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Élaboration du modèle: aspects théoriques

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Modélisation de la polycondensation en milieu dispersé

2 POSTCONDENSATION EN MILIEU DISPERSE

2.1 Élaboration du modèle: aspects théoriques

Participaram da pesquisa seis famílias compostas por crianças ou adolescentes10 surdos, usuários da Libras, e seus familiares ouvintes que estão em processo de aprendizado desta língua há pelo menos seis meses11.

Os sujeitos surdos estão matriculados em uma instituição de ensino pública que acolheu um Programa Inclusivo Bilíngue, desenvolvido em escolas polo de um município de médio porte no interior de São Paulo. Faz-se necessária uma breve contextualização desta proposta, visto que os sujeitos surdos participantes da pesquisa são usuários deste serviço, que se mostra diferenciado dos demais atendimentos educacionais ofertados no município em questão, e que contempla os princípios de uma Educação Bilíngue para surdos.

O referido Programa é desenvolvido pela Secretaria de Educação do Município em parceria com uma Instituição Pública de Ensino Superior e acontece em duas escolas: uma de Educação Infantil e outra de Ensino Fundamental e de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Esta proposta prevê para a Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental I e EJA salas multisseriadas com língua de instrução; Libras e atuação de professores bilíngues. Nos anos finais (Ensino Fundamental II), os alunos surdos estão incluídos em sala de aula regular com a presença de tradutores intérpretes de Libras/Língua Portuguesa e participam das aulas de Português como segunda língua com uma professora bilíngue. As escolas também contam com instrutores surdos, que promovem o ensino da Língua de Sinais como primeira língua para os alunos surdos, e como segunda língua para os demais segmentos da Unidade Escolar (alunos ouvintes, professores, funcionários e famílias).

Quando iniciado este Programa todos os alunos surdos foram transferidos de outras Instituições de Ensino, municipais ou estaduais, em épocas e seriações diferentes. Não conheciam a Libras e não tinham uma língua efetivamente constituída.

Estas Unidades Polo de Educação Inclusiva Bilíngue oferecem diariamente um espaço intitulado “Grupo de Famílias”, desde o ano de 2012 até os dias atuais, em que os familiares

10Assume-se aqui a classificação do Estatuto da Criança e do Adolescente (1990) que considera criança a pessoa

até doze anos incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.

11Estipulou-se este tempo, considerando um período mínimo para o desenvolvimento de um vocabulário básico,

conforme os critérios contemplados nas ementas das principais Instituições que ofertam a disciplina de Libras oferecidas nos Cursos de Licenciatura das diferentes Instituições de Ensino e nos Cursos de Libras de outros órgãos, como Associação de Surdos.

dos estudantes surdos podem aprender a Libras, trocar experiências, buscar informações e orientações. Este grupo é conduzido pela pesquisadora e o instrutor surdo da escola.

Os familiares ouvintes dos estudantes surdos frequentam, em sua maioria, este Grupo ou algum outro espaço (como Instituições Religiosas, Associação de Surdos, Universidades e Cursos de Libras oferecidos no município), de modo que estão em processo de aprendizado da Libras há pelo menos seis meses. Os participantes da pesquisa são descritos, em seguida, utilizando-se nomes fictícios, a fim de preservar suas identidades.

Os dados da caracterização, feita a seguir, sobre os sujeitos da pesquisa foram levantados com os próprios familiares durante o processo de coleta de dados.

Família Oliva: Compõem esta família um menino surdo e seus pais ouvintes. Participam da pesquisa o filho surdo de 10 anos de idade e sua mãe. Ele está em fase de aquisição e desenvolvimento da Libras desde que foi matriculado na Escola Inclusiva Bilíngue de Educação para Surdos em 2013. Comunica-se com mais frequência pela Libras e apresenta também desenvolvimento de oralidade. Sua mãe, desde então, está envolvida com o aprendizado da Libras no Grupo de Famílias, no entanto, mostrou-se mais assídua a partir do ano de 2017.

Família Perez: é constituída por um sujeito surdo, do sexo masculino, de 14 anos e sua avó ouvinte. Ambos participaram da pesquisa, residem juntos e estão em processo de aquisição e desenvolvimento da Libras desde 2011, quando o garoto foi matriculado na Escola Bilíngue Inclusiva de Educação para Surdos. Ele comunica-se essencialmente pela Libras e ainda apresenta déficit cognitivo decorrente da meningite. A avó é responsável legal do sujeito surdo, participa do Grupo de Famílias com assiduidade e frequenta cursos de Libras em dois outros locais: Instituição Religiosa e Universidade.

Família Ferraz: é formada por um adolescente surdo de 14 anos e sua avó, os quais aceitaram participar da pesquisa. Residem juntos e estão em processo de aquisição e desenvolvimento da Libras desde 2011, quando garoto foi matriculado na Escola Bilíngue Inclusiva de Educação para Surdos. Ele comunica-se essencialmente pela Libras. Também neste caso a avó é responsável legal pelo sujeito surdo e participa com assiduidade do Grupo de Famílias oferecido pela escola.

Família Aquiles: é composta por uma menina surda adotiva (9 anos), sua irmã mais velha e seus pais. Participaram da pesquisa a mãe, a irmã e a criança surda. Esta comunica-se com mais frequência pela Libras e também faz uso da oralidade. Iniciou a aquisição da Libras

em março de 2017 quando foi matriculada na Escola Bilíngue Inclusiva de Educação para Surdos. Desde então, sua mãe e irmã têm se envolvido no aprendizado da Libras de modo sistemático no Grupo de Famílias e, neste ano, a mãe também iniciou um curso de Libras em uma Universidade.

Família Sande: constitui esta família um garoto surdo (7 anos), sua mãe e duas irmãs menores. Foram participantes da pesquisa, a mãe e o menino surdo. Ele se comunica com mais frequência pela Libras, também faz uso da oralidade e do Implante Coclear. Sua mãe está envolvida com o aprendizado da Libras no Grupo de Famílias, com pouca assiduidade, sendo a criança inserida na Escola Bilíngue Inclusiva de Educação para Surdos em 2016.

Família Morete: esta família é formada por uma jovem surda com 15 anos de idade, sua mãe, padrasto e irmão menor. Participaram da pesquisa a mãe e a garota surda. Ela se comunica com mais frequência pela Libras, mas também utiliza o recurso da oralidade. Está na Escola Bilíngue Inclusiva de Educação para Surdos desde 2012, quando sua mãe também iniciou o aprendizado da língua com sistematicidade no Grupo de Famílias, no entanto, atualmente, tem sido pouco assídua neste processo.

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