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Évolution des dispositions contestées

Dans le document Décision n° 2016 - 582 QPC (Page 4-10)

Na última pergunta do questionário: Você acha que a utilização de atividades experimentais contribui no processo de ensino e aprendizagem? Obtivemos 12 respostas que foram reorganizadas em 13 unidades de análise. Das unidades emergiram 8 categorias iniciais, 5 intermediárias e 3 finais, que foram analisadas conforme está a seguir.

A primeira categoria intitulada: “Atividades Experimentais são mais eficazes do que

resolução de exercícios” é composta por 2 unidades. P1 respondeu com a seguinte frase:

“Sim. Pois as atividades experimentais podem fazer a pessoa ter contato direto com a

atividade que está sendo proposta e a pessoa vai ter um melhor conhecimento do que resolvendo exercícios”. Já o participante P8 afirmou que: “Sim, as demonstrações acabam sendo mais eficazes do que exercícios”.

Ambas as respostas relataram que a realização de atividades experimentais são mais significativas do que a resolução de exercícios. Além disto, o participante P1 complementa a ideia dizendo que, o contato direto com a atividade proposta proporciona uma melhor compreensão do conteúdo.

Para Moro, Neide e Rehfeldt (2016, p.992)

As aulas de Física nas escolas, de um modo geral, consistem em resoluções de listas de exercícios e, muitas vezes, apenas a leitura de textos que se apresentam nos livros didáticos adotados. Diante da realidade defrontada no ensino da Física, urge a necessidade da busca de novas práticas, que aliem o conteúdo com ao dia-a-dia dos estudantes [...]

Diante disto, acreditamos que a realização de atividades experimentais dos mais diversos conteúdos, dos gerais, até o mais específicos é uma opção para tornar as aulas de Física mais atraentes. Complementando esta ideia, Santos e Dickman (2019, p. 10) afirmam que “uma grande vantagem da abordagem experimental com equipamentos reais é que o aluno entra em contato com a realidade, fazendo medidas e obtendo resultados não tão exatos quanto àqueles que aparecem nos exercícios propostos dos livros didáticos”.

Esta ideia nos faz acreditar que em algumas vezes, as atividades experimentais são mais atrativas para os alunos por apresentarem resultados com algumas variáveis reais, assim se aproximando da realidade.

A segunda categoria foi composta por 5 unidades e foi intitulada “Atividades

experimentais envolvem os alunos e tornam as aulas mais interessantes”. Destacamos

algumas respostas:

P4: Sim, pois envolve os alunos e deixa eles muito mais interessados.

P6: Eu acho que sim, para esclarecer algumas perguntas e dúvidas do assunto que está sendo estudado.

P9: Claro que sim. Pois para os alunos, fica chato ter sempre uma aula teórica, e para isso não acontecer, pode ser feitas atividades experimentais, tornando as aulas ais dinâmicas.

P12: Sim, pois as aulas práticas ajudam bastante no ensino e na aprendizagem dos alunos e desta maneira as aulas ficam mais dinâmicas e interessantes.

É possível averiguar que os participantes P4, P9 e P12 ressaltaram a importância de aulas experimentais com o objetivo de torna-las mais dinâmicas e interessantes. Isto nos remete a imaginar que uma aula teórica, somente com a utilização do livro e quadro é menos interessante, e por ser menos interessante, o conteúdo a ser aprendido se torna mais insignificante.

Corroborando com esta ideia, Santos e Dickman (2019, p. 11) afirma que

Há experimentos simples em todas as áreas da Física, muitos deles com caráter lúdico, que podem transformar o ambiente de sala de aula, despertando o interesse dos alunos e motivando-os a aprender por meio de discussões a respeito do fenômeno apresentado.

Tal afirmação vem ao encontro do que foi relatado pelo participante P6, no que diz respeito sobre o esclarecimento de dúvidas por meio da realização e discussão destas atividades.

A última categoria contém 6 unidades das quais os participantes indicaram que as atividades experimentais ajudaram a “Visualizar os conceitos teóricos na prática”, das quais destacamos os seguintes trechos:

P2: Sim, com as atividades experimentais pode-se observar melhor como funciona o conteúdo, e talvez aprender melhor ele.

P3: sim porque aprimoramos mais os nossos conhecimentos e podemos ver o que aprendemos em aula, na prática.

P7: Sim, para termos noção dos fenômenos e visualizar o que acontece.

P11: Claro, pois com as atividades podemos literalmente “botar a teoria em “prática””, aprendendo como as coisas realmente funcionam e como podemos utilizá-la em aula. Por isso, as práticas são extremamente importantes.

Observamos por meio dos relatos dos participantes que a partir do desenvolvimento de atividades experimentais é possível visualizar os conceitos teóricos de outras formas. Heidemann, Araujo e Veit (2016, p. 28) corroboram esta ideia, afirmando que ao propormos a utilização de atividades experimentais em sala de aula

[...] os estudantes podem superar a crença de que os conceitos científicos só são empregáveis na resolução de problemas acadêmicos previamente idealizados. Entende-se ainda que, a partir da compreensão de que teorias e realidade são mediadas por modelos científicos, os estudantes podem entender o papel dos modelos no processo de apreensão da realidade em situações que envolvem a representação de eventos reais, aproximando teoria e prática nas aulas de Física. De modo geral, observamos que os participantes acreditam que a utilização de tecnologias e atividades experimentais no ensino de Física podem despertar o interesse para aprender os conceitos dessa disciplina, tornando-a mais atraente.

Além disso, os alunos ressaltaram que as tecnologias auxiliam no ensino de Ciências pois permitem realizar atividades que seriam inviáveis em sala de aula. Ou seja, as simulações, os softwares e os n recursos tecnológicos disponíveis, podem ser utilizados no ensino de Física com o intuito de reproduzir e/ou criar situações que dependeriam de outros recursos ou de condições ideais para serem executadas.

Com esses e outros relatos descritos até então, acreditamos que as atividades mediadas pela utilização de tecnologias e de atividades experimentais podem ser potencialmente significativas no ensino dessa disciplina, a medida em que possuem significado lógico para o estudante. Esse significado depende da sua organização, linguagem, exemplos, dentre outros fatores que tornam a atividade logicamente significativa (MOREIRA; MASINI, 1982). Desse modo, reconhecemos que a elaboração do material e/ou atividade não depende apenas do recurso a ser utilizado, mas também da forma como o mesmo será explorado durante as aulas e quais serão as relações estabelecidas na estrutura cognitiva do aluno durante esse processo.

Dans le document Décision n° 2016 - 582 QPC (Page 4-10)

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