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-L AROUTE DU SIMPLON.
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N E U K I R C H ,
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L e s descriptions de la route du Sim plon ne m anquent p as. — C elle publiée en 1309 par M r. M a lle t a ) a d’abord fixé l ’attention, tout en rendant avide d’une a u t r e , plus d étaillée. M css. L ory et O sterw ald ont satisfait depuis le public par un m o n u m e n t, vraim ent n a tio n a l, sous le rapport pit toresque. b ) Ce magnifique ouvrage q u i, vu son prix é le v é , n e peut être que dans les m ains de peu de m o n d e , a été refondu dans un autre qui a paru l ’année dernière c h e z M ess. A kerm ann à Londres, c ) Cependant ces descriptions laissent encore beaucoup à d ésire r, faisant m ieu x connaître la beauté des ou vrages que les efforts qu’ils ont coûté. L es éditeurs des m onum ens français d ) n ’ont égalem ent rempli qu’im parfaitem ent cette dernière tâ ch e; ils ont fourni
toutefois à l’hom m e qui pouvait en parler avec
le plus de c o n n a issa n c e, le p rétexte de publier des
z ) L e tt r e s s u r In r o u t e de G en ève à M i l a n p a r le S i m p l o n , é cri te s en 1309. P a r i s et G e nè v e c hez Pa scltoml. 1 Vol. S.
£) V oy ag e p it to r e s q u e de G e nèv e à M i l a n p a r le S im p lo n , 1 V o l. fol. avec 33 gr a v u re s e n lu m in é e s . P a ri s cliez D i d o t , 1811. P r ix d ’un e x e m p l a i r e o r d i n a i r e 15 Louis.
e ) P i t t u r e s q u e T o u r fr o m G e n e v a to M i l a n by w a y o f Sim pl on .
I m p e r i a l oc ta v o . L o n d o n 1S21 , c hez A k e r m a n n . P r i x 2 e t derni Quittées. Le t e x te e s t de M r . Schob erle .
rf) La r o u t e d u S im p lo n . P r e m i e r c a h i e r des m o n u m e n s des victoi res et c o n q u î t e s / des F r a n ç a i s . P a r is 181V, c hez Pan k'onke.
i V
renseignem ens curieux sur la construction de cette
route, e ) Si de m on côté je me suis occu p é à
réunir dans un m êm e cadre toutes les données que j ’ai pu me procurer sur cette entreprise m ém orable, j e n ’ai eu en vue que les voyageurs q u i , non con- ten s de v o ir , veulent en m êm e tem s s ’instruire; et m on travail ne sera peut-être pas sans m érite à leurs y e u x , en attendant qu’il plaise aux hom m es de l’art de faire paraître un ouvrage plus digne du sujet. / )
i ) M é m o i r e e t o b s e r v a ti o n s h i s t o r i q u e s et cr it iq u e s s u r la ro ut e du S im p lo n et a u tr e s ob je ts d’a r t a d re ssé es à M r , Ch. D u p i n p a r M r C é a r d , d i r e c t e u r des p o n t s e t c h a u s s é e s , en r e t r a i t e ; i n 4 1S20. P a r i s , c hez Goe ury .
/ ) M r . C o r d i e r , u n des in g é n ie u rs f r a n ç a i s e m p lo y é s à la c o n s t r u c t i o n de la r o u t e , a p u b li é u n e c ar te t o p o g r a p h i q u e du S im p l o n , d res sée s u r le de ssi n o r ig i n a l de M r. C éa rd . El le ne c o m p r e n d to u te fo is que la li s iè re des m o n ta g n e s qu e la r o u t e p a r c o u r t , et s e t a , je p r é s u m e , su iv ie d ’une a u t r e s u r u n e p lu s g r a n d e é che lle d a ns le g e n re des belles c ar te s du M o n t - C e n i s , p a s Mes s. R a m o n d et D e rr ie n .
M r . C é a r d a v a i t fa it fa ir e u n r e l i e f du S im p lo n p o u r ê tre m i s sous les y e u x de N a p o lé o n ; m a is l’a r ti s te qu i t r a v a i l l a i t à cè r e l i e f , d a ns le b u r e a u de M r . Céa rd à G e n è v e , en e sc a m o ta l e s p r i n c i p a l e s d i m e n s io n s et e n fa b ri q u a u n second qui fut e nv oy é à l’e m p e r e u r de R u s s i e , a v a n t que N a p o l é o n en a it eu c o n n ai ss an c e . O n p e u t se fig u rer les i n q u ié tu d e s de M r . C éa rd e t du M i n i s t r e q u i a v a i t sous lu i le d é p a r t e m e n t des p o n t s e t ch au s s ée s ; c e p e n d a n t N a p o l é o n se b o r n a à l e u r dire a u lieu d e t o u t r e p r o c h e : „ Si l ’e m p e r e u r A le x a n d r e a le r e l i e f , m o i, j ’ai le S im p lo n . ”
E n 1S07 le g o u v e r n e m e n t a fa it f r a p p e r u n e m é d a i l l e p o u r é t e r n i s e r l’o u v e r tu r e de la ro u te . D ’un côté se tr o u v e le b us te de N a p o l é o n , g ra v é p a r A n d r i e U x , e t s u r le revers un e figure c o l o s s a l e , assise s u r des m o n t a g n e s q u i s e m b l e n t s ’a ff a is se r s ou s so n po id s .
L A R O U T E D U S I M P L O N .
A~ja r o u te du Simplon est depuis seize ans l’objet de
l’adm iration de to us les voyageurs. Elle est p eu t-ê tre ce qui a été fait de plus é to n n a n t, depuis que l’on cons t r u it des routes. Elle surpasse les ouvrages des R o m ain s, a u ta n t par la h ardiesse de la conceptio n que par la perfection du travail. C eux qui o n t élevé le C olisée, étoient loin de s ’imaginer q u ’on parviendra it à réd u ire des m ontagnes de se pt à h u it mille pieds d’élé v a tio n , à une pente de d eu x pouces par toise. Ils savaient bien c o m b le r des p rofondeurs moyennant des voûtes s u rm o n tées les unes par les au tre s ; mais q u ’ils seraient étonnés s ’ils pouvaient voir, c o m m en t les é n o rm e s barrière s qui avaient opposé de si grands obstacles au h é r o s de Car tilage et à leurs p ro p re s lé g io n s, o n t cédé aux effort» et au génie des descendans de ces m ê m e s G a u lo i s , a u x quels ils se croyaient si supérie urs.
N a p o l é o n , en méditant d u ra n t les longues négocia tions de la paix de C a m p o - F o r m i o su r les moyen» d ’as su re r à la F rance la co n q u ê te de l’I ta l ie , sem ble avoir eu le p rem ie r le pressentim ent de l’im p o rtan ce d’une com m unication p a r le Simplon. Il en écrivit a u D i r e c to ir e ex é cu tif ( note s i . ) au mois de M ai 1797, e t envoya u n ingénieur sur les l ie u x , p o u r savoir ce que coûterait une ro u te h établir dans cette direction. Il c h e r c h a en m êm e tems à ou v rir une négociation avec lo Valais. L e résu ltat de ces différentes d ém arche s n ’est pas c o n n u ; toute fois la république Cisalpine s’occupa dès l’année 1798 ( a n V I . ) de l’o u v ertu re d’une ro u te par le Simplon , et M r . C é a r d , chargé depuis en qualité
d ’ingénieur en c h e f de cette grande entreprise) fut appelle à s’a b o u c h er à c e t effet avec le m inistre Serbelloni à P aris.
L e g o u v ern e m en t français chargea le général L e r y , c h e f du génie à l’arm é e des G r i s o n s , de faire une r e c o n naissance des différens débouchés p a r les A lp es, en tre le lac de G en è v e et celui de C onstance, e t de d resse r un plan de défense de la vallée du R h ô n e , en p ren a n t p o u r base de son travail réta b liss e m e n t d ’une co m m u n icatio n directe en tre la F ra n ce et la L o m b a rd ie p a r le Simplon.
N apolé on fit en tre r cette com m unication dans son plan de ca m p a g n e , lors de sa fameuse expédition en Ita l ie , à la fin de M ai 1800, et dirigea u n c orps de tro u p e s so us les o rd re s du général B e t h e n c o u r t p a r le Simplon. Ce co rp s, fo rt à peu près de 1400 h o m m e s et suivi de h u it pièces du' calibre de 3 et 4 , arriva au p o int de réunion, fixé p a r le général en chef, plusieurs j o u r s avant la colonne qui, sous les o rd re s du général M o n c e y , avait d é b o u c h é en m ê m e tems par le St. G o th a r d . L e r a p p o r t détaillé que M r . Q u a t r e m è r e - D i s j o n v a l , * ) faisant alors service de c h e f d’é t a t - m a j o r auprès du général B e t h e n c o u r t , adressa au général en c h e f de l’arm é e de ré s e rv e , A lexandre B e rt h ie r , su r le passage du Sim plon, semble avoir confirmé le p r e m ie r Consul dans ses projets rela tivem ent à ce d ébouc hé des Alpes. M r . Q u a tr e m è r e exposa dans so n r a p p o rt
(note A 2.) q u ’une com m unication, établie p ar le Valais et
le S im p lo n , abrégerait consid érablement les distances de P a ris à M ilan *’), et quelle offrirait à la fois de plus grands
• ) Le m ê m e q u i , d ’a p rè s les o b s e r v a ti o n s f a i t e s s u r les a ra ig né es , a v a i t p r é il it au g é n é r a l P i c h e g r u le succès de so n e n tr e p r is e c o n tr e la H o l l a n d e en 1794. * * ) Le t r a j e t de P a r is à M i l a n se tr o u v e effe c tiv e m en t a br é g é de p rè s de 50 lieues p a r la r o u te d u S i m p l o n , de m ê m e que T u r i n se t r o u v e r a p p r o c h é de P a r i s de 4 4 l i e u e s , m o y e n n a n t la no u v e ll e r o u t e du M o n t - C c n i s p a r l a M a u r i e n n e , e t m o y e n n a n t cel le de C h a m b c r y p a r T o u r n u s .
avantages et moins d ’inconvéniens qu'une ro u te q u ’on vou drait conduire par le St. G o th a r d ou les d eu x St. B e rn a rd , t a n t à raison de sa m oindre élévation e t d’un climat r e lativement m oin s r ig o u re u x que p a r sa position plus cen trale en tre la F ra n c e e t l’Italie.
L a co n s tru c tio n d’une r o u te militaire p a r le Simplon a été d écrétée peu de, tem s après la bataille de M a re n g o . L ’exé cution des tra v a u x fut d ’a b o rd confiée à l’admi n istratio n de la g u erre. P a r un d é c re t consulaire d u 20. F ru c tid o r an V III. le général T u r r e a u de L in iè re fut chargé de la direc tion. C ependant le p r o je t m ê m e de la r o u te e n tre Brieg et D o m o d’Ossola a été dressé p a r l’in g énieur en c h e f du L ém a n , M r . Céard. Une reconnaissance militaire avait été faite p ar un je u n e ingénieur m il ita ire , M r . G u ig n a r d , p o u r serv ir à éclairer le général T u r r e a u .
L e s trav a u x furent divisés en d eu x sections d o n t l’une com prenait l’étendue depuis Brieg ju s q u ’à Algaby a u x frais du g o u v ern e m en t français, et l’au tre celle depuis Algaby ju s q u ’à D o m o d’O s s o la , à la ch arg e du g o u v er n e m e n t italien. L e s ingénieurs qui avaient été m is s o u s les o rd re s du général T u r r e a u , fu ren t égale m ent divisés en deux brigades. La p rem ière avait p o u r c h e f M r . L e s c o t qui m o u r u t à la suite de fatigues, en 1801 à B r i e g , et f u t rem placé par M r . Houdouard. Sous e u x M r . C ordie r était c h a rg é spécialem ent de la p artie depuis Brieg ju s q u ’au- delà du G a n l l i e r ; M r . P o l o n c e a u , de là au p e in t cu lm i, n a n t , et M r . B o u c h o t - P l a i n c h a n t , ingénieur o r d in a i re , de la distance du plateau à Algaby.
La se conde brigade, ch a rg ée des trav a u x d u .côté do, l’Ita lie, était so us les o rd re s de l’ingénieur D u c h e s n e qui fit o u v rir, dans les prem iers djx-liuit mois, la partie e n tre D o m o d ’Ossola et Crévola et faire plusieurs escarpement, en tre ce p o in t et les abords de G o n d o . L ’ingénieur C o u rn o n dirigea sp écialsm ent les tr a v a u x au passage de'
G on d o ! il fut rem placé par M r . Maillard. L ’ingénieur L a to m b e fit extraire la galerie de Crévola. M e ss. Coic et B a d u elle, encore élèves à cettè é p o q u e , fu re n t égale, m e n s employés dans la seconde brigade.
L e s trav a u x co m m e n c èren t du côté de Brieg le 5, G erminal an IX et s u r l’Italie le 3. N ivose de la même' a n n é e, c’est-à-dire trois ans après qu ’il en avait été ques tion p o u r la prem iè re fois.
E n v e rtu d’un a r r ê té des C o n s u ls, du 19. M essid o r an IX les fonctions du général T u r r ê a u vinrent à cesser, et l’adm inistration du Simplon passa dans les attrib u tions du ministre de l’intérieur. - D è s ce m o m e n t là direction des tra v a u x , depuis la base du Simplon ju s q u ’à A ro n a , resta confiée à M r . C é a r d , n o m m é inspecteur divisionnaire ; et c e lu i- c i so u m it au gouvernem ent dans un plan figuré to ut le tra c é de la ro u te avec les détails , lequel fut approuvé par un agrêté du 5. G erm inal an X ,
P lu sie u rs militaires avaient été d’avis que l’o u v e rtu re d’une grande ro u te p a r un déb o u c h é, aussi difficile que celui par le Simplon et le val D o y éria , n ’était point dans la politique de l’enlpire français qui pouvait considérer ces montagnes m êm es com m e une b arriè re c o n t re les invasions du côté de l’Italie, et ils p ro p o sère n t de se b o r . n e r à l’établissem ent d’un chem in o r d i n a i r e , praticable en cas de besoin p o u r les tr o u p e s , mais également facile à d é tru ire dans le cas qu ’il faudrait abandonner sa dé fense. N éanm oins le m in istre de la g u erre approuva le p ro je t des ingénieurs d'en faire une grande com m unic ation militaire et c o m m e rc iale , et le fit agréer du g o u v ern e , m e n t , en lui exposant q u e , p o u r défendre ce passage, il suffirait de construire des red o u te s qu’il serait facile d’a . b r i t e r dans les sinuosités du long défilé du val D o v érla.
D u côté de l’Italie le général du génie Chasseloup avait p ro p o sé de faire diriger la nouvelle ro u te de D o m o
d ’OssoIa su r le lac d’O r t a , à mille pieds d’élévation au m oin s au-dessus du niveau du L a c - M a jeu r qui lui esi parallèle, d’où elle serait venue jo in d re la ro u te actuelle près d’A r o n a , après u n trajet de 14 lieues h peu près. M ais N a p o l é o n , su r les observations de la direction des p onts et chaussées, décida qu'elle suivrait le b o r d du L a c - M a j e u r , sans m o n te r ni descendre. E lle se tro u v e au j o u r d ’hui établie de n iv eau , le long du la c , ^ 16 pieds d ’élévation au-dessus de ses basses eaux,
A prè s les p rem iers six mois de travaux, les ingénieurs français, employés du cô té de" l’I t a l i e , fu re n t ra p p e lés, à l’exceptio n de M r . Céard qui conserva la direction ju s q u ’à Jsur fin; et le surplus des ô u v rag e s , depuis Algaby j u s qu ’à U o m o d’Ossola su r six lieux de lo n g u e u r çt de là à A ro n a (14 lieues) à été exécuté p a r les ingénieurs italiens, M e s s . G ianplja, Bossi, et Viviani. „ L e p rem ier était un. savant distingué qui possédait et m éritait to u te la co n fiance de son g o u v e rn e m e n t — le s e c o n d , habile arc h i t e c t e , et le tro is iè m e , hardi c o n s tru c te u r — „ la te r r e u r des r o c h e r s . ” * )
P o u r m e ttr e la nouvelle ro u te en com m unication di r e c t e avec la capitale, on a du r e m o n t e r ju s q u ’au delà du J u r a et c h e r c h e r les alignemens les plus co u r ts au sud du lac de G enève et dans le Valais, dans une étendue de plus de quara nte lieues. Elle a été conduite de M o r e x au point culminant dans la vallée d’Aspe, et delà par la vallée d e D a p p e s à G e x . **) Il a fallu o u v r ir un nouveau passage
* ) J e r a p p e l l e ici te x t u e l l e m e n t l ’élo ge q u ’en f a i t M r. Céaril da ns so n m é m o i r e s u r la r o u te d u S im p lo n .
* * ) La r o u t e tr a ve rs e ce tt e vallé e qui a p p a r t i e n t à la S u i s i e , da ns u n e lo n g u e u r d’u n e li e u e à pe u p r è s , e n tr e les C re sso n iè rcs et la V a t t a y , s u r u n te r r a i n t o u t à fa it in h a b i t é . P o u r c et te p a rc el le , i l y a eu 20 a n s de n é g o c i a t i o n s , à la su ite d e sq ue lle s la r o u t e a été o u v e rt e â m a i n arm ée . L a c o n fé d é r a t io n h e lv é ti q u e
aii col de la Faucille e t s u r m o n te r de grands obstacles. D e G enève à Evia n ou a co n s erv e l’ancienne ro u te par T h o n o n ainsi que le p o n t en pie rre s u r la D ra n s e . * ) E n t r e Evian et St. Gingulplie où est la frontière du V alais, la nouvelle ro u te su it également enc ore la direction de l’ancien chem in ju s q u ’à la T o u r ronde , en côtoyant le rivage du lac. Ici des r o c h e r s immenses **) dont les parois s ’enfoncent p resque v erticalem ent dans le l a c , fermaient autrefois’le passage et laissaient à peine place à un étro it sentier. ’C ’est dans-les flancs de ces r o c h e r s , rendus célébrés' p a r la descrip tion éloquente de l’au teu r de la nouvelle H é lo ïse , que les Ingénieurs français o n t tro u v é m oÿen d’établir une chaussée large de 24 à 26 pieds, à 32 pieds au-dessus des eaux du lad qui dans c e t endroit a 960 pieds de p rofondeur. D e s e s c a rp e m e n s , quelquefois de 100 à 110 pieds de h a u t e u r , des m u rs de soutènem ent d’un travail p ro d ig ie u x , enfin des parapets et des ponts en granit d’une co n s tru c tio n élégante attestent que cette entreprise n ’a été a r r ê té e p a r aucun obstacle. C’est s u r t o u t , v u du lac , q u e
n ’a ja m a i s vo ul u y re n o n c e r . e t les te n t a t i v e s q u i o n t é té fa ite s à ce s u j e t d e pu is le r e to u r des B o u r b o n s , n ’o n t p a s eu p lu s de Succès q u e celles q u i a v a i e n t eu li e u a u p a r a v a n t .
* ) À un q u a r t de lie ue de T h o n o n . IÌ est f o r t lo n g e t t rè s -é tr o it . On a v a i t pen sé à en c o n s t r u i r e u n n o u v e a u d a n s un lieu où le li t de la ri v iè r e e s t p l u s re s s e r r é ; m a is .ce p r o j e t d e v a n t c h a n g e r l a d ir e c ti o n de l a r o u t e e t l u i fa ir e a b a n d o n n e r la ville de T i i o n o u , on y a re n o n c é. La r o u te de G e nè ve à la T o u r ro n d e a v a i t é té c o n s t r u i t e p a r Ch ar le s E m a n u e l I I I . d a ns l’es p c ra n c e de faire re n a î t r e le c o m m e rc e e t l’a isa nc e • da ns cette p a r ti e du C h ab la is q u i a v a i t be a u c o u p so u ffe rt des g u e rre s du sei z iè me sièc le. Ce p ri n c e v o u l a i t la c o n t i n u e r et é ta b li r u n e c o m m u n i * c a t io n avec l’I t a l i e p a r le g r a n d St. B e r n a r d , m a is les V a la i s a n s s’y o p p o s è r e n t .
l’ensemble de ces ouvrages prése nte un spectacle im posant. L e pauvre J e a n J a c q u e s ne s’y rec onnaîtrait plus.
L a réunion du Valais à l’em pire F ran ça is, j u s t e m e n t regardée c o m m e une u surpation , a etc une conséquence de la co n s tru c tio n de la nouvelle ro u te par le Simplon. Il aurait été difficile, si no n im possible, de s’as su rer une com m unication aussi im porta nte à tr a v e rs u n pays étra n g e r ou les mauvaises dispositions des habitons à l’égard de c e tte e n t re p ri s e , bien qu ’elle le u r offrît des avantages in c o n tes tab les, s’étaient déjà manifestées plus d ’une fo is , e n t r ’autres en 1 8 0 2 où ils avaient fo rm é un c o m p l o t , dans le b u t d’in te rcep ter les approvisionnemens nécessaires p o u r les ouvriers employés à la r o u te . L e Valais a été réuni de force à la F r a n c e , p a r un d é c r e t du 1 2 . N o v e m b r e 1 S 1 0 , sous la dénom in atio n du dépar- t e m e n t du S im plon, to utes les tentativ es faites p ar le g o u v ern em en t français auprès des députés Valaisans p o u r les engager à u n e soumissio n volo ntaire ou condition nelle , étant restées in fructueuses. L e s n o m s de ces d é p u t é s , M e s s . Stokalper et D é r i v a s , m é rite n t d ’éc h ap . p e r à l’oubli. *)
L e Valais n’est, p o u r ainsi d ire , q u ’un im m ense fossé, form é par les d eu x chaînes de m ontagnes les plus élevées en E u ro p e . L e R h ô n e qui le tra v e rs e dans to u te sa lon g u e u r , reçoit to u te s les ea u x qui descendent des glaciers depuis la F u rc a ju s q u ’à la D e n t de M id i. Sa p ente depuis
* ) N a p o lé o n s’e x p r i m a à ce s u je t de la m a n i è r e s u i v a n t e , d a n s so n m e s s a g e a u S é n a t , d u 10. D é c e m b re 1 51 0: „ La r é u n i o n du , , V a la i s e s t line co nsé qu e nc e p r é v u e des i m m e n s e s tr a v a u x „ qu e je fais fa ir e d e p ui s d ix a n s , d a n s ce tt e p a r ti e des Alpes. „ Lor s de m o n act e de m é d ia ti o n , je s é p a r a is le V a la is d e la „ c o n f é d é r a t io n h e l v é t i q u e , p r é v o y a n t dès lo rs u n e m e su r e s i „ u ti le à la F r an c e e t à l’It a lie . ” — I l é t a i t loin de p r é v o i r q u ’une a r m é e a u t r i c h i e n n e a u r a i t les p ré m ic e s de c et te r o u te su p erb e q u 'i l j u g e a i t si ut il e à la Fr anc e.
les glaciers où il prend sa source , ju s q u 'a u l a c de G e n è v e est de 713 toises. P a r m i les n o m b r e u x to rre n s qui vien n e n t le g r o s s i r , on distingue la Sai anche qui fo rm e la belle cascade de Pisse Vache , le T r i e n t qui descend de la vallée de V a io rs in e , la D ra n s e qui réunit les eaux qui s o r te n t des glaciers du grantl St. B erna rd , la Borgne qui tr averse l’étroite vallée de H e r e s , la D ala qui se fait j o u r à trav e rs les précipices de la vallée de L o u ac h e
( L eu k ) la Lonza qui arriv e par la vallée de L o e s c h , la Visp qui se n o u r rit des glaciers du M o n t - R o s e et du M o n t . C e r v i n , et la Saltine qui lui p o r te les eaux du Simplon et celles de la vallée du G antlier. Un de c eu x qui m enacent le plus par leurs ravages annuels la n o u velle r o u t e , est le to r re n t ja u n e a u - d e s s u s de Sierres q u i , après quelques j o u r s de p lu ie , p ro d u it chaque fois une révolution te rrible.
L a surface du Valais com prend h peu près d e u x cents lieues c a rrées dont q u atre cinquièmes au moins s ont occupés par des g la cie rs , des r o c h e rs arides et des t o r r e n s , plus ou moins dévasta teurs. * ) Cela n ’em p êch e
* ) L a l o n g u e u r du V a la i s est e st i m ée à 90,0(10 tois es. L a p a r t i e d e p u i s la f r o n ti è re oc ci de nt a le à St. G i n g u l p h e j u s q u ’à B rieg q u i a é té m e s u r é e p a r des in g é n i e u r s f r a n ç a i s , c o m p r e n d u n e é te n d u e de 64,478 t o i s e s , et cel le de E r ie g a u x g la ci ers d u K liône e s t é v a l u é e a p p r o x i m a t i v e m e n t à 2 5—26 m ill e . La p o p u l a ti o n é t a it en 1811, d’a p rè s u n re le vé f a i t p a r o rd r e des a u t o r i té s fr an ç a is e s , de 63,533. On tr o u v e les m e il le u rs r e n s ei g n c m e n s s t a t i s t i q u e s s u r le V a la i s d a n s l’ou vr ag e du d o c t e u r Sc h in n e r, i n t i t u l é : ,, Descrip t io n du d é p a r t e m e n t du S i m p l o n . Sion 1512. 1 Vol. 8. ” e t dans l ’a n n u a i r e h e lv é ti q u e ( H e lv e ti s c h e A l m a n a c h ) p o u r l ' a n n é e 1820. J e r e c o m m a n d e à ceux qu i a i m e n t les t a b le a u x p i tt o r e s q u e s , les le tt re s s u r le V a la is p a r M r. E s c h a s s e r i a u x , 1506. — Sous le p o i n t de vue m i n é r a l o g i q u c le Valais a é té e x a m in é p a r M r . D o l o m i e u x e t p a r un de ses é l è v e s , l' i n g é n i e u r de s m in e s C h a m p e a u x — sou s c el ui de l a b o ta n iq u e p a r t i c u l i è r e m e n t p a r J l r . le p r i e u r M u r i t h à M a r t i g n y .
p as que ce pays singulier ne réunisse so us le m ê m e , ciel to us les co n tra ste s de climat et de ve'gétation et présente dans un m ê m e cadre t o u t ce que la Suisse a de pittoresque dans to us les genres. T o u t le Valais n ’est q u ’une lo ngue galerie où les grands accidens de la n a tu re et les paysages les plus sauvages et les plus agréable s, les tableaux d’un Salvator R o s a et ceux d’un G e f s n e r , se succèdent sans interruption. Ce qui frappe particuliè rem ent les voyageurs, ce sont ces villages sus pendus à plusieurs mille pieds d’élévation s u r les pentes escarpées des m o n ta g n e s , et dont l’œil c h e r c h e en vain les avenues. Il y en a , com m e dans la vallée de Lœscli, qui sont isolés du reste du m onde pendant se pt mois de l’a n n é e , et d ’a u t r e s , com m e dans la vallée dé l’O uachc, auxquels on ne parvient que m oyennant des échelles attach ée s de su rsau t en sursaut. * )
L a vallée du R h ô n e est la plus profonde connue s u r n o tre globe. ** ) Elle ren ferm e en m êm e tem s les passages les plus élevés en E u ro p e . ***) D i x . s e p t vallées latérales y ab o u tisse n t: S a v o ir , du côté du midi les val lées d’Illie rs , de F e r r e t , celle d’E n t r e m o n t qui conduit
* ) C o m m e p. e. le v il la ge d ’A lb inn en . —
**) C et te p r o f o n d e u r e st s u r t o u t re m a r q u a b l e da ns les e n v i r o n s de B r ie g qui e st si tu é en tre le F i n s t e r a i l i o r n (1 3 ,2 34 ) e t le M o n t - R o sa 14,SSO p ie ds au -de ssu s du ni v e a u de la me r. L a p e t i t e ville Ke B rie g a e ll e -m ê m e 2104 p ie ds d ’é l é v a t i o n , de m a n i è r e q u e la p a ro i m é r i d i o n a l e a 12,476 e t la p a ro i s e p t e n t r i o n a l e 11,13(1 p ie d s de h a u te u r . L a v a ll é e de C h a m o u n y n ’est qu e de 11,532 p ie d s p lu s basse q u e la c im e du M o n t b l a n c , celle de La ut e r- I r u n n e n s e u l e m e n t 10,422 p ie ds a u -d e ssu s de l a J u n g f r a u , e t le C h im b o r a z z o n e s’é lè ve que 9,982 p ie d s a u- de ssu s de la v a ll é e d e Q uito. * » • ) S a v o ir c el u i p a r le g r a n d St. B e r n a r d 7,476 , cel ui p a r la G e m m i 6 , 9 8 5 , celui p a r le S im p lo n 6 , 1 7 4 , celui p a r le Grie ss 7 , 3 3 8 , enfin le s e n ti e r p a r le M on t-C er vi n , le p l u s él evé de to u s , 10,284 a u -d e ss us tie la m e r.
au St. B ern ard — la valléejde B a g n es, devenue réc em - ' m e n t célèbre p ar ses inondations * ) — les vallées de H eres , d ’A n n iv ie rs, de T o u r t e m n g n e , de V i è g e , celle de Saas qui s ’élève v e rs le M o n t - A n t r o n a et le M o n t . M o r o , celle de St. Nicolas qui aboutit au M o n t - C e r v i n o u M a t t e r h o r n , enfin celle de la Saltine au pied du Simplon — dit cô té du nord : la vallée de L o u a c lie , f erm ée p a r les r o c h e r s de la G e m m i, et celle de L œ sch, située to u t à fait en dedans de la chaîne septentrionale des montagnes du Valais d’où un sentier trè s .d an g e re u x passe dans la vallée de F ru tig en ( c a n t o n de B e r n e ) . C ette vallée qui appartenait autrefois to u te entière b la n o b le famille de la T o u r , fameuse dans l’h isto ire du V a la is , est dominée p a r un im m ense glacier de 12 à 13 lieues d’étendue q u i , s u r le r e v e rs s e p ten trio n a l, des. cend j u s q u e dans la vallée de F rutigen. Sur le revers oriental d u Simplôn est la vallée du K r u m b a c b , et à l’est de la vallée s u p érie u re du R h ô n e se tr o u v e , b une grande élé v a tio n , la vallée de Binnen ( SSiniient&al ) qui co m m u n iq u e avec le val A ntigorio.
A p rè s avoir fait c o n n aître le pavs que la nouvelle r o u t e d oit p a r c o u ri r p o u r a rriv er au x frontières de l’I ta l ie , n o u s allons r e p ren d re sa descrip tion au point où nous l’avons q u i t t é , c’e s t - b - d i r e b St. G in g u lp h e , frontière d u Valais. D e ce point la r o u t e continue b suiv re les b o r d s sin ueux du lac L é m a n ju sq u e près de B o v e r e t j u n peu plus loin elle passe sous la p o rte de l’ancien c h â t e a u , n o m m é la p o r te de Cé ( S a i x , ou S e z ) autrefois regardé co m m e la clef du Valais. Bientô t le pays s’élargit ; et la ro u te , tracée de niveau b travers de belles prairies et de rich e s vergers , ne r e n c o n tre plus d’obstacles ju s q u ’à St. M au ric e. Ici le
Valais se tro u v e t o u t à co up re s s e rr é en tre deux im m enses montagnes ( l a D e n t de M idi et la D e n t de M o r d e s * ) , et le pont s u r le R h ô n e , à l’entrée de 1^ ville , occupe la vallée dans to ute sa largeur. Ce p o n t , auquel les bases des d e u x m ontagnes que je viens de n o m m e r , s e rv e n t de c u l é e s , appartient au V alais, et no n conjointem ent au c anton de Vaud , com m e le dit M r . M alle t dans ses le ttres s u r la r o u te de Genève à M ilan. Sa co n s tru c tio n h a r d i e , n ’ayant q u ’une seule a r c h e en pie rre de 160 pieds d’o u v e r t u r e , l’a fait attri b u e r aux R o m a i n s , mais les docum ens du pays ( bit $16» fd)itb’6) m e tte n t h o r s de d oute que l’évêque J o d o c u s Sillenus ,'(cle Silin en) l’a fait c o n s t r u i r e , ou du moins reconstruire-, en 14S2; le m ê m e releva to u s les m o n u - m e u s qui avaient été détruits dans la g u erre précédente en 1475, e t fit r e b â t i r les c h â te a u x de St. M a u ric e e t de M a rtig n y .
•A l’entrée de St. M a u r i c e , il re ste un r o c h e r saillant à enlever qui su rp lo m b e et rend le passage encore difficile p o u r les ch a rio ts d’une grande dimension. D ’au t r e s o uvrages so n t e n c o re à f a i r e , en tre St. M a u ric e e t la base du Sim plon, p articu liè rem e n t en tre Sic-rres et G ly s s , p o u r re n d re cette r o u te dans to u tes ses parties également belle et co m m o d e ; cependant les grandes difficultés étant p a r t o u t aplanies , la ro u te est depuis 12 ans parfaitem ent p r a t i c a b l e , dans to u te son é t e n d u e , p o u r les équipages de to u te espèce.
D e St. M a u ric e à Brieg la pente est t r è s - d o u c e . L ’inclinaison t o ta le , depuis la base du Simplon j u s q u ’au lac de G e n è v e , n’est que de 193 toises su r une lo n g u e u r d’à peu p rès 60,000. L a ro u te tra v e rs e M a rtig n y , R i d d e , S io n , S i d e r s , T o u rt e m a g n e et Viège où des relais de
po ste sont établis. N o n loin de R i d d e , elle passe à la droite du R h ô n e , p o u r repasser à sa gauche au delà de Siders.
A une lieue de St. M a u r i c e , la fameuse cascade de P i s s e - V a c h e fixe l’attention du vo y ag eu r; il y en a u n e autre p rès de T o n rt e m a g n e , m oin s re n o m m é e , mais n i m oin s helle ni m oin s im p o s an te , versant ses eaux dans une enceinte d e m i - c i r c u l a i r e , form ée par des r o c h e rs à pic d’un effet très-p itto re sq u e. À V i è g è , on dé c o u v re la cîme du M o n t- R o s e , dont les form es saillantes se détac hent m ajestueusem ent a u - d e s s u s de l’imm ense chaîn e de glaciers qui fo rm e n t la frontière entre l’Italie e t le Valais. Rival en h a u t e u r du M o n t b l a n c , le M o n t - R o s e lui est bien supé rieur p o u r l’effet pittoresque. C’est u n géant qui a l’air de balanc er s a tê te dans les a i rs , et d o n t on reconnaît la physio nom ie à plus de vingt lieues de distance.
V ers B r i e g , le pays s’élarg it, et la vallée du R h ô n e qui depuis St. M a u ric e se tro u v e to u jo u rs plus ou moins r e s s e r r é e , form e ici u n bassin d’une lieue de diamètre. D u c ô té du n o rd la vue s’étend su r les glaciers d’Aletsch qui descendent du rev ers méridional de la Ju n g frau , et v e r s le F i n s t e r a r h o r n , le pic le plus élevé dans la chaîne septentrionale du Valais. *) D e l’autre c ô t é , on aperçoit les prem iers ouvrages de la r o u te du Simplon qui s’élève insensiblement e t se perd dans des fo rê ts de sapins e t de mélèzes. L a vallée d ’où s o r t la Saltine, n ’apparaît que c o m m e une profonde c r e v a s s e , et on ne se doute p as q u e ce soit dans son enceinte que se tro u v e tracée la plus magnifique r o u te du monde. L a pelite ville de B r i e g , à m o n avis la plus jolie du Valais, se présente avanta geusem ent avec ses to its couve rts de sch iste s
mic acés e t surm ontés de globes de f e r - b l a n c , dans le fond de ce ch a rm a n t paysage.
L a ro u te d u Simplon p ro p re m en t d i t e , c ’est-à-dire celle qui établit la com m unication par la m o n t a g n e , com m ence à la p la c e , form é e devant l’église de G lis s , et se te rm in e à U o m o d’Ossola. Cette étendue co m p ren d une longueur de 65,670 m ètres. * ) O n a choisi le point de départ à Gliss de préférence à B r i e g , bien que cette ville soit plus im portante p o u r le co m m erce . P lac ée tro p bas et exposée au x dépôts du t o r r e n t de la Saltine, elle présentait de grands obstacles p o u r l’alignement de la ro u te. E n s’élevant de G lis s , on a tro u v é la facilité de fra n c h ir le t o r r e n t m oyennant u n p o n t d’une seule a r c h e , se soutenant s u r deux r o c h e rs à pic. A u delà de ce p o n t , la ro u te se développe s u r d eu x jolis c o te a u x , ju s q u ’a u - d e s s u s du h am eau la R i e t t e , laissant Brieg à gauche dans le fo n d , côtoyant le M o n t - C a l v a i r e et le Brandewald , d’où elle arriv e p ar une seule ram p e au p o in t forcé qu’elle doit c o n t o u rn e r p o u r e n t re r dans la vallée de G an th e r. A u fond de cette vallée q u ’elle re m o n te également s u r une seule r a m p e , se t r o u v e le p o n t du G a n th e r , appuyé s u r ' d’im m enses culées en p ie rre de taille. Q u o iq u ’en face de forte s avalanches, il e s t , p ar son élévation et par la solidité de sa c o n s tru c t i o n , à l’abri de to u t accident. D e ce p o n t , la ro u te s’élève sur trois rampes en laçet ju s q u ’au refuge de B e ri x a l d’où elle n’en suit plus qu ’une seule ju s q u ’au so m m e t. O n avait percé non loin du p o n t , du cô té du V ala is, la p rem ière g alerie; elle a été supprim ée p o u r
o b v ie r a u x éboulemens fréquens qui résultaient de la com position schisteuse de la montagne.
L e tra j e t depuis Gliss ju s q u ’au p o n t d u G antlier offre une des prom ena des les plus agréables. L a fo rêt de mélèzes q u ’on t r a v e r s e , lui donne un attrait de plus p a r ses o m b res e t sa fraîcheur. L e v o y ag e u r, saisi à la fois par le m o u v e m e n t continuel et p a r la magnificence des o b j e t s , se sent devenir to u jo u rs pins impatient des nouvelles scènes qui l’attendent. Il se d étac he toutefois ave c peine du frais et riant paysage de Brieg s u rm o n té de l’immense chaîne de glaciers qui s’étend depuis le F in s te ra a rh o rn ju s q u ’à la G e m m i , et dont les aiguilles se dessinent c o m m e d ’im m enses c ré naux s u r l’ho rizo n de la Suisse.
À m e s u re q u ’on avance su r la nouvelle r o u t e , les sites sc multiplient. Une seconde f o rê t de sapins au delà de Berixal conduit à la galerie de S c h a lb e t, pe rc ée s u r une longueur de 33 m è tre s ( 93 pieds ) dans une m asse saillante de granit feuilleté. A l’e x t ré m ité de la galerie , o n d é c o u v re le trac é de la r o u te ju s q u ’au s o m m e t , et dans le fond du tableau une partie de la chaîn e méridionale des A lp e s , ayant l’imm ense glacier d u R o s b o d e n p re sq u ’en f a c e , e t à ses pieds le p r o fond abîme où la Saltime et la T a v e rn e tte se réunis s e n t avec grand fracas. B ientôt on a tteint le passage le plus à pic et le plus dangereux. O n a dû conduire la r o u t e , dans une petite étendue à la v é r i t é , im m é diatem ent a u - d e s s o u s des glaciers de Kaltwasser des quels se d éta c h e n t plusieurs to rre n s qui , grossissant d ’un m o m e n t à l ’autrq et se précipitant avec im pétuo sité s u r des pentes de r o c h e rs t r è s - r a p id e s , causent so u v e n t de grands dégâts. D ’ailleurs ce p a s s a g e , est
e x p o s é à des coups de v e n t d’une violence e x trê m e. A u mois de M ai 1811. u n e avalanche e m p o rt a h u it p er sonnes et les lança au delà du para pet dans le fond du vallon de la T a v e rn e t t e . À l’ex t ré m ité du p assage, est une seconde galerie de 42 m è tre s de lo n g u e u r, dite celle des glaciers. E lle est parfois o b s tru é e p ar les neiges qui se d étach en t du S c h ö n h o rn , et l’eau qui s’infiltre dans les fentes du r o c h e r , y fo rm e u n e pluie continuelle. P o u r év iter tous les dangers que présente ce passage, il aurait fallu, m ’a . t ’on a s s u ré , conduire la route dans le fond de la vallée et la faire r e m o n t e r ensuite dans la d irection de l’ancien se ntie r v e rs le p l a t e a u , ce q u i , o u tr e l’in convénient d’une grande d é p e n s e , aurait eû e n c o re celui d ’une p ente ex c es siv em en t r o i d e , celle de l’ancien se ntier étant à peu p rès de 215 toises.
D é jà la vivacité e t la p u r e té de l’air an n o n c en t un climat plus r ig o u re u x . L e s ar b r e s ne font plus que lan g u i r , et bien tô t ils v o n t disparaître entièrem ent. Cepen d ant un b eau gazon bien velouté c o u v re e n c o re le p e u de te rrain dont les glaces ne se s o n t pas em parés. E n sortant de la galerie des gla cie rs , on apperçoit p o u r la dernière fois ( à une distance d ’à peu p rès cinq lie u es ) les riantes prairies qui b o r d e n t le R h ô n e . B ien tô t , après avoir t o u r n é la base du S c h ö n h o r n , o n atteint le pla teau ou le col du passage du Simplon.
Ce p la te a u , élevé suivant M r . Céard de 2005 m è t r e s , 56. c. ( o u 6174 p ie d s ) au dessus de la m e r , * ) est un vallon p re s q u e circulaire n ’ayant p o u r en c ad rem en t que des r o c h e r s arides e t des glaciers p a rm i lesquels
* ) De dessus la p la c e de E r i e g au s o m m e t du S i m p l o n M r . S a u s s u re a v a i t t r o u v é p a r son n i v e l l e m e n t 665 to is e s — e t M r . Céa rd avec le n iv e a u d ’e au 678 — ce q u i diffère de 13 toises.
celui du R o s b o d e n qui appartient au g ro u p e du Simplon p r o p re m e n t dit est le plus imposant. A l’est se p r é sente le M a te r lio r n et dans le fond du ta b lea u , vers le m i d i , le F l e t s c h l i o r n , t o u t cuirassé de g lace, l’un des plus su p e rb es m onts de la chaîne méridionale des Alpes. S ur l’h o rizo n septentrio nal se re tra c e n t en c o re les som m ité s des glaciers d’Aletscli et du Lœ schtlial e t les cimes ju m e lle s de la G e m m i , mais p o u r disparaî t r e b ie n tô t entièrem ent. C ’est dans cette triste enceinte, q u ’on avait co m m en c é à co nstruire l’ho sp ic e auquel N ap o lé o n avait affecté un revenu fixe de 20,000 francs en I t a l i e , e t d o n t les desservans devaient dép e n d re du c o u v e n t du St. B ern a rd . L e s destinées de l’illustre fonda t e u r ont décidé de celles de ce t établissement. L ’édifice qui devait avoir trois étages s u r 60 m è tres de lo n g u e u r e t 20 m è tres de l a rg e u r, ne s’est point élevé au dessus du p re m ier étage. M r . D a l è v e , chanoin e du St. B ern a rd , avait été dessigné com m e c h e f du nouveau c o u v e n t qui devait être co m p o sé de quinze d es s e rv a n s , y com pris les dom estiques. Ce respecta ble ecclésiastique h ab ite m a inte nant, avec un de ses c o n f r è r e s , un ancien donjon situé un q uart de lieue plus bas et appartenant à M r . de S to k a lp e r, le p ro p riéta ire le plus aisé et le plus bienfai sa nt dans le Valais.
O n descend la m onta gne s u r une cha ussée très m as sive ju s q u ’au village du S itnplon, éloigné du plateau à p e u près d’une lieue et d e m i e , se tro u v an t plus bas de 520 m ètres, 24 c. (1620 pieds) et 1479 m. 32 c. (4548 pds. au- dessus du niveau de la m e r.) L a pente du Sempione à D o m o d’OssoIa est de 3635 pieds. Sur le rev e rs occidental de la m ontagne s’o u v re un profond vallon *) tapissé de b e a u x gazons et arro sé p a r le K rum bacli q u i , avant
d’a rriv er au village de Sem pione, reçoit les eaux du Sengbach, L e p re m ier de ces t o r re n s s ’alimente des glaciers du S c h ö n h o r n , f t l’au tre de c e u x du R o s b o d e n . On les passe to u s d eu x su r des p o nts m a ssifs, s’appro chant to u jo u rs davantage des én o rm e s masses de neige qui c o u v re n t la base des g la c ie rs , et d o n t la b la n ch e u r e'blouissante est en c o re relevée p a r la c o u leu r s o m b r e des sapins qui les encadrent.
L e village Sempione est situé au fond d’une gorge é t r o i t e , form ée de masses im posantes de r o c h e rs . L e s glaciers du R o s b o d e n en ap p ro c h e n t à une petite lieue près et c o n t ri b u e n t à re n d re ce sé jo u r des f r i m a s , encore plus y p re et plus froid. L e s o r t des h o m m e s qui se so n t resig nés à h a b i te r u n pareil d é s e r t , dans u n pareil c l i m a t , n ’est certes pas à envier. T o u t e le u r fo rtu n e rep o se su r les secours q u ’ils offrent au x passans» le sol leur refusant to u t moyen d ’existe nce. L e s voya
geurs ne se ro n t pas fâchés d’a p p r e n d re , que dans ce plus triste des gîtes une famille française a e n t r e p r i s , il v a peu d’a n n é e s , d’établir une bonne auberge.
A une demi-lieuc de Sempione la ro u te t o u r n e s u r u n angle trè s aigu , p o u r s’enfoncer dans l’é tro ite vallée de K r u m b a c h , e n c o m b ré e de blocs de granit et de gneiss que les to rre n s détac hent contin uellem ent d es parois des m onta gnes. L e K ru m b a c h se p erd au milieu de ces débris dans un au tre t o r r e n t , la Q u i r n a , qui descend des glaciers de Laqui et prend après c e tte r é u n io n le nom de D o v c ria . Il faut se résigne r à e r r e r pendant cinq lieues de chem in dans des défilés qui sem blent n ’avoir pas d’issues, et dans lesquels en b eau coup d’endroits les rayons du soleil n ’a rriv en t que par reflet. D a n s t o u t ce trajet la n ature opposait les plus grands obstacles à la co n s tru c tio n de la ro u te . E lle est aujourd’hui unie c o m m e une allée de jard in
en dépit des r o c h e r s , des précip ices et des to rre n s . Il' avait été question de diriger la r o u t e p a r les h a u teu rs de B u g lia n o , Frascinodi et T r a s q u e r a , p o u r év iter les difficultés de la vallée J mais celles qui se p résen taien t s u r ces h a u t e u r s , ayant été tro u v ée s encore plus grandes, ce p r o je t a été abandonné.
O n pénètre dans la s o m b re vallé^ de G ondo p a r la galerie d ’A Ig a b y , taillée dans u n m assif de granit de 215 pieds d’épaisseur. L e s ingénieurs avaient p r o j e t é d’établir un p e t it f o rt près de l’angle to u rn a n t
en tre ce tte galerie et le village de Sempione qui aurait défendu ce passage. U n tel f o rt eût été une ap p arte nance n ature lle d’une ro u te militaire aussi im p o rta n te qu e celle du Simplon , e t N ap o léo n a dû se r e p e n tir de sa trop grande sé c u rité à cet égard. Il en aurait sans doute m ie u x saisi l’im p o rtan ce , s’il avait jamais été s u r les lieux ; mais il est digne de r e m a r q u e , que mal gré sa prédilectio n p o u r la com m unication avec l’Italie p a r le S im plo n, il n ’a ja m ais visité les immenses tr a v a u x qu ’il a fait faire p o u r l’établir.
À m e s u re q u ’on avance dans la vallée de G o n d o , les m o n ta g n es se r a p p r o c h e n t et so u v en t laissent à peine assez d’espace p o u r la ro u te q u i , à cha que pas , doit dis puter le te rrain au t o r r e n t . C ’est un labyrinthe en tre des r o c h e r s qui , en b eaucoup d ’endroits , s’élèvent à plus de d e u x mille pieds au-dessus de la ro u te . A l’un des passages les plus é tro its le p o n t , s u r n o m m é à ju ste tit re ponte a lto , em brasse to u te la la rg e u r de la vallée. T o u t e s ces belles h o r re u rs p rennent un caractère encore plus imposant à l’avenue de la grande galerie de G o n d o . C ette galerie, sans c o n t r e d i t , l’ouvrage le plus grandiose s u r cette r o u t e , a été o u v e r t e , com m e celle d’A lg a b y , dans un granit trè s - d u r et dans un lieu qui n ’offrait d’au tre issue q u ’à tr a v e rs les r o c h e rs . Sa lo ngeur e s t de
222 m è tres su r S de l a r g e u r , et au tan t de h au teu r. Elio h été tracée en ligne sin u eu se, afin de faciliter la défense militaire de ce passage uniq ue à cô té duquel il n ’y a d’autre espace que celui de la profonde c r e v a s s e , dans laquelle la D o v é r i a se b rise c o n tre les blocs de granit qui s’y ac cu m u len t to u jo u r s davantage. — L ’effet de ce spectacle est enc ore augmenté p a r la cataracte de la F rasin o n e q u i , à l’issue de la g a l e r ie , se précipite d$ plu sieurs cents pieds de h a u t dans le gouffre de la D o v é ria . L e p o n t qui fra n c h it ce t o r r e n t , au milieu de sa c h u t e , est com posé d’une seule voûte en p ie rre , je t é e d’uil r o c h e r à l’au tre en ligne oblique. L es efforts qui o n t dû être employés dans ce tte partie de la r o u t e , s o n t im m enses. L a grande galerie a exigé seule tin travail co n s ta n t de 15 m o is , p ar plus de mille ou v riers. L e s d eu x grandes o u v ertu res latérales qui y laissent p é n é tr e r le j o u r , ont été faites à coups de pique. L e s ingénieurs italiens qui o n t dirigé spécia lem ent l’ex écu tio n de ces tr a v a u x , auraient m é rité une place su r la table de granit qui se tro u v e h l’e x t ré m ité de la g alerie, du cô té de l’Italie, avec la simple inscription : A e r a italo 1805.
Les r o c h e rs ne dim inuent pas en c o re. E n plusieurs endroits ils o n t la fo rm e d’immenses t o u r s ; en d’a u tre s, d’é n o rm e s blocs de granit d étac h és sem b le n t p rès d ’ensevelir les passans. Beaucoup de ces r o c h e r s o n t été étayés p a r de grands massifs de muraille. O n est impatient de s o r tir de cette gorge au b o u t de laquelle on apperçoit une mauvaise auberge et quelques ch é ti ves m aisons qui fo rm e n t le soi-disant village de G o n d o . L ’auberge appartient au x B a ro n s de Stolcalper — son ar c h ite c tu r e lui donne plu tô t l’air d’une prison q u e d’une m aison destinée à soulager les voyageurs.
A tro is q u a rts de lieue plus loin , on arriv e à Icellei le p rem ie r village ita lie n , p re s q u ’aussi m is é ra b le , que
celui de G o n d o . L ’aspect de la ro u te contin ue à être sauvage. Elle a été p e r c é e , près d’I c e l l e , dans un r o c h e r s a illa n t, q u i , du côté du to r re n t , ne repose que s u r un pilastre de g ran it, c o m p arativ em e n t très mince. L a coupe de ce passage est très - hardie. L e s f réq u en te s ch u te s de la D o v é r la et les cascades form ées p a r les to rren s' qui viennent s ’y r e n d r e , animent le paysage. A une lieue d ’I c e lle , o n e n tre dans le rian t vallon de D o v e d r o en tra v e rs a n t la Cherasca. L e s vignes et les châtaigniers font presse ntir le pays fortu né qu ’on va atteindre. M ais bien tô t les r o c h e r s se ra p p r o c h e n t de nouveau , e t to u t reprend un c a ra c t è re sauvage , ju s q u ’au magnifique pont de Crévola d ’où l’on d éc o u v re to u t à co up la belle Italie! L e coup d’œil est magnifique. P e u avant d ’a rriv er à ce pont *) on trav e rs e la galerie de C r é v o l a , o u v erte dans le g ran it, éclairée dans le milieu et f o rt belle * ' ) . L e pont dont la co n s tru c tio n et l’em placem ent sont également r e m a r quables , ferm e la vallée du Simplon. Il est co m p o se de d eu x arc h és en b o i s , de 20 m è t r e s , 70 c e n t: (6 3 pieds ) d’o u v e rtu re c h a c u n e , qui sont soute nues p a r urie pile en p ie rre de ta ille , de 70 pieds de h a u t e u r , et par d’immenses c u l é e s , affermies dans le ro c* * * ). O n prend congé des so m b res défilés de la D o v é r l a , où la n a tu re , c o m m e dit M r . d’E c h a s s e ria u x , paraît avoir coulé et frappé en bro n ze . L e tableau que forme le bassin de D o m o d ’Ossola , offre un co n tra ste bien
• ) La di s ta n ce du p o n t s u r la C h e r a s c a j u s q u ’à celui de C ré v o la e s t de d e u x lieues e n vi ro n — e t c el le de la g al eri e de G o n d o à C he ra s c a à p e u - p r è s la m ê m e .
E l le a é té e x é c u té e en g ra n d e p a r t i e p a r l’i n g é n i e u r L a t o m b e , Sa lo n g u e u r est de 170 pi ed s en v ir o n .
* * * ) I l a é té e xé c u té p a r les in g é n ie u rs it al ie n s s u r les d e ssi n s de l ’i n g é n i e u r en c h e f M r . Céar d.
agréable. L e fond est occ upé .par l’imm ense chaîne des montagnes qui séparent l’Italie et la Suisse. D an s l’av a n t.sc c n e , se g ro u p e n t le M o n t C r e s tè s e , le M o n t - M a z è rà , la colline de T r o n t a n o ; le pays est c o u v e r t d ’élégantes habitatio ns dont la b la n c h e u r éclatante tran che p itto re sq u e m en t s u r le verd foncé des châtaigniers qui en c o u v re n t les avenues. .Toute la végétation annonce un a u tre clim a t, com m e la physionom ie des habitàns e t le ur langage annoncent un au tre peuple. * )
D e Grévola à D o m o la nouvelle ro u te est tracée en droite lig ne, su r u n plan insensiblement incliné. O n traverse un peu plus loin que m oitié che m in le t o r r e n t de Bugnano su r un p o n t considérable en bois. D o m o d ’O s s o la , petite ville assez bien bâtie, n ’a de rem a rqua ble que son s i t e , embelli par la jo lie colline du Calvaire qui la domine.
D e D o m o au L a c M a jeu r la r o u t e suit dans une longueur de 46,000 m è t r e s , la vallée de la T o c c i a , c'tant alignée ta n tô t s u r l’une t a n tô t s u r l’au tre rive de ce fleuve qu ’elle trav ers e s u r des ponts magnifiques, à V illa , près de Mazzone et M enangione. L e site de Villa est le plus rem a rq u a b le dans ce trajet. L ’empla ce m e n t du p o n t rappelle celui de St. M a u r i c e , à l’en tré e du Valais. V i s - à - v i s de M a z z o n e , s’ouvre la vallée du M o n t - R o s a , m oin s ren o m m é e p ar sa belle végétation que p o u r les mines d’o r q u ’elle renferm e. Ce métal p réc ie u x s’y tro u v e dans du granit veiné. E n t r e M azz one et le L a c M a j e u r , on laisse à peu de distance, à sa g a u c h e , le petit lac de M e rg o z z o , dans le voisinage
• ) Un a u t r e p a ss a g e des A lpes a b o u t i t en co re à Gré vo la , cel ui p a r le G ric s e t le va l d 'A n ti g o ro , un des p l u s difficiles, m a is assez f r é q u e n t e p e n d a n t les m o is d’été p a r ies m a r c h a n d s de ft o m a g e qui a r r i v e n t d u c a n t o n de B e r n e p a r le G i i m s e l .
duquel se tr o u v e n t des c a rriè re s de m a rb r e blanc qui se tran sp o rte à M ilan p a r e a u , en descendant la T o c c i a et le T essin. A Ferriolo , on atteint le L a c M a jeu r. L a partie de r o u t e * ) (3 0 mille m è tres e n v i r o n ) qui longe le l a c , se tro u v e établie de n iv e a u , à 16 pieds au dessus de ses basses e a u x ; elle a été e x é c u t é e , co m m e ce qui la préc èd e et la s u i t , avec autant de solidité que de m agnificence, p ar les ingénieurs italiens, d’après les projets de M r . Céard. ** )
„ Un m u r en m açonnerie rég u lière, so u ten u par
des c o n t re fo rts r a p p r o c h é s , établis su r pilotis et grilla, g c s , b o r n e dans to u te sa longueur la ro u te co n tre le l a c ; ce m ê m e m u r est c o u v e r t et cou ro n n é de dalles en granit feuilleté , parfaitem ent taillées et garanties p a r d’excellentes et belles b o r n e s de d e u x m è tres en d eu x m è tre s qui ont en m ê m e te m s l’avantage de ra ssu re r les voyageurs. ”
„ L a berge supérie ure est garantie elle m ê m e de l’éboulem e nt des t e rr e s p ar un second m u r , également beau et solide, au pied duquel est un fossé, r e v ê tu en pier r e ou creu sé dans le r o c h e r , p o u r l’écoulem ent des eaux su p é rieu res qui se j e t t e n t dans le lac par des aqueducs."
„ L a superficie b o m b é e de la ro u te a été assortie à to u te s ces beauté s qui o n t coûté p ré s de 900,000. francs p ar lieue ; c ’est la plus belle ch o s e qui existe en ce genre. ”
„ L ’a rt devait faire de semblables efforts en ces l i e u x , p o u r n ’être pas tro p en arrière de la nature qui
* ) La d is ta n c e de F e r r i o l o à Ses to au b o u t du lac e st de h u i t lie ue s
à p e u -p rè s — m a i s la r o u t e n e lo n g e p lu s les bo rds du lac au d e là d ’Arona.
• ♦ ) J e ne c ro is p o u v o i r m i e u x f a i r e qu e d’e m p r u n t e r ici li t é r a l e - l e m c n t la de sc ri p t io n q u ’a d o n n é e
Mr.
C é a rd de ce tt e p a r t i e des o u v r a g e s .parait y av o ir, à p la is ir, ré u n i t o u t c e q u ’elle a d e plus capable d’enchanter les yeux. E n effet, on n e p e u t rien t r o u v e r de plus délicieux que la vue q u ’o f fr e , depuis la belle plate-form e de la r o u t e , le L a c M a je u r, ses île s , ses rians c o t e a u x , e t t o u t l’ensemble de s o n ravissant paysage. ”
„ L a r o u te passe p a r Baveno et Beigirate où s o n t établis les relais de poste. P r è s de B aveno est la c a r riè r e de granit r o s a t , d’un grain trè s fin, qui a fourni en p artie les belles co lonnes de la cathédrale à M ilan. Baveno est p resq u e v i s - à - v i s de l’Isola b ella, m oin s attrayante par l’a r c h ite c tu r e bizarre de ses palais et de ses te rrasses que p ar l’effet magique de son site. Vis- à - v i s , s u r l’au tre riv e du l a c , une nouvelle r o u te a été établie depuis L a v e n o , p o u r s e rv ir de com m unic a tio n d i r e c t e , avec le lac de Corne. L e p o n t s u r le T re fiu m e près de Baveno, à l’e m b o u c h u r e de ce t o r r e n t dans le l a c , fixe l’attention du voyageur p a r l’élégance de sa co n s tru c tio n et p ar son m atériel p ré c ie u x qui est d ’un granit b l a n c , veiné de rouge. Stresa offre une vue magnifique su r les îles et s u r les 'm o ntagnes qui c o u r o n n e n t le l a c , parm i lesquelles se distingue à l’E s t celle n o m m é e la M a donna del M o n t e , au-dessus de V a r e s e , b u t de beaucoup de pèlerinages. O n t r o u v e un assez b o n gîte à l’auberge de la poste à Beigirate. À deux lieues de là , la petite ville d ’A ro n a s ’avance dans le lac. L e p ro m o n to ir e assez élevé s u r lequel se tr o u v e n t les ruines de l’ancien châte au des B o r r o m é e s , est d’un bel effet. C’est l à , que naquit Charles B o r r o m é e d o n t le n o m rappelle to utes les v ertu s de bienfaisance. L a statue colossale que sa famille , aidée des pieuses munificences des co n c ito y e n s , fit ériger en son h o n n e u r , es t moins r em a rq u a b le com m e o b jet d ’a r t , que p a r ses
dimensions. * ) Elle rappelle ces fam e u x colosses qui o n t été des obje ts de culte chez les G re c s. L e saint reg ard e v e rs le lac et donne à to u t ce qui l’e n t o u r e , sa bénédiction.
A u de là d’A ro n a la ro u te .s’éloigne du lac et se plie à son ex tré m ité p o u r a r r iv e r au T e s s in v i s - à - v i s de Sesto. O n passe ce fleuve dans un bac. L e g ouvernem ent de feu le royaum e d ’Italie avait déjà alloué une s o m m e de 1,060,000 frs. p o u r y faire c o n s tru ire un pont q u i , p a r son em placem ent et par sa longueur, serait devenu un des plus rem arq u ab le s de to us les p o n ts qui exis ten t.
N o u s avons vu que les trav a u x de la r o u te ne se te rm in en t point à la sortie de la vallée du Simplon. L e s ouvrages qui ont été faits en tre Crévola et A r o n a , ne sont pas les moins rem a rqua ble s. L a nouvelle r o u te , devait conduire ju s q u ’au c en tre de la L o m b a r d i e , et aboutir au superbe arc de trio m p h e à l’en tré e de Milan, destiné à être la p o rte du Simplon ). P la c é à l’e x l ré
-* ) Siro Z a n e ll a de P a vi e e t B e r n a r d o F a l c o n i de L u ga no o n t été ch a r g é s de l’e x é c u t i o n , et l’o n t t e r m i n é en 1697. Sa h a u t e u r est de 66 p ie d s ; celle de so n p i é d e s t a l , q u i e s t de g r a n i t , de 46- — en t o u t 112.
** ) I l d e v a i t a v o ir 36 pi le s.
*•* ) L’é re ct io n de ce m o n u m e n t a v ai t d’a b o r d été d é cr ét ée en ISO! p a r le g o u v e r n e m e n t de la ré p u b l i q u e it a l i e n n e en l’h o n n e u r de so n f o n d a t e u r . P lu s t a r d 1S06 il a été v o té p a r la m u n i c i p a l i t é de M il a n en c o m m é m o r a t i o n de la vic toire de Je n a . Le m ar ch ese Lui gi Ga gnola en a dres sé les p la n s. Les d ép en se s av ai en t é té évaluée s à 1,300,000 Fr, ; m a i s ell es a u r a i e n t p r o b a b le m e n t d é p a ss é de be a u c o u p cette s o m m e . J a m a i s pl us be au x m a t é r i a u x n ’o n t été e m p lo y é s à p a r e il usage. Les a rt is te s les pl us d is ti n g u e s te ls que P a c c t t i , M o n t i de M i l a n , M o n t i de R a v e n n e , A c q ui st i, P i z z i et M a r c h e s i o n t t r a v a il lé a ux b asr eli ef s et a u tr e s o r n e m e n s . I l m e s em bl e t o u t e f o i s , que ce m o n u m e n t a u r a i t d û ê tr e c o n ç u d a n s de p lu s gran de s p ro p o r t i o n s p o u r ê tre p l u s a na l o g u e a u x l o c a li té s e t à s a d es ti n at io n .
m ité du cham p de m a r s , en face de l’ancien c M te a u dégarni aujourd’hui de ses bastions , ce m o n u m e n t devait re c e v o ir autant par son site que par sa magnificence un caractère im posant; mais étant parvenu dans sa c o n s t r u c tion à peine à la m oitié de sa h a u t e u r , il ne s e rt au j o u r d ’hui qu’à au gm enter les n o m b r e u x témoignages de l ’in consta nce des choses hum aines.
À S e sto , on entre dans les belles plaines de la L o m b a rd ie . L a ro u te conduit p a r S o m m a , G allarate et R h ô ; c’est l’ancien chem in de M i l a n , au L a c M a je u r , mais mis en partie à n e u f , élargi et embelli en diflerens endroits. O n se tro u v e continuellem ent en tre de vastes cham ps de maïs et de m il le t , en trecoupés de m ûriers et de treilles. P r è s de S o m m a , on passe la Strona s u r u n beau p o n t de nouvelle co n s tru ctio n . L e s historiens placent dans les environs de cette petite ville le cham p -«le bataille devenu célèbre p ar la victoire re m p o r té e par Annibal su r Scipion. — L e s voyageurs s ’a rrê te n t à R h ô , p o u r voir la belle église consacrée à la V ierg e , bâtie s u r les dessins de Pellegrino T ib a l d i , et à L e g n a n o , p o u r visiter les ruines du palais d’O th o n V isc o n ti, ainsi qu e l’église paroissiale dont le dessin est attrib u é au B ram an te. L a magnifique c h a rtre u s e que l’a rc h e v ê q u e J e a n Visconti avait bâtie ( en 1349 ) à Carignano , n ’existe plus depuis 24 a n s ; mais des monumens- plus dignes d’adm iration se p résen ten t au voyageur dès son entrée dans la capitale de la L o m b a rd ie .
A p rès la description que j e viens de faire de la r o u te du Sim plon, il se ra in utile, j e p e n s e , d ’o b s e rv e r q u ’elle est et restera p robable m ent , unique en son. genre. Les ouvrages qui ont été jugés nécessaires pour en faire un établissem ent durable et u t i l e , m é ri te raient une descrip tion plus détaillée, faite par des h o m m e s de l’a r t ; elle fo rm e ro it u n excellent c o u r s d ’in struc tion
pratiq u e p o u r les ingénieurs. L e s escarpem ens e x t r a , ordin aires faites au Col de la F au cille, aux r o c h e r s de M e ille ra ie , dans les défilés du tiim plo n, les massifs de muraille qui soutienne nt la ro u te le long du lac de G en è v e et du L a c M a j e u r , ce tte quantité de p onts * ) , e n f in , ces galeries o u v e r t e s , dans les r o c h e rs les plus d u r s , tous ces o u v r a g e s , so n t autant d'objets d’étude e t d’adm iration. Cette r o u te p r é s e n te , on peut le dire sans e x a g é r a t io n , u n trio m p h e continuel des efforts de l’a r t e t de la p ersév éran ce h um aine su r les plus grands obsta cles de la nature.
Si quelque c h o s e p e u t en c o re ajouter à l’intérêt q u ’ins p ir e n t ces magnifiques o u v r a g e s , ce sont les m e sures prises à l’égard des voyageurs. R ien n ’a été négligé p o u r les m e ttr e à l’abri des accidens. Il y en a qui se j o u e , r o n t to u jo u rs du génie des h o m m e s ; mais c ’est déjà u n grand trio m p h e que d ’en dim inuer les effets. L e s dangers qui r e s te r o n t p e r m a n e n s , ou qui se r é p è t e , r o n t ch a q u e a n n é e , s o n t ce u x des a v a la n ch e s , dans la partie h au t e du Sim plon, au pied des glaciers de T a v e r n e t t e ** ), et les en c o m b re m e n s dans les défilés de la D o v é ria . L o r s de m o n p re m ie r p assage, un imm ense b lo c de granit venait d 'o b s tr u e r le défilé en tre Algaby e t G o n d o . Il n’avait cependant presq u e pas endom m agé la r o u te . C ent cinquante personne s arrivées des villages de Sempione e t de G o n d o , étaient occupées sur le ch a m p à le faire disparaître. L e s avalanches * '* ) sont
• ) II en e x is te e n t r e Glys s e t Sesto 611 de t o u te s les d i m e n s i o n s , p a r m i le sq ue ls 22 c o n si d é ra bl e s Ceux s u r la S a l t i n e , s u r le G a n t h e r , s u r la C h e r a s c a , la F r a s i n o n e , le Pon te A l t o , s u r la D o v e r i a à C r é v o la , s u r le T r e f i u m e p rè s de B a v e n o , et s u r la T o c c i a p rè s de M e n a n g io n e , s o n t p a r t i c u l i è r e m e n t r e m a r q u a b l e s , s o i t p a r le u r e m p l a c e m e n t , s o it p a r le u r c o n s tr u c t io n . • * ) E n t r e la c i n q u i è m e et s ix iè m e m a i s o n de refuge.