2. RÉALISATIONS RÉCENTES DANS LA MISE EN ŒUvRE DES RECOMMANDATIONS
2.1 Évaluation de la préparation au commerce électronique
Compreende 13-14 espécies pantropicais. A maioria encontrada na América do Sul, especialmente no Brasil; apenas uma espécie registrada para Ásia (M. chamalea (L.) Müll. Arg.) e três ou quatro na África (Esser, 1997). São ervas ou subarbustos monóicos, pecíolo não glandular; Inflorescência terminal ou axilar oposta as folhas; brácteas esferoidais; flores sésseis ou curtamente pediceladas; pétalas e disco ausentes; estames 3; ovário e frutos com 6 apêndices (cornos) ou múltiplos de seis.
12.1. Microstachys corniculata (Vahl) Griseb., Fl. Brit. W. I.: 49. 1864.
Subarbustos monóicos 0,20-1 m alt.; látex incolor; ramos hirsutos; estípulas
inconspícuas. Folhas inteiras, alternas, verde-avermelhadas; lâmina oval-lanceolda, 2,5- 9,5x1-4 cm, membranácea, pilosa, base cordada, ápice atenuado, margem minutamente serrilhada, glandulígera; nervação cladódroma. Racemos espiciformes; 1-2 flores pistiladas na base; flores estaminadas em cimeiras. Bráctea-1, oval a discóide, glandular, na base de cada címula. Flores estaminadas 5 por cimeira, ca. 2 mm compr.; sépalas-3, ovais, 0,5 mm compr., avermelhadas; estames-3, livres. Bractéola–1, discóide, glandular,. Flores pistiladas 2-3 mm compr.; sépalas-5; ovário elíptico a oblongo, 3x2mm, 12-corniculado sendo 4 cornos por lóculo; estiletes-3, recurvados. Fruto oblongo, 4x3 mm; sementes oblongas, 3x2 mm, testa preta, alveolada, carúncula estipitada.
Material selecionado: BRASIL. Pernambuco: Mirandiba, Fazenda Vertentes, 19/IV/2007, M.C. Pessoa et al. 156 (UFP).
Comentários: Distribuição no Nordeste (AL, BA, CE, PB, PE, PI, RN, SE). Espécie facilmente reconhecida por suas folhas oval-lanceoladas de base cordada, com tonalidade verde-avermelhada e pelos frutos 12-corniculados, 4 cornos por coca. O látex é hialino e escasso. Freqüentemente confundido com M. hispida (Mart.) Govaerts, no entanto, esta espécie apresenta folhas elípticas a estreito-elípticas de base obtusa a arredondada e frutos com inúmeros cornículos, irregularmente distribuídos. Foi coletada em área de caatinga arbustiva aberta com solo arenoso e 480m de altitude. Porém, a espécie é comum também em áreas florestais, habitando bordas de matas. Ilustração em Esser (1999); Smith & Downs (1959) e Santos-Filho (2000).
13. Phyllanthus L., Sp. Pl.: 981. 1753.
Phyllanthus compreende cerca de 800 espécies, das quais 107 com ocorrência registrada para o Brasil. No Nordeste, 33 táxons registrados (Silva & Sales 2007). Plantas monóicas ou dióicas; padrão de ramificação não filantóide ou filantóide com ramos ortotrópicos e dispostos espiraladamente ao longo do caule ou de suas ramificações com aspecto pinatiforme ou bipinatiforme; estipuladas; folhas modificadas ou não em cladódios; címulas unissexuais ou bissexuais; estames (2)3-5(15), livres ou unidos; disco extra-estaminal segmentado nas flores estaminadas e inteiro nas pistiladas. Inserido atualmente em Phyllanthaceae (Wurdack et al. 2005, Kathriarachchi et al. 2006).
13.1. Phyllanthus amarus Schumach. & Thonn., Kongl. Danske Vidensk. Selsk. Skr. 4: 195. 1829.
Ervas a subarbustos anuais, 15-30 cm alt.;. ramos glabros, filantóides; catáfilos
triangulares a lanceolados; estípulas lanceoladas, ápice acuminado, margem inteira, 0,5-1,5 mm compr. Folhas oblongas, 5,5-10 x 2,5-5 cm, membranáceas, base arredondada, ápice obtuso, margem inteira a discreto sinuosa, nervação broquidódroma. Cimeiras axilares bissexuais; brácteas lineares. Flores estaminadas 5-8 mm compr.; sépalas-5, oblongas, 1-1,5 mm compr., valvares, margem hialina, faixa verde central, disco glandular 5-lobado, lobos orbiculares livres; estames-3, concrescidos, rimas oblíquas. Flores pistiladas 6-11,5 mm compr.; sépalas-5, oblongas a obovais, 2-3mm compr., valvares; disco glandular 5-lobado, livre; ovário globoso, 4 mm diâm.; estiletes-3, bífidos, eretos. Fruto depresso-globoso, 5x5 mm; sementes trígonas, 1x1,5 mm, testa enegrecida, verruculosa, estriada longitudinalmente.
Material selecionado: BRASIL. Pernambuco: Mirandiba, Serra da Jia, 30/V/2006, M.F.A.Lucena et al. 1494 (UFP); Paraíba: Barra de São Miguel, 17/V/2006, M.F.A.Lucena 1298 & D. Amorim (JPB, UFP); Sergipe: Porto da Folha, Fazenda São Pedro, 20/VII2006, M.F.A.Lucena et al. 1531 (ASE, UFP).
Comentários: Distribuída no Nordeste nos seguintes estados: AL, BA, PB, PE e PI, habitando diferentes tipos vegetacionais. Comum em áreas de caatinga com latossolos pedregosos, em ambientes sombreados nas margens de rios temporários. O padrão filantóide das folhas, lobos orbiculares do disco nectarífero, estames unidos, rimas das anteras oblíquas e estiletes eretos são bons caracteres que a diferencia de P. heteradenius. Facilmente confundida com P. niruri, diferenciando-se desta pela base simétrica da folha. Ilustração em Silva & Sales (2004).
13.2. Phyllanthus heteradenius Müll. Arg., in Mart. Fl. Bras. 11(2): 63. 1873.
Ervas anuais, 10-45 cm alt.;. ramos glabros, não filantóides; estípulas lanceoladas,
ápice caudado a apiculado, margem discreto-serreada, 0,5-1 mm compr. Folhas largo- elípticas a ovais, 1-3x0,5-1 cm, membranácea, base atenuada a arredondada, ápice arredondado a mucronulado, margem inteira a discreto sinuosa, nervação cladódroma.
Cimeiras axilares unissexuais; brácteas triangulares. Flores estaminadas 9-10 mm compr.;
sépalas-5, obovais, 1-1,5 mm compr., valvares, disco 5-lobado, lobos elípticos; estames-3, livres, rimas transversais. Flores pistiladas solitárias, 3,5-4 mm compr.; sépalas-5, largo-ovais a obovais, 2-2,5 mm compr., imbricadas; disco glandular 5-lobado, adnados na base; ovário oblato, 3,5x4 mm; estiletes depressos. Fruto depresso-globoso, 5x5 mm; semente 1 x 1,5 mm, testa enegrecida, verruculosa, estriada longitudinalmente.
Material selecionado: BRASIL. Pernambuco: Mirandiba, Fazenda do Tigre, 30/III/2006, K. Pinheiro 118 (UFP); Paraíba: Camalaú, M.F.A.Lucena 1179 & D. Amorim, 22/V/2006 (JPB, UFP); Sergipe: Porto da Folha, Fazenda São Pedro, 20/VII/2006, M.F.A.Lucena et al. 1519 (ASE, UFP).
Comentários: Exclusiva da região Nordeste do Brasil, em vegetação de caatinga hiperxerófila e cerrado (Wesbter 2002, apud Silva & Sales 2004). Distribuição no Nordeste (AL, BA, PB, PE, RN, SE). Pode ser facilmente confundida com outras espécies do gênero nos ambientes de caatinga. Segundo Silva & Sales (2004) a espécie também ocorre em dunas litorâneas. Pequenas populações foram registradas em áreas de caatinga arbórea e arbustiva densa em ambiente sombreado, na proximidade de riachos temporários em solos argilo-
pedregosos e altitude de 200-520m. Caracteriza-se pelos ramos não filantóides, o formato das estípulas e dos lobos do disco nectarífero. Ilustrações em Carneiro-Torres (2002) e Silva & Sales (2004).