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4.3 Propositions de régularisations

4.3.1 Étude de l'inuence de l'initialisation

“Este novo estilo de vida activa passa por relativizar a influência biológica e social da idade cronológica e por eliminar determinadas formas sociais institucionalizadas, as quais são uma fonte de preconceitos e de estereótipos negativos sobre os idosos”.

(Martín, 2007, p.58)

“A palavra activo refere-se à participação contínua, nas questões sociais, económicas, culturais, espirituais e cívicas, e não somente à capacidade de estar fisicamente activo ou de fazer parte da

força de trabalho. As pessoas mais velhas que se aposentam e aquelas que apresentam alguma doença, ou vivem com alguma necessidade especial, podem continuar a contribuir activamente para os seus familiares, companheiros, comunidade e países” (Plano Gerontológico da Região Autónoma da Madeira, 2009, p. 67)

O conceito de envelhecimento ativo, surge em 1997 através da World Health Organization (WHO). Tem como principal fundamento o princípio de permitir aos idosos que permaneçam integrados e motivados na vida laboral e social (WHO, 2002).

Segundo a organização WHO (2002) o envelhecimento ativo é definido como um processo de otimização de oportunidade para a saúde, participação e segurança, que irá aumentar a QV durante o envelhecimento.

Segundo Jacob (2008) o conceito de envelhecimento ativo,

Aplica-se tanto a indivíduos quanto a grupos populacionais e permite que as pessoas percebam o seu potencial para o bem-estar físico, social e mental ao longo do curso da vida e inclui a participação activa dos seniores nas questões económicas, culturais, espirituais, cívicas e na definição das políticas sociais. O objectivo primordial do envelhecimento activo é aumentar a expectativa de vida saudável e de qualidade de vida (p. 20).

O conceito de “ativo” apela para a participação do idoso na vida social que o rodeia, seja nas questões económicas, nas questões sociais e culturais ou mesmo espirituais e não apenas na capacidade de estar fisicamente ativo ou de fazer parte da força de trabalho (WHO, 2002).

De acordo com o Plano Gerontológico da Região Autónoma da Madeira (2009)

Pensar-se que cada homem se deve imputar o seu próprio envelhecimento é uma forma fácil de se arrumarem estes problemas da vida individual e colectiva. Contudo, cada homem tem de tomar consciência de que tem uma quota parte muito importante de responsabilidade por este processo, de que poderá mesmo aprender a conquistar maior longevidade, melhor qualidade de vida, passar mais tarde para a quarta idade, ser mais feliz neste período e que tal dependerá também do seu curso de vida (p. 30).

O envelhecimento ativo aplica-se tanto a indivíduos bem como a grupos populacionais. Permitindo que as pessoas possam perceber o seu potencial para alcançar o bem-estar físico, social e mental, ao longo do curso da vida.Nesta lógica, faz todo o sentido, que todas as pessoas participem em ações da sociedade onde estão inseridas, porque só assim a própria sociedade poderá responder às suas necessidades, para além de lhes garantir proteção, segurança e cuidados adequados (WHO, 2002).Neste sentido, entende-se que o envelhecimento ativo visa aumentar a expetativa de uma vida saudável e a QV das pessoas, inclusive as que são frágeis, fisicamente incapacitadas e que requerem cuidados (Fernandes & Botelho, 2007).

O envelhecimento ativo consiste assim, na manutenção de um programa de atividade física regular, o que nem sempre é fácil tendo em conta fatores como, alterações imprevistas nas rotinas, mudança de habitação, viagens, lesões entre outros.

De modo a se criar o hábito da atividade física, para Jackson et al. (2004), devem ser utilizadas as estratégias de prevenção que a seguir se indicam:

 Reconhecer os fatores que podem colocar em risco a não realização da atividade física. Por exemplo, reduzindo as barreiras ou reformulando a gestão do tempo;  Escolher atividades alternativas nos momentos em que não é possível realizar o

exercício habitual;

 Evitar adotar uma postura do tudo ou nada. Não deixar um imprevisto diário enfraqueça a confiança para cumprir o programa de atividade física;

 Não ver o exercício como obrigação mas sim usufruir dos seus benefícios;  Eliminar a ideia dos benefícios da não realização da atividade física.

A execução de um programa de atividade física está sujeita de alguma forma a um processo que contempla momentos de altos e baixos.

Babauta (2007) apresenta vários motivos que justificam a razão porque as pessoas não conseguem realizar o exercício como um hábito regular. As principais razões estão relacionadas com a falta de motivação, o estabelecimento de vários objetivos em simultâneo, o estabelecimento de objetivos muitos difíceis e outros fatores.

Babauta (2007) aponta três possíveis estratégias que podem ser aplicadas para se ganhar o hábito do exercício. Refira-se que o objetivo não é apresentar uma lista do mesmo tipo das que são indicadas numa revista do tipo “Mens Health”, mas sim apresentar dicas que podem ser um modo de

um profissional em Educação Física e Desporto promover e ajudar outras pessoas a serem mais ativas fisicamente.

1. Definir objetivos fáceis, específicos e mensuráveis. Para tal, poderá ajudar, por exemplo:  Anotar o objetivo traçado, caso contrário poderá tornar-se pouco importante.

 Não definir um objetivo difícil logo no início. É melhor estabelecer uma meta fácil de alcançar e aumentar de uma forma gradual a sua dificuldade para ser possível criar o hábito do exercício.

 Ser específico no objetivo, estabelecendo logo à partida que tipo de atividade irá ser feito e quais as horas e locais habituais para trabalhar.

 Ser mensurável, de modo a facilmente saber se o objetivo foi atingido ou não na sessão de exercício.

 Definir um objetivo de cada vez e só deverá passar para o próximo objetivo quando o anterior estiver totalmente alcançado.

2. Registar diariamente a atividade de modo a ser possível analisar o progresso e assim obter motivação ao longo do processo. Para que não se esqueça dessa tarefa, não deverá esperar muito tempo para registar a atividade.

3. Acrescentar motivação quando não se consegue atingir os objetivos. Nestes momentos deve tentar perceber o que correu mal e analisar novas estratégias para manter o hábito da atividade física.

“O ideal é que todos os dias haja um estilo de vida fisicamente activo, ou seja, actividade física informal ligeira, de pelo menos 30 minutos por dia, independentemente de ser seguida ou fraccionada, e que em pelo menos três dias da semana haja uma actividade física estruturada mais intensa.” (Barata, 2003, p. 26)