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El acceso de los pueblos indígenas a las INDH

Para a definição de um estudo de caso que representasse um processo tecnológico em saúde com certa relevância em nível operacional foi preciso elencar critérios significativos para a sua escolha, os quais foram, inicialmente, encontrados na própria definição de processo tecnológico (interação da TMH com os recursos humanos).

Nas entrevistas a dois profissionais de saúde, concluiu-se que uma maior diversidade de equipamentos médico-hospitalares encontrava-se nos serviços do centro cirúrgico do que nas UTIs. Constatou-se, também, que havia diferenças de diversidade de TMH em cada especialidade cirúrgica, por causa da diferença de complexidade entre os procedimentos médicos que deveriam ser realizados. Isso exigia, para o tratamento adequado do paciente, uma interação dos profissionais de saúde (recursos humanos) com

equipamentos médico-hospitalares diferentes por especialidade clínica. Tal complexidade mostrava-se significativa na cirurgia cardiovascular e na neurocirurgia.

Para complementar a informação das entrevistas procurou-se, em pesquisa bibliográfica, o embasamento necessário sobre a diversidade tecnológica exigida, através de portarias do Ministério da Saúde e bibliografias afins, para o funcionamento de cada um desses setores (centro cirúrgicos e UTIs). Foram utilizadas, ainda, informações do DATASUS (sistema de informações baseado na internet sobre o Sistema Único de Saúde e disponibilizado pelo Ministério da Saúde do Brasil) para verificar o credeciamento dos serviços nos hospitais considerados. Também foram utilizadas informações obtidas diretamente da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina ou no seu site de internet.

Além da diversidade tecnológica, concluiu-se que seria importante basear a definição do estudo de caso na quantidade de procedimentos médicos realizados dentro destes serviços (UTI e centro cirúrgico), separados por especialidade clínica durante um determinado período de tempo recente, porque isso viria a quantificar a relevância de algum tipo de especialidade médica no atendimento da população. Esta informação foi procurada nos sete hospitais da rede pública dentro da região da Grande Florianópolis aonde há estruturas de Engenharia Clínica, denominados de CELECs.

Os dados sobre a quantidade de procedimentos médicos realizados nos centros cirúrgicos e UTIs foram solicitados, com o apoio da Engenharia Clínica de cada um destes sete hospitais, junto às chefias dos setores de UTI e centro cirúrgico dos hospitais correspondentes. Este apoio foi solicitado à Engenharia Clínica porque é um ator relevante dentro dos hospitais e poderia facilitar a aquisição dos dados nesses setores. Tais informações não foram encontradas de maneira sistematizada nos setores de UTI e centro cirúrgico, sendo a maior dificuldade obter estes dados das UTIs.

Os profissionais engenheiros coordenadores dos CELECs informaram que não havia a possibilidade de reunir os dados requeridos separados por especialidades clínicas nas UTIs num tempo hábil porque os registros eram feitos manualmente e não havia uma organização dos dados com a separação por especialidades. As anotações teriam de ser feitas a mão dentro das UTIs e não eram possíveis de serem realizadas por algum profissinal da equipe do CELEC, porque as suas atribuições rotineiras dentro do hospital não permitiam disponibilidade de tempo para este tipo de atividade.

O pesquisador, então, realizou as anotações destas informações da UTI para um hospital, o que demandou um esforço e tempo considerável. Além disso, percebeu-se a

dificuldade em agrupar os procedimentos médicos realizados nas UTIs por especialidades clínicas, tarefa que era necessária para que as informações fossem úteis na definição do estudo de caso. Essas duas dificuldades eram percebidas como uma tendência futura na tarefa de obtenção e agrupamento dos dados das UTIs dos outros hospitais. Por outro lado, nos serviços de centro cirúrgicos destes hospitais, os dados estavam mais bem sistematizados e a sua disponibilidade, na maioria das vezes, era por meio digital.

No desenvolvimento desta pesquisa, concluiu-se que não havia diferenças significativas de diversidade tecnológica dentro de cada especialidade médica tratada pelos serviços das UTIs (a TMH é padronizada), mas havia diferenças importantes entre as especialidades cirúrgicas. Com base nesses três fatores, concluiu-se que era adequado sistematizar os dados sobre a quantidade de procedimentos cirúrgicos realizados agrupando-os por especialidades médicas.

Nesta ocasião, foi muito importante o comprometimento voluntário de um profissional da enfermagem, que, percebendo a dificuldade do pesquisador, disponibilizou- se a auxiliar na atividade de agrupamento dos procedimentos médicos realizados nos centros cirúrgicos por tipo de especialidades médicas. Este profissional também auxiliou em outra atividade, que foi a adequação do texto do questionário da metodologia MCDA (Anexo C) para o linguajar da área médica, através de suas respostas às perguntas. Mesmo assim, os dados disponibilizados pelos centros cirúrgicos vinham com períodos de tempo muito dispersos, inclusive com ausência de dados em certos meses, o que limitou a sistematização dos dados num período de tempo no qual havia condições de se fazer comparações consistentes entre os hospitais.

Para se ter uma idéia do grau de dificuldade em obter essas informações dos hospitais, num dos hospitais não foi possível obtê-las dentro do primeiro semestre de 2005 porque não havia, no momento, a informação. Neste hospital foram utilizadas informações de um período anterior ao ano de 2005, com um período de tempo maior em relação ao dos outros hospitais (ver Tabela 2, Capítulo 03), no intuito de realizar comparações baseadas neste critério.

Depois, na implementação da metodologia proposta, concluiu-se que a escolha do estudo de caso fora adequada porque, em entrevistas com os profissionais de saúde envolvidos na cirurgia cardiovascular pediátrica (cirurgião-chefe e anestesista), havia dentro da especialidade cirurgia cardiovascular um número maior de procedimentos cirúrgicos diferentes para o tratamento de pacientes pediátricos (cerca de aproximadamente

26 procedimentos), em relação a pacientes adultos (aproximadamente 10 procedimentos diferentes), conferindo maior complexidade aos procedimentos cirúrgicos cardiovasculares pediátricos.

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