço prestado aos clientes proporcionando uma padronização do serviço e minimizando os riscos.Uma ficha de controle de acidente de trabalho também passou a ser utilizada.

Durante o período da coleta de dados, a pesquisadora presenciou um acidente com uma aluna na clínica de estética e cosmética. Ao manusear um equipamento, a manopla de vidro quebrou-se, ferindo a acadêmica na mão direita. Imediatamente, os preceptores devidamente instruídos após participar de treinamento da brigada de incêndio e primeiros socorros, prestaram todo atendimento inicial e preencheram o documento de registro de acidente, comunicando ao setor de segurança de trabalho e encaminhando a aluna para um hospital. Ratificando essa ação: “Por mais elaborado que seja um programa de Saúde e Segurança no Trabalho e por melhores que sejam as ferramentas por ele disponibilizadas para o diagnóstico e a solução dos riscos do trabalho, se não houver disposição e participação compromissada de todos os envolvidos em suas ações, especialmente do corpo gerencial da empresa, os resultados por ele

produzidos serão limitados, tanto do ponto de vista quantitativo, quanto qualitativo” (OLIVEIRA, 2003, p.15).

Percepções negativas:

“No momento da reforma do laboratório, essa questão de segurança foi péssima. Foi tanta poeira quando estavam cortando o granito que não dava nem para ver o colega de trabalho da secretária que estava do meu lado. Tive que pegar uma máscara lá no laboratório de estética para proteger minha respiração. Ainda bem que eu não tenho asma” (Cl82SIC).

“Em benefício direto dos professores o setor de segurança do trabalho não trabalhou muito. Eles mandaram cada professor que leciona nos laboratórios preencher uma ficha de insalubridade, logo em seguida eles encaminharam para a sede do grupo em Aracajú. Sabe qual foi a resposta? Os professores não tem direito porque quem prepara o material de aula é o técnico de laboratório. E o tempo que o professor fica exposto ao agente de risco, isso deveria ser observado” (P17SIC).

“Eu sempre passo próximo a obra e os funcionários terceirizados não trabalham com EPI, isso é um problema. Como a funcionária da segurança do trabalho da instituição fica na unidade da Madalena não pode cobrar dos responsáveis da empresa contratada o uso do equipamento de proteção durante as reformas” (P6SIC).

“No momento de montar os laboratórios novos ninguém se lembrou de saúde e segurança no trabalho. Eu carreguei tanta caixa que acho que vou ter problema de coluna, tendinite, bursite e mais umas duzentas doenças (Cd2SIC).

“Os coordenadores estão trabalhando tanto no computador para fazer as equivalências que tem hora que me preocupo com a saúde relacionada ao excesso de atividades repetitivas com os dedos, punhos e também a visão olhando o tempo todo para a tela do monitor” (Cd3SIC).

Os comentários de cunho negativo quanto ao indicador saúde e segurança do trabalho fazem menção aos transtornos trazidos pela reforma e pelas possíveis doenças causadas por ela. A abordagem da temática das doenças ocupacionais trazidas por esses depoimentos remete e corrobora com Barbosa (2002), pois aqui, há menção das doenças ocupacionais profissionais, adquiridas através das atividades relacionadas no trabalho, bem como das doenças ocupacionais do trabalho, causadas por circunstâncias nele apresentadas (BARBOSA, 2002). Além disso, foram registradas queixas quanto a má implementação das medidas de saúde e segurança do trabalho em circunstâncias como: ausência dos equipamentos de proteção por funcionários terceirizados, o não pagamento da insalubridade a professores, dentre outros.

Figura 5 – Sobejos de Material Construção

Fonte: A autora

Corroborando com os achados das entrevistas por pauta e da observação participante, utilizamos esta foto. Em sua análise percebem-se os sobejos do material de construção no ambiente do estacionamento, indicando a realização de reformas na instituição. Uma vez considerando o alto fluxo de pessoas que por ali circula, perder vaga no estacionamento torna- se um acontecimento provável, acarretando transtorno e insatisfação para os envolvidos. Além disso, o fluxo dessas pessoas próximo a esses entulhos também pode ocasionar acidentes. Segundo Moraes (2005), em território brasileiro acidentes de trabalho acontecem com frequência, fazendo novas vítimas e na maioria das vezes provocando graves sequelas. Ainda na visão da autora, além do desconforto para o acidentado, a empresa também se prejudica financeiramente ao pagar enormes encargos sociais à nação, às vítimas ou muitas vezes à família dessas pessoas.

Figura 6 – Ampliação da Biblioteca

Fonte: A autora

Analisando a imagem fotográfica acima, observa-se que os funcionários trabalham juntos em um espaço de uma biblioteca, que serve a comunidade acadêmica atendendo aos objetivos institucionais na extensão e na pesquisa. Com o aumento na demanda dos cursos, cresce a quantidade de livros e periódicos para suprir a necessidade. Na tentativa de melhorar a disposição do material, aumentam as atividades de mão-de-obra realizadas pelos próprios colaboradores no setor. Portanto, o cuidado com prática ergonômica deve ser redobrado tanto pelo setor responsável pela segurança do trabalho na empresa como pelo próprio funcionário, evitando que a sobrecarga e o desvio de função não venham se tornar um causador de traumas físicos e mentais (LUCENA; BORBA, 2009).

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