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Accompagner les pratiques agricoles durables

Latossolos

Os Latossolos são solos profundos ou muito profundos de horizonte A- Bw-C (OLIVEIRA; JACOMINE; CAMARGO, 1992). Para fins agrícolas, os

Latossolos Vermelho-Amarelos podem ser considerados os mais importantes, tendo em vista as grandes extensões que ocupam nas ASD’s do estado de Minas Gerais. Apresentam boas condições físicas, praticamente sem problemas de

erosão e de mecanização. Mesmo os solos eutróficos apresentam baixos teores de fósforo, no entanto os teores de potássio variam de médio a alto. Na região, são muito utilizados para pecuária e plantio de eucalipto.

Nas ASD’s, os Latossolos Vermelho-Amarelos apresentam horizonte A moderado ou fraco, raramente proeminente. Podem ser distróficos (pobres em nutrientes) ou eutróficos (ricos em nutrientes); de textura mais freqüentemente média, apresentando também textura arenosa e argilosa, possuindo boa permeabilidade. A vegetação é a de cerrado nos topos das chapadas, ocorrendo também formações de transição, como floresta/cerrado, floresta/caatinga e caatinga/cerrado (EMBRAPA, 1979).

Os Latossolos Vermelhos das ASD’s podem ser distróficos ou

eutróficos. Quanto ao uso agrícola, de modo geral são utilizados para a agricultura, principalmente os eutróficos, e pecuária. Os distróficos são utilizados também com reflorestamento de pinus e eucalipto.

Os Latossolos Vermelhos distróficos apresentam textura freqüentemente argilosa, mas podem apresentar também textura média e muito argilosa, sendo o relevo plano e suave ondulado, e as formações vegetais predominantes são as de cerrado e transições florestas/caatinga.

Os Latossolos Vermelhos eutróficos ocupam maiores extensões que os distróficos nas áreas susceptíveis a desertificação, com relevo predominantemente suave ondulado e plano e a vegetação é representada por formações de transição entre florestas e caatinga (EMBRAPA, 1979). São solos que se prestam bem ao uso agropecuário.

Argissolos

Os Argissolos Vermelhos compreendem solos minerais, não hidromórficos, com horizonte B textural (OLIVEIRA; JACOMINE; CAMARGO, 1992). Nas ASD’s semi-áridas e subúmidas secas os Argissolos Vermelho-Amarelos apresentam horizonte A moderado, seguido do horizonte Bt bastante espesso e drenagem um pouco deficiente, principalmente naqueles influenciados por deposições quartenárias nas várzeas. Em geral, são solos de textura média no horizonte A e muito argilosa no Bt, podendo também apresentar cascalho (EMBRAPA, 1979). Podem ser distróficos ou eutróficos. Os distróficos são geralmente utilizados para a pecuária extensiva e os eutróficos, para agricultura.

Nos Argissolos Vermelhos distróficos o relevo, em sua maior parte, é suave ondulado e ondulado, constatando-se também forte ondulado. A vegetação predominante é a de cerrado e formações de transição, tais como floresta/caatinga e caatinga/cerrado/floresta (EMBRAPA, 1979).

Os Argissolos Vermelhos eutróficos, antigas Terras Roxas Similares, possuem relevo que varia de plano até forte ondulado, predominando os relevos suaves ondulados e ondulados, ocorrendo em algumas áreas rochosidade e/ou pedregosidade, principalmente de calcários. A vegetação é a de floresta, caatinga ou de transição entre floresta e caatinga.

Neossolos Quartzarênicos

Os Neossolos Quartzarênicos são solos minerais, casualmente orgânicos na superfície, hidromórficos ou não, geralmente profundos, essencialmente quartzosos, com textura areia ou areia franca em pelo menos dois metros da superfície. As frações areia grossa e areia fina são constituídas essencialmente de quartzo, com praticamente ausência de minerais primários facilmente intemperizáveis (OLIVEIRA; JACOMINE; CAMARGO, 1992).

Os Neossolos Quartzarênicos são de baixa fertilidade natural, com alta susceptibilidade à erosão e sérias limitações de armazenamento de água disponível, o que restringe seu uso agrícola. Devido à alta taxa de infiltração de

água, o manejo da irrigação deve ser bastante criterioso. Na região, geralmente esses solos são utilizados com extrativismo vegetal (lenha, frutos do cerrado e

plantas medicinais) e a pecuária extensiva em meio à vegetação natural. Nos topos das chapadas, onde ocorrem maiores precipitações pluviométricas, são utilizados com eucalipto. São distróficos e geralmente ácidos, com horizonte A fraco ou moderado, seguido do horizonte C de grande espessura. O relevo é plano e suave ondulado de topo de chapada, onde a vegetação é a de cerrado. Nas áreas com cotas mais baixas, podem aparecer à caatinga, o cerrado e as formações de transição entre cerrado/caatinga e floresta/cerrado (EMBRAPA, 1979).

Neossolos Flúvicos

Os Neossolos Flúvicos compreendem solos minerais, pouco evoluídos, não hidromórficos, formados em depósitos recentes, de tal ordem que apresentam como horizonte diagnóstico apenas o A, e sucessão de camadas estratificadas sem relação pedogenética entre si (OLIVEIRA; JACOMINE; CAMARGO, 1992). Esses

solos, por definição, são desenvolvidos apenas nas planícies aluviais, em depósitos de origem fluvial, sendo muito utilizados para agricultura e pecuária, por ocuparem as áreas mais úmidas da paisagem, apesar dos riscos de inundação.

Nas ASD’s predominam Neossolos Flúvicos eutróficos, ocorrendo muito pouco os de caráter distrófico. Podem apresentar atividade de argila alta ou baixa e textura variando de arenosa a argilosa, sendo os argilosos e de argila de atividade alta bastante coesos quando secos. O relevo é plano e a vegetação é caracterizada por formações florestais, caatinga, cerrado e transições destas (EMBRAPA, 1979).

Neossolos Litólicos

Os Neossolos Litólicos são solos minerais não hidromórficos, rudimentares, pouco evoluídos, rasos, com horizonte A diretamente sobre a rocha ou cascalheira espessa, ou sobre horizonte C pouco espesso ou mesmo exíguo. Apresentam grande diversificação morfológica e são bastante heterogêneos quanto aos atributos químicos, físicos e mineralógicos (OLIVEIRA; JACOMINE; CAMARGO, 1992). Nos Neossolos Litólicos eutróficos pratica-se a agricultura de subsistência, enquanto os distróficos são utilizados com pecuária extensiva. Em vários locais de ocorrência destes solos há fortes limitações ao uso produtivo devido a sua pouca

profundidade, ao relevo acidentado, à presença constante de pedregosidade e rochosidade e às limitações hídricas, principalmente na região semi-árida.

Os Neossolos Litólicos distróficos ocupam, relativamente, extensões reduzidas e apresentam, quase sempre, bastante pedregosidade e rochosidade na superfície. A textura varia de arenosa, média, argilosa, siltosa, por vezes com cascalho, ou mesmo apresentando-se cascalhenta em alguns solos. O relevo varia de ondulado a montanhoso e as formações vegetais predominantes são os cerrados e formações de transição floresta/caatinga e floresta/cerrado, bem como caatinga/floresta (EMBRAPA, 1979).

Cambissolos

Os Cambissolos compreendem solos minerais, não hidromórficos, com horizonte A seguido de B incipiente, com drenagem variando de acentuada até imperfeita (OLIVEIRA; JACOMINE; CAMARGO, 1992). Nas ASD’s são encontrados Cambissolos rasos a profundos, com variação de cor desde amarela até vermelha, argila de atividade alta ou baixa, e com saturação por bases variando de baixa a alta. Podem ser distróficos ou eutróficos. Quanto ao uso agrícola, esses solos são utilizados, de modo geral, para a pecuária.

Os Cambissolos distróficos apresentam textura mais freqüentemente argilosa e o relevo predominante é o suave ondulado, mas aparece também o forte ondulado. A vegetação predominante é a de cerrado, mas verificam-se ainda formações de transição floresta/cerrado. Os eutróficos apresentam textura variando de média até muito argilosa e são bem a muito moderadamente drenados, com relevo geralmente suave ondulado, podendo ocorrer também relevos plano, ondulado e forte ondulado. A vegetação predominante é a transição floresta/caatinga, podendo ocorrer também, isoladamente, em formações de caatinga e de floresta, bem como áreas de várzeas (EMBRAPA, 1979).

Solos Hidromórficos

Os solos hidromórficos são formados em várzeas, áreas deprimidas, planícies aluviais e locais de terras baixas com excesso de umidade e em bordas de chapadas em áreas de surgência de água subterrânea (OLIVEIRA; JACOMINE;

CAMARGO, 1992). Nessas condições, desenvolvem-se solos com horizonte superficial de coloração acinzentada ou preta em virtude da redução do ferro que se processa em meio anaeróbio devido ao excesso de umidade do solo, com conseqüente acumulação de matéria orgânica proveniente da decomposição dos resíduos vegetais. Nas ASD’s são utilizados para agricultura, destacando-se a

produção de arroz, olerícolas, frutas e pastagens.

A ocorrência desses solos limita-se às várzeas úmidas e veredas e são desenvolvidos de sedimentos de natureza e granulometria variadas, com relevo plano de várzea ou de vereda com vegetação predominante de várzea (EMBRAPA, 1979).