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Temperature °CPression (b) Temperature °CPression (b)Temperature °CPression (b) P/Patm P/Patm

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Texte intégral

(1)

A torrefação como pré-condicionamento da

biomassa para a gaseificação

Estado da arte

(2)

2 Torrefação da biomassa: sumário

• Contexto / Problemática / histórico da torrefação • Composição da biomassa

• Os mecanismos reacionais

• friabilidade e moagem da madeira torrificada • O projeto Torbigap

(3)

3 Contexto

• Contexto internacional de tensão sobre as energias fósseis,

• sensibilização às alterações climáticas ligadas à emissão de gases de efeito estufa,

• limitações dos biocombustíveis de primeira geração:

– limitações ambientais : poluição, índice energético baixo (~1 etanol; ~2 óleos) , fatores sociais,…

– limitação quantitativa: disponibilidade da biomassa limitada

Desenvolvimento de biocombustíveis de 2ª geração

Índice energético: 3 Î 5 (com energia externa). Maximização do uso da biomassa

(4)

4 Contexto

A via termoquímica e as finalidades

Colheita / Transporte Pré-Tratamento 50-600°C Gaseificação 700-1400°C Ar /O2 / H2O Limpeza e condicionamento do gás:

CO2, H2O, CH4, hidrocarbonetos leves, alcatrão, inorgânicos

BIOMASSA C6H9O4

• Turbinas a gás

• células a combustível

Gas de síntese CO, H2

Ajuste do equilíbrio H2/CO

Co-geração eletricidade e calor Síntese de biocombustíveis Diesel Fischer-Tropsch (-CH2-)n Metanol (CH 3OH) DME (C2H6O) Hidrogênio SNG (CH4) líquidos gasosos Secagem Torrefação Pirólise

(5)

5

Reator com leito

fluidizado Reator com injeçãomista

1200-1500°C 5-80 bars >1000 °C.s-1 <0,2 mm H2O+O2 Alguns segundos Alguns segundos Pressão 1-20 bars Gás reativo H2O, O2 Tempo de permanência do sólido Alguns minutos Tempo de permanência do gás Alguns segundos Faixa de temperatura 800-1000°C Taxa de aquecimento >500 °C.s-1 granulometria 1-30 mm Contexto

(6)

6

• Os reatores com injeção mista (RFE) : tecnologia promissora para a gaseificação da biomassa de grande porte

• Precisa de uma alimentação em produtos com baixa granulometria (<0,2mm)

• Moer diretamente a biomassa é possível mas com gastos energéticos muito altos

Problemática

Solução possível : a torrefação

• A torrefação não é um processo novo e já é objeto de intensas pesquisas científicas há muitas décadas.

• Inicialmente prevista para produzir um substituto ao carvão vegetal

• 1985-1990 : Pesquisas orientadas para a produção de madeira para uso na construção • 2000-Hoje : Volta para fins energéticos

(7)

7 Definição

• tratamento térmico se efetua em um intervalo de temperatura entre 200 e 300°C sem O2

• Madeira torrificada = produto intermediário entre a madeira seca e o carvão

Transformação T (°C) Taxa de

aquecimento Produtos Reatores

75% líquido 10-15% sólido 10-15% gás Leito fluidizado, rosca dobra Forno rotativo ? 30% gás 30%líquido 30%sólido 80% sólido 20% gás+líquido >1000°C.s-1 5-100 °C.min-1 5-10 °C.min-1 500 400-500 200-300 Interes

Pirólise rápida Produção de um líquido facilmente

carregável e injetável

Pirólise lenta

Transformações bem controladas

Torrefação Moagem fina do sólido facilitada

(8)

8 Definição

Evolução dos parâmetros durante a torrefação (Bergman, 2005) Temperatura Umidade Rendimento gravimétrico Energia de aquecimento

(9)

9 Torrefação da biomassa

Objetivos da torrefação (madeira - energia) :

• Produzir um combustível com as características físicas,

mecânicas e energéticas adaptadas ao gaseificadores de arraste • Redução do custo de moagem, aumentando a friabilidade

Gargalos técnicos :

• Reprodutibilidade do tratamento

• Homogeneidade do tratamento em toda a carga de biomassa • Dificuldade de garantir um ganho nas propriedades desejadas

ª Estudos fundamentais ainda necessários para definir os

(10)

10

Fenômenos físico-químicos dos componentes lignocelulósicos durante o tratamento térmico (Bergman, 2005)

Fenômenos reacionais

A pirólise é um processo

complexo com reações endo. e exotérmicas

• A zona (A) = fase de secagem

• Quando T ↑, as reações mudam para as zonas (C) e (D) = fase de

depolimerização/reconden sação e

devolatilização/carboniza ção

• Zona (E) = intensa devolatilização

(11)

11 Perda de massa com ATG de Celulose, Hemicelulose, Lignina =madeira Composição da biomassa – perdas de massa

Shafizadeh, 1971

Os estudos mostram que a

decomposição

térmica da madeira será

controloda pela

reação mais lenta

, a degradação da

celulose

.

Reatividade

Perda de massa com ATG de Fagus em atmosfera neutra (Rousset, 2004)

(12)

12 Composição da biomassa – propriedades mecânicas

Degradação e re-estruturação das macromoléculas durante o tratamento térmico (DMA)

(13)

13

Duas abordagens diferentes :

1. Descrever o comportamento global da madeira a partir da evolução dos principais componentes segundo a equação :

madeira = % celulose + % lignina + % hemiceluloses

2. Classificar os produtos da degradação da biomassa considerada como um elemento homogêneo somente, em produtos não condensáveis (gás), condensáveis (líquido) e sólidos (carvão)

Modelagem das reações

BIOMASSA Carvão + CO2 + H2O Liquide Gás (CO + H2 + CH4) Gás (CO + H2 + CH4) K3 K2 K1 Calor K4 E1 < E2 < E3 BIOMASSA Carvão + CO2 + H2O Liquide Gás (CO + H2 + CH4) Gás (CO + H2 + CH4) K3 K2 K1 Calor K4 E1 < E2 < E3

(14)

14 Modelagem das reações

Uma descrição detalhada dos fenômenos é necessária

• Existem poucos trabalhos na modelagem da torrefação da biomassa e com

resultados parcialmente encorajadores

• Geralmente, esses modelos não permitem uma descrição detalhada dos

mecanismos reacionais

• Levar em conta os mecanismos físicos e químicos : modelo de Rousset (2006) a partir de um modelo de secagem TransPore (Perré, 1997)

Exotermicidade das reaçoes 2 picos de pressão : vaporização e devolatilização Exotermicidade das reações

Temperaturas e pressões simuladas com e sem as reações químicas.

Espessura = 50mm ; Umidade = 12%. (Rousset, 2006) 0 50 100 150 200 250 0 5000 10000 15000 200000 1 2 3 4 5 T em per at ur e ° C P ressi on ( b)

3èmepic de pression

(réactions chimiques) T.centre

1erpic de pression

(vaporisation de l’eau) 2èmepic de pression

(Vaporisation brutale de l’eau liquide

+ dilatation du mélange gazeux)

0 1 2 3 4 5 6 P/Pa tm 0 50 100 150 200 250 0 5000 10000 15000 200000 1 2 3 4 5 T em per at ur e ° C P ressi on ( b)

3èmepic de pression

(réactions chimiques) T.centre

1erpic de pression

(vaporisation de l’eau) 2èmepic de pression

(Vaporisation brutale de l’eau liquide

+ dilatation du mélange gazeux)

0 1 2 3 4 5 6 0 50 100 150 200 250 0 5000 10000 15000 200000 1 2 3 4 5 T em per at ur e ° C P ressi on ( b)

3èmepic de pression

(réactions chimiques) T.centre

1erpic de pression

(vaporisation de l’eau) 2èmepic de pression

(Vaporisation brutale de l’eau liquide

+ dilatation du mélange gazeux)

0 1 2 3 4 5 6

P/Pa

(15)

15 Produtos da torrefação

Resíduo sólido

(Prins, 2006) charbons Bois bruts Bois torréfiés

Diagrama para diferentes biomassas e produtos não lignosos

• Emissões de O e H > as emissões de C durante as reações

• H/C e O/C qd t°

(Bergman, 2005)

(16)

16 Produtos da torrefação

Os condensáveis

eau Acide acétique

Massa de condensáveis com t°

(17)

17 Produtos da torrefação

Os incondensáveis

Essencialmente CO2

Massa dos incondensáveis com temperatura

(Bergman, 2005)

CO

2

(18)

18 Poder calorífico

Ganhos percentuais em Poder Calorífico Superior e Carbono Fixo da madeira, de Eucalyptus grandis sob três tratamentos Densidade energética da madeira de Eucalyptus grandis sob três tratamentos térmicos. (Rodrigues, 2009)

(19)

19 Rendimento calorífico

+

- Poder calorífico ≈ constante entre 15min e 2h

- Diminuição importante do rendimento calorífico a 280°C

Ganho na friabilidade?

(20)

20 Morfologia da madeira torrificada

não torrificada

Torrificada 30min, 240°C

- Desaparecimento do aspecto « fibroso » após a torrefação → facilita a fluidização

- Comprimento das partículas (diâmetro ≈ ct) quando t° e t(h) Madeira bruta : Ruptura na direção das fibras Madeia torrificada: Ligações fragilizadas ª Ruptura das fibras ª formas mais tetraédricas

(21)

21 Moagem da madeira torrificada

• Não existe normas

• Geralmente medido pelo ensaio de compressão : ruptura da fibra em função da carga

(Phuong, 2007)

Fragilidade com t° e tempo

fragil ité

(22)

Moagem da madeira torrificada

Consumo energético versus a granulometria (Bergman, 2005)

• Redução importante do consumo quando a biomassa está tratada

• Redução varia numa faixa de 70 a 90%

• Grande similaridade da

biomassa tratada com coque • Consumo função da

granulometria: C D

(23)

Moagem da madeira torrificada

Consommation énergétique pour le broyage de lots de hêtre et d’épicéa torréfiés à différentes températures (tiré de Repellin et al., 2008)

(24)

24 Granulometria da madeira torrificada

T torréfaction = 240°C 0 10 20 30 40 50 60 70 80 >42 5µ 4 25- 150 µ 1 50-7 5µ <75µ Taille de s par tic ule s

% ma s s iq u e No n to rréfié 1 /4 h eure 1 /2 h eure 1 h eure 2 h eure s 3 h eure s

Temps de séjour = 3 h eu res

0 1 0 2 0 3 0 4 0 5 0 6 0 7 0 8 0 >4 25µ 42 5-15 0µ 1 50 -75µ <75 µ Taille de s par ticule s

% ma s s iq u e

Non torré fié 240 ° C 260 ° C 280 ° C

(Arias, 2008)

Após a moagem e peneiração, a madeira torrificada

(25)
(26)

Obrigado pela atenção

Dr Patrick Rousset

Références

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