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Chapitre 8 Réflexions sur la

4.4. Éthique de l’environnement

4.4.3. Éthique et valeurs

As escolas desse grupo estão todas localizadas no interior do estado do Ceará, duas na Mesorregião Noroeste, sendo uma na Microrregião de Ibiapaba e outra na do Ipu; duas na Mesorregião Norte, uma na Microrregião de Uruburetama e outra na de Canindé; e uma na Mesorregião Jaguaribe, na Microrregião do Baixo Jaguaribe. Por meio da observação in loco, todas essas instituições se encontram em regiões centrais de cada município, nos limites de bairros considerados habitacionais e comerciais.

O contato inicial foi realizado por meio de telefonemas à gestão, para acertar os dias que seriam destinados às visitas. Em todas as instituições, a recepção por parte da comunidade acadêmica foi muito acolhedora, tanto por parte da gestão, como também dos docentes, alunos, secretaria, portaria, serviços gerais e demais funcionários. Em todos os instantes dispendiam atenção e eram solícitos aos pedidos realizados.

A primeira impressão, que se teve do ambiente escolar, de modo geral, foi acolhimento e tranquilidade. Em algumas, especificamente, dava a breve impressão que não estivesse acontecendo atividades, visto a calmaria observada pelos corredores e pátios.

Por se tratar de escolas de cidades interioranas de pequeno e médio-pequeno porte, visualmente, não se percebe sinais de violência em seu entorno, contudo, nos questionários, pontua-se esse tema. Foram levantadas hipóteses de situações que poderiam ter acontecido internamente à instituição, a saber: agressão verbal ou física de alunos a professores ou funcionários, agressão verbal ou física de alunos a outros alunos, alguém que foi ameaçado por algum aluno e alguém que já foi vítima de furto (sem uso de violência). Esse último ponto foi afirmado por 80% das escolas. Constata-se no gráfico a seguir.

19Gráfico 5 - Sobre casos de violência na escola

Fonte: da pesquisa.

19 Os gráficos nesse formato são de frequência, ou seja, os sujeitos poderiam marcar mais de uma opção de

A formação ofertada nessas escolas se divide em base comum, considerando os conteúdos curriculares e profissionais. De um ano para outro, o tipo de curso disponível pode mudar, de acordo com as turmas que vão sendo formadas, entretanto, todos devem constar no catálogo nacional de cursos técnicos. A variação dessa oferta parte de diferentes fontes de interesse: escola, Seduc e, em outros casos, de acordo com a necessidade local, considerando as atividades econômicas desenvolvidas na região.

Incluem-se, principalmente, esse grupo de escolas, em que todas estão localizadas no interior do estado. A oferta educacional à população abrange tanto o município em que a escola está inserida, como também distritos e municípios dos arredores. Com a limitação das vagas, o ingresso se faz por meio de processo seletivo, o qual distribui as vagas considerando alguns critérios pré-estabelecidos pelo estado e pela escola, quais sejam: local de moradia e histórico escolar.

Gráfico 6 - Sobre os critérios para admissão de alunos na escola

Fonte: da pesquisa.

Todas as escolas, até mesmo por se tratarem de escolas públicas, atendem o público majoritariamente oriundos de classes menos favorecidas social e financeiramente, mesmo com a existência do processo seletivo. Ademais, por serem escolas reconhecidas municipal, estadual e até mesmo nacionalmente como sendo de referência na qualidade do ensino, visto que possuem fama de grande percentual de aprovação dos egressos nas melhores instituições de ensino superior do Ceará, a procura por vaga sempre supera a oferta.

Gráfico 7 - Sobre a oferta de vagas

Fonte: da pesquisa.

Nesse cenário, duas escolas possuem matrículas com média de 200 a 300 alunos, e três com 400 (quatrocentos) a 500 (quinhentos) alunos. Quanto à alocação desse alunos nas turmas, a divisão é feita de forma igualitária por opção de curso técnico e a quantidade segue orientação da Seduc (como pontuado pelos sujeitos nas entrevistas): acima de 30 (trinta) alunos por sala.

Gráfico 8 - Sobre a média de matrículas anual

Fonte: da pesquisa.

Gráfico 9 - Sobre a média de alunos por sala

Para a lotação dos professores nas turmas, não há um critério bem definido. Enquanto duas afirmam não existir nenhum ponto específico a ser considerado, outras destacam a experiência de professores em turmas com aprendizado mais lento, revezamento entre as séries e a atribuição por parte da gestão. Nota-se.

Gráfico 10 - Sobre os critérios para atribuição das turmas aos professores

Fonte: da pesquisa.

No tocante aos profissionais docentes, questionou-se acerca do índice de vínculo estável destes. Em se tratando de escolas de alto rendimento, uma concepção precipitada poderia afirmar sobre a existência de um grupo de professores com alto percentual de tempo e permanência nessas instituições. Contudo, não foi isso que ficou constatado. De acordo com as respostas, uma tem índice menor de 25%, três com índice entre 26% e 50%, e apenas uma com percentual de 51% a 75%.

Gráfico 11 - Sobre o percentual de professores com vínculo estável

Fonte: da pesquisa.

Em uma análise individual, vale destacar que a escola com o maior percentual de vínculo estável entre os profissionais é a mesma em que os docentes possuem alta taxa de formação acadêmica, em nível pós-graduação, com título de mestrado.

Para esse grupo, no que diz respeito à gestão democrática, foi considerada a existência de Conselho Escolar – reunindo-se entre duas e três vezes ao ano – e, de forma unânime, tendo a participação de toda a comunidade escolar; além do Conselho de Classe – com reuniões entre uma e três vezes anuais.

Posteriormente será evidenciado que, estrutural e pedagogicamente, as escolas desse grupo se organizam de forma muito semelhante às de baixo rendimento: oferecem educação em tempo integral com direito a alimentação, intercalando a formação comum com a formação profissional.

5.1.1 Gestores

A realização dos trabalhos com o grupo de gestores das escolas de alto rendimento foi de forma amistosa e ocorreu no mais absoluto respeito entre as partes. Houve cordialidade na recepção, bem como disponibilidade para a coleta de todas as informações que eram necessárias. De modo geral, tudo que foi necessário e solicitado estava acessível ao pesquisador. Além disso, vale ressaltar que a autorização para a coleta de dados partiu das próprias escolas, não sendo necessário recorrer à Seduc.

Nesse instrumento, consideram-se perguntas relacionadas a aspectos pessoais, acadêmicos e profissionais dos sujeitos. Acerca dos pontos pessoais, observe:

Gráfico 12 - Sobre o sexo dos sujeitos (direção geral)

Gráfico 13 - Sobre a faixa etária dos sujeitos (direção geral)

Fonte: da pesquisa.

Desse grupos de escolas, dois gestores, considerando apenas a direção geral, são do sexo masculino e três do sexo feminino. Quanto à idade, a maioria se enquadra na faixa de 30 a 39 anos, fazendo entender que se trata de gestores relativamente jovens.

Ao tratar dos aspectos acadêmicos, os sujeitos responderam perguntas relacionadas, principalmente, sobre o nível, tipo e tempo de formação inicial e continuada. Pontuando apenas a primeira formação, foram predominantes as respostas, quatro dos cinco sujeitos, ao indicarem ensino superior em licenciaturas. Apenas um informou ter concluído o ensino superior em pedagogia. Isso pode ser justificado devido as escolas serem todas de ensino médio, sendo reduzida a possibilidade de contratos de pedagogos para esse nível.

Gráfico 14 - Sobre o mais alto nível de escolaridade (direção geral)

Fonte: da pesquisa.

Quanto ao tempo de obtenção do título acima questionado, apenas um sujeito respondeu ter obtido entre 2 e 7 anos atrás. Três responderam ter obtido entre 7 e 14 anos. Se unir essas duas faixas, pode-se destacar a presença de 80% da população. Na faixa de 14 e 20 anos teve apenas uma resposta.

Gráfico 15 - Sobre há quanto tempo obteve o mais alto nível de escolaridade (direção geral)

Fonte: da pesquisa.

Questionou-se também sobre o tipo de instituição em que esse título foi obtido. Nesse quesito, destacou-se também que 80% dos sujeitos, quatro, afirmaram ter adquirido em universidades públicas estaduais. Apenas um, 20%, em universidades públicas federais. Esses mesmos valores se repetem na forma de aquisição do título, 80% de forma presencial e 20% semipresencial.

Gráfico 16 - Sobre o tipo de instituição de obtenção do diploma superior (direção geral)

Fonte: da pesquisa.

Gráfico 17 - Sobre a forma como cursou o ensino superior (direção geral)

Além da formação inicial, questionou-se acerca da formação continuada em nível de pós-graduação: especialização, mestrado e doutorado. Para esse ponto, dois gestores informaram possuir mestrado e os demais assinalaram especialização.

Gráfico 18 - Sobre a mais alta titulação a nível de pós-graduação (direção geral)

Fonte: da pesquisa.

Levando em consideração a área temática desses cursos, é unânime a indicação da grande área educação, porém três sujeitos informaram ter realizado os estudos na sub área gestão ou coordenação pedagógica e os demais em outras áreas. Observa-se abaixo o gráfico referente a essa informação, bem como, em seguida, o que dispõe sobre o tempo de obtenção desse título.

Gráfico 19 - Sobre a área temática do curso de pós-graduação (direção geral)

Gráfico 20 - Sobre há quanto tempo obteve o título de pós-graduação (direção geral)

Fonte: da pesquisa.

Na questão acima, 60% dos sujeitos, três, responderam que obtiveram o título de pós-graduação entre 2 e 7 anos, um entre 7 e 14 anos e um adquiriu há menos de 2 anos.

No sentido de complementar as questões que concernem à formação continuada, indagou-se sobre a participação dos sujeitos, nos últimos dois anos, em atividade de desenvolvimento profissional sobre gestão. Na resposta, 100% afirmou que sim.

Gráfico 21 - Sobre a participação em atividade de desenvolvimento profissional sobre gestão nos últimos dois anos (direção geral)

Fonte: da pesquisa.

Para a questão acima, julga-se que também seria importante saber quais ou que tipo de atividades os sujeitos se dispuseram a fazer, logo, a partir das respostas deles, foi solicitado que pontuassem as atividades. Vale lembrar que, caso a resposta tivesse sido negativa, deveriam ter expostos os motivos pelos quais não participaram de tais atividades20.

De modo geral, os gestores pontuaram que realizaram cursos relacionados a gestão de

resultados, de pessoas e financeira, liderança, desenvolvimento pessoal, inteligência emocional e coaching pessoal e profissional.

Como já mencionado, para além dos aspectos relacionados a formação, o trabalho dentro da área da profissão também foi levado em consideração para a caracterização do grupo gestor. Primeiro, questiona-se acerca da forma de ingresso ao cargo que ocupa. Todos afirmaram ter sido por meio de processo seletivo e indicação, com exceção de um que pontuou apenas processo seletivo.

Gráfico 22 - Sobre a forma como assumiu a gestão da escola (direção geral)

Fonte: da pesquisa.

Acerca do tempo de experiência docente anteriormente ao exercício de direção, o grupo indicou o período entre 5 e 15 anos, equivalente a dois períodos previamente indicados nas opções abaixo, como é possível perceber no gráfico abaixo.

Gráfico 23 - Sobre o tempo de trabalho como professor antes de se tornar diretor

Fonte: da pesquisa.

No entendimento dessa questão, os questionamentos também versaram sobre o tempo dispendido no exercício da função de diretor, independentemente do local de lotação

e, de modo separado, no âmbito da escola atual. Sobre esse primeiro aspecto, não há consenso nas respostas dos gestores, observaram-se sujeitos relativamente novos, de 2 a 5 anos na função, bem como outros bem experientes, entre 5 e 10 anos e entre 15 e 20 anos. Já como diretor da escola atual, dois estão na margem de 2 e 5 anos e três entre 5 e 10 anos. Observe os gráficos a seguir.

Gráfico 24 - Sobre o tempo de exercício da função de diretor

Fonte: da pesquisa.

Gráfico 25 - Sobre o tempo de exercício da função de diretor da escola atual

Fonte: da pesquisa.

Considerando o tempo destinado ao trabalho na área da educação, as respostas foram diversas, sendo pontuada margem entre 5 e 20 anos.

Gráfico 26 - Sobre o tempo de trabalho na área de educação

Fonte: da pesquisa.

Considerando a vasta dimensão da atividade de gestão que o diretor escolar desempenha, percebe-se a necessidade de identificar possível tempo destinado a outras possíveis atribuições que não as desenvolvidas por ocasião do cargo de gestor. Nessa questão, dois dos cincos sujeitos afirmaram que possuem outras atividades, mas ainda dentro da área da educação.

Gráfico 27 - Sobre o exercício de outras funções, além da de gestão (direção geral)

Fonte: da pesquisa.

Finalizando o perfil da gestão das escolas de auto rendimento, foi solicitado que os gestores indicassem o grau do quanto eles eram felizes com o cargo ou função que ocupavam. Todos responderam de modo positivo.

Gráfico 28 - Sobre a satisfação em ser gestor daquela escola (direção geral)

Fonte: da pesquisa.

Quanto aos motivos da resposta acima, é importante destacar na fala desse grupo, o reconhecimento da necessidade constante de evolução, da importância e solidez, principalmente dos professores, no processo de construção do projeto de vida e transformação social dos estudantes.

Acredito no caminho transformador da Educação; Trabalho com responsabilidade e com intenções de realizar juntamente com a equipe de educadores o Projeto de Vida dos estudantes; Vejo o resultado do trabalho da escola anualmente nas avaliações externas e no depoimento dos estudantes que por aqui passaram. Sou feliz porque sei que dentro das minhas imperfeições contribuo para o futuro dessa juventude. (Sic) (1REFCM – GESTOR).

Ainda, de acordo com eles, essa felicidade é perceptível diante dos resultados das escolas nos indicadores das principais avaliações externas, na confiança da melhoria da vida dos alunos e o reconhecimento desses, por meio do resgate do poder da escola pública de qualidade.

5.1.2 Professores

A caracterização dos professores, tanto desse grupo, de alto rendimento, como do de baixo rendimento, versará apenas acerca dos aspectos pessoais. Diferentemente da caracterização dos gestores, os demais pontos indagados, tanto em relação a formação quanto a profissão, foram distribuídos junto as partes desse trabalho que abordará as categorias elencadas anteriormente.

Assim como o exemplo dos gestores, a recepção dos professores foi bastante positiva. Eles se dispuseram em todos os momentos a contribuir com a pesquisa. Se mostraram interessados em saber como trilhar o caminho à pós-graduação – mestrado e

doutorado – bem como curiosidade em saber sobre os possíveis resultados e o retorno à escola, da pesquisa que estava a se desenvolver. Portanto, não houve nenhum tipo de dificuldade para a coleta de dados com esse público, tendo a colaboração de 41 sujeitos no preenchimento do questionário. Desse total, 12 participaram da entrevista.

Iniciando as informações colhidas por meio do questionário, em relação ao sexo desse grupo de sujeitos, não foi percebida nenhuma expressividade, inclusive se comparado ao outro grupo. Já no que se refere à faixa etária, identificou-se um corpo docente bastante jovem, tendo em vista que mais de 80% se declararam ter até 39 anos de idade. Obserce abaixo os gráficos com essas informações.

Gráfico 29 - Sobre o sexo dos sujeitos (professores)

Fonte: da pesquisa.

Gráfico 30 - Sobre a faixa etária dos sujeitos (professores)

Fonte: da pesquisa.

De forma detalhada, 2,4% dos professores desse grupo disseram ter até 24 anos; 26,8% pontuaram a faixa etária de 25 até 29 anos; já a faixa entre 30 e 39, com maior percentual de sujeitos, foi indicada por 63,4%; e apenas 7,3% afirmaram ter entre 40 e 49 anos de idade.

Quanto ao meio de ingresso à sala de aula para assumir o cargo de professor, a grande maioria afirmou possuir contrato temporário, sendo obtido por meio de processo seletivo. O ingresso por meio de concurso público, para casos de professores efetivos, foi indicado por 41,5% dos sujeitos. Sendo pontuada, também, a opção apenas “indicação” e “processo seletivo e indicação”.

Gráfico 31 - Sobre a forma como assumiu a sala de aula daquela escola

Fonte: da pesquisa.

Ao serem questionados sobre a satisfação em fazer parte do grupo de docentes daquela instituição, nenhum professor desse grupo marcou de forma negativa, entretanto, não houve unanimidade na resposta: mais de 10% deles informaram que eram, porém pouco, ou se demonstraram indiferentes. Veja.

Gráfico 32 - Sobre a satisfação em lecionar naquela escola

Fonte: da pesquisa.

Mesmo que o ponto acima não tenha sido totalmente positivo, o resultado afirmativo, de modo geral, é bastante relevante para o bom desempenho das atividades pedagógicas da escola. Logo, é importante entender os motivos que justificam tal informação. Questionados sobre isso, muitos temas foram pontuados, porém alguns tiveram significativas representatividades. Observe algumas falas:

Quadro 9 - Sobre a satisfação em lecionar naquela escola (justificativa positiva) Apoio pedagógico, humanização do núcleo gestor. (1UBGWA/PROFESSOR)

Porque gosto de trabalhar com uma equipe que tem compromisso e responsabilidade com a prática de ensinar. Além da disciplina por parte dos alunos.

(1REFCM/PROFESSOR)

Principalmente o interesse dos educandos, que contribui para o prazer de ministrar aulas nesta escola, bem como a possibilidade de uma formação integral do aluno, oferecida pelo projeto político pedagógico das escolas profissionais do Ceará. O clima de amizade entre docentes e gestão também favorece o trabalho.

(1REFCM/PROFESSOR)

Me sinto muito bem ao compartilhar conhecimentos com meus alunos e troca de experiência flui de forma positiva entre os profissionais da instituição. Enfim é uma escola que usa o trabalho de equipe para os melhores resultados.

(1CAJVA/PROFESSOR)

Há uma interação muita boa entre gestão alunos e professores.

(1RUPWCM/PROFESSOR)

Consigo realizar o que planejo, tenho uma boa relação com os alunos.

(1RUPWCM/PROFESSOR)

Gestão Democrática; Acompanhamento Pedagógico; Clima agradável entre os colegas de trabalho. (1RUPWCM/PROFESSOR)

Escola que há respeito dos alunos para com o os professores, com regras que são em grande parte compridas, além de uma excelente equipe de profissionais.

(1RUPWCM/PROFESSOR)

Escola me dar plenas condições de trabalho e autonomia. (1ITAN/PROFESSOR) A escola tem uma excelente equipe, desde o núcleo gestor aos auxiliares de serviços são comprometidos e responsáveis, fazendo com que o desempenho da equipe seja muito satisfatório. Tornando assim um ambiente muito agradável e acolhedor.

(1ITAN/PROFESSOR)

Fonte: da pesquisa.

De modo geral, destacam-se com principais pontos a gestão democrática, a proximidade e o apoio da gestão aos professores, autonomia e condições para ensinar, trabalho em grupo entre os professores e demais funcionários, disciplina dos alunos e respeito destes para com os profissionais da escola. Por outro lado, alguns pontos negativos também foram identificados.

Quadro 10 - Sobre a satisfação em lecionar naquela escola (justificativa negativa) Se exige muito e não há diferença no salário pelos resultados alcançados. Poderíamos ter um currículo mais flexível com mais Arte

Carga horária excessiva. Fonte: da pesquisa.

Por mais que os comentários negativos tenham sido mínimos, observa-se que estes se concentraram na confirmação das grandes exigências que essas escolas carregam,

tendo em vista a manutenção dos indicadores de desempenho, o que pode, de certo modo, acarretar o adoecimento do docente e o engessamento do currículo.

5.1.3 Alunos

Para caracterização dos alunos, 174 sujeitos participaram do preenchimento do questionário. Desse total, 27 participaram da entrevista. Eles foram questionados, principalmente, sobre os aspectos pessoais, sociais, financeiros e acadêmicos, tanto deles como do grupo familiar no qual estão inseridos. A primeira pergunta foi relacionada ao sexo que eles se identificavam. Observe.

Gráfico 33 - Sobre o sexo dos sujeitos (alunos)

Fonte: da pesquisa.

De modo intencional, o resultado dessa questão possui divisão igualitária, visto que há preocupação em selecionar ambos os sexos para participar da pesquisa.

Quanto a cor, grande maioria dos sujeitos se declararam pardos, 73,6%. Ainda, 19% se declararam brancos, preto foram 4%, amarelo apenas 2,3% e 0,6% disse não saber.

Gráfico 34 - Sobre a cor que os sujeitos se consideram (alunos)

Considerando a idade, por se tratar de alunos que estão do último ano do ensino médio, terceiro (3º), a grande maioria informou possuir 16, 17 e 18 anos – 7%, 72,4% e 21,3%, respectivamente – o que pode-se considerar como uma idade adequada à série. Porém, alguns deles disseram ter mais de 18 anos, 2,3%. É um valor baixo, mas que pode-se considerar como distorção série/idade. Observe no gráfico abaixo.

Gráfico 35 - Sobre a idade dos sujeitos (alunos)

Fonte: da pesquisa.

Os próximos questionamentos abrangem aspectos relacionados a escolarização dos alunos, considerando desde o primeiro ingresso à escola até a série atual.

Gráfico 36 - Sobre o período que ingressou na escola

Fonte: da pesquisa.

De acordo com a resposta dos sujeitos, a maioria deles ingressou à escola por meio da creche, na idade de 0 a 3 anos, 53,4% dos sujeitos. A outra maioria informou a pré- escola, na idade de 4 a 5 anos, 37,9% deles. E os demais se dividiram nas opções a partir do primeiro ano, ou não lembravam o período correto.