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Aberdeen Proving Ground

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A finalidade de um projeto expressa a essência desse projeto, a quem se dirige e quais os resultados que pretendem alcançar. Deste modo, de acordo com o explanado, emerge a finalidade do projeto: Promover o bem-estar e qualidade de vida dos

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De acordo com a Organização Mundial de Saúde (1987), a saúde é entendida como um estado dinâmico de completo bem-estar físico, mental, social e espiritual e não apenas como ausência de doença. Com isto entende-se que a promoção de saúde se estenderá a todos os âmbitos da vida dos indivíduos, sendo que estão diretamente relacionados com a determinação de uma vida saudável e com qualidade.

As atitudes e comportamentos relacionados com a saúde são influenciados pela família e pelo grupo de pares. Com efeito, é importante que se trabalhe com as pessoas a partir do seu leque de experiências e de significados, facilitando assim a aquisição de novos conhecimentos e a adaptação ao seu mundo real (Antunes, 2008). Deve apostar- se na criação de uma política de oportunidades que permita às pessoas “adquirirem

competências e informações que permitam promover o equilíbrio e o bem- estar”

(Antunes, 2008:26). Educar para a saúde prevê que se crie no indivíduo um conjunto de competências que lhes permita fazer escolhas responsáveis “com vista à preservação,

melhoria e conservação do seu nível de saúde” (Andrade cit. in Antunes, 2008:60). De

acordo com Carvalho & Carvalho (2006:52), “o objetivo final da Educação para a Saúde será facilitar a aquisição de comportamentos saudáveis (…). Sem um planeamento prévio da intervenção educativa não existe qualquer garantia de êxito”. Não é tarefa fácil moldar comportamentos e estilos de vida, sendo necessário um trabalho contínuo para que as pessoas compreendam, aceitem e incluam os novos conhecimentos às suas significações (Antunes, 2008).

Com este projeto pretendia-se a promoção de espaços e momentos que promovessem o debate, a reflexão e a consciência críticas sobre a importância dos cuidados de imagem, de higiene pessoal e do espaço na manutenção da saúde.

Depois de definida a finalidade foi chegado o momento de definir os objetivos gerais e os objetivos específicos do projeto. Os objetivos gerais são os propósitos mais amplos que definem o quadro de referência do projeto (Espinoza cit. in Serrano, 2008:45) e os objetivos específicos são mais precisos do que os objetivos gerais, identificando de forma mais precisa aquilo que se pretende alcançar com o desenvolvimento do projeto (Serrano, 2008:46).

Objetivo Geral 1: Promover a melhoria das práticas de higiene e cuidado dos

indivíduos.

Os indivíduos devem ser capazes de:

65 Objetivo específico 1.2:Optimizar as competências básicas de higienização e cuidado; Objetivo específico 1.3: Mobilizar os conhecimentos adquiridos nas práticas diárias de

higiene pessoal e cuidados de imagem.

Objetivo geral 2: Promover a consciencialização dos indivíduos para a importância das

práticas de limpeza e preservação do espaço. As pessoas devem ser capazes de:

Objetivo específico 2.1: Identificar boas práticas de preservação e higiene; Objetivo específico 2.2: Valorizar o espaço em que vivem e que partilham;

Objetivo específico 2.3: Reconhecer a importância da organização, limpeza e

desinfeção do espaço;

Objetivo específico 2.4: Respeitar o seu espaço e o do outro;

Objetivo específico 2.5:Mobilizar os conhecimentos adquiridos para as práticas diárias

de preservação e limpeza do espaço.

Encontrados os objetivos a alcançar, era necessário decidir a forma como estes seriam trabalhados. De acordo com Freire (1997), a estratégia define o caminho e os meios escolhidos para alcançar os objetivos e assenta na gestão dos recursos existentes e utilizáveis. Chegou a ocasião de definir as estratégias que se traduziram em exercícios de dinâmicas de grupo, grupo de discussão e reflexão, atividades de expressão plástica e exposição de alguns conceitos básicos e imagens elucidativas sobre cuidados de imagem, higiene pessoal e do espaço.

Os exercícios de dinâmicas de grupo assumem-se como uma estratégia e uma terapia de grupo, capaz de oferecer ao indivíduo um espaço de partilha de sentimentos, vivências e problemas de acordo com a temática a explorar e/ou as emergentes. Tal como a estratégia anterior, o grupo de discussão e reflexão é uma atividade grupal que possibilita que se crie entre as pessoas um clima de liberdade de expressão e de criação de ligações interpessoais. As atividades de expressão plástica permitem o treino da criatividade e da motricidade fina dos indivíduos, neste caso com o objetivo de consolidar o que foi tratado nas sessões anteriores e obter um produto final do projeto (cartazes para exposição). Por fim, a exposição de alguns conceitos básico e imagens ilustrativas sobre cuidados de imagem, higiene pessoal e do espaço foi pensada para que fosse mais simples e realista o debate, a reflexão e a compreensão sobre a temática.

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Tendo subjacentes as estratégias, os objetivos e as necessidades encontradas surgiu o momento de delinear sessões que se espera provocar alguma transformação. O projeto dividiu-se em seis sessões a realizar na sala de terapia da CPSM com uma periocidade semanal. O horário que pareceu mais adequado foi das 14 às 15 horas, podendo ser ajustado caso se justificasse. A calendarização das sessões tinha como datas previstas as seguintes, também estas ajustáveis: 25 de fevereiro; 3 de março; 10 de março; 17 de março; 24 de março; 31 de março.

Em conversa com a Terapeuta Ocupacional, chegou-se à conclusão que o grupo de participantes não poderia ser muito grande para facilitar a organização e dinamização do mesmo. Não foram delineados critérios de inclusão e/ou exclusão, apenas se considerou a disponibilidade dos internados e a pertinência das sessões para os mesmos. Deste modo, o grupo proposto pela profissional foi de oito elementos, com a condição de funcionar em regime fechado, não sendo possível a entrada de novos elementos para que se proporcionasse um maior envolvimento e coesão grupal. A caracterização dos participantes deste projeto foi baseada nas informações recolhidas nos processos individuais de cada internado, disponíveis para consulta na secção de reclusos. Os participantes têm idades compreendidas entre os 29 e os 50 anos de idade e, no que respeita à escolaridade, um dos participantes não tem habilitações, um tem o 1º ano não sabendo ler nem escrever, três têm o 4ºano, um tem o 5ºano e dois têm o 7ºano. Os relatórios de cada internado apontam para diagnósticos clínicos variáveis entre psicose esquizofrénica paranoide; psicose esquizofreniforme (em defeito sociopático da personalidade) e toxicofilia múltipla; atraso mental e constante instabilidade cortical (disfunções comportamentais e emocionais); psicose em processo de deterioração cognitiva e debilidade ligeira; debilidade mental moderada; debilidade mental; deficiência mental ligeira/ moderada (estrutura limite de personalidade com índices de desintegração social profundos e com incursões psicóticas); esquizofrenia paranóide com deterioração cognitiva.

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