(R E ) ECRIRE LA VIE DE R AMUZ
3. Les œuvres comme sources biographiques
A classificação energética preconizada pela União Europeia é baseada num valor standard de consumo anual para cada tipo de frigorífico. Este valor é majorado por coeficientes que dependem das características intrínsecas do aparelho em análise nomeadamente: o tipo de aparelho (frigorífico com ou sem congelador, arca frigorífica, numero de estrelas), o volume dos respetivos compartimentos (congelador e frigorífico), classe climática (próprio para regiões tropicais ou subtropicais), tipo de instalação (encastráveis ou não), se possui a tecnologia sem gelo. O número de estrelas está associado à temperatura do congelador, compreendida de uma a 4 estrelas quanto mais estrelas possui menor é a temperatura do congelador ((*)> -6ºC, (**)≤ -6ºC, (***)≤ -12ºC, (****)≤ -18ºC).
Estas características estão perfeitamente estabelecidas nas tabelas da diretiva nº 94/2/EC de 21 de Janeiro 1994 da União Europeia. Posteriormente alterada pela diretiva 2003/66/EC de 3 Julho de 2003, que inclui classificações superiores a A nomeadamente A+ e A++ [8].
Para o cálculo do índice de eficiência energética (Iα) a diretiva apresenta a seguinte formula [8]:
𝐼
𝛼=
𝐴𝐶𝑆𝐶𝛼
× 100
(3.1) Em que:AC = Consumo anual da energia do aparelho [kWh/ano] SCα = Consumo anual standard do aparelho [kWh/ano]
𝑆𝐶𝛼 = 𝑀𝛼 × ∑ (𝑉𝑐 × (25−𝑇𝑐)20 × 𝐹𝐹 × 𝐶𝐶 × 𝐵𝐼) + 𝑁𝛼 + 𝐶𝐻 (3.2) Em que:
Vc = Volume em litros dos compartimentos Tc = Temperatura do respetivo compartimento. FF = 1
Página 32 BI = 1
CH = 1 Mα = 0,78 Nα = 303
Os valores considerados para Mα e Nα são obtidos na Tabela 3-1 Os valores FF, CC, BI e CH são obtidos na Tabela 3-3
A partir do índice Iα podemos classificar o aparelho nas nove classes previstas como indicamos na Tabela 3-2.
Tabela 3-1 Parâmetros Mα e Nα [4] Tipo de aparelho Temperatura do compartimento mais frio Mα Nα 1 Despensa frigorífica > – 6 °C 0,233 245 2 Frigorífico doméstico > – 6 °C 0,233 245
3 Frigorífico sem estrelas > – 6 °C 0,233 245
4 Frigorífico (*) ≤– 6 °C * 0,643 191
5 Frigorífico (**) ≤ – 12 °C ** 0,45 245
6 Frigorífico (***) / ≤ – 18 °C ***/*(***) 0,777 303
7 Frigorífico-congelador r* (***) ≤ – 18 °C ***/*(***) 0,777 303
Tabela 3-2 Classes de eficiência energética [4] Índice de eficiência energética (Iα) Classe de eficiência energética 30 < Iα A++ 30 ≤ Iα < 42 A+ 42 ≤ Iα < 55 A 55 ≤ Iα < 75 B 75 ≤ Iα < 90 C 90 ≤ Iα < 100 D 100 ≤Iα < 110 E 110 ≤ Iα < 125 F 125 ≤I α G
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Tabela 3-3 Parâmetros FF, CC, BI e CH [4]
Fator de correção Valor Condições
FF
(frost-free – sem gelo)
1,2
Para compartimentos de frio ventilado destinados a
armazenar alimentos congelados
1 Outros
CC (classe climática)
1,2 Para aparelhos da classe T (tropical)
1,1 Para aparelhos da classe ST (subtropical)
1 Outros
BI
(built-in - encastrados)
1,2 Para aparelhos encastrados de largura < 58 cm
1 Outros
CH
(compartimento de ultra- refrigeração)
50 kWh/ano
Com pelo menos 15 litros de volume útil
0 Outros
Para um frigorífico com as características do modelo real que apresentamos no capítulo 2 efetuamos os cálculos preconizados na diretiva da EU e apresentamos na Tabela 3-4 o valor SCα que representa o consumo energético de referência espectável para um frigorífico com as caraterísticas apresentadas. Para o presente modelo o valor de referência é SCα = 830.55 [kWh/ano].
Tabela 3-4 Classificação energética do modelo real
Classificação energética do modelo real
Temp. Vol. FF CC BI Mα Nα SCα AC EEC
Congelador -18ºC 132L
1 1 1 0,78 303 830,55 407 A Frigorífico 5ºC 282L
A classificação da eficiência energética é atribuída de acordo com um valor percentual sobre o valor de referência. O frigorífico real tem um consumo anual de 407 [kWh/ano], o que representa:
Iα =830,55407 × 100 = 49 (3.1)
Este valor está entre 42 e 55 o que corresponde de acordo com a Tabela 3-2 à classificação “A”.
Este método de classificação não entra em conta alguns fatores nomeadamente eficiência energética do circuito de frio, o desenvolvimento dos materiais de que é composto o frigorífico em particular o isolamento. Estes dois fatores são determinantes para o consumo energético do frigorífico. Na atual classificação podemos ter no mesmo escalão um frigorífico com um bom isolamento e um mau
Página 34 rendimento do sistema de frio e vice-versa. Esta classificação deveria salientar estas duas vertentes incentivando o seu desenvolvimento. Com o desenvolvimento em simultâneo destes dois parâmetros permitiria uma eficiência energética maior, porque:
1. O circuito de frio é preponderante na etapa ativa do frigorífico. Um circuito de frio com um rendimento elevado permite ciclos de trabalho do motor do compressor mais curtos bem como motores de potência mais baixa resultando em consumos energéticos menores.
2. Um bom isolamento permite períodos mais longos na etapa passiva. Uma elevada resistência térmica das paredes origina menores transferências de energia do exterior conservando por um período maior de tempo à temperatura dentro dos limites selecionados.
O fator de utilização também não é levado em conta. A má manutenção de um frigorífico como por exemplo a deterioração das borrachas das portas originam um abaixamento da resistência térmica global do frigorífico elevando o consumo energético que pode inclusive baixar a sua classificação. A utilização, de materiais de qualidade inferior bem como lay-out dos diversos equipamentos podem potenciar as anomalias no sistema de frio, como exemplo as grelhas dos condensadores localizados normalmente na parte de trás do frigorífico, com um desenho que originem uma maior acumulação de sujidade ou espaçamentos curtos impedem a permuta de energia com o exterior originam ao longo do tempo uma diminuição do seu rendimento.
De modo a correlacionar os parâmetros de entrada do modelo com os parâmetros necessários a classificação energética dos aparelhos frigoríficos elaboramos uma série de simulações.
Nestas simulações alteramos cada um dos parâmetros de entrada do modelo resistência térmica (Rt), carga térmica do frigorífico (CTF) e coeficiente de performance do circuito de frio (COP). O termo de comparação é o consumo de energia anual. A variação da Rt permite aferir a contribuição que o isolamento tem no consumo energético. A variação da CTF permite aferir a influência que a quantidade de produtos existente no interior do frigorífico tem no consumo energético. Embora o isolamento seja um parâmetro de fabrico está, juntamente com CTF intimamente ligado a utilização do consumidor. A degradação do isolamento está ligado á manutenção bem como aceder várias vezes ao frigorífico ou frigoríficos muito cheios originam CTF mais elevadas.
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