Février 1954 No 2 — 4 e année
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S O M M A I R E
Sports d’hiver Nomades, nomades !... Le pont couvert de MontheyCoutumes des bourgeoisies Luc Lathion L ’homme de neige Nouvelles fresques à E rnen
L a Chanson Valaisanne Aspects de la vie économique
En 2 mots et 3 images L ’Histoire du Soldat Les sports en janvier Informations touristiques
Mots croisés
S P O R T S D’HIVER
Quand j ’étais collégien à Sion, il y a bien longtemps
déjà, nos éducateurs, reconnaissant les bienfaits de la
vie au grand air, consentaient de bonne grâce à favoriser
nos ébats sur la neige.
C’est ainsi que les élèves qui m anifestaient le désir
de goûter aux premières joies du ski se virent dispensés,
le jeudi matin, de la troisième heure de cours, d ’ail
leurs consacrée à la gymnastique.
Alors, nous partions heureux. A la maison d ’abord,
pour boucler féb rilem en t nos sacs. Puis nous nous re
trouvions, quelques fanatiques, au p o n t du Rhône, et
c’était l’assaut des Mayens par les dévaloirs.
Après un pique-nique frugal, picoré goulûm ent sur
l ’escalier glacé d’un chalet soigneusem ent verrouillé de
puis septem bre, nous repartions pour T hyon, le vaste
alpage désert et immaculé.
Le tem ps de chausser tant bien que mal des lattes
rudim entaires, aux fixations adaptées à grands coups
de « piolette » sur des mâchoires rebelles, et nous nous
élancions. Descentes vertigineuses dans la poudre vierge,
en partie sur de gros bâtons de noisetier, en partie aussi
sur Varrière-train, suprêm e ressource de l'arrêt sûr, en
core dépourvu de technique !
C’était le bon temps. Du moins, le pensions-nous.
Le progrès a révolutionné l’aspect de la détente hiver
nale. L ’e ffo r t a fa it place au confort. E quipem ent pra
tique autant que seyant, et, surtout, moyens de loco
motion propres à décupler le vertige des glissades e ffr é
nées sur des pistes toutes faites, regravies rapidem ent
et sans peine pour recom m encer grâce aux m onte-pentes,
télésièges et autres innovations créées pour le bien-être
et la plus grande gloire des sportifs nouveau genre.
Chaque âge a ses plaisirs et chaque époque ses façons
de s’y adonner.
Mais to u t est devenu si simple que c’est accessible à
chacun. Même à ceux que le ski n ’intéresse en somme
que dans la mesure où il constitue un simple prétexte
à des évasions qui, elles encore, ont changé de face.
Cela me fait penser à cette jolie fem m e qui, rentrant
des « sports d ’hiver », narrait ses exploits avec force
détails à son mari ; lui, souriant de coin, ne pouvait
s’em pêcher de jeter un regard amusé sur les lattes de
l’héroïne X X e siècle.
Car il y retrouvait, intacte, la plaque de chocolat que,
fo rt astucieusement, il y avait glissée avant le départ.
Rien que pour voir...
C o u v e r t u r e :
B I L L E T F É M I N I N
/ V ô M t f d e s ,
h o m o
Ò
c s
! . . .
C ’est à partir de la Chandeleur, donc du 2 février,
qu’un étrange remuage ém eut les villages engoncés
dans les neiges du val d’Anniviers. Du haut de
ma galerie, toute frangée de glaçons, je voyais
partir les premières familles nomades en quête de
printemps. Un m ulet noir ou roux, un traîneau
couvert d’un grabat rouge, l’enfant dans la hotte
sur le dos de sa mère, le père avec le sac de cuir.
Parfois l’ancêtre était ficelé dans une couverture
le visage plus blanc que le givre. Mourra-t-il en
route ? Ou bien la sève qui m onte déjà le long
des petits pruniers secs de la Noble Contrée rani-
mera-t-elle aussi son corps amaigri ?
... C ’e s t à p r é s e n t q u ’o n se s e n t b ie n !
C’était l’avant-garde. Les autres les regardaient
descendre avec envie. Moi aussi. Mais nous d e
vions dem eurer encore. Il ne nous restait qu’à
deviner, au creux de la grande vallée du Rhône,
ce souffle de fœ h n tiède caressant le châton gris
du saule et la terre rose des vignes. Puis d’autres
familles s’en aliment. Pour les troupeaux sortant
des étables obscures et soudain aveuglés, les hom
mes taillaient de leurs pics de fer des marches sur
les pistes de glace. On consolidait les ponts, on
se méfiait des roches. Balayant de leurs cloches
la neige des rebords, les vaches humaient le vide
et déjà l’herbe prochaine.
L e Conseil, l’école aussi avaient déménagé.
Seuls restaient la famille du cafetier, celle de l’épi
cier, le facteur, la vieille fille et le curé. L a vieille
Eidalie ricanait avec un rire : « C’est à présent
qu’on se sent bien ! » La jolie fille d’Adrien atten
dait la visite future d ’un galant clans u n mayen
de la forêt où elle allait chaque jour « gouverner ».
Les autres demeures étaient vides et aucun visage
n’a<pparaissait plus dans Vembrasure des petites
fenêtres.
Mais le curé, lui, ne pouvait s’y faire. Il s’en
nuyait trop ! Il avait une envie terrible de prin
temps. Et malgré l’ordre de l’évêque, n’y pouvant
plus tenir, il s’enfuyait de nuit avec sa servante,
et retrouvait sa cure en bordure des vignes.
— E t maintenant, on n’a plus de messe ! s’indi
gnait la vieille fille. De rage, elle allait elle-même
sonner la cloche de l’angelus.
Nomades, voyageurs — antiques sarrasins, hon
grois légendaires devenus montagnards (yeux
amandins, barbiches noires, éclat des d e n ts!) —
je vous ai regardés partir... Mais quand j’habitais
la plaine, je vous voyais aussi arriver.
Vous arriviez dans un bruit clair de grelots de
mules et de sonnailles. E t les rayons de vos chars
— à m i-chemin vous aviez échangé le traîneau pour
les roues — tournaient com me de petits soleils !
J’aimais votre venue, je vous saluais d ’un sourire, je
pensais : « C ette fois c’est le printemps ».
E t il ne m e restait plus qu’à tendre l’oreille : à
travers les coups de pioche et des maillets d e bois,
le claquettem ent du sécateur, le cri de la mésange,
le battem ent d’aile des chocarcls, il y avait cette
autre musique, ivre et sorcière, cette m usique des
fifres et des tambours pour laquelle je donnerais
mille symphonies, et qui tel l’air du « Joueur de
Flûte » serait capable de m ’entraîner dans le sein
des montagnes d’où Ton ne revient plus.
I
S
M aintenant q u ’est classé le tronçon de route cantonale Saint-Maurice-Saint-Gingolph, la commune de Monthey a hâte d ’entreprendre sa correction à l’intérieur de la cité, notam m ent à la rue du Pont avec le franchissement de la Vièze.
Les pourparlers préliminaires consacrés à l’étude du problème ont montré à l’évidence que le vénérable pont couvert doit m alheureusem ent être laissé à l’écart du pro jet. Toutefois l’éventualité de sacrifier ce témoin du passé, auquel les Montheysans vouent un véritable culte, a ému l’opinion publique au point de suggérer aux édiles de la ville la recherche d ’une solution évitant ce sacrifice.
C ette solution a été trouvée et la correction q u ’il est urgent de réaliser prévoit que le franchissement de la Vièze se fera par un nouveau pont à construire et qui sera jeté en diagonale sur le lit de la rivière. D u même coup sera supprimé le danger que font courir l’étroitesse du pont couvert et le coude brusque que fait la route cantonale à Fendroit où elle aborde ce pont côté sud.
Q uant à l’objet du litige, l’élégante solution trouvée perm et de le conserver tel quel pour la plus grande satis faction des gens du pays et pour celle des amants de la nature à qui le dieu de la vitesse laisse encore la latitude d ’adm irer le paysage. Entouré d ’un large trottoir, retapé avec goût, joliment fleuri, il servira à l’usage des piétons se rendant dans le coteau de Choëx et constituera le salut de la cité à ceux qui l’aborderont par le sud.
L ’esprit volontiers frondeur du Montheysan, son sens critique qui peut aller parfois jusqu’à l’exacerbation, sa prom ptitude à s’insurger contre l’injustice ou ce q u ’il prend pour telle, selon le portrait q u ’a brossé de lui le président de la ville s’adressant aux historiens du Valais romand, ne sont après tout qu’autant de masques derrière lesquels il
dissimule son vrai visage car — que mes lecteurs ne crient pas au paradoxe ! — cet être qui semble ne rien prendre au sérieux est un grand sensible.
C’est cette disposition à la sensiblerie qui lui fait pro fesser à l’égard du pont couvert une véritable vénération, lui attribuant la valeur d ’un symbole. Au beau temps de mon adolescence un m ien ami, que les exigences de sa profession avaient obligé d ’habiter une autre ville du V a lais, y souffrait tous les maux de l’absence à l’instar du « déraciné » de M aurice Barrés. Or il calmait sa fringale du pays natal en contemplant journellement le pont de Monthey dont il avait fait confectionner un chromo d’un invraisemblable format. C’est devant cette image symbo lique q u ’il me conduisait chaque fois que j’allais lui rendre visite, ém ettant des aphorismes définitifs qui attribuaient au pont de Monthey la prim auté des ouvrages d ’art du Valais.
Q u’est-ce donc que ce fameux pont dont la perspective de sa disparition a tellement ému les amoureux du passé ? Grâce à l’amabilité de M. le D r Comtesse, vice-président de la Société d ’histoire du Valais romand, il m ’est possible de répondre à cette question :
Lorsque Nicolas Céard (1745-1821), inspecteur général divisionnaire au Corps impérial des Ponts et Chaussées, nommé par le Premier Consul, ingénieur en chef du D é partement du Léman, eut réalisé sur l’ordre de Napoléon, le magnifique ouvrage de la route du Simplon de 1801 à 1806, il restait à relier Saint-Maurice à la Savoie par une voie digne de celle qui venait d’être achevée.
Un tracé rectiligne conçu à la manière du génie fran çais vint relier Massongex aux bords de la Vièze, exigeant un nouveau pont carrossable pour franchir cette rivière.
C ’est ainsi que fu t construit notre vieux pont de bois, inauguré en grandes festivités en 1809. Une chronique de l’époque précise q ue ces festivités durèrent trois jours et trois nuits et que pendant tout ce temps l’on but, chanta et dansa sur le tablier de l’ouvrage napoléonien aux sons des exécutions de la «M usique de M onthey», l’ancêtre de l’actuelle « Harmonie municipale », qui avait déjà onze ans d ’existence à l’époque.
Une inscription en latin, taillée dans la pierre à l’entrée sud du pont rappelle l’événement. Elle est ainsi conçue :
P R A E S T A T O P E S S A P I E N S C O N C O R D I A F U L T A L A B O R E N O N P R I V A T A M O D O S E D P U B L I C A C O M M O D A S E C T A N S M O N T H E O L U M P O N T E M S T R U X I T V E L T E M P O R E D U R O S I C A D I T U M F A C I L E M V I C I N I S P R A E B E T A M I C I S M D C C C I X Alexis Franc
Coutumes
des
bourgeoisies
A b a n d o n n e r sans a u t r e les tr a d i tions lé g u é e s p a r nos p ré d é c e s se u rs, c ’est re n ie r le p assé q u e l’on tro u v e p arfo is d é m o d é e t sans v a le u r. E t le m al, q u i consiste p ré c is é m e n t à in tro d u ire p a r t o u t l’e s p r it m o d e rn e , a p é n é tré m ê m e d a n s les vallées. F o r t h e u re u s e m e n t, on n e l’a pas accu eilli p a rto u t. L e val d ’A nniviers s’h o n o re d ’av o ir g a r d é p re s q u e in ta c te s les a n c ie n n e s c o u tu m es. E st- ce à d ire q u e les in flu e n c e s d u d e h o rs n e se fo n t p as s e n tir ? N u lle m e n t. L à c o m m e ailleurs, le d a n g e r e st p ré s e n t, le d a n g e r p lu s g ra n d q u ’on n e le croit, d e to u r n e r le dos a u passé. Il se ra it fo r t d o m m a g e q u e les villages, si p a rtic u lie rs, si v ivants, m e u r e n t d a n s l’a n o n y m a t d e « l’u rb a n is a tio n ».
N o u s v o ulons p a r le r d es R o g a tions q u i so n t la fê te des b o u rg e o i sies e t n o u s allons d ire c o m m e n t elles se d é ro u le n t à G rim e n tz . N ous ajo u to n s to u t d e su ite q u ’il n ’y a pas très lo n g te m p s , c e tte fê te a v a it lieu a u p rin te m p s , a u te m p s m ê m e des R ogations. L a p aro isse d e Vis- soie, c a p ita le d e la vallée, g ro u p a it a u to u r d ’elle les villages d ’A yer, d e St-Jean e t d e G rim e n tz . A ux R o g a tions, des processions é ta ie n t o rg a nisées. U n jour, on a lla it à A yer, u n a u tre jo u r à S t-Jean, en fin u n tr o i sièm e jo u r à G rim e n tz . E t le jour m ê m e d e c e tte pro cessio n , d an s c h a q u e village, la b o u rg e o isie offrait à b o ire à l’assistan ce, a p rè s q u o i a v a it lieu l’asse m b lé e a n n u elle.
P o u r p lus d e facilité, on a fixé la d a te d e c e tte ré u n io n a u d eu x iè m e sa m e d i d e ja n v ier. E n h iv e r, il e st aisé p o u r les b o u rg e o is d ’ê tre fidèles a u ren d ez-v o u s.
L e m a tin d o n c, les a u to rité s, a c co m p a g n é e s d u « b â to n n ie r » ou « ts a n ia u » — le q u e l est n o m m é à vie — v o n t à la cave. — L e « ts a n ia u » e st c h a rg é d e g a r d e r c h e z lui to u te l’a n n é e le b â to n q u i a servi d e m esure. — L ’a n n é e p ré c é d e n te , d an s le to n n e a u q u i e st en p e rc e , o n a m e su ré à l’a id e d ’u n b â to n , la q u a n tité d e vin re s ta n te . L e p ré s id e n t p lo n g e le b â to n p o u r v é rifie r si le vin a rriv e à la m a rq u e . P uis l’on
re m p lit les ch a n n e s p o u r la jo u rn ée. V oici les b o u rg e o is d a n s la salle. C h a c u n d ’eux o c c u p e u n e p la c e s p é ciale. Il v a u t la p e in e d e d ire q u e l q u e s m ots là-dessus. Il y a d ’a b o r d ce q u ’on a p p e lle la g ra n d e ta b le , r é se rv é e a u x a u to rité s e n fo n c tio n s et aux a n c ie n n e s au to rité s. L e p ré s i d e n t d e la b o u rg e o isie o c c u p e — cela v a d e soi — la p la c e d ’h o n n e u r. Il a à cô té d e lu i M. le C u ré d e la paroisse, le q u e l e s t in v ité a u d în e r. A u so u p e r, c ’e st l’in s titu te u r d u vil la g e q u i p r e n d sa p la ce. D e s d e u x côtés d e la g r a n d e ta b le , voici les a u to rité s p a r o rd r e d e g ra d e , ainsi q u e les officiers. T o u s ceu x q u i o n t accès à la g r a n d e ta b le o ffre n t u n e c h a n n e q u i d e v ie n t p r o p r ié té d e la bo u rg eo isie. A u c u n r è g l e m e n t n ’o blige à le faire sous p e i n e d ’a m e n d e q u e lc o n q u e o u d ’ex clu sion ; c ’e st b ie n p lu t ô t u n e o b li g a tio n m o rale. Il a rriv e q u e le m ê m e in d iv id u d o n n e p lu sie u rs c h a n nes. U n e c o u tu m e b ie n é ta b lie p r e s crit — m o r a le m e n t to u jo u rs — d e d o n n e r u n e c h a n n e c h a q u e fois q u e l’on a v a n c e e n g ra d e . C ’e st le cas d e d ire q u e les h o n n e u rs s o n t o n é reux.
A l’e n tré e d e la salle, d e u x ta b les p o r t a n t le n o m d e ta b le s des jeunes.
U n e a u tre , la ta b le des gens d e s e r vice. E n fin , p rè s d u f o u r n e a u en p ie rre ollaire, voici la ta b le des m orts. C ru e lle a p p e lla tio n , en fait. L à p r e n n e n t p la c e ceux q u i n ’o n t jam ais fa it p a r tie d e l’a u to rité e t q u i o n t fini le u r service d a n s la b o u r geoisie.
V en o n s-en à la sé a n c e elle-m êm e. L e p r é s id e n t l’o u v re p a r u n e p riè re p o u r les d é fu n ts d e l’an n é e . P uis l’on p ro c è d e au x ad m issio n s d es n o u v e a u x b o u rg e o is. D ix -h u it ans est l’âg e req u is. L ’u n d ’e n tre eux, a u n o m d e tous, est c h a r g é d e faire u n discours. I n s ta n t é m o u v a n t q u e celu i où le je u n e h o m m e d e v ie n t lui aussi g a rd ie n des tr a d i tions sacrées d u passé.
O n t lieu e n su ite la le c tu re des co m p tes e t les décisions diverses. O n a p p e lle la « c o m p ra » ce q u e reço it c h a q u e b o u rg e o is ce jo u r-là : u n p a in ou « cressein » ainsi q u ’u n e c e rta in e so m m e d ’a rg e n t, si des b é néfices o n t é té réalisés a u co u rs d e l’exercice. L e m o n ta n t d e la c o m p ra e st d é c id é p a r l’asse m b lé e b o u r geoisiale le jo u r d e sa ré u n io n a n n u elle. L a b o u rg e o isie g è re les fo rêts, les vignes e t la scierie, q u i so n t sa p ro p rié té .
T o u s les d e u x ans, on n o m m e les g e n s d e service, a u n o m b r e d e 8 : 2 p ro c u re u rs , 2 m é tra u x , 2 n o u v eau x g a rd e s — q u i d a n s le te m p s é ta ie n t les g a rd e s c h a m p ê tre s — et les 2 an cien s g ard es. L es gens d e serv ice s’o c c u p e n t p a rtic u liè r e m e n t d u tra v a il des vignes e n é té et des v e n d a n g e s e n a u to m n e .
A u p rin te m p s , tous les b o u rg e o is v o n t a u tra v a il d e s vig n e s, a u son des fifres e t ta m b o u rs .
D a n s le te m p s, l’asse m b lé e b o u r g eo isiale n o m m a it le se rg e n t, p e r so n n e re s p o n sa b le d e l’o rg an isatio n d e la F ê te -D ie u .
M ais voici le d în e r. L ’a ssem b lée a t te n d la tr a d itio n n e lle ra c le tte p r é p a ré e e t servie p a r les p lu s jeunes, a rro sé e d ’u n v in d élic ie u x co m m e on en tr o u v e e n c o re d a n s les caves d es b o u rgeoisies. U n « b o u te ille r », n o m m é à vie, est c h a rg é d e v e rs e r à b o ire — se u le m e n t aux p re m ie rs en g r a d e de la g r a n d e ta b le — n o n pas d a n s des verres, m a is d a n s des g o b elets f a b riq u é s d an s le p a y s m ê m e — pays a u th e n ti q u e s’il e n e st un.
L a joie, e n fa n t d u vin, rè g n e d an s l’a ssem b lée. E t les p lus v ieux m ê m es, fidèles a u re n d e z -v o u s, d é ri d e n t le u r face. Il y a q u e lq u e s a n n ées, le p ré s i d e n t o ffra it le ca fé à to u s les b o u r geois, a p rè s le d în e r. C e tte c o u tu m e a é té a b a n d o n n é e . A près le d în e r, les b o u rg e o is v o n t à la salle in fé rie u re p o u r p r e n d r e le café.
L ’a p rè s -m id i a lieu l’e n c h è re d u bois. A n c ie n n e m e n t, on m e tta it à l’e n c h è re d u g rain , le m o u lin é ta n t en c o re utilisé.
M ais les c h a n n e s se v id e n t et les esto m acs se cre u s e n t. Il fa u t p e n se r a u so u p er. C ’e st d e n o u v e a u la r a c le tte q u i est servie. O n n e p a rle p lu s g u è re des co m p tes d e la b o u r geoisie. L e m o m e n t e st v e n u d e fa ire la p la c e au x b o n n e s histoires e t c h a c u n y v a d e to u t son c œ u r. L ’a c c o rd é o n d é ro u le sa m u s iq u e e n tra în a n te . E t il n ’e st pas ra re d e v oir les b o n s vieux esq u isser des d a n ses d u te m p s jadis.
A près le so u p e r, le p r é s id e n t fait d e n o u v e a u la p riè re . Puis les a u to rités d e s c e n d e n t à la cave. L à , le p ré s id e n t, d ’u n g e ste p r e s q u e sacré, p lo n g e la b a g u e t te d e bois d a n s le to n n e a u en p e rc e e t a u v u d e l’as sistance q u i est là co m m e té m o in , il fait la m a r q u e q u i se rv ira d e c o n trô le p o u r l’a n n é e su iv an te. L ’u n ou l’a u tr e p r e n d e n c o re la p aro le. P uis tous s’a g e n o u ille n t e t u n e d e rn iè re p riè re é m o u v a n te s’é c h a p p e des b o u c h e s. E t c’e st la fin d u jo u r fê té d ig n e m e n t, c o m m e il se doit. N ous ajo u to n s m a in te n a n t q u e l q u e s d étails q u i n o u s p a ra is s e n t p r é se n te r d e l’in térêt. Q u e lq u e s m o ts d e la salle b o u r geoisiale. O n e st fr a p p é d e ta n t de ru stic ité . L es b a n c s, les ta b les, les g o b elets, le fo u r n e a u , to u t e st a n cien, m ais to u t e s t b e a u d a n s sa sim plicité.
U n co ffre-fo rt p ré c ie u x c o n tie n t des arch iv es n o n m o in s précieu ses, d a t a n t d e 1300 e t a u delà.
Les c h a n n e s, a u n o m b r e d e 60 en v iro n c o n s titu e n t u n e co llection s u p e r b e e t q u i a ttir e d e n o m b re u x visiteurs. L es in scrip tio n s g rav ées d an s le m é ta l p e r m e tt e n t d e re m o n te r b ie n h a u t d a n s le passé.
L a c av e e st u n iq u e . E lle est é t ra n g è re aux p ro g rè s réalisés en é le c tric ité p u is q u e l’éc la ira g e est assu ré p a r d e m o d e ste s b o u g ie s s e u le m en t. T o u te u n e série d e to n n e a u x im p osants. D a n s u n coin, c e lu i d e « l’é v ê q u e ». D a n s le té m p s, e n e f fet, l’é v ê q u e , à c h a q u e to u r n é e p a s to rale, h o n o ra it les b o u rg e o is d e son p a ss a g e à la cave. E t, b ie n sû r, on lui d o n n a i t à b o ire d u bon...
Q u e lq u e s m ots d u « g la c ie r ». Il n ’e st p as servi h a b itu e lle m e n t, é ta n t tro p p récieux. L es b o u rg e o is e n d é g u s te n t à l’occasion des n o m in a tio n s ou l’a n n é e des élections.
T o u s les to n n e a u x s o n t co n trô lés q u a n d on c h a n g e d e p ro c u re u rs , ce q u i a lieu tous les d e u x ans. P o u r ce faire, on se se rt d u m a illet. D an s c h a q u e to n n e a u , le vin d o it to u c h e r le m a n c h e d u m aillet.
A u co u rs d e l’a n n é e , d u « g la cier » est q u e lq u e fo is o ffe rt à des h ô te s d e m a rq u e . M ais c h a q u e c h a n n e est s o ig n e u se m e n t n o té e et le p r o c u r e u r d o it p o u v o ir ju stifier la d im in u tio n d e la q u a n tité d u vin d an s le to n n e a u .
A n c ie n n e m e n t, les b o u rg e o is fa i s a ie n t p a rtie d u « g r a n d bisse », m ais à u n e c o n d itio n assez exi g e a n te : il fa lla it p o ssé d e r 9 00 toises d e p ré s a rro sab les sous le bisse.
U n m e u n ie r é ta it d é sig n é p a r l’asse m b lé e b o u rg eo isiale. L a m o u tu r e é ta it p a y é e en g rain. L e m e u n ie r, p o u r son salaire, p r e n a i t u n e c e rta in e q u a n tité d e g ra in m é la n g é , le d o u b le d e celle d o n n é e à la b o u r geoisie p o u r la lo c a tio n d u m oulin. Q u a n d le m e u n ie r se ré s e rv a it d eu x fichelins d e g ra in m é la n g é , il d e v a it d o n n e r u n fich elin d e b o n g rain à la b o u rg eo isie. C e g ra in é ta it
con-S alle b o u r g e o isia le
v e rti en p a in — u n e p a rtie d u m oins —. E t le soir d e la jo u rn é e d u g ra n d bisse, ce p a in e t u n e c e rta in e q u a n tité d e fro m a g e é ta ie n t ré p a rtis e n tr e tous ceux q u i a v a ie n t tra v a illé à la m ise en é t a t d u bisse. C es d e r niers é ta ie n t resp o n sab les d u b o n fo n c tio n n e m e n t d u bisse p o u r l’a n née.
P lus ta rd , on v e n d a it le g ra in à l’e n c h è re e t on a c h e ta it le pain .
L e d ro it de b o u rg e o isie e st si en h o n n e u r q u e ceux q u i n ’h a b ite n t plus la v allée d ’A nniviers e t q u i o n t élu do m icile à Sierre, p a r exem ple, p e r d e n t leurs droits.
Il f a u t n o te r q u e des a rr a n g e m e n ts so n t co nclus e n tre les divers villages d e la v allée : A yer, G ri- m e n tz et S t-Jean. O n p e u t h a b ite r n ’im p o rte le q u e l d e ces villages et g a r d e r les d ro its d e b ourgeoisie.
T a n t q u e ces c o u tu m e s d u r e r o n t — e t il est à s o u h a ite r q u ’elles d u r e n t lo n g te m p s en c o re — ta n t q u e nous au ro n s des p o p u la tio n s re s p e c tu e u ses d u p a ss é e t des trad itio n s, le c œ u r d u vieux pays re s te ra in tact.
Il y a u n c e rta in esp rit m o d e rn e q u ’il fa u t a c c e p te r. M ais existent aussi les trésors d u p assé q u ’il f a u t g a r d e r ja lo u sem en t.
LUC
L
a t h i o n
e / / / / e / / / / / . ) / / -
-
/ / et / z / / r r///r//. ) / / / /
regravir — nouveaux Sisyphes — les pentes glissan
tes. Ce sont des formes humaines lumineuses et
diaphanes qui, comme on le pressent, ne se
lasse-(P h o to S u z y P ile t, L a u s a n n e )
ront jamais de faire effort pour sortir de cette p ri
son — en brisant ou en surm ontant le roc !
C’est l’œ uvre et c’est Tauteur !
Hier, réception rue de Rennes chez M° H enri Bre
mer de M ontmorand, de l’Institut de France. P lu
sieurs personnes, qui avaient eu l’occasion de ren
contrer ici-même Luc Lathion, me dem andent un
petit entretien sur ce peintre suisse ; elles ajoutent,
sur un ton plein de mystère prophétique : « Vous
savez qu’ici on juge votre jeune ami comme un
artiste qui prom et un très brillant avenir ; il compte
déjà à Paris de vrais adm irateurs ».
A ces notables et à ces connaisseurs en peinture,
j’ai répondu par ces simples mots :
—
C’était l’été dernier, à Lausanne ; j’entre dans
l'atelier de Luc, mais il m ’est quasi impossible de
suivre la conversation. Je suis littéralem ent hypno
tisé par un des tableaux qui attendent, là, en désor
dre, l’encadrement.
Une profonde vallée qui se resserre jusqu’à l’in
fini ; des pans abrupts ; une atm osphère de gouffre
et d’angoisse ; toute une somme savante de bleus
— ton sur ton — qui jouent, en decrescendo, les
chutes dans l’abîme — puis se détachant sur ce
gigantesque décor de rêve (certains diraient : sur
ce décor de profondeur psychanalytique), des fan
tômes indécis qui tâtonnent et qui luttent pour
Luc est né dans le val d ’Anniviers, au fond de
ce Valais légendaire où les invasions ont mêlé,
dans la nuit des temps, les races, les langues et les
yeux...
Les yeux de Luc ! Sont-ils sarrasins ? slaves ou
berbères ? ce sont en tout cas des yeux de voyant
qui ne s’arrêtent jamais aux apparences.
La peinture devant laquelle je suis tom bé en
arrêt, c’est lui, le Valaisan enfoui et enterré vivant
dans sa vallée étroite, mais qui, sans voir face à
face le rare soleil d’hiver, croit en lui de toutes ses
forces... car il devine et il sait le reconnaître sur
les parois bleues qui changent leurs teintes et leurs
ombres suivant l’heure d u jour et la m arche lente
de l’invisible foyer.
Luc, ou le peintre symboliste des ascensions vers
la lumière !
Paris, 28 janvier 1954.
Tancrède de Chambost.
(Réd.). — Luc Lathion expose, en ce mom ent et jusqu’au 15 février, à l’Hôtel de ville de Martigny.
L’ H O M M E D E N E I G E
Il e st coiffé d ’u n h a u t tro m b lo n ,S im p le m a n c h o n d e ch e m in é e , E t ses y e u x no irs s o n t d e u x c h a rb o n s , T o u s feux éte in ts e n la co rn ée.
T o u t ju s te a s p e c t q u a n d lu n e lu it D e r e v e n a n t ou d e fa n tô m e , D e ceux q u i rô d e n t d an s la n u it E n s’é tir a n t d ’u n lo n g m o n ô m e. C e in t d ’u n e é c h a rp e , il n ’e st fa r a u d , E t c e t o rn e m e n t dérisoire, N e lui fa is a n t ni fro id n i c h a u d , S u r lui n ’a rien d ’o sten tato ire.
C o m p te fait, ce q u i le séd u it, E st-c e d ’av o ir to u jo u rs m ê m e â g e ? Q u e d e l’h iv e r c o lla n t à lui N e faille u n jo u r to u r n e r la p a g e ?
D e l’h iv e r s’il p o rte l’en n u i, S onge-t-il à faire d u c h a rm e ? U n jo u r p ro c h e soleil le cu it E t l’a m è n e à re n d r e les arm es.
Q u ’à son p ro f it to m b e n t serrés M ille e t m ille flocons sans trê v e , L ég ers, m u e ts, d ru s , affairés, A fin d e p ro lo n g e r son rêve.
M a lh e u r à n u l a u tr e p a re il S’il e n é p ro u v a it d e l’a la rm e : S uffit u n jo u r d e g r a n d soleil P o u r q u ’a u ss itô t il fo n d e en la rm es.
Q u e v o ilà b ie n u n id é a l : S u p p u te r son g ain d e fro id u re , N e ig e en a m o n t, n e ig e en aval, D e q u o i m e n e r fa rc e q u i d u re.
C a r il a p p r e n d q u ’il e s t m o rte l Q u a n d d u soleil il fa it sa cure. Si ce n ’e st l’a stre u n g ra in d e sel A c h è v e ra son a v e n tu re .
Q u ’on l’o b se rv e d e près, d e loin, Il e st e n so m m e u n p a u v r e sire, D e se m o u v o ir n e se n t besoin, A tte n d d e fo n d re c o m m e cire.
Pas p lu s v a le t q u e ch ev alier, S an ch o p a n ç a q u e d o n Q u ic h o tte , T ris te n o n p lu s q u e fam ilier, N ’a d e h o c h e t n i d e m a ro tte .
( F r o n tis p ic e e t d e s s in d e l’a u t e u r )
W
ß ,
^vy/trs'-r
M ais q u i rè g n e a u sein d es frim as N ’a d e p u is sa n c e n i d ’e m p ire , N o n p lus é p o u v a n ta il q u ’a p p â t, S u r son n é a n t il n e so upire.
A h ! l’em plisse flux d e ch a le u r, B rû lu re d e fièvre l’in o n d e ! V oulez-vous, lui d o n n a n t u n cœ u r. Q u ’en u n clin d ’œ il sen sib le il
fo n d e ? C i g it u n e f la q u e d ’eau
A vec u n p e u d e n e ig e te n d re . Q u ’à ce d é f u n t n ’a y a n t to m b e a u N u l n e dise : P aix à ses c e n d re s !
il
Des villages de notre canton, Ernen est bien Tun
des plus beaux, l’un des plus riches, Tun des plus
attachants. Connu au tem ps des Romains déjà, il
joua surtout un rôle important au moyen âge, sa
situation le plaçant sur la voie des échanges entre
le Nord et le Midi qui s’effectuaient par le col de
sur la tête de son fils. Mais ce n’est là, à la vérité,
que Tune des richesses du village.
Il faut entrer à l’église pour s’en rendre compte.
D’admirables statues gothiques, des fragments de
rétables, des stalles de la seconde moitié du X V I I e
siècle, un calice donné par Schiner composent en
m n i B □
IBM H MB!
L a p la c e d u v illa g e (P h o to E . J. K a u f m a n n , B rig u e )
TAlbrun. Le trafic était important par la vallée de
Binn, chemin le plus court, sur Taxe du Grimsél,
entre Berne et THelvétie centrale d’une part, l’Ita
lie du Nord, d’autre part. Ernen tira de cette situa
tion privilégiée l’essentiel de son importance.
La preuve de cette importance nous est fournie,
en particulier, par la « Maison de Tell ». Elle
domine la place du village. Edifiée au X V I' siècle,
elle servait d’entrepôt aux marchands qui trafi
quaient par le col. Elle porte, sur la muraille exté
rieure, peinte à la fresque, Tune des plus anciennes
représentations, de la scène reprise par Schiller
dans son drame : Tell perçant une pom m e placée
particulier un « trésor » des plus remarquables.
Mais le passé tout entier d’Ernen justifie cette
richesse.
Ernen fut, en effet, la première paroisse de
Conches inférieur. Des Augustines y fondèrent un
couvent ; les Jésuites y eurent un collège ; les Ca
pucins, un établissement. Enfin, titre suprême de
gloire : Schiner, natif du village voisin, y fu t vicaire
avant de devenir le secrétaire cle Supersaxo, bour
geois et originaire du village.
Si l’église actuelle a subi les outrages d’une mal
heureuse rénovation au siècle dernier, l’Hôtel de
ville, construit vers 1770, est dem euré en son état
primitif. C ette ancienne prison du district est l’une
des demeures les plus originales de notre X V I I I e
siècle. Maison de pierre, com m e l’église, au centre
des chalets si typiques aux encadrements blancs, il
rappelle un passé proche où les chefs-lieux des
dizains étaient de véritables capitales.
Depuis bien des années, il appelait à son chevet
la présence du restaurateur... Murs décrépits, toi
ture-passoire, délabrement des pièces, il risquait
de tom ber en ruines. Mais nos compatriotes hauts-
valaisans ne sont pas conservateurs pour rien. Le
projet d’une restauration de l’Hôtel de ville d’Er-
nen est en voie d’exécution. Rénové, le m onum ent
d u X V I I I e a l’avenir devant lui.
On ne s’est pas contenté, à vrai dire, de panser
des plaies menaçantes. La génération des restaura
teurs a voulu ajouter sa signature sur l’une des
façades sous la forme d’une fresque représentant
un banneret. L es spécialistes se disputeront sur
Tutilité d ’apports modernes à des m onum ents his
toriques. L e fait est que l’œ uvre existe. Elle est
signée Henri Boissonnas.
L e s a in t C h r is to p h e d e l ’églis e d ’E m e n ( P h o to s B. R ast, F r ib o u r g )
Henri Boissonnas est un spécialiste de ces tra
vaux. Déjà, il avait restauré la scène de Tell, sur
la maison voisine, il y a quelques années, et peint
L ’H ô te l d e ville a v e c la n o u v e l le fr e s q u e
de sa main, à la fresque encore, sur une autre
façade du village, des scènes de nos mobilisations.
Aujourd’hui, c’est d’une ample image de 3 m. 50
sur 3 m. qu’il orne l’une des façades de l’Hôtel de
ville. L ’importance de son œ uvre mérite d’être
signalée.
Si la technique de la fresque se perd c’est qu elle
est d ’un emploi fort délicat ; elle réclame u n pin
ceau très sûr. Encore, ceux qui l’appliquent, utili
sent-ils, en général, un mortier sec que des procé
dés chimiques perm ettent d’imprégner de couleurs.
Boissonnas a travaillé directement sur mortier
frais, avec la juste proportion de ciment qui donne
une plus longue durée à l’image, en m êm e tem ps
q u elle lui accorde plus de transparence et plus
de fraîcheur. L e résultat est des plus intéressants.
Alors que dans bien de nos villages on tourne
effrontém ent le dos au passé sous le prétexte illu
soire qu’il faut être de son tem ps ; qu’on laisse aller
à la ruine les témoins les plus valables de l’exis
tence de nos pères, il fa u t saluer ce qui se fait à
Ernen. Les efforts de ce village pour maintenir
vivantes ses plus sûres richesses ont une valeur
d ’exemple.
Roger Peyrefitte a sonné à grand fracas le glas des
ambassades. Mais elles n e sont pas toutes mortes.
Il y a même des ambassadeurs sans tricorne et sans
habit noir, et qui m éritent bien de leur pays.
Ainsi, la Chanson Valaisanne.
Une trentaine de chanteurs et de chanteuses en
costumes de la région de Sion sont allés porter aux
quatre coins de l’Europe une image colorée et sym
pathique de notre pays. Grâce à eux, le mot
« Suisse » ne signifie pas seulement chocolat, m on
tres ou hôtels de montagnes. Grâce à eux, le pays
prend un visage et un cœur. Grâce à eux, surtout,
l’âme du Valais a trouvé son expression musicale.
Admiré pour la beauté de ses paysages, le pitto
resque de ses costumes, le Valais n’avait jamais
passé, autrefois du moins, pour la terre bénie de la
musique vocale. La fierté patriotique de M. Geor
ges Haenni s’en est émue. Chargé de diriger le
chœ ur romand d’ensemble, lors de la fête des cos
tumes de Genève, en 1930, il rem arque combien
l’accueil fait aux productions valaisannes diffère
du succès rem porté p a r les mêmes groupes lors
qu’ils défilaient dans les rues. Rentré à Sion, il
dem ande à quelques membres du C hœ ur mixte de
la cathédrale, dont il est maître de chapelle, de
faire connaître le Valais par son folklore musical.
Tous acceptent d’enthousiasme, et c’est la nais
sance de la Chanson Valaisanne.
Restait à lui donner des costumes et, bien en
tendu, un répertoire. Mais le Valais est assez riche
pour fournir tout de suite et l’un et les autres. Le
L e s so liste s à N ice , e n a o û t 19 3 1
compositeur et organiste sédunois Charles H aenni
avait recueilli dans les vallées du canton des cen
taines de vieilles chansons, que souvent seuls les
anciens fredonnaient encore avec « l’accing » qui
M . e t M m e G e o rg e s H a e n n i
en est le relief et la couleur. Certaines furent repri
ses telles quelles, d’autres harmonisées par MM.
Haenni père et fils avec, note un critique « autant
de patriotique respect que d e tact et de science
musicale », d’autres enfin étaient des œuvres ori
ginales des deux musiciens valais ans.
Dès la prem ière apparition en public, à Sion, en
juin 1931, à l’occasion du congrès des avocats suis
ses, c’est le grand, le très grand succès. Les « étran
gers du dehors » sont charmés par cette révélation
valaisanne. Les Valaisans eux-mêmes ne sont pas
moins charmés, et peut-être tout autant surpris de
découvrir que leu r petite patrie n’est pas, ou plutôt
n’est plus, la belle muette, mais q u ’elle sait chanter
avec gaîté, douceur ou gravité. La même année,
le groupe fait son prem ier voyage à l’étranger, et
participe, à Nice, à des manifestations folklori
ques avec d’autres sociétés de Suisse romande.
Puis ce furent des concerts en Suisse et à l’étran
ger, si nombreux q u ’à les énum érer seulement on
reprendrait toute la carte d’Europe, et celle de
Suisse, bien sûr, dans ses détails. Les critiques u n a
nimes relèvent, non seulement le pittoresque de la
présentation, l’éclat des costumes, la grâce des
chanteuses, mais encore la perfection de l’exécu
tion.
E t c’est l’un des plus grands mérites de M. Geor
ges Haenni. Pour lui, la m usique folklorique n’est
pas une m usique de second choix. Il lui voue soins
et respect. Par le souci du rythme, de la nuance, de
l’articulation, par un travail de préparation extrê
mement fouûlé où rien n’est laissé au hasard, sans
que disparaissent jamais la fraîcheur ni l’origina
lité, il a remis la chanson populaire sur la bonne
voie. Ce n’est plus un prétexte à laisser aller, miè
vreries ou balourdises au succès facile. Sa vraie
noblesse lui est rendue, faite de simplicité, d’hu
mour et d’alerte franchise, avec le goût du beau
travail bien fait. Sa vraie beauté lui est rendue,
faite à la fois de 'réalisme bien d’aplomb sur terre
*fct de poésie réelle, sa vraie beauté qui est celle
même du costume des femmes du pays : soie écla
tante des tabliers et des fichus sur les sombres
robes de laine.
Dans un article sur les premières Fêtes du
Rhône auxquelles la Chanson Valaisanne ait p a r
ticipé (à Lausanne en 1934) Emile VuiUermoz
écrivait dans « Candide » que l’ensemble valaisan
arrivait à une « exécution de luxe ». C ette qualité,
atteinte d’emblée, M. Haenni l’a m aintenue avec
une constance proprem ent merveilleuse. Les an
nées passent, des chanteurs s’en vont, d’autres les
remplacent, et c’est comme si chaque nouveau
retrouvait, reprenait une voix qui s’est tue1. La
Chanson reste toujours égale à elle-même parce
q u ’elle n’est tributaire ni d’un soliste ni d ’un com
positeur, parce q u ’elle est l’expression d’un authen
tique am our de la musique et du pays, et puis
aussi parce que son directeur possède une b a
guette magique.
C’est pourquoi elle peut, dans un même concert,
mêler sans h eurt ni dommage, mais pour un plaisir
accru des auditeurs, des airs du terroir à des œ u
vres de musiciens contemporains, dont plusieurs,
et parm i les plus connus chez nous, ont écrit des
A u T h é â t r e d u J o r a t , les a u t e u r s e t in t e r p r è t e s d e l a « S e r v a n t e d ’E v o l è n e » :
Aspects de la vie économique
D E L A I
Qui penserait que ces deux petits mots à eux seuls aient pu constituer l’épi- centre d’une discussion au Parlement valaisan qui dura plus d’une heure ?
C ’est que leur insertion dans un texte légal devait en quelque sorte m arquer l’orientation de toute la po litique économique de notre canton pour les prochaines années.
Il s’agissait de débattre un décret relatif à l’amélioration de notre réseau routier à laquelle est lié, dans une large mesure, le développement de notre tourisme.
Car aujourd’hui le tourisme dont vit une notable partie de la population valaisannc dépend pour une bornie part des commodités offertes par nos routes.
Dans la mesure où elles sont rébar batives et dangereuses, le touriste qui roule évitera le pays qu elles sil lonnent et ce sera autant de perdu pour lui.
C’est pourquoi un programme de constructions et de retouches a été élaboré par les services de l’Etat. Il porte sur des dizaines de millions de francs de dépenses, car aujourd’hui rien ne s’envisage sans des frais dont l’ampleur frappe l’imagination.
Le conflit, si l’on peut s’exprimer ainsi, porta sur le rythme des travaux.
Doivent-ils être entrepris immédia tement ou à longue échéance ?
« Sans délai », proposait le Gouver nement, et cela pour diverses raisons dont la principale — faut-il le souli gner ? — est leur urgence.
L ’équipem ent du pays ne souffre point de retard. Disons, pour être p ré cis, qu’il y a justement retard et q u ’il est maintenant nécessaire de le rattra per.
Mais qui dit travaux dit occupation de main d ’œuvre, « occasions de tra vail » pour employer le style officiel. Or ces « occasions » existent aujour d’hui sans qu’il soit nécessaire d’ouvrir de nouveaux chantiers.
Tandis qu’il en sera peut-être autre m ent plus tard, si une crise écono mique survient.
Donc il serait logique d échelonner l’exécution des travaux sur une longue période, de les garder en réserve pour le moment où le chômage fera son apparition.
Cette théorie est celle que profes sent les autorités fédérales depuis tan tôt dix ans, sans grand succès d’ail leurs car il est difficile de lutter contre le courant.
Il n’est pas étonnant dès lors que certains parlementaires valaisans aient repris cette thèse à leur compte et l’aient soutenue avec toute la vigueur dont on est coutumier dans notre pays.
L ’opinion émise par les contradic teurs du Gouvernement se concrétisa
par une proposition bien simple, la suppression de ces deux petits mots : « Sans délai ».
Q u’allait faire le Parlement face à cette dualité de conception ?
Fallait-il sacrifier les nécessités im médiates au profit de préoccupations sociales qui surgiraient éventuellement plus tard et qui étaient par conséquent hypothétiques ?
Ou fallait-il se placer sur le terrain des réalités et se mettre im médiate m ent à l’ouvrage ?
C ’est le deuxième point de vue qui prévalut, celui du Gouvernement, et cela à une très forte majorité.
Le Valais va donc s’attaquer de pied ferme à la rénovation de ses grandes artères en y investissant une cinquan taine de millions.
Les crédits lui sont accordés par le Parlement pour vingt millions et la participation fédérale fera le reste.
Tout cela bien entendu sous réserve du verdict du peuple qui sera consulté sous peu.
Il ne fait point de doute qu’en l’oc- curence les citoyens suivront leurs élus, si le problème leur est présenté sans fallacieuses arguties.
mélodies spécialement pour elle. C’est pourquoi
aussi elle touche tous les publics et se trouve à
l’aise partout. J ’en ai pour preuve d’une p art une
série d’articles parus dans la presse belge l’au
tomne dernier, après que la Chanson Valaisanne
se soit produite au Palais des Beaux-Arts de Bruxel
les, et d’autre part la relation faite par un détenu
de Crêtelongue d’un concert que cette même
Chanson a donné dans les établissements péniten
tiaires valaisans le 10 janvier de cette année. Mê
me admiration, traduite presque avec les mêmes
mots. Les journalistes parlent d ’enchantem ent, le
prisonnier de miracle, mots éternels que l’on donne
à l’expression même de la beauté.
M. A. Théier.
Savez-vous que
TREIZE ETOILES
est servie régulièrement
dans Le tuende entiez
chaque mois
et qu e notre revue est lue jusqu’aux Iles Canaries, Québec, Buenos-Aires, New-York, Stockholm, Lis bonne, Le Caire, Marrakech, Mogador, Rabat, Ca sablanca, San Francisco, Florence, Naples, Venise, Rome, Bologne, Londres, Brighton, Monte-Carlo, Anvers, Bruxelles, Gand, Liège, Stuttgart, F ran c fort, Amsterdam, D en Haag, Rotterdam, Nice, Cannes, Marseille, Luxembourg, Liège, Turin,
S t o 2 w iù id & l
U n j e u n e r e t r a i t é
Il est d ’heureux mortels pour qui retraite signifie début d ’une existence nouvelle, tant le travail a réussi à les conserver. C ’est le cas de notre ami Alexis Franc, qui vient d ’abandonner son activité, longue et fructueuse, à la CIBA, pour se consacrer exclusivement au journalisme, en particulier à la rédaction de sa chère « F eu ille d’Avis de M onthey».
Si « Treize Etoiles » salue cette retraite avec joie, c’est q u ’elle lui vaut le plaisir de lui procurer u n nouveau collaborateûr particulièrement rompu à la vie bas-valaisanne. Ancien président de l’Association cantonale de la presse, Alexis Franc réunit toutes les qualités inhérentes à son second métier, à commencer par une plum e aussi joviale que son caractère. Ce qui n ’exclut pas la modestie. Jugez-en par cette image !
N o s t é l é s k i s se m u l t i p l i e n t
Samedi 23 janvier a e u lieu aux Giettes l’inauguration du téléski construit par M. André Barman, propriétaire de l’hôtel qu’il a fait édifier là-haut en 1938 a peu près en m êm e temps que s’achevait la belle route forestière desti née à desservir le domaine forestier de la com mune de Monthey.
Les installations mécaniques ont été conçues et réali sées par la maison Giovanola frères de Monthey sur le modèle d ’un prototype nouveau dont il existe actuellement deux spécimens en fonction, y compris celui des Giettes.
L a longueur de la piste, qui am ène les skieurs des Giet tes aux Cerniers au pied de la majestueuse forêt de Chin- donne, est de 688 mètres et la dénivellation de 240 mètres, ce qui représente une pente de 37 %. La vitesse de pro
pulsion est de 2.50 m./sec. et 17 skieurs trouvent place le ong du m êm e câble, d ’où un débit de 220 skieurs à l’heu re, la durée du parcours étant de 4 min. 35 sec.
L ’ouvrage a été béni jpar M. l’abbé Mabillard, révérend vicaire de Monthey, et c est M. Mce Delacoste, président de la commune de Monthey, qui a coupé le traditionnel ruban au cours d’une cérémonie imposante dans sa simpli cité. Des skieurs de Choëx et Monthey qui ont fait l’essai du téléski s’en sont déclarés enchantés.
M . M a u r ic e D e la c o s te , p r é s id e n t d e M o n th e y , c o u p e le r u b a n s y m b o li q u e d u n o u v e a u té lé sk i d e s G ie tte s
Le lendemain, dimanche 24 janvier, c’était au tour de Vercorin d ’inaugurer son prem ier ski-lift, qui part de la station supérieure du téléphérique. E n quel ques minutes, le skieur est élevé de 800 m. avec une dénivellation de 175 m.
Le ski-lift se termine au bisse qui longe la forêt. E n l ’espace d’une heure, il ( P h o to C o u c h e p in , Sion)
peut transporter 280 sportifs, à raison de deux à la fois.
Toute la population de la sympathique station a assisté à la bénédiction de l’ouvrage, donnée par M. l’abbé Bellon, Rd curé de la haute paroisse. Après quoi se déroula la « Coupe de Vercorin » qui vit la victoire d’Yvon Chevey pour le fond, tandis que Solioz et Vuignier s’adjugeaient la première place à la des cente et au slalom.
U n e a u t r e r e t r a i t e r e m a r q u é e
C ’est celle que vient de prendre M. Joseph Volken, chef du Service canto nal des automobiles. Ce dernier était pratiquem ent inexistant à l’arrivée de son titulaire, qui l’a entièrement organisé e t constamment développé.
Q uand on connaît l’essor de la circulation routière, on imagine le travail q u ’a nécessité la mise au point, comme la direction d ’un tel service, l’un des plus importants aujourd’hui de notre administration cantonale.
M. Volken, qui a bien mérité des automobilistes valaisans, va pouvoir goûter maintenant à la détente qui lui perm ettra de se consacrer davantage à l’aéro drome civil de Sion, qu’il dirige avec autant de cœ ur que de dévouement.
Il est des événem ents qui changent le cours d ’une vie, qui m arquent favorablem ent l’évolution ou l’épanouisse m ent de certains hommes.
Le Destin tisse de mystérieux fils dont les ramifications perm ettent parfois de singuliers rapprochements d ’êtres apparem ment fort dissemblables dans leur comportement, leur conception de l’humain, leur nature, leur esprit.
Telle fu t l’heureuse rencontre de C.-F. R am uz et d ’Igor Strawinskij.
Car il est indéniable que sans la guerre 14-18 — qui déra cina tant d ’existences, obligea tant d ’hom m es à se dépayser et tant d ’artistes à confiner leur génie créateur dans des frontières paisibles, certes, mais trop exiguës pour leur rayonnem ent — jamais l'« Histoire du Soldat » n’aurait vu le jour.
D e la collaboration d ’un Vaudois fortem ent enraciné à son coin de terre et de lac et d ’un Russe cosmopolite naquit une œ uvre dont l’apparition sur la scène m unicipale lausan noise, en autom ne 1918, ne m anqua pas de provoquer des remous divers. Néanmoins, grâce aux talents réunis d ’Anser- met, d ’Auberjonois, des Pitoëff, de Gagnebin, de Gilles, qui prêtèrent leurs ailes d ’élites à l’œ uvre, l’envol était donné.
E t c’est ainsi q u ’un tiers de siècle plus tard, il nous a été donné, à notre tour, de jouir d ’une « Histoire du Soldat » traitée quelque peu différem m ent, sans pour autant que le fond ni la form e en aient subi la moindre altération, le plus infim e ternissement.
Cette féerie semble, au contraire, avoir gagné en couleur et en pittoresque. On y retrouve m ieux h fantasmagorie des tréteaux de village, des théâtres de marionnettes, des
jon-C . - F . R a m u z
(P h o to H élio s, G e n è v e .)
g leurs, des montreurs d ’ours chers à l’auteur de « Pe- trouchka » et dont Ram uz, profondém ent influencé par le musicien, a saisi et adm irablement transposé le charme pri maire, la rusticité, la gausserie alourdie, en a fait cette grande histoire toute simple, cette tranche de vie hors du temps, où le soldat, le diable et la princesse jouent le jeu.
Com m ent une œ uvre si volontairement dépouillée (trois personnages, un récitant, sept instrumentistes) atteint-elle à une pareille grandeur et déclenche-t-elle des résonnances si profondes et si intim es ?
C’est là que réside le miracle.
Ram uz et Strawinsky ont puisé aux m êm es sources ter riennes leur inspiration ; ils se sont nourris de la m êm e subs tance généreuse, ont été animés d ’un égal respect envers les êtres simples. Leur primitivism e n’est pas une manifestation de surface. Il plonge ses racines dans une matière concrète et riche.