PARTIE 5 – ATTESTATIONS ET RENSEIGNEMENTS SUPPLÉMENTAIRES
6.9. A TTESTATIONS ET RENSEIGNEMENTS SUPPLÉMENTAIRES
Podemos considerar as variáveis incluídas no trabalho, como as características daquilo que o pesquisador considera como proeminentes para a investigação que está a conduzir (Appolinário, 2006), o que pressupõe serem elas, também, dimensões ou entidades activas no processo de investigação. Essas características ou dimensões, deverão ser validadas com uma adequada definição operacional, isto é, possuir determinado grau e um conjunto de valores que se pode designar como unidade de medida, porque a qualidade dos resultados de investigação não depende só do método de investigação (Fortin, 2003), mas também da qualidade das operações efectuadas. A definição da medida vai depender do grau de precisão com que o pesquisador vai aplicar as regras de atribuição dos valores, aos objectos, às situações ou aos sujeitos. Consideram-se dois tipos de medidas --quantitativas e qualitativas.
A medida quantitativa tem por base a atribuição de valores numéricos aos objectos ou sujeitos, enquanto a medida qualitativa é um processo de classificação que tem por base a atribuição de categorias, de modo a representar variações do conceito em estudo -- sexo, níveis de escolaridade, etc. (Martinez e Ferreira, 2007). Numa fase posterior as medidas serão convertidas em indicadores.
Tomando como base a influência que determinadas variáveis exercem sobre determinado trabalho, classificamos as variáveis presentes neste trabalho, de independentes e dependentes, uma vez que as primeiras ocorrendo em estudos experimentais, como é o caso, influenciam as segundas, havendo o objectivo de verificar de que modo vão ser afectadas as variáveis dependentes.
A partir da questão de investigação, pode-se pensar no seguinte: actuando o modelo formativo e-learnnig de determinada forma, como vai reagir o universo do Centro Protocolar, em termos dos seus actores? Quer dizer, vai existir uma causa e um efeito. A causa, será o e- learnnig, a partir de elementos que caracterizam este modelo de formação, como sejam, entre
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outros, a relatividade do local e do tempo, o custo e os conteúdos que ocupam a LMS, associados às pedagogias que lhes estão subjacentes. O “quando” e “onde” não obrigam o e- formando a circunscrever-se a um determinado horário e local. O efeito, serão as expectativas e os impactos pedagógicos do e-learning no Centro Protocolar, nos sujeitos que lá intervêm (formandos, formadores, funcionárias, etc.).
É claro que estas expectativas/impactos pedagógicos poderão reverter em benefícios futuros para o e-formando, para a organização onde trabalha e para o Centro de Formação, se se partir do pressuposto que a formação presencial, ou não atinge boas percentagens, ou atingindo-as, todavia, o e-learning possa trazer uma boa resposta em termos de índices de avaliação, com percentagens bastante razoáveis, provocando assim um cenário de alternativas e mais valia, em benefício da formação no CP.
Então, a variável independente é o e-learnnig e a variável dependente, que na verdade serão várias, vai ter, como denominador comum, as expectativas/o impacto do e(b)-learning, nos formandos, funcionários e formadores.
Os questionários e as entrevistas como ferramentas de pesquisa, cada uma à sua maneira, permitem recolher dados/informações, junto dos intervenientes no processo, relativos a factos, a ideias, a comportamentos, a preferências, a expectativas e a atitudes. Tanto nos questionários como nas entrevistas, é a questão, o elemento que lhes serve de base. Porém, é essencial que de início se cumpra uma fase, da qual, segundo pensamos, vai depender o questionário. Assim, é indispensável construir um ante-projecto do questionário e com ele avançar para um teste piloto ou um pré-teste, junto de uma pequena amostra de população (Fortin, 2003), que poderá, ou não, ter pontos comuns com a população do Centro de Formação Protocolar, para assim se estabelecer um elo que dê suporte ao futuro questionário (Leitão, 2003). Neste sentido, serão ponderados os termos usados nas questões expressas no teste, se estas foram compreendidas e ainda se são de molde a recolher a informação que se pretende, se não sofrem de ambiguidade e também se o questionário não é demasiado longo ou se transmite, ou não, empatia nos inquiridos.
Na verdade, o que se vai procurar é uma primeira avaliação em termos de eficácia/eficiência e partir, eventualmente, para uma nova fase de reformulação do questionário (Fortin, 2003).
Ainda a propósito da questão dos questionários/entrevistas, refira-se que uma das características que diferencia os questionários das entrevistas é o facto de nos questionários ser o inquirido a escrever habitualmente as respostas, enquanto que na entrevista é o
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entrevistador que faz o registo escrito, sendo que o entrevistado, em princípio, emite verbalmente as respostas (Fortin, 2003).
Depois de realizado o ante-projecto do questionário, e de acordo com as metodologias quantitativas adequadas ao tratamento de conteúdos, vão definir-se, a fim de obter o questionário a aplicar no estudo, designadamente:
Que questões devem conter;
A quantidade de questões a colocar;
Quantos tipos de questionários são necessários fazer;
A quem devem ser entregues/dirigidos (Fortin, 2003).
Poderão constar dos questionários, questões de escolha múltipla, dicotómica e de escala. Acontece que algumas vezes é insuficiente conhecer a natureza duma variável de modo a utilizar um procedimento estatístico correcto, sendo fundamental saber o nível de medida que os dados representam. Assim, normalmente são usadas 4 modalidades de escala de medida -- escala nominal, ordinal, de intervalos e de razões.
Pensamos ser as duas primeiras escalas que detém as melhores qualidades para o trabalho, pelo que de seguida apresentamos algumas das respectivas características (ver Quadro 12).
Quadro 12 – Algumas características das escalas de medida nominal e ordinal.
Nominal Ordinal
Não é legítimo fazer operações aritméticas Não é legítimo fazer operações aritméticas É legítimo organizar dados segundo categorias, desde
que estas não tenham qualquer relação entre si
É legítimo organizar dados segundo categorias, obedecendo a uma ordem de grandeza É legítimo atribuir números que não correspondem a um
valor numérico
Os números indicam uma graduação, mas não quantidades numéricas absolutas
Fonte: Martinez e Ferreira, 2007 (Adaptado)
Neste trabalho, a escala de medida é aplicada para mensurar a percepção/impacto dos inquiridos, em questões que envolvem os 3 modelos de formação -- presencial, e-learning e b- learning.