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Évolution du courant d’obscurité avec la température détecteur

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 110-115)

3.3 Mise en œuvre des mesures et résultats pour les détecteurs Sofradir

3.3.5 Évolution du courant d’obscurité avec la température détecteur

Inventory-Patient’s version e Partner’s version

O procedimento metodológico de tradução e adaptação transcultural dos instrumentos baseou-se no referencial de Beaton et al. (1998, 2000). Nesse sentido, foram percorridas todas as etapas, como mostra a Figura 2.

Figura 2: Etapas percorridas para adaptação transcultural e validação dos Instrumentos

4.2.3.1 Tradução e adaptação do instrumento do inglês para o idioma português do Brasil

As tradutoras foram convidadas para participar do processo de tradução por meio de correio eletrônico e, uma vez aceito o convite, os instrumentos foram enviados por e-mail. A tradução de ambos os instrumentos foi realizada por duas tradutoras brasileiras independentes com experiência em traduções, fluentes em inglês americano, idioma da versão original, e cuja língua nativa é o português falado no Brasil(68).

A tradutora T1 foi uma profissional de saúde com experiência em traduções relativas à temática do estudo. A tradução realizada por essa tradutora permitiu maior semelhança científica do instrumento, proporcionando melhor equivalência do ponto de vista acadêmico, e foi denominada Tradução T1.

A tradutora T2 foi uma professora de inglês, sem formação na área da saúde. A tradução realizada pela mesma refletiu melhor a linguagem utilizada pela população, pois tinha menor probabilidade de uso de jargões característicos da linguagem profissional que poderiam ser incompreensíveis para a população alvo. O trabalho desta tradutora foi denominado Tradução T2.

4.2.3.2 Síntese das traduções

A síntese das traduções foi realizada por duas enfermeiras, pesquisadoras independentes, brasileiras nativas, uma com experiência clínica oncológica e a outra com experiência clínica geral, ambas com proficiência no idioma inglês. Cada participante recebeu uma cópia das duas traduções e uma cópia da versão original dos instrumentos. Desta forma, seria possível escolher uma das duas traduções ou criar uma nova versão mista com itens provenientes de ambas as traduções.

Em reunião realizada com as enfermeiras em uma sala da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, a síntese se deu com a criação de uma versão mista de itens de ambas as traduções. Posteriormente, essa versão foi enviada para a tradutoras T1 e T2 da fase anterior para sua validação. Ao final dessa fase, a pesquisadora obteve-se uma versão Síntese T1/T2.

4.2.3.3 Retrotradução – back-translation

A retrotradução consiste na versão do instrumento sintetizado e revisado para o idioma inglês americano (língua original do instrumento). Essa versão tem por objetivo avaliar em que medida a tradução está refletindo o conteúdo dos itens, de acordo com a versão original do instrumento.

A tradução reversa não pretende obter uma equivalência literal com o original, mas deve manter uma equivalência conceitual.

Os tradutores desta etapa tinham o idioma inglês americano como língua nativa e eram proficientes na língua portuguesa falada no Brasil. Foram escolhidos dois tradutores com mais de cinco anos de residência no Brasil, que trabalhavam como tradutores ou professores de inglês, e nenhum deles era profissional da saúde. No final desta fase, a pesquisadora teve as versões RT1 e RT2.

4.2.3.4 Avaliação pelo comitê de especialistas

Nesta fase, foi necessária a formação de um comitê de especialistas com conhecimento específico sobre o construto avaliado pelo instrumento. Esse comitê avaliou as equivalências semânticas, idiomáticas, conceituais e experienciais com o objetivo de produzir uma versão apropriada para a população alvo.

Esse comitê apreciou todas as partes do instrumento, título, instruções, opções de resposta e seus itens. Dos 11 especialistas convidados, 8 aceitaram fazer parte desse comitê e três não responderam ao convite. Assim, o comitê foi constituído por dois psicólogos, três enfermeiras especialistas em oncologia, um especialista no idioma português e duas professoras de enfermagem com conhecimento em psicometria.

A escolha dos membros deste comitê foi baseada nos seguintes critérios: conhecimento do tema em questão, domínio dos idiomas português e inglês, e conhecimento do processo de construção e adaptação de instrumentos de medida de variáveis psicossociais.

A pesquisadora fez o convite de forma individual a cada membro deste comitê. Após consentimento, enviou-se por correio eletrônico uma carta convite, um formulário de instruções para avaliação dos instrumentos (versão do paciente e do cônjuge) e uma planilha com as versões original, traduzidas (T1 e T2), síntese (T1/T2) e duas retrotraduções (RT1 e RT2).

A versão produto da avaliação do comitê de especialistas foi analisada de acordo com os seguintes critérios:

a) Concordância entre os especialistas.

b) Diretrizes para construção de um instrumento de medida de acordo com Furr (2011) e Furr e Bacharach (2014)(86, 87).

c) Outros ajustes necessários tendo como propósito a objetividade e simplicidade dos termos contidos no instrumento.

Cabe indicar que as modificações referentes às diretrizes para construção de um instrumento de medida foram submetidas à decisão dos autores principais de ambos os instrumentos.

4.2.3.5 Pré-teste

Nesta fase, é necessária e importante a participação da população alvo para avaliar os itens, instruções e a escala de resposta de acordo com sua compreensão. Com isso, investiga- se a clareza de todo o conteúdo do instrumento. Cada participante foi consultado sobre a compreensão de cada item do instrumento e, em caso de dificuldade, foram solicitados sinônimos que melhor exemplificassem o vocabulário da população alvo.

Assim, o grupo de pacientes, para avaliar o instrumento DOII na versão do paciente, foi composto por 31 indivíduos portadores de câncer atendidos na unidade operacional de quimioterapia ambulatórial do ICESP e com função cognitiva conservada(67). Desses indivíduos, 10 tiveram formação educacional fundamental, 11 média e 10 superior.

Por sua vez, o grupo composto de esposos, a fim de avaliar o instrumento DOII na versão do cônjuge, foi formado por 10 cônjuges de pacientes portadores de câncer atendidos na unidade operacional de quimioterapia ambulatórial da mesma instituição(88). Desses indivíduos, três apresentaram formação de nível escolar fundamental, quatro de ensino médio e três de nível superior.

A pesquisadora responsável conduziu as entrevistas individuais, em que os participantes foram indagados sobre a compreensão de cada um dos itens e da instrução para preenchimento do instrumento.

4.2.3.6 Submissão dos instrumentos adaptados aos autores dos instrumentos originais

Em seguida, foram enviadas as versões adaptadas aos autores dos instrumentos originais. Desse modo, finaliza-se o processo de adaptação de ambos os instrumentos. A descrição da análise psicométrica dos instrumentos, realizada após a coleta de dados, está contida no item 4.8.

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