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A L’application de Kostant et la borne inférieure

Igor Luiz Marino (MARINO, I.L.): Docente do 8º período do curso de Graduação em Fisioterapia da FAEMA.

Flávia Pignaton Morellato Furieri (FURIERI, F. P. M.): Docente do 10º período do curso de Graduação em Fisioterapia da FAEMA.

Helena Meika Uesugui (UESUGUI, H. M.): Doutora, coordenadora do SEDA – FAEMA.

Diego Santos Fagundes (FAGUNDES, D. S.): Doutor, Professor do curso de Graduação em Fisioterapia da FAEMA.

1. INTRODUÇÃO

Estudiosos relatam que no ano de 2025 o Brasil terá aproximadamente 34 milhões de idosos, o que representará 15% da população total, sendo isso, um reflexo da redução de natalidade, mortalidade infantil, além do avanços tecnológicos e do aumento da expectativa de vida. Porém, esse crescimento vem é considerado causa principal do aumento de doenças Crônico- Degenerativas. (UESUGUI; FAGUNDES, PINHO, 2011).

O envelhecimento é caracterizado por um processo dinâmico, progressivo e fisiológico, que é acompanhado por alterações bioquímicas, psicológicas, funcionais e morfológicas (CARMELO; GARCIA, 2011), tais como redução de massa e potência muscular, como também o declínio da força, alterações importantes e irreversíveis comprometem as habilidades do sistema nervoso central, tais como a realização de sinais vestibulares, visuais e proprioceptivos (AVELAR et al., 2010), responsáveis pela manutenção do equilíbrio corporal. Esses fatores contribuem de modo significativo para o aumento de números de quedas nos idosos. (RUWER; ROSSI, SIMON, 2005). Segundo Araújo e Araújo (2000) atividade física é qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que resulta em um gasto energético maior do que os níveis de repouso. Já o exercício físico é uma atividade física estruturada, ou seja, uma sequência planejada de movimentos repetidos sistematicamente, que possui frequência, duração e intensidade

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delineadas, com o objetivo de melhorar ou manter um ou mais componentes da aptidão física relacionada à saúde.

A partir da terceira década de vida há um leve declínio na massa muscular, sendo que este declínio passa a ser acentuado a partir dos 60 anos de vida, chegando a 12-15% por década. Outra característica, se refere a perda qualitativa com atrofia das fibras tipo II, diminuição das fibras elásticas dos tendões, menor ativação muscular agonista e maior antagonista. (LIMA et al., 2011).

Dentre as queixas mais comuns entre a população idosa, a mudança do equilíbrio postural encontra-se intitulada como a queixa de maior relevância. Pesquisas mostram que cerca de 85% da população acima de 65 anos queixam-se de alguma anormalidade no equilíbrio e esse número pode aumentar em idosos entre 65 e 74 anos para 30%, e com mais de 75 anos 40%. (HELRIGLE et al., 2013).

Justifica-se este estudo porque a tendência de um maior número de idosos nas próximas décadas é uma realidade indiscutível e os acometimentos fisiológicos que acompanham a evolução estão cada vez mais presentes na população senil, sendo considerados importantes fatores de risco para quedas.

2. OBJETIVOS

O objetivo do presente estudo é ressaltar a importância da prática do exercício físico regular como recurso para melhora do equilíbrio, da marchar e para a prevenção de quedas em idosos.

3. METODOLOGIA

Esta pesquisa consiste numa revisão bibliográfica, relativa e atual, realizada na ferramenta de busca na plataforma Scientific Electronic Library Online (Scielo) e website Google Acadêmico, a pesquisa foi realizada no período dos meses de outubro de 2015. A pesquisa teve como critérios de inclusão foram referências que estavam disponibilizados na íntegra, em língua portuguesa e abordavam sobre o tema proposto.

Foram base para a revisão 12 estudos entre os anos de 2000 a 2013, sendo destes oito dos últimos cinco anos. Alguns artigos que foram inclusos não se encontram no período dos últimos

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cincos anos devido a sua importância. Já os critérios de exclusão consistiam em referências que estivessem incompletas, em língua estrangeira e que não abordassem o tema do estudo.

4. REVISÃO DE LITERATURA

Com a senescência, mudanças acontecem em todos os órgãos e sistemas do corpo humano, especialmente alterações musculoesqueléticas e dos sistemas sensoriais que podem levar a diminuição do controle postural estático e dinâmico do indivíduo. (ALFIERI et al., 2010). Por ser um processo complexo, principalmente no envelhecimento, o equilíbrio necessita de uma integração entre visão, sensações vestibular e periférica, comandos centrais, respostas neuromusculares, além da força muscular e o tempo de reação (RIBEIRO; PEREIRA, 2005), fatores responsáveis pela alteração da marcha, postura corporal estática, coordenação motora e ainda, influenciando na piora da qualidade de vida do individuo.

A manutenção da capacidade funcional nesta população é também uma preocupação, uma vez que, a faixa etária que mais cresce entre os idosos é aquela com idade superior a 80 anos. Ela corresponde a 12,8% da população idosa e a 1,1% da população total. Em relação às dependências quanto a realização das Atividades de Vida Diária (AVDs), constatou-se que aos 60 anos, 5% desta população é dependente, no entanto, quando analisado indivíduos com 90 anos, este percentual aumenta para 50%. (UESUGUI, 2011).

Pimentel e Scheider (2009), verificaram através da escala de equilíbrio de Berg que o risco de queda em idosos ativos e sedentários, apresenta os piores resultados em idosos sedentários, onde, mais de 60% desse grupo relatou que já sofreram algum tipo de queda, enquanto 31% dos idosos ativos queixaram-se de alguma queda.

Diversos artigos discutem a importância do exercício físico regular na melhora da qualidade de vida a fim de restabelecer metidas para retardar o processo de senilidade ou até mesmo consequências de doenças crônico-degenerativas provenientes o envelhecimento. (PIMENTEL; SCHEIDER, 2009).

Exercícios físicos regulares vêm sendo reconhecidos pela literatura, não só como um método eficaz para combater algumas doenças como a osteoporose, mas capaz também, de reduzir os riscos de quedas através de uma melhora de força, qualidade da marcha, aumento da massa óssea promovendo uma estimulação motora e cognitiva, simultânea ou isolada. (RIBEIRO;

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PEREIRA 2005), Desta forma, os exercícios físicos regulares contribuem para uma considerável melhora na realização das atividades de vida diárias e da qualidade de vida para a população idosa. (PIMENTEL; SCHEIDER, 2009).

ROMA et al., (2012) comparou exercícios resistidos e aeróbicos em pacientes idosos, afim de verificar seus efeitos sobre a aptidão física e funcionalidade, e constatou que tanto a atividade resistida quanto a aeróbica são eficazes para melhora da aptidão física e da funcionalidade em idosos, adicionada a uma significativa melhora na flexibilidade, no equilíbrio estático e na velocidade da marcha.

5. CONSIDERAÇÕES

Os resultados dos artigos analisados permitem concluir que para a melhora da qualidade de vida, postura estática ou dinâmica, marcha e principalmente do equilíbrio na população idosa, existem intervenções muito eficazes, tais como os exercícios resistidos, aeróbicos (dentro ou fora do meio líquido), ou atividades mais especificas como ginásticas e treinamentos funcionais.

Portanto, conclui-se que a adoção de uma atividade física regular interfere de forma positiva na qualidade de vida, equilíbrio, força diminuindo assim o índice de quedas na população idosa.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALFIERI, F.M. et al. Uso de testes clínicos para verificação do controle postural em idosos saudáveis submetidos a programas de exercícios físicos. ACTA FISIATR. São Paulo, v.17, n.4, p. 153 – 158, Outubro 2010. Disponível em:< http://www.actafisiatrica.org.br/detalhe_artigo.asp?id=33>. Acesso em: 28 de outubro 2015.

ARAUJO, D. S. M. S.; ARAUJO, C. G. S. Aptidão física, saúde e qualidade de vida relacionada à saúde em adultos. Rev Bras Med Esporte, Niterói , v. 6, n. 5, p. 194-203, Oct. 2000 . Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517- 86922000000500005&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 29 de outubro de 2015.

AVELAR, N. C. P. et al . Efetividade do treinamento de resistência à fadiga dos músculos dos membros inferiores dentro e fora d'água no equilíbrio estático e dinâmico de idosos. Rev. bras. fisioter., São Carlos , v. 14, n. 3, p. 229-236, June 2010 . Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-

35552010000300007&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 02 outubro de 2015.

CARMELO, V. V. B.; GARCIA, P. A. Avaliação do equilíbrio postural sob condição de tarefa única e tarefa dupla em idosas sedentárias e não sedentárias. ACTA FISIATR.; v.18, n.3, p.: 136 – 140,

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Setembro 2011. Disponível em:<http://www.actafisiatrica.org.br/detalhe_artigo.asp?id=62>. Acesso em: 28 de outubro 2015.

HELRIGLE, C. et al. Efeitos de diferentes modalidades de treinamento físico e do hábito de caminhar sobre o equilíbrio funcional de idosos. Effects of. Fisioter. Mov., Curitiba, v. 26, n. 2, p.:321-327, abr./jun. 2013. Disponível em:< http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-

51502013000200009&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 28 de outubro 2015.

LIMA, G. A. et al . Estudo longitudinal do equilíbrio postural e da capacidade aeróbica de idosos independentes. Rev. bras. fisioter., São Carlos , v. 15, n. 4, p. 272-277, Aug. 2011 . Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-

35552011000400003&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 02 outubro de 2015.

PIMENTEL, R. M.; SCHEIDER, M. E. Comparação do risco de queda em idosos sedentários e ativos por meio da escala de equilíbrio de Berg. Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo, v.16, n.1, p.6- 10, jan./mar. 2009. Disponível em:< http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809- 29502009000100002&lng=en&nrm=iso >. Acesso em: 28 de outubro 2015.

RIBEIRO, A.S.B.; PEREIRA, J. S. Melhora do equilíbrio e redução da possibilidade de queda em idosas após os exercícios de Cawthorne e Cooksey. Rev. Bras. Otorrinolaringol., São Paulo , v. 71, n. 1, p. 38-46, Feb. 2005 . Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-

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ROMA, M. F. B. et al. Efeitos das atividades físicas resistida e aeróbia em idosos em relação à aptidão física e à funcionalidade: ensaio clínico prospectivo, einstein. v.11, n.2, p.153-7, 2013. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1679- 45082013000200003&script=sci_arttext&tlng=pt >. Acesso em: 28 de outubro 2015.

RUWER, S. L.; ROSSI, A. G.; SIMON, L. F. Equilíbrio no idoso. Rev. Bras. Otorrinolaringol., São Paulo , v. 71, n. 3, p. 298-303, June 2005 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-

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UESUGUI, H. M. Cuidadores de Idosos: Uma realidade de um Centro de Internação Domiciliar, Rondônia, Brasil. Tese de Doutorado da Universidade de Brasília. 2011. Disponível em:< http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/8983/1/2011_HelenaMeikaUesugui.pdf>. Acesso em: 31 de outubro.

UESUGUI, H. M.; FAGUNDES, D. S.; PINHO, D. L. M. Perfil e grau de dependência de idosos e sobrecarga de seus cuidadores. Acta paul. enferm. v.24, n.5, p.685-698, 2011. Disponível em:< http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21002011000500015&lng=en>. Acesso em 28 outubro 2015.

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RELATO DE EXPERIÊNCIA: INTERPRETAÇÃO DE ESTUDO DE CASO EM