• Aucun résultat trouvé

Évaluation de l’appropriation d’outils dans les entreprises

As imagens propostas permitem uma visão holística das organizações, os seus traços e características, cujo conhecimento é essencial para aos actores que se movem nesta organização particular que é a escola. Identificar esses traços e comportamentos, permite a tomada de decisões de forma mais acertada, a adopção de práticas mais esclarecidas por parte dos actores escolares e uma análise crítica mais fundamentada por parte de todos os interessados no processo educativo. Mas Costa (1996: p. 13) menciona outras possibilidades de arranjos / modelos: modelo racional, político, social e anárquico, assim como Sergiovanni (2004: p. 40-45) que assenta a sua tipologia em quatro perspectivas - da eficiência, da pessoa, a política e a cultural; Bush (2003: p.45) propõe 5 modelos - formais, democráticos, políticos, subjectivos e da ambiguidade.

Da análise anterior, podemos observar na organização escolar actual, traços e sinais muito característicos das várias imagens, mesmo das mais antagónicas, o que contribui para uma realidade bastante particular e complexa. Resulta que as escolas são organizações muito diferentes de todas as outras organizações sociais, agindo como sistemas sociais abertos no meio em que estão inseridas (Azevedo, 2003: pp. 18-19). Se apresenta como sinais, características de organização formal de serviços, visíveis na sua estrutura, distribuição de tarefas, níveis hierárquicos, regulamentos e normas - a escola pode ser vista como tendencialmente normativa, na medida em que o poder normativo é a principal fonte de controlo sobre a maioria dos participantes

Foram as mudanças e transformações que ocorreram no século XX, definido por Chiavenato como século das burocracias e das fábricas (1999: p. 27), que marcaram de forma indelével a maneira de ver e administrar as pessoas. Segundo o mesmo autor, podemos visualizar três eras organizacionais distintas - a era industrial clássica ( período que mediou desde a Revolução Industrial até aos anos 50; caracterizado pelo primado da burocracia e da racionalidade; administração centralizada e piramidal; estruturas formatadas e padronizadas), a era industrial neo-clássica (período de transição, que se estendeu desde os anos 50 até à década de 90; o modelo burocrático anterior é redimensionado pela teoria estruturalista; ao longo do período, valorizam-se progressivamente as teorias comportamentais, de sistemas e da contingência.

Administração dominada pela visão sistémica e multidisciplinar. Organização seguindo uma estrutura matricial.) e a era da informação (época actual, caracterizada pelas tecnologias da informação e comunicação - integrando TV, telefone e computadores - que tomaram as mudanças mais rápidas, imprevistas, turbulentas e inesperadas; transformaram o mundo numa Aldeia Global), atribuindo a cada uma, práticas e visões diferentes das pessoas no seio das organizações.

Na era em que nos encontramos - a da informação - o factor humano assume particular importância. O impacto causado pelas tecnologias da informação, completamente integradas, transformou o mundo num lugar muito mais pequeno e imprevisível. Foram as tecnologias que forneceram as condições básicas para o surgimento da globalização da economia. No entanto, situamos o embrião desta preocupação pelo humano, um pouco mais longe. A sua valorização no seio das organizações vai beber a fundamentação inicial na Teoria das Relações Humanas.

As diferentes dimensões do homem - social e espiritual, passam a ser consideradas determinantes e condicionantes do comportamento geral da organização. Os gestores não só necessitam de planificar, organizar, dirigir e controlar o trabalho, mas necessitam também de construir uma organização social humana (Costa, 1996: p. 58).

O homem, visto na perspectiva anterior de uma fama individualizada, consequência da sua relação directa e exclusiva com a tarefa, é então substituído pelo homem social, em interacção constante com os outros. À visão racionalista e mecanicista do indivíduo, tradicional e típica da era clássica, sobrepõe-se um novo entendimento do trabalhador, que deixa de ser visto como mais uma peça mecânica de uma engrenagem, para aparecer como pessoa, dependente da complexidade social e interpessoal em que está inserido bem como dos aspectos emocionais e irracionais daí decorrentes. As novas fontes de vantagem competitiva sustentada colocam as pessoas no centro - a sua criatividade e talento, as suas aspirações e esperanças, os seus sonhos e estímulos. Tratar as pessoas simplesmente como recursos organizacionais é um desperdício de talentos e de massa encefálica produtiva (Chiavenato, 1999: p. 7). Nesta nova concepção, as pessoas deixam de ser simples recursos (humanos) organizacionais para serem abordadas como seres dotados de inteligência, personalidade, conhecimentos, habilidades, destrezas, aspirações e percepções singulares. Este tipo de cultura organizacional sofre grande impacto do mundo exterior e passa a privilegiar a mudança e a inovação, com o foco no futuro e no destino da organização. Estas, para

florescerem e serem úteis, têm de ser capazes de fornecer significado e objectivo aos seus membros, um contexto e estruturas que encorajem o potencial individual.

E as escolas serão a linha avançada onde estes embates se darão, assumindo papel determinante na batalha do desenvolvimento. Mas para que isso aconteça será também necessário que os seus actores e a organização escola, mergulhem de vez nestes novos tempos e se prestem à mudança, dando lugar a uma organização flexível em função dos projectos a desenvolver. A escola será uma organização que aprende com capacidade de melhorar continuamente.

Apesar da diversidade e do pluralismo teorético no estudo da escola como refere Licínio Lima, procuramos organizar um quadro teórico marcado por dois pólos: um de tipo racional - burocrático; o outro dos modelos de ambiguidade e de anarquia organizada, que representam as duas faces: burocrática e anárquica, no estudo da acção organizacional escolar. Este modelo organizacional de análise tem como suporte um compromisso entre a perspectiva formal-legal e a perspectiva que contempla a acção organizacional, nomeadamente as práticas e as lógicas de acção, isto é, o informal ou o mundo não oficial da organização escolar.

As mudanças que estão a ocorrer na administração educacional e as tendências que se desenham para o século XXI são uma consequência das alterações nos contextos culturais e sociais com efeitos; nas políticas educativas (Fernandes, 1992: p. 36). Na base dessas mudanças está a crise do Estado educador que suportou todo o modelo de administração escolar, assumindo-se como o educador exclusivo de todos os cidadãos.

7. A Escola Hoje, a sua Autonomia e o seu Papel

Documents relatifs