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I. 8.5 .Précision :

III.3. La simulation du détecteur de proximité sous ISIS:

III.3.4. étage de commande :

Adiel Mittmann

1

Alckmar Luiz dos Santos

2

Emanoel C. Pires de Assis

3

Isabela Melim Borges Sandoval

4

Roberto Willrich

5

Introdução

O presente artigo constitui-se de um relato de pesquisa em desenvolvimento desde o ano de 2010 no Núcleo de Pesquisa em

1 Universidade Federal de Santa Catarina. Imeio: [email protected] 2 Universidade Federal de Santa Catarina. Imeio: [email protected] 3 Universidade Federal de Santa Catarina. Imeio: [email protected] 4 Universidade Federal de Santa Catarina. Imeio: [email protected] 5 Universidade Federal de Santa Catarina. Imeio: [email protected]

Informática, Literatura e Linguística (NuPILL/UFSC), em par- ceria com o Laboratório de Pesquisa em Sistemas de Distribui- ção (LAPESD/UFSC), através do projeto “Tratamento digital de obras literárias: ontologia de termos de teoria literária”, orien- tado pelo Prof. Dr. Alckmar Luiz dos Santos, que conta também com a coparticipação da Universidade Complutense de Madri. Partindo do princípio de que, por meio da Web Semântica, as on- tologias podem ser efetivamente construídas, constantemente atualizadas e utilizadas em meio digital, sendo muitas as van- tagens de se trabalhar com elas na educação, nos propusemos a criar e a testar a aplicabilidade de uma ferramenta baseada nesse princípio – o da ontologia – a qual chamamos de DLNotes, que aqui será introduzida.

Note-se, de início, que embora seja desnecessário pontuar a importância da web nos dias de hoje, tanto para a comunicação em geral quanto para a pesquisa, o termo ainda suscita controvérsias no que concerne ao seu significado. Criada com a função de, segun- do Renato Rocha Souza e Lídia Alvarenga, “oferecer interfaces mais amigáveis e intuitivas para a organização e o acesso ao crescente re- positório de documentos que se tornava a Internet” (2004, p. 134), o que se entende por web é, por vezes, erroneamente aludido como sinônimo de internet. Para esclarecer esse mal entendido, tomamos de empréstimo um conceito básico de internet fornecido por Rocha e Alvarenga. Para os autores, a internet se configurou inicialmente como “proposta de um sistema distribuído de comunicação entre computadores para possibilitar a troca de informações na época da Guerra Fria” (Ibidem). Logo, ter-se-ia na web não um equivalente, mas um predecessor criado a partir da internet, que acabou por crescer de forma descontrolada e que demandou – e ainda o faz – por soluções que resolvessem os problemas advindos desse cresci- mento. Conforme Rocha e Alvarenga:

Embora tenha sido projetada para possibilitar o fácil aces- so, intercâmbio e a recuperação de informações, a Web foi implementada de forma descentralizada e quase anárqui- ca; cresceu de maneira exponencial e caótica e se apresenta hoje como um imenso repositório de documentos que deixa muito a desejar quando o precisamos recuperar aquilo de que temos necessidade. Não há nenhuma estratégia abran- gente e satisfatória para a indexação dos documentos nela contidos, e a recuperação das informações, possível por meio dos “motores de busca” (search engines), é baseada primariamente em palavras-chave contidas no texto dos documentos originais, o que é muito pouco eficaz. A dificul- dade de determinar os contextos informacionais tem como consequência a impossibilidade de se identificar de forma precisa a atinência dos documentos. Além disso, a ênfase das tecnologias e linguagens atualmente utilizadas nas pá- ginas Web focaliza os aspectos de exibição e apresentação dos dados, de forma que a informação seja pobremente descrita e pouco passível de ser consumida por máquinas e seres humanos. É neste contexto que surge a proposta da Web Semântica. (2004, p.133)

Nesse cenário, a Web Semântica surge com a finalidade de enriquecer documentos com informações importantes e comple- mentares, contextualizando os dados com o propósito da inter- pretação pela máquina ser mais eficiente. Antes era possível o compartilhamento de documentos por meio da web, hoje, com a Web Semântica, que é uma extensão da própria web, é possível o compartilhamento e a reutilização de dados dos documentos. Os devidos lugares nessa relação entre web e Web Semântica são delimitados por Timothy Berners-Lee, um dos responsáveis pela criação da segunda, ao pontuar que “a Web Semântica não é uma Web separada, mas uma extensão da atual. Nela a in- formação é dada com um significado bem definido, permitin- do melhor interação entre os computadores e as pessoas” (apud

ROCHA & ALVARENGA, p.133). Tal eficiência se dá, especialmen- te, por meio de linguagens que permitem a descrição mais comple- xa dos dados, como a OWL6, além dos próprios mecanismos que

categorizam e descrevem dados, ou seja, as ontologias.

De origem grega, o termo ontologia, de acordo com Maurício Almeida e Marcello Bax, resulta da junção dos vocábulos:

[...] “ontos”, ser, e “logos”, palavra. O termo original é a pa- lavra aristotélica “categoria”, que pode ser usada para clas- sificar alguma coisa. Aristóteles apresenta categorias que servem de base para classificar qualquer entidade e intro- duz ainda o termo “differentia” para propriedades que dis- tinguem diferentes espécies do mesmo gênero. (2003, p. 3)

Ontologias são, conforme Tom Gruber, “uma especificação explícita de uma conceitualização” (apud CORAZZON, 2002, p. 1), em que “definições associam nomes de entidades no universo do discurso (por exemplo, classes, relações, funções, etc. com textos que descrevem o que os nomes significam e os axiomas formais que restringem a interpretação e o uso desses termos)” (Ibidem). Destarte, a ontologia é uma descrição de determinados conceitos e dos relacionamentos que podem existir entre eles. Junto a ela, com a finalidade de complementá-la, apresenta-se à guisa de con- ceito exposto a noção de conceituação, que “corresponde a uma coleção de objetos, conceitos e outras entidades que se assu- me existirem em um domínio e os relacionamentos entre eles” (GENESERETH & NILSSON, 1987, apud ALMEIDA & BAX, 2003, p.3). Configurar-se-ia, então, a conceitualização como a base de

6 Segundo Deborah L. McGuinness e Frank van Harmelen (2004), a Ontolo-

gy Web Language foi projetada para ser usada por aplicativos que necessitem processar os conteúdos das informações ao invés de simplesmente apresentar apenas a informação em si ao usuário (Tradução nossa).

um corpo de conhecimento formalmente representado, de acordo com Gruber (apud CORAZZON, 2002, p. 1), essencial à ontologia.

Frederico Freitas ressalta que uma ontologia não pode ser tratada apenas como uma hierarquia de conceitos, e sim como um conjunto de relações, restrições, axiomas, instâncias e vocabulá- rio (2005). É a partir das definições de Gruber e Freitas que se conclui ser uma ontologia, de forma mais específica, a descrição de um determinado domínio, o qual deve ser formal, comparti- lhado e formado por um conjunto de conceitos e regras que de- vem estar muito bem formalizadas. Para elaborá-las, portanto, “definem-se categorias para as coisas que existem em um mes- mo domínio” (SOWA, J. F., 1999, apud ALMEIDA & BAX, 2003, p. 8), que se estabelecerá por meio de uma linguagem específica, possibilidade esta que vem sendo explorada por meio do uso da Web Semântica.

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