CHAPITRE 1 REVUE DE LITTÉRATURE
1.3 Comportement dynamique des sols
1.3.4 Facteurs d’influence sur le comportement dynamique d’un sol
1.3.4.2 État de contraintes
3.5.2.1 Os alunos do MEFQ
Participaram dessa investigação, ainda, cinco futuros professores, alunos do segundo ano do Mestrado em Ensino de Física e Química da Ulisboa, que frequentaram as unidades curriculares de Iniciação à Prática Profissional III e IV, no ano de 2014.
Dos 5 participantes, apenas 1 é do sexo masculino. As suas idades estão compreendidas entre os 29 e os 41 anos. No que respeita à formação acadêmica, 4 dos participantes têm licenciatura e 1 é doutorando. Um dos participantes não tem experiência profissional no ensino, enquanto os restantes possuem pouca experiência – entre 2 a 6 anos de serviço. Denominaremos os sujeitos de ME1, ME2, ME3, ME4 e ME541.
ME1 é do sexo masculino, tem 32 anos, cursou licenciatura em Química Tecnológica, lecionou durante 2 anos e entrou no mestrado em ensino por ser uma prerrogativa legal para ensinar. Sua principal dificuldade em cursar o mestrado é o pagamento das taxas, já que está sem emprego. Na iniciação à prática profissional conseguiu entender um novo modelo de formação, não mais pautado no
“tradicionalismo”, mas em especial nas novas estratégias de ensino. No que toca à
docência, não há muita perspectiva relacionada ao emprego, considerando a crise que tem assolado o país. A iniciação à prática profissional contribuiu para que continue sendo um investigador da própria prática.
Apesar de ter enfatizado a importância do domínio do conteúdo, sinaliza que, sem estar em sala de aula em contato com o aluno, o conteúdo perde o sentido. E esse contato com os alunos, mediado pelo professor e colegas de sala, modificou suas percepções iniciais sobre o ensino.
ME2 é do sexo feminino, tem 30 anos, já fez o Mestrado integrado em Engenharia Química e Bioquímica. Lecionou durante 6 anos (todos em escola privada de ensino profissional). Entrou no mestrado por ser obrigatório para continuar a exercer a profissão. Tem dificuldades em estar no mestrado e trabalhar. Chama atenção para a importância dos planejamentos e elaboração de tarefas.
ME3 é do sexo feminino, tem 30 anos, cursou o Mestrado integrado em ciências farmacêuticas e é a única do grupo que nunca lecionou. Entrou no mestrado por ser atraída pela profissão docente. O desemprego dos professores a desestimula a continuar no mestrado. Seu foco tem sido na aprendizagem de planificação e nas estratégias de ensino. Sua maior dificuldade reside na relação interpessoal. Estar na escola, em contato com os alunos, fá-la encarar essa limitação, assim como a faz pensar em estratégias para se aprimorar, como a imposição de voz. Tanto que um dos aspectos mais positivos da iniciação à prática pedagógica é o fato de ter conseguido se comunicar melhor.
ME4 é do sexo feminino, tem 40 anos e cursou o Doutoramento em Bioquímica. Leciona há 6 anos no Ensino Superior. Entrou no mestrado pela necessidade de obter a profissionalização para ensinar na Educação Básica. A carga horária e o volume de trabalho a desestimulam a continuar no mestrado. O que mais a estimula a continuar é a “interajuda entre os colegas”. Tem poucas expectativas de trabalho. Estar na escola a tem ajudado a sedimentar essas perspectivas.
ME5 é do sexto feminino, tem 42 anos e cursou o Mestrado em Engenharia Química. Leciona há 14 anos. Assim como ME4, entrou no mestrado pela necessidade de obter a profissionalização para ensinar na Educação Básica. Sente- se desestimulada ao estar no mestrado pela quantidade de trabalho e de disciplinas específicas42, mas a possibilidade de adquirir novas competências a estimula a continuar.
Assim como no PIBID, todos os futuros professores desenvolvem ações em escolas cooperantes, com professoras43 cooperantes.
3.5.2.2 As professoras cooperantes e as escolas
Para que cada mestrando possa desenvolver as atividades de investigação e as ações que são pressupostas pelas disciplinas IPP III e IPP IV é que já existem escolas conveniadas à Universidade de Lisboa, nas quais trabalham as professoras
42 Como em Portugal o professor que leciona Química é o mesmo que leciona Física, após a
licenciatura, o futuro professor deve cumprir as cadeiras de Química ou Física, complementando conceitualmente o que foi estudado na licenciatura.
cooperantes, que desenvolvem um trabalho junto à professora responsável pela componente curricular.
De acordo com o Decreto-lei n.º 43/2007, artigoº 19, os docentes das escolas cooperantes que colaboram na formação como orientadores, “são escolhidos pelo órgão legal e estatutariamente competente do estabelecimento de ensino superior, colhida a prévia anuência do próprio e a concordância da direção executiva da escola cooperante”.
No mesmo regime legal define-se que os professores cooperantes devem preencher, cumulativamente, os seguintes requisitos: “a) posse das competências adequadas às funções a desempenhar; e b) prática docente nas respetivas áreas curriculares ou disciplinas, nunca inferior a 5 anos” (DECRETO-LEI n.º 43/2007, art.19).
As professoras cooperantes atuam em escolas que são previamente selecionadas, as quais estão localizadas na região de Lisboa e da grande Lisboa, todas na zona urbana. As professoras dialogam com os mestrandos, possibilitando um trabalho reflexivo e ajudam na reconstrução das práticas. Ao final do curso, as professoras cooperantes juntam-se à professora responsável pela componente curricular IPP para que assim possam avaliar o trabalho desenvolvido pelos mestrandos, futuros professores.
3.5.2.3 A professora responsável pela IPP
A professora responsável por lecionar a Iniciação à Prática Profissional tem 35 anos, dos quais 5 são dedicados ao ensino superior. Tem como foco de interesse e de pesquisa o ensino por investigação. A professora orienta o trabalho final de todos os alunos de IPPIV. Valoriza a reflexão e as práticas colaborativas e considera o contato com a escola um rico momento para a análise das ações que são planejadas na universidade. Sua larga experiência em elaboração de atividades de investigação a faz especialista, fator que contribui decisivamente para a qualidade dos trabalhos desenvolvidos nas escolas.
Apresentados os contextos e sujeitos, vamos agora descrever de que forma recolhemos os dados que serão apresentados neste estudo.