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Sœur Marie Xavier a pris l’avion pour la première fois de sa vie. Son cœur battait, bien sûr, un peu plus vite que d ’habitude. Cependant, confiante en la Providence, qui finit toujours p ar ar ranger les choses, elle s’en est tirée mieux q u ’elle n ’espérait:
U n bureau de voyages autorisé à préparer les voyages Swissair (que l’on désigne sous le nom d ’agence de voyages IATA) lui a envoyé son billet a u secrétariat de la mission. E t en suite, en somme, to u t a marché comme sur des roulettes. Les heures de présentation au terminus en ville et à l’aéroport figuraient sur la couverture du billet. Sœur M arie se présenta donc au terminus en ville et prit le bus po u r se rendre à l’aéroport.
A l’aéroport, elle se dirigea vers un des comptoirs et tendit son billet à un employé de Swissair, qui, après avoir pesé son bagage, lui remit la carte verte d ’embarquement.
Son bagage, déposé sur un tapis roulant, disparut dans la coulisse (elle ne devait pas le revoir avant son arrivée à destination). Q uant à son bagage à main, on y attacha une étiquette rouge.
Elle em prunta ensuite u n escalier roulant qui la conduisit à l’entrée de la salle d ’attente, où sa carte d ’em barquem ent ainsi que son passeport furent contrôlés. Passé ce contrôle, elle se trouva en face d ’un grand tableau indi
quant notam m ent les numéros de vol, les destinations, les heures de départ et les num éros des satellites.
Aucune difficulté: SR voulait dire Swissair, 302 était le num éro du vol à destination de Bombay, 6 le num éro d u satellite de départ.
P o u r gagner le satellite, sœur Marie descendit d ’abord dans le couloir principal et se confia à un long tapis ro u
lant. A la sortie d u tapis roulant, une flèche lumineuse lui indiqua où se trouvait le satelüte N ° 6.
L ’avion stationnait près d ’unedes portes,et quand le m o m ent de l’embarquement fut venu, des feux verts cli gnotants appelèrent sœur Marie vers la sortie
q u ’elledevait prendre pour atteindre l’avion. Simultanément, les mêmes indications étai
ent communiquées p ar haut-parleur. Avec les autres passagers, elle m onta à l’échelle de coupée, et on lui désigna sa place, à gauche dans la douzième rangée - c’était, jugez u n peu, une place près de la fenêtre. L ’hôtesse lui m ontra comment attacher sa ceinture, et le dé
p art eut lieu beaucoup plus rapide m ent,ensom m e,qu’elle nel’imaginait.
A peine l’avion avait-il décollé, que le premier verre de jus d ’orange était
déjà devant elle.
E t dire q u ’il y a des gens qui pré tendent que l’avion est u ne chose
compliquée !
(Sœur Marie Xavier, Swissair vous souhaite un vol agréable.)
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Nos collab orate urs P i e r r e B é g u i n H u g o B e s s e S . C o r i n n a B i l l e R e n é - P i e r r e B i l l e E m i l e B i o l l a y S o l a n g e B r i g a n t i M a u r i c e C h a p p a z G i l b e r t e F a v r e J e a n F o l l o n i e r A n d r é G u e x D r I g n a c e M a r i é t a n P a u l M a r t i n e t M a r c e l M i c h e l e t B e r n a r d M i c h e l o u d P i e r r e t t e M i c h e l o u d E d o u a r d M o r a n d J e a n Q u i n o d o z P a s c a l T h u r r e M a r c o V o l k e n M a u r i c e Z e r m a t t e n G a b y Z r y d S e c r é t a i r e d e r é d a c t i o n : A m a n d B o c h a t a y C o l l a b o r a t e u r - p h o t o g r a p h e : O s w a l d R u p p e n
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T él. 025 / 2 23 09 T reize E toiles B . O . Le m a tc h Passé-P résent S u rvivances sarrasines E in G e sp räch m it P ie rre Im hasly R e n c o n tr e de deu x écrivains A p ro p o s des « Filles surgelées » P ie rre Loye, P r ix de la Ville de Sion P o tin s valaisans B ridge Ils o n t choisi le Valais
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L e ttr e d u L ém an Plus en b e au té q u e jamais Ski en liberté L ’a v io n e t la m o n ta g n e U n m ois en Valais Flash éco n o m iq u e e t fin an cier U n s ere K u r o r t e m elden Le liv re d u mois D e la n o u r r i tu r e des Valaisans . N o t r e c o u v e r t u r e . L e c o u v e n t d e s c a p u c i n s , à S i o n P h o t o s A r b e l l a y , D a r b e l l a y , K e r n , K e r n e n , R a s t , R u p p e n , S c h m i d , T h u r r e , V a l p r e s s e
«Treize Etoiles»
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«Treize Etoiles» n’a pas l’ambition de présenter
une image du Valais complète, équilibrée avec
soin, ou le H aut et le Bas, l'art et l’économie, la
tradition et le progrès aient leur place mesurée
au millimètre, selon des critères statistiques très,
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vivre avec le pays, participer en toute liberté à
ce qui s’y passe, choisir, contester, applaudir sans
règles imposées.
Vivre c’est avancer ! Nous respectons le passé,
mais sans complaisance. N ’est pas vénérable tout
ce qui est vieux, ni exemplaire tout ce qui est
vénérable. «Treize Etoiles» ne pleure pas le bon
vieux temps, n’est pas un catalogue de musée.
Vivre c’est avancer ! Mais pas n importe com
ment, n’importe où. Une certaine normalisation
à l’américaine de nos vies et de notre pensée, une
certaine banalisation de nos rêves d’avenir équi
valent à un amoindrissement de personnalité.
C ’est plus grave que l’abandon du toit à deux
pans ou la disparition du mulet. Le Valais ne peut
pas se suffire de modèles à imiter. Pour demeurer
lui-même, il doit aussi travailler à Vépanouisse
ment d ’une culture proprement valaisanne de
l’intelligence et de la beauté.
«Treize Etoiles» s’attache à nourrir ce m ouvem ent
vers le haut sans lequel l’homme demeure trop (~
petit, la civilisation incomplète.
Bojen O lsom m er n ’est plus rédacteur en chef
de «T reize Etoiles », à n o tre très grand regret.
Il a donné à la revue son style et sa classe.
Il en a fait une fierté du Valais.
A rtiste, avec une p art de sang slave sombre
et chaud, il créait des résonances, ou v ra it à
l’esprit les lointains inimaginés, to u ch a it au
cœ ur.
Exigeant, il reprenait, ra tu rait, lam inait ses
textes jusqu’à la plus lumineuse simplicité.
Il choisissait longuem ent la p h o to qui p ro lo n
gerait mieux les mots.
Il se d o nnait v raim ent à « Treize Etoiles ».
B. O. m ’a dit : « N ’écrivez rien sur moi. »
D ’accord, seulement ce petit rien pour lui dire
que nous espérons son retour.
F. C arruzzo.
Le match Passé-Présent
A lire les articles qu ’il a suscités,
on a l’impression que le « Match
Valais-Judée », de Maurice Chap-
paz, a divisé le Valais en deux
camps : les partisans du passé et les
partisans du présent. Loin de moi
la pensée de me faire le supporter
des uns ou des autres. J ’aurais plu
t ô t envie de renvoyer les deux équi
pes au vestiaire.
Oui, le Valais d ’autrefois, c’était
quelqu’un. E t quelqu’un de bien. U n
« m onsieur », intelligent et riche.
C om paré aux grandes cités, il était
pauvre. Mais, com paré aux pays
d o n t l’économie était essentielle
m en t agricole, il vivait dans l’opu
lence grâce à ses ressources (un
cheptel plus nom breux q u ’aujour
d ’hui), au service mercenaire et à
sa faible population (60 000 habi
tants en 1810).
Ce n ’est pas un peuple d’abrutis,
ni un peuple de miséreux qui s’est
offert la plus vaste dem eure sei
gneuriale de la Suisse : le palais
Stockalper, à Brigue (XVIIe siècle),
et, au cours de tous les siècles, tan t
de sanctuaires d o n t la beauté le dis
pute à la richesse et qui tém oignent
de tous les styles, de l’église rom ane
de S ain t-P ie rre -d e-C lag e s (fin du
X Ie siècle et début du X IIe) à la cha
pelle de Saas-Balen (époque napo
léonienne), en passant p ar toutes les
variétés du gothique, du style R e
naissance et du baroque. O n connaît
les églises et les chapelles de la val
lée de Conches, mais songe-t-on au
p etit nom bre des paysans p o u r qui
elles fu ren t construites ? Sion, la
« capitale » du Valais, n ’avait guère
que 2500 habitants quand elle est
devenue suisse, en 1815 ; et, à p art
Saint-Maurice, toutes les « villes »
valaisannes n ’étaient encore que de
petits villages.
Et, cependant, on tro u v a it déjà
p a r to u t des demeures patriciennes
et des édifices publics imposants.
L’H ô te l de Ville de Sion date du
X V IIe siècle, la Maison de la Pierre,
à Saint-Maurice, du X V IIIe, ainsi
que le M anoir de M artigny. Q u ’on
veuille bien prendre la peine de
consulter à ce sujet, p o u r n ’im porte
quelle localité, l’excellent « Guide
artistique du Valais » dû à M. A n
dré D o n n e t : les dates y sont aussi
éloquentes que précises.
E t p o u r m ener à bien leurs coû
teuses entreprises, nos pères n ’o n t
jamais hésité à faire venir de l’étran
ger artistes et artisans au ta n t que
cela était nécessaire. Les Italiens o n t
M a i s o n d e l a P i e r r e , à S a i n t - M a u r i c e ( X V I I I e s i è c l e )
travaillé la pierre. L ’Allemagne en
voyait ses charpentiers et ses me
nuisiers, la Suisse ses horlogers
(l’horloge de l’H ô tel de Ville de
Sion, œ uvre du Saint-Gallois Spoeth,
date de 1667), la France ses fe rro n
niers (grille du c h œ u r de l’église
du Châble). O n n ’en finirait pas de
citer les peintres, les sculpteurs, les
orfèvres étrangers qui o n t laissé en
Va'lais des œuvres de grande valeur...
et q u ’il fallait payer.
Certes, la plaine du R hône n ’était
pas cultivée. C ’était un luxe obli
gatoire, à cause de la malaria et des
inondations, mais un luxe sportif,
paradis des chasseurs et des pê
cheurs. O r la chasse était de beau
coup le sport le plus im p o rta n t du
temps. A l’époque du départem ent
du Simplon, les Français in tro d u i
sirent le vaccin contre la variole.
O n continua après leur départ. La
m ortalité infantile baissa brusque
m ent et l’am élioration générale des
conditions d ’hygiène provoqua au
X IX e siècle une poussée dém ogra
phique qui exigeait une expansion
économique. De plus, la révolution
parisienne de 1830, en m e tta n t fin
au service mercenaire, enleva du
même coup au Valais les ressources
de cette espèce de tourism e à l’en
vers, qui co m p o rta it parfois de
réels dangers, mais qui rapportait
gros.
Il fallut inventer du neuf. O n le
fit. Ce fu t le com m encem ent des
grands travaux, ce fu ren t les
mières usines. O n endigua le R h ô
ne, on construisit les voies ferrées.
Mais la m ain-d’œ uvre devenue sur
abondante était mal payée. Les usi
nes ne pouvaient pas absorber tous
les bras disponibles. O n émigra
beaucoup, et jusqu’au Brésil. Mal
gré tout, la dure pauvreté s’instal
lait et l’art se raréfiait, sans dispa
raître to u t à fait cependant, grâce
à l’Eglise, qui restait riche. A Sion,
les Ursulines construisent en 1838,
à la place de la Planta, leur beau
couvent, devenu depuis le palais du
gouvernem ent. Les deux années sui
vantes virent la construction de
l’évêché actuel. U n jésuite fu t l’ar
chitecte du grand séminaire, édifié
en 1874. O n planta un peu p arto u t
des églises, qui n ’o n t malheureuse
m en t pas la richesse artistique de
celles de jadis. C itons celle de Mas-
songex (1820), celle de M onthey
(1851), celle d’A yent (1862).
Les maisons de m aître que l’on
bâtit ne sont plus patriciennes :
c’est à peine si, à Sion, l’une ou
l’autre présente quelque intérêt
esthétique. Les édifices les plus cu
rieux, parce q u ’ils sont nouveaux,
sont le casino de Saxon et celui de
Sion, aujourd’hui salle des pas per
dus du G rand Conseil. Ils ne sont
que les témoins d ’un temps un peu
fou, ou mêm e la Banque cantonale
trouve le m oyen de faire faillite, où
l’Etat, qui m anque d ’argent, éprou
ve le besoin curieux de faire venir
de Fribourg la pierre taillée desti
née au nouveau collège de Sion !...
Etait-il si nécessaire d’abriter collé
giens et professeurs dans une roche
qui s’appelle la mollasse ? Il faut
croire q u ’on idolâtrait Fribourg. En
revanche, on boudait la Suisse p ro
testante, coupable d’avoir gagné la
guerre du Sonderbund. Q uand Sion
a besoin d ’un horloger p o u r don
ner un nouveau mécanisme à son
horloge astronom ique, elle va le
chercher à M orez (France).
A u total, le Valais du X IX e siècle
n ’est pas un pays sclérosé, c’est un
Far West, où la politique se fait à
coups de fusil (com bat du Trient),
où les trois quarts des affaires sont
des coups de Jarnac. Pays vivant,
truculent, h au t en couleurs, pauvre
si l’on veut, mais depuis peu, et pas
p o u r longtemps.
Emile Biollay.
M o b i l i e r d e l a m a i s o n d e R i e d m a t t e n , à S i o n
P l a f o n d d e l a m a i s o n d u b a r o n d e W e r r a ( a u j o u r d ’ h u i Z e n - R u f f i n e n e t L o r e t a n ) , ^ L o è c h e - V i l l e ^
Survivances sarrasines
Beaucoup de mystères p lan e n t encore sur l’occupation du Valais p a r les Arabes. P o u r tant, c’est un fait qui domine le X ” siècle chrétien. Les grandes lignes, ou p lu tô t les jalons, en sont les suivants :
La base d ’où sont parties les attaques est constituée p a r une chaîne de forteresses situées dans une localité que les chroni queurs du M oyen-Age appellent Fraxine- tu m ou Frassinet. Il semble q u ’il faille l’identifier avec une petite ville du d é p ar tem ent du V a r pendue sur les flancs d ’un massif des Maures et d o m in an t de la sorte le golfe de Saint-T ropez. O n l’appelle de nos jours G ard e-F rein e t et ses environs sont hérissés de vestiges mauresques.
L ’occupation de G ard e-F rein e t eut lieu en 889. D e là, les Arabes ra y o n n ère n t sur l’Italie du N o r d et la France du Sud. La L om bardie, le Piém ont, Gênes et la Ligurie reçurent leurs visites ; N ice et les Alpes maritim es, la côte des M aures et la côte d ’Azur, Toulon, Marseille, Aix, Arles, A v i gnon, Grenoble, le D au p h in é, et la Savoie aussi.
U ne fois sur les Alpes, les Arabes p riren t soin d ’en occuper tous les cols im portants et les lieux de passage connus. En peu d ’années, les crêtes et les sommets furent caparaçonnés de fortifications et de châ teaux, outre que les forêts et les montagnes assuraient une pro tectio n plus qu ’efficace aux entreprises de conquête, et que les ports, soumis au contrôle des Arabes, leur p erm e ttaien t de recevoir continuellem ent des re nforts envoyés des royaumes d ’E sp a gne et d ’A frique. Il est vrai aussi que les seigneurs locaux, toujours en proie aux lu t tes intestines, les associaient volontiers à leurs querelles et recherchaient leur alliance les uns contre les autres aux prix les plus élevés.
E n 906, les Arabes p a rco u ra ie n t les A l pes ; en 921, ils p ren aien t position sur le M o n t-J o u x (le G ran d -S ain t-B ern ard ). En 940, ils étaient à Saint-M aurice. En quel ques années, de M a rtig n y à Brigue et de Sierre au M o n t-C erv in , ils avaient réussi à s’in tro d u ire dans toutes les vallées et les riantes cités de la région.
D u Valais, les Arabes se ren d iren t dans le Pays de V aud. C hillon fut conquis. Leur présence est signalée également dans les Grisons. Ils m etten t la m ain sur Disentis et sur les trésors de la cathédrale de Coire ; ils passent à S aint-G all et la célèbre ab baye eut à les co nnaître ; ils poussent leur raid jusqu’au lac de Constance. D u côté de C hillon et de T ry p h o n , ils ten te n t d ’arriver jusqu’aux frontières de la R épublique de Genève. E nfin, ils p é nètrent dans la région du Jura.
L ’em pereur d ’Allem agne O th o n le G ra n d pensa m ettre fin à l’occupation armée des Arabes en en v o y an t une ambassade amicale au calife de C ordoue. Le résultat fut
q u ’O th o n reçut des Musulmans force ca deaux de choix, lions, éléphants, singes, autruches et précieuses étoffes.
Vers 943, le roi Hugues d ’Italie, devenu p o u r un m om ent comte de Provence, v o u lut à son to u r s’assurer une victoire sur les A rabes en faisant la conquête de leurs bases redoutables à G ard e-F rein et, les coupant ainsi de leurs com m unications avec la M é diterranée ; à cette fin, il sollicita l’appui de son beau-frère l’em pereur de Byzance, R om ain Lécapène. D otée des moyens de destruction les plus redoutables et n o tam m ent du feu grégeois, la flotte grecque a rri v a sans encombre à S ain t-T ro p ez et lança une violente offensive contre G arde-F rei- net. Sur ces entrefaites, le roi Hugues a p p rit que son riv al au trône d ’Italie, Béran- ger, a v ait quitté l’Allem agne où il s’était réfugié et se p r é p a ra it à v e n ir en Italie lui a rrach er sa couronne de la tête ; Hugues n ’eut alors de considération que p our sa p ro p re sécurité. I l congédia la flotte grec que, s’allia avec les chefs arabes, reconnut leur souveraineté sur les cols et les passa ges des Alpes et leur laissa les mains libres sur toutes les contrées alen to u r à la seule condition d ’empêcher son riv al Béranger de m ettre p ied en Italie.
E n Valais, les Arabes en trep ren aien t des actions de plus en plus audacieuses. La plus célèbre d’entre toutes, qui m arq u a une
d ate dans les annales de l’O ccident, fu t la capture à Orsières, en 9'72, de saint M ayeul, abbé de C luny. Je pense aussi que cet évé nement allait faire entrer la ravissante sta tion valaisanne p our la première fois dans l’histoire. L’o rd re de C lu n y régnait alors sur l’E urope. Ses abbés conseillaient les rois, in fo rm aien t les papes, réfo rm a ien t la p e n sée, disciplinaient les arts, réchauffaient la foi, encourageaient les Croisades et assu raient l ’unité spirituelle du continent.
D onc l’abbé de C lu n y rev en ait de Pavie, suivi d’une foule considérable de pèlerins qui l’a tte n d aie n t p o u r av an c er dans les défilés sous sa protection. Les Arabes les aperçu ren t et un com bat s’engagea qui se term ina p a r la fuite d ’une p a rtie des pèle rins et p a r la capture de l’abbé et de son escorte assez nombreuse. C o n d u it dans un lieu sûr, M ayeul ne ta r d a pas à engager de longues conversations avec ses ravis seurs. Il leur a p p rit ainsi q u ’il était abbé d’un riche m onastère qui a v ait sous sa dépendance des biens et des terres consi dérables, ce qui déterm ina les vainqueurs, comme cela était d ’usage en ces temps-là, à réclam er sa rançon, une rançon qu ’ils fixèrent assez raisonnablement, compte tenu des pratiques alors en vigueur e t de la fo rtu n e de C luny, à mille livres d’argent.
La prise de M ayeul eut un retentissement énorme dans toute l’Europe. U ne nouvelle
Croisade fu t organisée qui a v ait à sa tête G uillaum e I or, comte de Provence et d ’A r les. A vec des forces imposantes et de beau coup supérieures à celles d o n t disposaient les Arabes, il les a tta q u a de toutes parts. En 975, les forteresses de G ard e-F rein et succombèrent à la suite de rencontres m eu r trières où des deux côtés l’on fit preuve d ’un courage singulier. O n tro u v a dans les demeures des Arabes des richesses et des trésors immenses d o n t G uillaum e et ses c om battants s’em parèrent. U n e foule de barons, de nombreuses abbayes, églises et fondations reçurent également une p a r t du b utin en guise de dédomm agem ent.
Tels sont les faits. O n v o it que les A r a bes ne fondèrent pas en Valais et dans les territoires avoisinants des royaumes pros pères, une civilisation durable, comme cela est arrivé en Espagne, au P o rtu g al ou en Sicile. D ans l’univers des Alpes, ils préfé raient effectuer des ascensions fructueuses, ou se con ten taien t d’une occupation passa gère et rentable qui généralem ent finissait assez fa vorablem ent p our eux, même en cas de défaite, puisqu’elle aboutissait à un é ta blissement. D ’autre p art, cette occupation de la P rovence et des Alpes semble avoir été due, à ses débuts du moins, aux hasards des naufrages et des razzias. Puis, elle s’est étendue et s’est développée p o u r des néces sités tactiques et économiques.
Il semble aussi, si l’on en croit les chro niques du temps, que les Arabes répandus en assez g ran d nom bre dans la région ne ren trè ren t plus chez eux en A frique et en Espagne après la chute de G arde-F reinet. Les chroniqueurs se plaisent à signaler de nom breux cas de conversion. Il serait plus juste de p a rle r d ’assimilation. U n e fois
dé-cette pa rtie atta ch a n te de l’Europe, n ’ont jamais gouverné, ni régné. Venus en guer riers, ils fin ire n t en colons. Ce qu ’ils a p p o r tèrent par-dessus tout, c’est de la m ain- d ’œ uvre en quelque sorte spécialisée et en avance sur celle des chrétiens d ’O ccident.
Il serait, je pense, hasard eu x de p ré te n dre q u ’une occupation ou une in filtratio n massive ait eu lieu, à la fa v eu r des événe ments du X “ siècle, dans certaines régions : la vallée de Saas, le val d ’E n tre m o n t ou le v al d ’A nniviers p ar exemple. Les Arabes sont nomades p a r n a tu re et doués d ’une g rande faculté d ’ad ap ta tio n . Ils ont dû résider p a rto u t où une possibilité de t r a v ailler utilem ent leur a v ait été offerte. Les traces visibles de leur occupation sont p lu tô t maigres : une inscription par-ci, un pan de m ur p a r-là, quelques noms de lieu sup posés, des allusions dans certaines légen des, une vague présence dans certaines croyances populaires, discutés, et sans cesse remis en question.
La survivance qui m ’a p a ru la plus in té ressante à relever touche au p artag e des eaux, ordonné en v e rtu de prescriptions aussi minutieuses que précises de la reli gion musulmane. Il est incontestable que les Arabes renouvelèrent l’a r t d ’irriguer les régions montagneuses et arides et que des tra v a u x jamais jusqu’alors égalés, supérieurs à ceux des Rom ains, avaient été réalisés en Espagne dans ce domaine. U ne fois les t r a v a u x d’irrig atio n accomplis, ils veillaient à ce que le précieux liquide — l ’eau d o n t toute chose v iv an te est sortie, selon le C o ra n — soit équitablem ent ré p arti entre les cu ltivateurs ; des jurés compétents é taient institués à cette fin. C et usage a été in tro d u it p a r les Arabes en Valais où
IS M A E L IT A C O H O R S - R H O D A N I C V M S P A R S A P E R A G R O S I G N E - F A M E E T F E R R O S A E V IR E T T E M P O R E L O N G O - V E R T I T I N H A N C V A LL E M P O E N I N A M M E S S IO F A L C E M H V G O - P R A E S V L G E N E V A E - C H R I S T I P O S T D V C T V S A M O R E - S T R V X E R A T H O C T E M P L V M P E T R I SVB H O N O R E S A C R A T V M - O M N I P O T E N S IL L I R E D D A T M E R C E D E P E R E N N I I N V I D E C IM A D O M V S H A E C D I C A T A K A L E N D A S O LIS I N O C T O B R E M C V M F I T D E S C E N S I O M E N S E M C e t t e é p i g r a p h e , a u j o u r d ’ h u i d i s p a r u e , r a p p e l a i t l e s d e s t r u c t i o n s o p é r é e s p a r l e s S a r r a s i n s a u m o n a s t è r e d e B o u r g - S a i n t - P i e r r e e t l e s r e s t a u r a t i o n s q u i s u i v i r e n t . E l l e p e u t s e t r a d u i r e a i n s i : « A l o r s q u e l a t r o u p e d e s I s m a é l i t e s , r é p a n d u e à t r a v e r s l e p a y s d u R h ô n e , y e x e r ç a l o n g t e m p s s e s r a v a g e s p a r l e f e u , l a f a m i n e e t l e g l a i v e , l a M o i s s o n n e u s e ( l a M o r t ) a b a t t i t sa f a u l x s u r l a V a l l é e P e n n i n e . — H u g u e s , é v ê q u e d e G e n è v e , p r e s s é p a r l ’a m o u r d u C h r i s t , r e b â t i t c e t e m p l e é l e v é e n l ’h o n n e u r d e s a i n t P i e r r e : q u e l e T o u t - P u i s s a n t l e l u i r e n d e p a r l a r é c o m p e n s e é t e r n e l l e ! — C e t t e é g l i s e a r e ç u sa d é d i c a c e l e 1 6 d e s c a l e n d e s l o r s q u e s ’o p è r e le d é c l i n d u s o l e i l à l ’a p p r o c h e d u m o i s d ’o c t o b r e .
logés de leurs positions militaires et désar més, les Arabes s’installèrent pacifiquem ent dans le Valais et s’a d o n n ère n t à toutes sor tes de tra v a u x civils où ils excellaient : agriculture, a rtisanat, commerce. Ils durent d ’abord p ay er trib u t aux princes, puis ils épousèrent les femmes du pays, ainsi qu ’il est souvent relaté p a r les historiens, et s’in tégrèrent à la populatio n . Les Arabes, dans
des hommes d’Eglise, et plus ta r d des m a gistrats, tenaient tribunal au p o in t de jonc tion de deux bisses (canaux d’irrigation) p our statuer sur les conflits.
Y a-t-il a u jo u rd ’hui en Valais une orga nisation arb itrale habilitée à régler les p ro blèmes relatifs au p artag e des eaux entre les riverains ? Je ne puis personnellement l’assurer. Mais cette organisation existait
L e c l o c h e r d e l ' é g l i s e d ’O r s i è r e s
encore à la fin du siècle dernier p uisqu’elle est m entionnée dans le « Génie des Alpes valaisannes », de M ario G., p a ru en 1893 chez A ttin g er à N euchâtel. L’au teu r a ffir me que cet usage a v a lu à la région une gra nde prospérité. A n o u a r H a tem .
Ce texte est tiré d ’une étude récem m ent éditée : « Suisses et Arabes à travers les siècles ». M . A n o u a r H a te m , ancien am bas sadeur de Syrie en Suisse, nous a aim able m e n t autorisé à le publier.
Ein Gespräch mit Pierre Imhasly
dem Übersetzer von Maurice Chappaz
— Sie sind Oberwalliser ; C happaz ist Unterwalliser ;
Sie gehören der jungen Generation an, C happaz könnte
Ih r Vater sein : trotzdem haben Sie eine Beziehung zu
C happaz und seinem Werk gefunden, die Ihnen eine
Inangriffnahme einer Übersetzung seines « P o rtrait des
Valaisans » über alle Schwierigkeiten hinweg lohnend
und anziehend gemacht hat. Wie erklären Sie das sich
selbst und dem Publikum ?
— C happaz ist mir eine Vaterfigur. Sein P o rtrait ist
das erste echte Buch über das Wallis. Buch, das, wie es
geschrieben werden musst, auch geschrieben werden
konnte. Das einzige, bei dem die Frage nach dem « gut
gemeint » gar nicht erst auftaucht. Weil Inhalt und
Form, Intention und zur Verfügung stehende Mittel
sich decken. Das Ganze getragen von einer elementaren
und gleichzeitig höchst artifiziellen « Rechtgläubigkeit »
— einer A rt Vaters-Stimme.
Es handelt von einem Land, das seine Seele verloren.
Dem noch bleibt, sein H erz zu verpflanzen. Die Techni
ker stehen bereit. Was fehlt, ist das Übertragungsgut. So
einfach lassen sich Völkerwanderungen nicht mehr be
treuen, so historisch, wie wir das heute gern sähen, so
schmerzlos, so steril, so dass es aufgeht.
Maurizio Tschappô, das ist beileibe der letzte Mohi
kaner. Als erster über unsere Erbauungsliteratur hinweg
gekommen, zugleich der letzte (so schnell geht das bei
uns), den diese Problem atik noch unter D am pf setzen
konnte, dazu der einzige, dessen poetisches Temperament
hinreicht, aus dem Sacktuchhüpfen über dem Trester ein
gültiges Universum zu machen. Allzu viele haben, (zu
Unrecht nicht), auf Rabelais hingewiesen. Sagen wir
ruhig : Dostojewski]'. Es ist nicht minder wahr.
(Apropos poetisches Temperament... es fehlen uns
sechstausend Jahre dazu ; da w ird uns die Raclette bei
weitem überleben, mitsamt ihren Direktoren.)
Klein-Berlin, multipliziert mit einem Schuss kastrier
ten Schwarznasenschafs und einem Schuss Treize Etoiles-
Narzismus, das können Sie tausend Ja h r machen, da
können Sie alles versenken, was nicht von Erdbeben
bedroht ist — und ich bin mit Ihnen, wenn Sie meinen,
dass (so gutes) Papier schwerer wiegt als Blei (wie könnte
man sonst darauf drucken ?) : Aber, wo Ram uz versagt,
wo Rilke zu klein, wie sollte man da (also bei Chappaz)
nicht übersetzen ?
— Das Buch ist sehr anekdotisch. Erzählung nimmt
grossen Raum darin ein. T ritt nicht Idyllik zu stark in
den Vordergrund und könnte dadurch Hindergründige-
res verdecken ?
— Von Idylle keine Spur. Man müsste ihnen hier
Zeloten wegnehmen, die blinden Eiferer, die nichts be
greifen ausser dem Schaum vor dem eigenen Mund. Man
müsste Berge einebnen, die all das überragen, was uns
aus Neon-Him m el, angereichert mit Vollkornbrot-La
ternen und unschmackhaften Druckfehlern, vierfarbigen
T rutz bietet : Berge von kollektiv gepflügtem Vorurteil,
Mont-Everests aus Meinungsterror, Ketten von Dolch-
stosslegenden, die aus jeder Potenz eine Sau machen ;
man müsste, man müsste... und dennoch blühte Idylle
vergeblich im Hagedorn, Strauchritter dahinter. Nein,
von Idylle nicht die Spur, nein !
— Die Andersartigkeit, das Anders- Sein, das Eigen-
Sein der Walliser ; ist es überhaupt möglich, dies Ver
borgene in Worte zu fassen, seinen Hintergrund zu
erhellen ?
— Dokumentarisches zumal :
a) Das Lebendgewicht des Absoluten.
b) Das Übergewicht der Absolut(ion)isten.
(Vikare, Blaublütler, Säufer, Totentänzer, P farr-
jungfraun, Kanonensegner, Klageweiber, H am m el
heiler, Sündenprospektoren, Krippensänger, Einspitz
gendarmen, Zweispitzgendarmen und ein dreispitzi-
ger Bischoff.)
c) Fatalismus : N u r fehlt zum eleganten E ntw urf das
Kama-Sutra.
d) Ungelöst — unerlöst, das ist der Walliser, dessen
kläglicher Alltag überhöht w ird einzig und allein
durch seine ihm eigene M etaphysik : ... Wein ! Als
Opium ausgeschrieben (inklusive mafiaähnlich ver
triebener surrogativer Lustdeckung) ... als Opium
für das Volk — und nicht als Diam ant. Gravée à
l’opium, ma sœur ! Tu sais !
e) Von hier der H ang zum H und, zum Pinscher, der
kläfft, wenn er sich selber beim Schwanz beisst.
Rébellion, explosion à la valaisanne !
— Das Buch trägt den Titel « Die Walliser » ; sollte
es nicht eher heissen « Die Unterwalliser » ?
— Ich kenne keinen bessern Oberwalliser als M au
rice Chappaz. Ich reklamiere ihn für uns.
— Wie man hört, sind Sie, abgesehn von ändern
Arbeiten, Ihrem eigenen Werk, mit der Übertragung
von C happaz neuestem Buch beschäftigt. M an kann
sich fragen, wie Sie die im Original äusserst schwierige
und eigenwillige Sprache C happaz in den G riff be
kommen, das heisst, welches sind Ihre Kriterien bei die
ser Arbeit, die allgemein Anerkennung gefunden hat ?
— Einfach. Ich versuche, das Buch so zu schreiben,
wie C happaz es schreiben würde, schriebe er deutsch. Es
genügt hiezu, in die H a u t des Autors zu schlüpfen und
über seine eigenen Muttersprache zu verfügen. Ersteres
wird mir entschieden erleichtert durch die ständige Zu
sammenarbeit mit Maurice C happaz, letzteres zu beur
teilen bleibt, wie immer, dem Leser anheimgestellt.
Rencontre de deux écrivains
A propos des «Filles surgelées»
Pierre Im hasly v ie n t de tr a d u ir e le « P o r t r a it des Valaisans » de M au rice C h a p p az . C o m m e n t a-t-il résolu le p ro b lèm e quasi insoluble de la tran s p o sitio n en allem and du langage si p e rs o n nel de n o t r e a u te u r bas-valaisan ?
«— T o u t sim p le m en t ! J ’essaie d ’écrire le livre » c o m m e C h a p p a z l’a u ra it écrit s’il s’ex p rim a it » en allem and. P o u r cela il suffit de se glisser » dans la peau de l’a u te u r et de bien m a îtris er » sa p r o p r e langue m atern elle. U n e c o n stan te » c o lla b o ratio n avec M aurice C h a p p a z m ’a per- » mis de re m p lir plus facilem en t la p rem ière » c o n d itio n ; q u a n t à la seconde, aux lecteurs » d ’en juger. »
Q u e pense-t-il de l’œ u v r e ?
«— Son p o r t r a i t est le pre m ie r v rai livre su r le » Valais ; u n livre q u i a p u ê tre écrit c o m m e il » d e v ait ê tre écrit. C ’est le seul p o u r lequel la » réflexion « b ien pensé» ne s’im pose pas au pre- » m ie r a b o rd ; p arce q u e le c o n te n u et la form e, » l’i n te n tio n et les m o y en s à d isposition se re- » c o u v r e n t p a rfa ite m e n t. Le t o u t su p p o rté p a r » u n e o r th o d o x ie élé m en ta ire et en m êm e tem ps » e x trê m e m e n t artificielle, u n e so rte de verbe » d iv in a to ire . »
A ig le , le 2 fé v r i e r 1969.
A M a d a m e E v a D é fa g o ,
J ’ai é té tro is ans à la c o n c u rre n c e en q u a lité d ’a u m ô n ie r , à c e n t m è tr e s d e la V illa J o y e u s e , e t ce d e v a it être d a n s les an n ée s o ù m û rissa ie n t les gra in s d o n t v o u s fe r ie z v o t r e sem ence.
J ’ai bie n c o n n u P e n n y , C h o u c h o u , Jessica, d ’a u tre s encore. L a p r e m iè r e a té lé p h o n é q u a tr e - v in g t fr a n c s de la rm e s, le soir m ê m e d e son a rriv é e , à son p è re q u i éta it a m b a ssa d e u r à A th è n e s . L a se co n d e fa is a it u n e belle g y m n a s tiq u e p o u r q u e son p ère e t sa m ère , séparés d ’espace e t d e c œ u r , n e se r e n c o n tr e n t p a s à la fin is h in g sc h o o l e t q u e c h a c u n lu i laisse p lu s d ’a r g e n t q u e l ’a u tre . Jessica, je l ’ai tr o u v é e u n soir p le u r a n t, couchée a ve c les lim a c es d a n s le sous-bois, le m a l q u e c o n n u t v o tr e h é r o ïn e ; j ’ai a p p r is d e son fr è r e q u ’elle é ta it la fille m a l a im é e d ’u n m a g n a t d e H o n g r ie q u i p o ssé d a it to u t u n ca n to n .
E t j ’ai b ie n sû r c o n n u les p a r e n ts q u e v o u s d é c r iv e z e t d o n t j ’a v a is d é jà r e n c o n tr é q u e lq u e s-u n s tro is an n ée s a u p a r a v a n t, d a n s u n p e n s io n n a t d e V illa r s : a risto c ra tie fra n ç a ise e t a lle m a n d e , in d u strie ls ju i fs d e M ila n , g ra n d s n o m s d u th é â tr e e t d u c in ém a .
E t c o m b ie n d e fo is j ’a i v o u l u écrire v o t r e ro m a n , d a n s la m ê m e in t e n ti o n q u e v o u s . M a is les je u n es fille s, c’é ta it tr o p f i n p o u r m o i ; e t les riches, c’é ta it u n m u r . E n tr e d e u x , j ’a v a is f a i t d u m in is tè r e c h e z les p a u v r e s des p a u v r e s, les v i e u x m a la d e s o u b liés à P aris e t en ba n lieu e. D e c e u x -là je p o u v a is p a r le r e t écrire, ça n ’intéresse p e r sonne.
J ’ai a d m ir é v o t r e aisance d a n s la p s y c h o lo g ie , le récit, le d ia lo g u e, e t je v o u s sais gré d e m o n tr e r que ce q u i m a n q u e d a n s le n é a n t, c’est l ’être. D ’a v o i r la r g e m e n t dépassé l’h u m o u r e t le c o m iq u e des s itu a tio n s p o u r a b o u tir a u x q u e s tio n s essentielles.
V o tr e liv r e est u n re m è d e u n p e u v i o l e n t ; je v e rra is bie n q u ’il ne so it d é liv r é q u e su r o r d o n n a n c e m é d ic a le . M a is le m ilie u q u e v o u s d é c r iv e z s’est te lle m e n t élargi que, m a fo i , ce n ’est p lu s le te m p s des re m è d e s sous scellés. J e v o u s re m e rcie de v o t r e g e n tille d éd ica c e et v o u s dis, chère M a d a m e , m o n a d m ir a tio n e t m es e n c o u ra g e m e n ts.
Pierre Loye
Prix de la ville
de Sion
Après le vénérable abbé Mariétan,
c’est à un jeune que vient d ’être a ttri
bué le Prix de la Ville de Sion, prix
d ’une valeur de cinq mille francs,
remis chaque deux ans. Le lauréat
de cette flatteuse distinction est Pierre
Loye, de N endaz, un jeune peintre
encore peu connu. Le prix est attribué
non seulement pour récompenser une
personne ou une organisation qui s’est
tout particulièrement distinguée dans
le domaine des arts, de la littérature
ou des sciences en m ettant en évi
dence notre capitale et sa région,
mais également — c’est le cas cette
année — pour encourager un jeune
dont l’avenir est chargé de promesses.
Pierre Loye commença à peindre à
l’âge de seize ans. Il fréquenta notre
Académie cantonale des beaux-arts.
Il participa à plusieurs expositions
dont une en 1965 au Salon de l’art
libre à Paris.
'Polins oalaisans
Lettre à mon ami Fabien, Valaisan émigré
M o n cher,
Le ré d a c te u r en chef ne m e laisse p as a tte n d r e la fin des élections p o u r t ’ad resser m a le ttr e mensuelle.
J ’en suis d o n c r é d u it à te d é crire u n e a m b ia n c e p ré éle c to ra le q u i a u r a p e r d u b e a u c o u p de son a c tu a lité a u m o m e n t où tu la liras. D o n c je serai bref.
J e ne puis m ’e m p ê c h er c e p e n d a n t de te d ire que les tro is é d itio n s ré unies de la « T e r r e u r » n ’o n t été q u e b r o u e t fa d e envers les p o tag e s p iq u a n ts , les h o rs- d ’œ u v r e riches et les p u issan ts p la ts de résistance q u e no u s a o ffe rts le « seul q u o ti dien d u m a tin de la v allée du R h ô n e ... »
P lu s p e rso n n e , en V alais, n ’ig n o re la m a n iè re d o n t se p r é p a r e n t les sauces électorales, q u i f o u r n i t le c o m b u s tib le e t les. épices e t c o m m e n t so n t tr a ité s ceu x qui p r o p o s e n t des recettes jugées insu ffisa n te s o u in o p p o rtu n e s .
P o u r r e p r e n d r e le la n g a g e e m p lo y é et q u itte r les images, je te d o n n e en e x tr a it cette o b s e r v a tio n d u jo u rn a lis te le p lu s c o u ra g e u x d u c a n to n , lequel se p l a i n t que « des am is d ’h ie r se tr a n s f o r m e n t s u b item e n t en bêtes féroces n ’u tilis a n t que l’injure, la calo m n ie , l ’in v e c tiv e e t la m en a c e » !
E t, p lu s loin, le m êm e ob serv e « q u ’on p iétin e im p ito y a b le m e n t, en p é rio d e éle cto rale, les id é a u x q u e l ’o n a d é fen d u s ensem ble ». C es o b se rv a tio n s é ta ie n t titrées : « D o c t r in e q u e f a it- o n de to i ? »
A v ó ir c o m m e n t les choses se d é ro u le n t, o n s e ra it ten té d ’a jo u te r : « C ito y e n , ad m in is tré , c... de p a y a n t q u e f a it- o n de toi ? » M ais b re f, n ’en p a r lo n s plus.
Si, p o u r t a n t , je v e u x e n co re te sig n aler q u ’u n c a n d i d a t au G o u v e r n e m e n t fu t élim in é p o u r tro is raisons essentielles, a - t- o n souligné. P a r c e q u e son n o m finissait p a r « i » — o n est Suisse, oui ou n o n ! — , p a r c e q ù ’il fais ait p a r ti e d u L io n s -C lu b et p a r c e q u ’il n ’a v a i t p as suivi de r e tr a i te à C h a b eu il. D e plus, p éché p lu s g ra v e, il a v a i t f a it des é tu d es u n iv ers itaires.
T o u t le m o n d e sa it^ d é s o rm a is d a n s ce p a y s q u e p o u r réussir, en p o litiq u e s’e n te n d , il f a u t s a v o ir choisir sa f ra n c -m a ç o n n e rie . Il en est u n e de très b ien cotée et d ’a u tre s p lu s douteuses. A ce p ro p o s , d e u x m o ts su r les insignes. P e rso n n e lle m e n t j’en ai p o r t é p lu sieu rs a u co u rs des ans p o u r m a r q u e r m o n a tta c h e m e n t à telle ou telle société.
L e plus in o ffen sif, ce f u t é v id e m m e n t celui d u T C S ; puis-il y e u t celui des A m is de la n a tu r e , d u S k i-C lu b , de l ’O r d r e de la c h a n n e et d u T r ia n g le de l ’am itié.
Ils so n t e n co re là, d a n s m o n tir o ir , avec u n a u tr e — ô h o r r e u r ! — a tte s ta n t de rn o n a f f ilia tio n à u n m o u v e m e n t de jeunesse p o litiq u e et re sse m b la n t a u sigle M ercédès to u r n é à l ’envers !
E t puis l’insigne d u S erv ice de tra n s fu s io n s a n g u in e p a s t r o p c o m p r o m e tt a n t celui-là, celui des M yco lo g u es, de l’U V T et j ’en passe. E t c h aq u e V a la is a n p o rte ainsi u n ou p lu sieu rs signes d istinctifs.
M a is d ep u is q u e lq u e tem ps, j ’a v ais d écid é de n ’en p lu s a r b o r e r . J ’en ai m êm e re n v o y é u n , d ’u n de ces clubs h o n n is pré cisé m en t, p a r c e que je ne m e sentais pas en m esu re d ’a ssu m er to u s les e n g ag em en ts que cela c o m p o r ta it.
C o m m e cela je ne suis p as c o m p ro m is p o u r l ’a v e n ir, je le c ro y ais du moins. I l f a u d r a a v is er et s u r to u t b ien ch o isir selon q u e je v o u d r a i passer p o u r u n p h i- la n tro p e , réussir en a ffaires ou m ’assurer u n e p lac e au p a rad is...
E n a t t e n d a n t v o y o n s p l u t ô t la d é co n v e n u e de nos am is du H a u t - L a c q u i v o n t à n o u v e a u s o u f f r ir de le u r « so u s -rep ré s e n ta tio n », car, disent-ils, cette rég io n qui g ro u p e 35 000 h a b ita n ts ne c o m p te q u ’u n seul des v in g t- d e u x m a g is tra ts su p é rieurs de ce c a n to n siég ean t à B erne, au C onseil d ’E t a t o u au T r ib u n a l c a n to n a l et fédéral.
U n de le u r p o r t e - p a r o le accuse m êm e c ertain s O c to d u r ie n s de v o u lo ir fe rm e r la p o r t e d u V a lais a u p o n t de L a B â tia z !
T u vois q u ’il y a u r a m a tiè r e à no u s c h a m a ille r e n co re d a n s ce pay s.
Ceci d ’a u ta n t p lu s q u ’o n a v u a p p a r a ît r e , juste a v a n t les élections, des ho m m es dits « libres ». L a q u a lif ic a tio n d o n t ils se d o t e n t p o u r r a i t b ien signifie r que la m a jo r ité des cito y en s de ce p a y s a des fils à la p a tt e o u que no u s v iv o n s en régim e d ’esclavage.
D o n c c ’est le V alais d a n s to u te la sp le n d e u r de ses ébats é le c to ra u x qui se sera v ra is e m b la b le m e n t r e n d o r m i q u a n d tu rece v ras ces lignes.
Ceci d it, sache que j ’ai m a n g é m a p re m iè re salad e de d e n t- d e - lio n , q u ’on t r a v a ille à g uichets ferm és d a n s les sta tio n s de sp o rts d ’h iv er, q u e le c liquetis des secateurs s’e n te n d d a n s le v ig n o b le et que le carê m e a r e n d u sobres ceux d o n t le p o r te - m o n n a ie s’é ta it q u e lq u e p e u v id é à c a r n a v a l.
A u ro n s -n o u s assez de f e n d a n t p o u r fa ire la fo n d u e ? T el est le souci des en ca- veurs v a la isa n s ?
E t ceci, c rois-m oi, est p lu s i m p o r t a n t q u e tous les p o tin s é le c to ra u x d o n t je viens de te g ra tifier.
Bien
le bridge (< P
i
G o u l a s h
Nos hôtes français ont apporté à Crans la fièvre du bridge-goulash, qui sévit à Paris. Vous en connaissez sans doute le principe, sinon les effets. O n ne joue pas les petits contrats non contrés, sauf s’ils suffisent pour la manche : ils sont répu tés acquis, et marqués comme tels. Mais les quatre mains bien rangées sont empi lées les unes sur les autres. E t le paquet ainsi reconstitué se v oit distribué p a r 5, 5 et 3, après deux coupes du même donneur et une de l’adversaire. Il en va de même après un passe-parole général. E t en avant, la musique...
Mais prenez garde ! il s’agit d ’entrer dans la danse sur la pointe des pieds. Si vous avez huit cœurs p a r A, D , 10, vous risquez fo rt de trouver les cinq autres réunis dans une seule m ain ; ce qui posera des problèmes. P a r exemple.
Les éditions Del D uca viennent préci sément de publier « Le Goulash » de P ierre Jaïs, où le grand champion fra n çais relate certaines aventures vécues, avec commentaires à l’appui. Il vous amusera peut-être de jouer le rôle du héros dans l’une d ’elles.
* V 7 4 o A D 8 3 * A V 9 8 N W E S 4 D 10 6 A R 9 8 O 1 0 9 6 * —
Les deux lignes sont vulnérables, à zéro partout. L ’acteur de cinéma et cham pion de bridge O m a r S harif se trouve en Sud. Son ennemi de gauche, donneur, ouvre de 4 ♦ . Sur quoi, N o rd déclare 4 s. a., un appèl. La droite s’in cline. Tandis que notre cham pion allé ché se p o rte à 6 ^ to u t de go. Que M. Est a le fro n t de contrer ! Il lui en cuira. Le m échant fait une œ uvre qui le trom pe : vous Valiez voir.
La gauche entame de l’As de pique, sur lequel s’écrase le Roi, du vis-à-vis. Après avoir coupé du V alet au mort, O m a r Sharif en détache un atout pour son 9, qui passe : la double impasse s’im pose en effet. Puis il avance son 6 de carreau, pour le 2 de la gauche et le 8 du m ort ; que la droite prend du Valet. Celle-ci renvoie le Roi de trèfle. N o tre dem andeur écarte un carreau ; la gau che, un pique ; le m ort prend de l’As. E t O m a r Sharif d ’étaler sa main en déclarant : « Je réclame le reste ! » P o u r quoi ? Com m ent ? Pierre Béguin.