4. Le dictionnaire « moderne », un outil récent
4.1. Absence d’adaptation d’un modèle latin en lexicographie
Os aeroportos desempenham um papel chave no transporte de pessoas e bens, ao nível regional, nacional e internacional. A escala dos mercados dos transportes públicos varia relativamente à dimensão dos aeroportos e à sua capacidade de apoio aos transportes públicos.
Alguns aeroportos atraem a maioria de seus clientes de uma área geográfica relativamente compacta, enquanto outros recebem pessoas de vastas áreas geográficas. A escala geográfica da área de captação do aeroporto fornece uma indicação acerca da natureza dos padrões de densidade a tratar durante o desenvolvimento de serviços de acesso terrestres (ACRP, 2008). As viagens de e para os aeroportos podem ser divididas em três categorias, cada uma com diferentes características, nomeadamente: i) trabalhadores; ii) passageiros; e iii) meeters e greeters5 (Ashford et al., 1997; ATAG, 1993; Humphreys, 1987; Kazda e Caves, 2000 in Humphreys e Ison, 2002). A proporção das viagens geradas pelos funcionários é tipicamente um terço do total das viagens dos passageiros mas depende do número de empresas que funcionam no aeroporto, se há ou não escritórios de companhias aéreas e do impacte dos negócios relacionados com as aeronaves e com as instalações de manutenção (Ashford et al., 1997; Gosling, 1996 in Humphreys e Ison, 2002). Em termos de deslocações de funcionários, um aeroporto que gere cerca de 1 000 000 de viagens de passageiros anuais, gera cerca de 520 000 viagens de funcionários e um aeroporto com cinco milhões de passageiros pode gerar 2.6 milhões de viagens de funcionários, por ano, no acesso ao aeroporto. Estes valores são indicativos da dimensão e significância das viagens dos funcionários, relativamente às viagens dos passageiros.
Embora possam ser menos em número, as viagens dos funcionários são mais concentradas em determinados intervalos de tempo com base nos turnos de trabalho, tornando assim a melhoria da eficiência das viagens de acesso ao aeroporto, uma parte significativa de qualquer estratégia dos acessos aos aeroportos.
5 Meeters and greeters refere‐se às pessoas que acompanham os passageiros ao aeroporto quando estes partem e as que os aguardam à chegada.
29 O meio de transporte utilizado pelos funcionários aos aeroportos, nas suas viagens para o trabalho, é dominado pelas viaturas próprias devido à sua flexibilidade e fiabilidade, relativamente a outros meios (Bonnett, 1980; Humphreys, 1996; Kazda e Caves, 2000 in Humphreys e Ison, 2002).
A classificação dos utilizadores dos aeroportos, de acordo com factores que afectam as suas decisões relativas ao acesso terrestre, ajuda a compreender como é que os atributos do serviço de transportes públicos podem afectar os padrões de comportamento de diferentes grupos. Com o aumento consecutivo do número de produtos e serviços, o consumidor de mercado tornou‐se altamente fragmentado. Os passageiros na origem e os funcionários dos aeroportos são claramente os grupos mais importantes a considerar para efeitos de acessos terrestres constituindo mercados significativos para os serviços de acesso terrestre (TCRP, 2000).
Há numerosas falhas nos estudos existentes, relativos à intermodalidade em aeroportos. Não existe nenhuma metodologia proposta para medir a intermodalidade e nenhum estudo que determine o que poderia ser o desenvolvimento da intermodalidade nos aeroportos. No entanto, a intermodalidade aeroportuária é frequentemente considerada como um modo de aumentar a área de captação dos aeroportos e diminuir o congestionamento aéreo (Eurocontrol, 2005). 2.2.11 Materiais de construção Nos ambientes construídos, os edifícios apresentam hoje na redução do CO2 e no consumo de água potável, uma das áreas chaves para a sustentabilidade. Segundo a estratégia da UE para o ambiente urbano (UE, 2004 in Pinheiro, 2006), o aquecimento e a iluminação dos edifícios são responsáveis pela maior quota individual de utilização da energia (42%, dos quais 70% destes para aquecimento) e produzem 35% de todas as emissões de GEE. Para além da energia consumida na operação dos edifícios, a produção dos materiais e a construção em si mesma, consomem energia, usualmente designada por energia incorporada e estimada em cerca de 10 a 15%, quando considerado o seu ciclo de vida global.
Os edifícios e ambiente construído armazenam uma grande quantidade de materiais e as quantidades de resíduos provenientes da actividade de construção são elevadas, estimando‐se (CIB, 1999 in Pinheiro, 2006) que o edificado e actividades afins originem cerca de 40% do total de resíduos produzidos. Do total dos resíduos de construção e demolição internacionais, cerca de 92% são atribuídos às actividades de demolição e 8% provêm de actividades construtivas – sejam edifícios ou renovações de estruturas existentes (Pinheiro, 2006).
Na construção de um aeroporto, além dos impactes típicos da sua construção, como a poluição do ar, da água e o ruído (Landrum & Brown, 2006), surgem outros da utilização dos materiais de construção, da própria construção, manutenção e desmantelamento das infra‐estruturas (Van Ierlandet al., 2000 in Douglas e Lawson, 2003).
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Podemos assim distinguir os impactes directos das operações aeroportuárias dos impactes indirectos relativos à construção de instalações e fornecimento de materiais.
Os impactes relacionados devem incluir os efeitos indirectos, não apenas na proximidade imediata dos aeroportos e vias de transporte, mas também nas áreas de proveniência e de fabrico dos materiais para a construção e operação dos aeroportos, além dos locais onde os resíduos são depostos.
A indústria do transporte aéreo apoia‐se numa grande variedade de produtos e serviços, como a construção das infra‐estruturas dos aeroportos e das ligações de transportes terrestres, além dos materiais de uso diário para operar as aeronaves e os aeroportos.
O crescimento do transporte aéreo é inevitavelmente acompanhado pela expansão das infra‐ estruturas incluindo parques de estacionamento, edifícios terminais e pistas. A construção de novas pistas e a ampliação de outras existentes contribuem para a maior parte dos materiais utilizados e para a ocupação de solo na construção e expansão de aeroportos (Douglas, et al., 2003). 2.3 Sustentabilidade 2.3.1 Sustentabilidade e desenvolvimento sustentável
Sustentabilidade e desenvolvimento sustentável são conceitos amplamente utilizados hoje em dia nas áreas da investigação, das políticas, da monitorização e do planeamento (Spilanis, et al., 2009). Ao atingir o um nível macro de aplicação, a sustentabilidade passou a ser referida em termos de "desenvolvimento sustentável" e ao longo do tempo, os termos "sustentabilidade" e "desenvolvimento sustentável" passaram a ser tratados, por muitos, como sinónimos (Sutton, 2004). A Estratégia de Conservação Mundial (IUCN), em 1980 (IUCN et al., 1980 in Ehrenfeld, 2008), introduziu o conceito de sustentabilidade na discussão internacional. Mais tarde, com a publicação “O nosso futuro comum” pela Comissão Mundial para o Ambiente e Desenvolvimento (WECD), em 1987, a sustentabilidade tornou‐se o centro de uma das principais discussões no mundo inteiro, verificando‐se uma tendência para o alargamento do conceito. O ponto de partida de muitas publicações sobre desenvolvimento sustentável é a definição desta organização, de que: “O desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir as suas próprias necessidades” (WCED, 1987 in Ehrenfeld, 2008).
No entanto, as necessidades presentes e futuras são indeterminadas. Do ponto de vista dos recursos, existe o consenso de que o planeta contém recursos limitados. O uso de um recurso hoje diminui os recursos para o futuro. Como podemos então satisfazer as necessidades do presente utilizando os recursos sem comprometer as necessidades de recurso no futuro (Oortmerssen, 2008).
31 Outras definições de desenvolvimento sustentável foram criadas e publicadas, as quais, de um modo geral, apelam à integração e equidade intergeracional e intrageracional (Daniel, et al., 1999).
Apesar das variadas definições de sustentabilidade que têm sido entretanto propostas e cerca de 20 anos de debate mais tarde parece, haver um consenso de que a avaliação da sustentabilidade deve: • Integrar as questões económicas, ambientais, sociais e cada vez mais institucionais, além de
considerar as suas interdependências; • Considerar as consequências das acções no presente e no futuro; • Ter em conta a existência de incertezas relativas aos resultados nas nossas acções no presente e actuar com precaução; • Envolver o público; e • Incluir considerações sobre a equidade (intrageracional e intergeracional).
No entanto, dada a complexidade dos sistemas que são habitualmente o centro das avaliações de sustentabilidade, (e.g. regiões, cidades), a multiplicidade de actores sociais envolvidos, o planeamento e a avaliação do progresso em direcção à sustentabilidade, esta avaliação torna‐se inevitavelmente uma tarefa complicada (Gasparatos, et al., 2008).
As implicações práticas da definição de sustentabilidade aliadas à persistência indefinida dos sistemas que fornecem bens e serviços são diversas, variando desde o consumo de recursos relativamente à sua taxa de renovação, à eficiência de utilização desses recursos e à equidade do seu uso nas diferentes sociedades e ao longo das gerações, com diferentes ênfases, de acordo com a disciplina e ideologia políticas (Ulgiati e Brown, 1998; Parris e Kates, 2003 in Mayer, 2007). Por outro lado, a investigação recente sobre sustentabilidade tornou‐se mais quantitativa e inclui simultaneamente outras dimensões da sustentabilidade Figura 2.7, o que permitirá a implementação de políticas mais objectivas, em termos de metas, bem como um controlo mais rigoroso das mesmas (Mayer, 2007).
Figura 2.7 A trajectória de um sistema e a posição desse sistema relativamente às fronteiras sustentáveis multidimensionais são necessárias para determinar um sistema de sustentabilidade.
32 A questão da sustentabilidade surge sempre que um sistema de valor, objecto, ou atributo está sob ameaça. A existência de um sistema de valor, objecto, processo ou atributo pode ser ameaçada ou a sua qualidade pode ser ameaçada por um grave declínio (Sutton, 2004). Mesmo que continuemos a discordar sobre o significado de sustentabilidade, estamos de acordo no facto de que o actual estado do planeta é insustentável. Além disso, virtualmente, tudo o que tem que ser feito em nome da sustentabilidade é uma tentativa para reduzir a insustentabilidade (Ehrenfeld, 2008).
A estrutura subjacente das culturas modernas impulsiona o consumismo e a insustentabilidade não desaparecerá nem criará espaço para a sustentabilidade até que os valores e regras que conduzem as economias industrializadas sejam substituídos por outros diferentes dos actuais, alinhados com a sustentabilidade (Sutton, 2004).
Muitas definições de sustentabilidade baseiam‐se no conceito da triple bottom line, cobrindo três aspectos, que são o desempenho ambiental, a responsabilidade social e a contribuição económica (Krajnc, et al., 2005).
Há duas razões bem distintas, para adoptar uma abordagem triple bottom line, uma pragmática e outra ética. O argumento pragmático é que, porque vivemos num mundo complexo interligado, no qual os resultados numa área de interesse, não podem muitas vezes ser aceites sem considerar o que se passa no resto do sistema. Por exemplo, os bons resultados financeiros a longo prazo podem depender, pelo menos em parte, da saúde da sociedade e também do ambiente. Por outro lado, os bons resultados sociais podem depender em certa medida, das partes ambiental e económica do sistema. A protecção ambiental pode depender, até certo ponto, das partes social e económica. O argumento ético para uma abordagem da sustentabilidade através da triple bottom line é de que uma preocupação ética com uma visão estreita não faz muito sentido. Se nos preocupamos com as pessoas e outras espécies, devemos certamente prestar atenção ao seu bem‐estar, uma vez que todos são afectados pelos impactes de todos os aspectos ambientais do “sistema” em que vivemos – as esferas ambiental, social e económica.
O facto de que a abordagem triple bottom line direcciona a atenção para as questões ambientais, sociais e económicas não significa que é “acerca” de sustentabilidade. E mesmo quando existe uma ligação intencional à sustentabilidade, a adopção de uma abordagem triple bottom line, por si só, pode não deixar claro o que está a ser sustentado. Por este motivo, o que está a ser sustentado deve ser definido explicitamente em cada programa triple bottom line (Sutton, 2004).