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7.3 Comparaisons expérience-modèle

7.3.2 Étude paramétrique

“(…) a Ética é a única substância capaz de conduzir o Desporto a diferenciar-se do combate agressivo em que tantas vezes degenera freneticamente, justamente porque convida os seres humanos a interrogarem-se acerca do que vale mais, do que é melhor que se faça na vida, ou seja a necessidade de ajustar o comportamento a valores positivos e a normas que sempre são a expressão daqueles, para que se não renuncie à distinção entre o bem e o mal e, assim, por consequência, se evite o rumo conducente a uma indiferença forjada do caos moral em todas as atividades humanas”

Araújo (1990, pp. 43)

Numa sociedade em que os valores estão em constantes alterações no comportamento de cada indivíduo, a identificação desses mesmos valores nos jovens atletas é de vital importância para melhor se entender o processo pelo qual eles tomam determinadas decisões, em situações desportivas.

As questões associadas à ética no desporto, e mais especificamente as que dizem respeito ao espírito desportivo e à tolerância, assumem hoje uma importância acrescida. De facto, não podemos negar a importância, nos diversos âmbitos, da prática e do espetáculo desportivo, mas há que reconhecer também que eles se revelam como campos especiais, nos quais os fins – ganhar - justificam quaisquer meios - violência, a corrupção, a fraude, o querer ganhar a todo e qualquer custo, o doping, a deslealdade, a ausência de espírito desportivo.

A ética desportiva surge como uma estrutura moral que define alguns limites para o comportamento dos desportistas, de forma a preservar um sistema desportivo civilizado. É possível competir respeitando o adversário, reconhecendo o seu valor e competência, vendo-o como um oponente indispensável, sem o qual não existe competição.

Vários investigadores defendem que a participação, das crianças e jovens, em atividades desportivas contribui para um desenvolvimento global e harmonioso das mesmas,

7 pelo que se deverá dar atenção à importância do espírito desportivo como componente do processo de desenvolvimento da criança e jovem.

Segundo o Conselho da Europa, Código da Ética do Desporto “O fair play significa muito mais do que o simples respeitar das regras; mas cobre as noções de amizade, de respeito pelo outro, e de espírito desportivo, um modo de pensar e não simplesmente um comportamento. O conceito abrange a problemática da luta contra a batota, a arte de usar a astúcia dentro do respeito das regras, o doping, a violência (tanto física como verbal), a desigualdade de oportunidades, a comercialização excessiva e a corrupção. O fair play é um conceito positivo. O Código considera o Desporto como uma atividade sociocultural que enriquece a sociedade e a amizade entre nações, contando que seja praticado legalmente. O desporto é também considerado como uma atividade que, se for exercitada de maneira leal, permite ao indivíduo conhecer-se melhor, exprimir-se e realizar-se; desenvolver-se plenamente, adquirir uma arte e demonstrar as suas capacidades. O Desporto permite uma interação social, é fonte de prazer e proporciona bem-estar e saúde. O desporto, com o seu vasto leque de clubes e voluntários, oferece a ocasião de envolver-se e de tomar responsabilidades na sociedade. Além disso, o envolvimento responsável em certas atividades pode contribuir para o desenvolvimento da sensibilidade para com o meio ambiente.”

O Código reconhece que a participação das crianças e dos adolescentes nas atividades desportivas se situa num ambiente social mais alargado. Admite que a sociedade e o indivíduo só poderão aproveitar plenamente as vantagens potenciais do desporto se o fair play deixar de ser uma noção marginal para tornar-se uma preocupação central, reconhece que a este conceito deve ser concedida prioridade absoluta por todos aqueles que, direta ou indiretamente, influenciam e promovem a experiência vivida pelas crianças e pelos adolescentes no desporto a saber:

i) Os governos: a todos os níveis, incluindo as agencias que trabalham com os governos. Os que estão envolvidos nos setores oficiais da educação têm uma responsabilidade especial;

ii) As organizações desportivas e as associadas ao desporto – em particular as federações desportivas e as instancias dirigentes, as associações de educação física, os organismos e os institutos de formação, as profissões ligadas à medicina e à farmácia e os meios de comunicação social. Também o setor comercial, incluindo a produção, a

8 venda e o marketing dos artigos de desporto, é chamado a assumir as suas responsabilidades, contribuindo para a promoção do fair play;

iii) Os indivíduos, nomeadamente os pais, professores, treinadores, árbitros, quadros, dirigentes, administradores, jornalistas, médicos e farmacêuticos; e os desportistas de alta competição que servem como modelos. O Código aplica-se a todos os indivíduos, quer atuem numa base voluntária quer numa base profissional. Como espectadores, os indivíduos podem assumir responsabilidades complementares.

Segundo Meirim (1994), é fundamental que os nossos filhos aprendam o que muitos pais não aprenderam e pratiquem o que esses pais não puderam ou não souberam praticar. É indispensável que as novas gerações aprendam a relativizar a importância de todas as coisas. Que vivam saudavelmente, entusiasticamente, o fenómeno desportivo. Que pratiquem desporto e que sintam a satisfação da vitória nas competições em que participem. Mas que não façam um drama da derrota. Que apoiem o seu clube, com empenho e saudável alegria. Mas que respeitem a alegria dos que têm outra simpatia clubística. Que assumam a solidariedade em torno do emblema da sua preferência mas repudiem o fanatismo que aliena. Que, em suma, antes e acima de sócios e adeptos de uma agremiação desportiva, se perfilem como cidadãos conscientes e homens inteiros.

O espírito desportivo significa colocar os valores como orientação superior para a função de desenvolvimento pessoal e social que o desporto escolar pode desempenhar. A serem trabalhados, de forma concreta, em torno das situações de dinâmica de grupo, intrínsecas às atividades desportivas.

Um processo realizado a partir de um programa nacional “Espírito Desportivo”, transversal a todos os âmbitos de realização de atividades desportivas escolares. A ser desenvolvido quotidianamente pela a o dos educadores desportivos. Com o corolário da atribuição de prémios anuais de “espírito desportivo”, em cada escola, em cada Coordenação e em cada Região Educativa e a nível nacional.

A ser assumido como a primeira prioridade no processo de formação desportiva, este será um dos contributos do Desporto Escolar com forte significado para a formação do carácter dos cidadãos do futuro e, por consequência, com significado na construção do futuro de Portugal.

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1.3– Fenómenos associados à limitação da atividade física

“A atividade física e os desportos “saudáveis” são essenciais para a saúde e bem estar dos indivíduos. Atividade física adequada e desporto para todos constituem um dos pilares para um estilo de vida saudável”

(Couto, 2014)

Na pré-história o homem tinha dois objetivos para manter sua sobrevivência, o primeiro era o da caça para se alimentar, e o segundo da fuga para não ser alimento de outros animais. Para realizar estas tarefas o seu organismo foi gerando adaptações, conseguindo músculos e ossos mais resistentes, um sistema cardíaco e imunológico mais adaptado para sua sobrevivência. O tempo foi passando e a tecnologia foi lhe dando o conforto, em que se vai ao supermercado e encontra o alimento pronto, e não gasta nem a metade de energia que se gastava antigamente, o único gasto de energia que se tem é andar para fazer as escolhas e colocar as compras no carrinho. Hoje a maioria das pessoas não se preocupam com a prática de exercícios físicos tornando-se, assim, sedentárias. A única coisa que importa é a procura do dinheiro.

A sociedade tecnológica caracteriza-se por um quadro institucional distinto das formas anteriores da sociedade, inclusive das formações modernas e pós-modernas do capitalismo, que ainda primavam pela vinculação ao complexo de ideias e princípios do Iluminismo. O contorno da sociedade tecnológica teria como marca principal a subordinação à técnica e uma recolocação, sob novas bases, de questões como poder, ideologia, utopia e sociabilidade.

A atividade física é tudo aquilo que envolve contração muscular de qualquer tipo, que pode ou não levar ao movimento, independente da finalidade. Podemos dizer que qualquer movimento executado pelo nosso corpo é considerado uma atividade física.

O sedentarismo é definido como a falta ou a grande diminuição da atividade física. Na realidade, o conceito não é associado necessariamente à falta de uma atividade desportiva, pois do ponto de vista da medicina moderna, o sedentário é o indivíduo que gasta poucas calorias por semana com atividades ocupacionais.

Hoje, o homem moderno é o resultado do meio que a moderna sociedade lhe impõe. Habitando cidades constantemente repletas de multidões, cuja construção é composta, fundamentalmente, por blocos monstruosos e ruas cujo ar é poluído e fustigado pelo fumo, pelo pó, pelos vapores de gasolina e pelos produtos da sua combustão, rasgado pelo ruído dos camiões, o homem procura alternativa a este quadro, que nada tem a ver com o modo de vida

10 dos nossos antepassados. Ao longo dos tempos e por toda a parte tem-se vindo a assistir à transformação de populações rurais em urbanas e um desenvolvimento de novas classes sociais.

A indústria moderna, que se baseia na concessão da máxima produção com custos reduzidos, e cujo objetivo é facultar lucros às multinacionais, esquece-se que, na comunicação entre os seres humanos e as máquinas, os primeiros são quem melhor se adaptam a todo o tipo de invenções por razões óbvias (Amado, 2014).

De uma forma geral os jovens são confrontados com a falta de espaços verdes nas zonas urbanas, a falta de tempos livres devido aos horários das atividades escolares, a televisão, os videojogos e a Internet, estão a provocar um maior sedentarismo dos adolescentes. Sabemos que hoje em dia, os jovens, usam cada vez menos as suas capacidades físicas, embora se saiba que os indivíduos que praticam regularmente uma atividade física ou desporto, tendem a ter um estilo de vida mais saudável.

Podemos dizer que vivemos numa sociedade que facilita o sedentarismo desde as idades muito jovens. Este estilo de vida, está associado a diversos problemas de saúde, tais como a obesidade, alterações cardiovasculares, cancro. A relação entre atividade física/desporto e saúde/bem-estar é um tema que nos preocupa a todos e desperta muito interesse aos investigadores. Estas transformações locais e globais em termos de sociedade e de vida dos cidadãos levam-nos a um conjunto de desafios que não podem parar de evoluir e se transformar.

Sabemos as grandes dificuldades que existem para a prática da atividade física nos grandes centros, principalmente por falta de tempo e de espaços e que se poderá vir a verificar também nas zonas do interior se não forem criadas condições físicas e humanas para os jovens. Nas zonas do interior/norte quase todos os jovens residentes nesta região do país, vivem com os pais, revelando estabilidade familiar na grande maioria dos casos e um nível socioeconómico médio, tendo a maioria um local onde possa brincar. A grande maioria dos jovens vai a pé para o local onde vai praticar desporto, acompanhados pelos amigos, demorando menos de dez minutos. Estar com os amigos é o que mais gostam de fazer quando estão fora de casa, o que demonstra a importância e mesmo a influência que os amigos têm na personalidade destes jovens (Sousa, 2002).

Ainda segundo este estudo as ofertas das modalidades, fora da escola, centram-se, normalmente, no futebol ou na Natação aparecendo também outras como o Karaté ou o Judo.

11 Convém referir que estas ofertas têm mensalidades para os jovens o que se torna um fator limitador para alguns.

A grande maioria dos jovens gosta de praticar desporto, no entanto, por todo o mundo vemos que os jovens começam a praticar desporto em idades mais baixas, havendo em simultâneo a tendência para que esses jovens se fixem numa única modalidade desde muito cedo (em vez de terem experiências diversificadas), no interior/norte, fruto das poucas ofertas e nos grandes centros talvez devido a uma especialização precoce em processo liderados muitas vezes pelos clubes e pelas próprias federações de modalidade, que os pretendem cativar para si cada vez mais cedo, indo à escola e tentando captar o seu interesse; tratando-se de algo que não é muito negativo, se as crianças e jovens gostam da modalidade e aderem voluntária e entusiasticamente à prática, mas o pior é que desconhece-se se isso não levará ao seu esgotamento antecipado.

Ao nível da distribuição temporal das suas atividades semanais, importa realçar que a vida destes jovens é composta por 3 grandes atividades: escola, desporto e tempos tivres, sendo o tempo dedicado ao estudo, fora da escola, um fator quase inexistente (Sousa, 2002).

Ao praticar desporto, o jovem está a fazer uma escolha que coloca o desporto num local primordial entre os seus centros de interesse, pelo que algumas das restantes atividades de lazer terão de ficar para segundo plano. Porém, as atividades essenciais são perfeitamente conciliáveis, desde que se elabore e respeite um adequado programa semanal, o que me parece não acontecer na maioria destes jovens. O treinador/professor terá um papel muito importante para que o jovem elabore este tipo de programa, que traduza um modelo de atividade normal, devendo ser escrito e afixado pelo jovem no seu quarto, de forma que o possa observar com facilidade.

É fácil concluir que, também neste aspeto da prática desportiva juvenil, torna-se decisiva a colaboração dos pais para o sucesso desta medida, não apenas pelo contributo que devem dar na fase da elaboração do programa semanal como, principalmente, através da aceitação do respetivo conteúdo e no apoio dado ao seu cumprimento.

Vamos observando que alguns jovens europeus já não colocam o desporto em primeiro lugar, pensamos que estes jovens vão contribuir para que esta tendência não se venha a verificar no nosso país se lhes forem criadas condições físicas e materiais.

E quando falamos de atividade física, é frequente pensarmos nos exercícios, como caminhada, natação, musculação entre várias outras, mas a separação entre exercício

12 intencional e organizado e atividade física é complicada. Ao andar pela rua até à caixa do correio estamos a ser ativos, mas simplesmente por estarmos a realizar esta ação para executar uma tarefa, ao invés de fazê-la para a aptidão física.

Atualmente deparamo-nos com pessoas que permanecem horas e horas sentadas em frente a um computador, ou deitadas na frente da televisão com vários controles remotos e uma mesa cheia de fast-food. Com essa inatividade o organismo que antes era acostumado a estar sempre ativo, foi enfraquecendo, porque não precisava mais dos seus músculos para correr, do seu coração para bombear grandes quantidades de sangue, das suas articulações para amortecer grandes impactos.

Esse fato trouxe importantes implicações sobre o padrão de doenças e também na associação entre hábitos de vida e saúde. A verificação destes fatos e as identificações dos seus infinitos fatores negativos, trouxeram uma volta da atividade física nos últimos 30 anos, na forma de exercícios organizados, como caminhadas, ciclismo, etc. Isso demonstra uma clara tendência à volta do Homem ao comportamento dos seus antepassados. A prática de exercícios, na verdade, foi introduzida pela civilização grega com o nome de ginástica e caracterizavam-se por exercícios disciplinados e tinham a finalidade de desenvolver a destreza, a beleza e a força (Azevedo, 2000).

A saúde está diretamente relacionada com a atividade física. As pessoas com hábitos sedentários possuem menor aptidão física, isto é, menor capacidade para executar exercícios físicos. Por outro lado, as características de estrutura muscular e das nossas articulações do corpo, da constituição do corpo ou da capacidade cardiorrespiratória, determinam também os limites de nossa aptidão física (Azevedo, 2000).

A vida sedentária, literalmente, causa o desuso dos sistemas funcionais. Dessa forma, o aparelho locomotor e os demais órgãos e sistemas solicitados durante as diferentes formas de atividade física entram num processo de regressão funcional, caracterizando, no caso dos músculos esqueléticos, um fenómeno associado à atrofia das fibras musculares, à perda da flexibilidade articular, além de haver um comprometimento das funções de vários órgãos (Neto, 2003).

Em várias situações a atividade física produz uma melhora na capacidade da pessoa, sendo muito útil em determinadas doenças, como por exemplo, no enfisema pulmonar e no diabetes, o controle da pressão alta fica mais fácil quando há a realização de exercícios regulares. Além disso, têm importância vital nas doenças coronárias, principalmente no que se

13 diz respeito à profilaxia do infarto do miocárdio, pois os exercícios regulares fortalecem o músculo cardíaco e melhoram a circulação coronária. Foi observado que as pessoas que fazem regularmente os exercícios têm possibilidades de ter diabetes, desenvolvida com o passar dos anos, diminuídas. Além do processo de osteoporose ter sua velocidade reduzida. A falta de atividade física pode potenciar o desenvolvimento de várias doenças, como por exemplo, hipertensão arterial, obesidade, ansiedade e aumento do colesterol. Por isso é que o sedentarismo é considerado o principal fator de risco de morte súbita (Azevedo, 2000).

Na vida moderna, deparamos frequentemente com situações de stress. Por um lado, o stress é uma parte essencial de nossa vida, proporcionado pelos fatores sociológicos, económicos, entre outros. Por outro lado, o stress pode resultar em vários problemas médicos. Desta forma, é necessário que adotemos uma atitude de prevenção mental e física, para aumentar a resistência ao stress e evitar que se desenvolvam outras patologias, como a depressão. Os exercícios regulares atuam de maneira eficaz sobre a tensão emocional, a angústia e a depressão. Após os exercícios há sensação de bem estar e até de euforia, produzindo aumento na autoestima (Azevedo, 2000).

O processo de envelhecimento que se inicia quando a perceção referente ao corpo como um todo apresenta falhas e dificuldades não percebidas antes e que são inerentes à idade e ou condições físicas e psíquicas. As mudanças normais associadas à idade, que são visíveis ao homem são: perda da força e do vigor físico, visão curta, problemas de memória de curto prazo, queda de cabelo, perda de massa óssea, diminuição da altura, audição, menopausa e andropausa, de acordo com (Castilha, 2004).

A boa saúde em qualquer idade é muito importante, além de ser um dever nosso cuidar do nosso corpo para que ele se mantenha o mais saudável possível, mesmo que seja difícil diante do mundo tão turbulento, temos que tirar um tempo por menos que seja para nos dedicarmos a cuidar de nós mesmos.

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2.1.4 – O papel do Professor/Treinador

“Os jovens praticantes têm de começar por saber que o seu treinador se preocupa com eles, antes de se preocuparem com aquilo que ele sabe”

Jack Donohue

“O treinador tem de dar aos jovens praticantes aquilo que eles precisam, mas da forma de que eles gostam”

Bill Hamilton

Os treinadores, enquanto líderes e educadores, adquirem uma dimensão que transcende as competências técnico-tácticas. Exige-se carisma. Exige-se compreensão. Melhor, exige-se uma compreensão próxima da paternal.

Formar implica partilhar valores. Formar implica civismo. Formar implica moldar para atingir um patamar final: a maturidade. Se nem todos poderão vir a ser Ronaldos, todos poderão vir a ser homens melhores para a sociedade. Mas formar também implica ganhar e essa vertente não deve ser dissociada, pois ter como objetivo vencer, exige ambição, sacrifício e competências para contornar obstáculos.

Ter a responsabilização e comprometimento com a formação educativa e desportiva dos praticantes sob sua orientação, a qual depende, em grande medida, da sua intervenção pedagógica e técnica. O treinador tem um papel fundamental no desenvolvimento positivo do jovem através do desporto, estando associado ao aumento de autoestima e autoconfiança dos jovens.

O ensino de competências de vida positivas através do desporto consistirá em fazer com que os jovens se entendam eles próprios como moral e comportamentalmente comprometidos.

Uma das mais importantes influências no desenvolvimento positivo dos jovens através do desporto advém da qualidade das relações interpessoais que os atletas estabelecem com os professores/treinadores. As atitudes e valores que o treinador evidência acabam por ser o fator mais consistente para efetivar o desenvolvimento do jovem atleta.

A família, a escola e o clube também adquirem um papel fundamental para os jovens aderirem ao desporto. O treinador/professor deve ser integrador, logo, temos que cativar a família para o processo correr bem.

15 Os familiares não só influenciam a socialização das crianças através do desporto como também têm um profundo impacto nas consequências psicológicas dos jovens. A escola através da educação física e do desporto escolar assume uma grande influência porque além