• Aucun résultat trouvé

A composição de uma amostra com a participação de Especialistas (STRUCHINER, RICCIARDI, VETROMILLE, 1998) para a análise do roteiro cinematográfico ficcional multilinear interativo, visa à captação de dados de campo avançados no que diz respeito à avaliação do objeto de estudo. Para as autoras, este método é eficiente uma vez que reúne para a observação do objeto profissionais experientes e em condições de contribuir significativamente já que julgam não apenas o conteúdo e os processos interativos, mas sua validade e qualidade.

27 Ver Anexo 1 – Parte 2. 28

Para garantir a confidencialidade e a privacidade dos dados fornecidos na pesquisa, os nomes dos participantes foram substituídos, garantindo o anonimato.

Para a recepção do roteiro selecionamos sete especialistas com diferentes experiências no mercado audiovisual. A escolha baseou-se em suas produções, ficcionais e não ficcionais, sendo que o requisito principal focou-se na atuação profissional e na experiência prática do participante no ramo.

Dentre os sete profissionais29 especialistas convidados, temos:

1. Rafael é graduado em Comunicação Social - Jornalismo e pós-graduado em Jornalismo Cultural. Estudou Formação Livre em Roteiro na Academia Internacional de Cinema. Participou de diversos cursos livres voltados à linguagem cinematográfica, com ênfase em roteiro. É autor de um roteiro de curta-metragem de ficção vencedor do prêmio “Criando Histórias”. Participou de diversos concursos de curtas-metragens de ficção e é autor de um curta-metragem que ficou em terceiro lugar no concurso Filma Brasil. Também atuou como terceiro assistente de direção em outro curta- metragem. Possui um Blog com análises de diversas obras culturais.

2. Leonardo é graduado em Jornalismo e pós-graduado em Jornalismo Cultural. Desenvolveu e dirigiu um programa de rádio com foco em entrevistas que abordavam os quadrinhos japoneses (Mangá). Estagiou em uma rádio durante o período de faculdade, onde desempenhou inúmeros cargos, como assessor de locutor, rádio escuta, promoção interna e externa. Tomou rádio como uma paixão e seguiu um curso técnico de Programador Musical. Atualmente dirige e apresenta seu canal no YouTube chamado, onde conversa sobre temas como espiritualidade, paganismo, religiões, mitos, cristais e terapias alternativas.

3. Arthur é graduado em Produção Audiovisual e especialista em Produção Executiva e Gestão em Televisão. Trabalhou em emissoras de TV e em grandes produtoras de vídeos e agências de publicidade, na realização minissérie de TV, filmes, documentários, clips musicais, comerciais, séries especiais para o jornalismo de uma das maiores emissoras de televisão do Brasil. Trabalhou como freelance nas transmissões nacional do carnaval de Salvador, na produção de matérias jornalísticas e

29

Para garantir a confidencialidade e a privacidade dos dados fornecidos na pesquisa, os nomes dos participantes foram substituídos, garantindo o anonimato.

49

programas. Também atuou na produção do Jornalismo local, nacional e programas internacionais para Europa, Canadá e Estados Unidos. Trabalhou em produtoras da Angola, no continente africano, na produção de séries especiais para o jornalismo sobre o atual desenvolvimento do país, as quais foram exibidas em todo o continente africano. Atualmente é Diretor Executivo de uma produtora de vídeos de São Paulo.

4. Vicente é graduado em Jornalismo é mestre e cursa Doutorado em Arte. Foi coordenador dos cursos de graduação e pós-graduação em Jornalismo, Rádio & TV e Cinema, Vídeo e TV de uma universidade de São Paulo. Entre 2007 e 2013, foi docente nos cursos de Comunicação Social em outra grande universidade, em São Paulo, onde exerceu também as funções de tutor de curso de Rádio & TV e Jornalismo, de supervisor dos TCCs de Jornalismo e Rádio & TV e de membro do conselho do Núcleo Docente Estruturante da instituição. De 2013 a 2015 foi professor convidado do programa de pós-graduação em Comunicação Social de uma das maiores universidades de São Paulo.

5. Cátia é Graduada em Produção Audiovisual e pós-graduada em Jornalismo Cultural. Cursa Licenciatura em Letras pela UNIFESP. Atua como produtora de TV em uma das maiores emissoras de televisão do Brasil, desenvolvendo roteiros e dirigindo exibições da grade de programações em emissoras de TV e também em Rádio. É radialista formada pela Rádio Oficina e trabalhou como Opec (operações comerciais em rádio e televisão).

6. Maurício é diretor de cena em uma produtora de vídeo de Santa Catarina. Estudou publicidade na PUC/RS e especializou-se em direção de atores na École Louis Lumiérè, de Paris. Seu conhecimento de cinema e da Europa o levou a produzir vários filmes publicitários em países como Itália, França, Suíça e Espanha. Entre 1980 e 1990 trabalhou no mercado paulista com grandes diretores de filmes publicitários. Em Santa Catarina dirigiu programas de destaque nacional na televisão brasileira, que contou com a participação de atores como Paulo José, Tony Ramos e Marcos Palmeira.

7. Tatiana é jornalista e roteirista de televisão e cinema em uma produtora de vídeo de Santa Catarina. É Doutora em Linguística Aplicada. Mestre em Ciências da Linguagem. Graduação em Comunicação Social, habilitação em Jornalismo. Atualmente é professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem e do Curso de Comunicação Social de uma grande universidade de Santa Catarina. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Linguística Aplicada e Comunicação Social.

Devemos pontuar que a experiência prática foi essencial uma vez que, obrigatoriamente, precisaram entender a estruturação de um roteiro para poder analisá-lo, inclusive, tecnicamente. Saber lê-lo imaginando cada composição, dispositivos e processos interativos, bem como toda a construção das cenas e sua sequencialidade foi de extrema importância.

Esta abordagem é de baixo custo e eficiente, pois, segundo Aedo, Catenazzi e Díaz (1996), a amostragem dos participantes não precisa ser grande, mas significante e no intuito de selecionar profissionais das principais áreas que se referem ao foco do estudo. Seguimos as recomendações de Leveridge (1986) no que diz respeito à quantidade de entrevistas, as quais devem atender diretamente aos objetivos da pesquisa e não necessariamente a um número mínimo determinado de encontros.

Num jogo de evolução30 e das negociações dos significados da estética, surge, na metade do século XIX, o entendimento deste conceito a partir das experiências vividas no contato com os objetos e com o ambiente. John Dewey (1859-1952) em sua obra “A arte como experiência” (1980), publicada pela primeira vez em 1934, explica que tudo o que é experienciado no cotidiano pode se tornar uma experiência estética, o que vai definir a experiência é a capacidade e a forma de interação do sujeito com a situação, com o objeto ou com o ambiente que a proporciona.

Townsend (1997) também pontua que a recepção da arte é sempre mediada pelos nossos significados, pelo que somos e pela forma como estabelecemos certa relação com o artista e com a obra. Explica ainda que é necessária, neste contato, a comunhão das partes onde o controle nem sempre é do artista, mas do público. Outro ponto importante a ser observado é a relação público-artista que deve ser estabelecida a partir de elos que criam o que Townsend (1997) chama de “cultura comum”. Ou seja, sistemas simbólicos que ajudam na transmissão da mensagem do artista para o público (símbolos, motivos populares, religião, linguagem, etc.). Porém, a relação entre o artista e o público nem sempre é tranquila, mas tensa, já que o artista nem sempre está disposto a ceder às exigências do público quando esta contrasta com sua visão. Contudo, sem público não há artista e sem artista não há público.

Documents relatifs