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Ecoles de commerce

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Les Consulats suisses à l'étranger reçoivent le journal.

pa

Huitième Année.— NJ 101.

P r i x d u n u m é r o 1 0 c e n t i m e s

Dimanche 16 Décembre 1894.

B u r e a u x : R u e d e l a S e r r e , 2 7 .

L'n an: Six mois:

Suisse . . . . Fr. 6»— Fr. 3»—

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OivïsiiH- il<· In Société iiitci'cniitonalc d e * HidHMji'ie.N du J u r a , île·* Clisunlu'c»» <lc c o m m e r c e , <ICH !tui-cnux d e c o n t r ô l e e t de» (Syndical* profeMMlonnelM·

Société intercantonale des Industries du Jura.

Réunion du Comité central, mercredi 19 décembre 1894, à 1 heure de l'après-midi, à Berne, hôtel de l'Ours,'au I0'' étage.

OnDRK DU .rôtit :

1' Kxanien d'une lettre critique relativement à l'élection du Comité central ;

2" Examen des moyens et propagande à employer en vue de la prochaine votation po- pulaire du 4 février. — Loi sur la représen- tation diplomatique et consulaire de la Suisse.

'.!" Organisation du secrétariat.

Ί" Propositions diverses.

Neuchàtel, le 12 décembre 1894.

Le Président du Comité central :

H. ( IOMTKSSI·:.

Surveillez les acheteurs

E n c o r e l e s t e r m i n e u r s Depuis quelque temps, les fabricants d'horlogerie sont inondés de d e m a n d e s de prix-courants ou d'échantillons, p r o - venanl de maisons p o u r la plupart in- eonnues des exportateurs sérieux. Le besoin de conclure des affaires parait si i m p é r i e u x , q u e malgré la provenance louche de ees offres, de trop n o m b r e u x fabricants s'y laissent p r e n d r e et, amor- cés p a r une première affaire payée comp- tant, finissent, en bien p e u de temps, par y laisser d e s centaines q u a n d ce n'est pas des milliers de francs.

11 esl vraiment triste de constater à combien peu servent les avertissements donnés au publie horloger. Π semble même (pie depuis q u ' u n e partie d e notre production s'est déplacée en faveur d e s termineurs, les llibustiers étrangers de notre commerce ont trouvé, dans cette catégorie de << fabricants », des victimes toutes désignées pour mordre à l'hameçon des [((affaires directes avec l'étranger».

Nous avons déjà signalé maintes fois

les conséquences regrettables de ce dé- placement de notre fabrication, mais le mal va tellement en s'aggravanl qu'on ne saurait trop souvent les rappeler à l'attention des intéressés. O n nous dira q u ' u n e industrie a besoin, pour soutenir la concurrence, de produire à des prix aussi bas (pie possible et, q u ' a p r è s tout, les termineurs jouent un rôle utile, puis- que, depuis leur apparition s u r la scène horlogèrc, le prix de revient de la montre a sensiblement diminué.

Celte formule q u e l'on invoque pour justilier l'existence des termineurs est juste, mais elle est incomplète.

L'idéal, pour une industrie, est de fabriquer aussi bas que possible, un pro- duit d'une b o n n e qualité, tout en main- tenant les salaires à une hauteur qui permette aux ouvriers de vivre conve- nablement du produit de leur travail.

11 y a trois parties dans cette formule:

le prix de revient, la qualité, le salaire des ouvriers.

Les termineurs en réalisent la pre- mière, mais c'est au détriment des deux autres. On sait ce q u e valent la plus grande partie des montres qui sortent de leurs mains. Q u a n t aux salaires ou- vriers, ils sont d e s t e n d u s , grâce à eux, à u n e limite qu'explique du reste la cir- constance q u e le termineur lui-même, à moins qu'il ne brasse de grosses affaires

— e t e n c o r e — a grand peine à gagner sa vie.

Ce q u e l'on n e sait pas assez et ce qu'il faut dire aux fabricants qui o n t inventé les termineurs, c'est que l'économie réa- lisée s u r le prix des montres produites par ees intermédiaires est due, pour u n e p a r t , à l'erreintcment des salaires et, pour une autre part, à la perle sèche, subie p a r toute u n e ealégorie de four- nisseurs — planteurs d'échappements, fabricants d'assortiments, de balanciers, de cadrans, etc. — obligés de traiter avec eux. de leur faire crédit, puisque

le véritable fabricant se dérobe, au ris- que souvent réalisé, de ne pas être payés du tout.

Voilà où nous en s o m m e s . Dira-l-on q u ' u n e transformation industrielle qui aboutit à de tels résultats puisse assurer l'avenir d'une i n d u s t r i e ?

Ce n'est pas seulement contre les de- m a n d e s écrites de marchandises, qu'il

faut mettre en gardes n o s fabricants ; la manie q u e plusieurs ont, de considérer comme bon tout ce qui vient de loin, ouvre u n large champ de récolle aux llibustiers audacieux qui viennent chez nous user el abuser d u crédit (pie nous leur offrons bêtement.

On nous signale des faits récents, qui prouvent u n e audace inouïe chez ceux qui les commet lent, mais aussi la con- naissance parfaite qu'ils possèdent de la naïveté cl de l'incurable confiance de leurs anciennes et futures victimes.

Nous en citerons deux ; nous pour- rions les multiplier.

Il y a dix-huit mois, une maison sud- américaine faisait p e r d r e 8 0 % à ses créanciers suisses. On croira peut-être ([ne son chef, par p r u d e n c e ou p a r p u - deur, a compris qu'il ne devait pas re- venir de sitôt chez n o u s . Erreur. Ré- cemment, il se présentait avec une morgue toute espagnole, chez l ' u n de ses créan- ciers, q u i ne le connaissait pas person- nellement. 11 demande à voir des mon- tres, l'ail son choix, prend note des n u m é r o s et des prix. 11 y en a p o u r plus de 2000 francs. O n lui demande son nom ; il le d o n n e . Tableau.

Vous allez naturellement payer comp- tant, lui dit le fabricant.

Nullement, répond notre homme, je puis acheter des montres autant el plus que je n'en ai besoin, à (i mois de terme.

(2)

494 L A F E D E R A T I O X N H O R L O G E R E S U I S S E

Si v o u s n e v o u l e z p a s n i e f a i r e l e s m ê m e s c o n d i t i o n s , j ' i r a i a i l l e u r s . Si j e m e s u i s a d r e s s é à v o u s , c'était s i m p l e m e n t p o u r v o u s r é c u p é r e r d e la l é g è r e p e r l e cpie v o u s a v e z faite a v e c m o i il y a q u e l q u e s m o i s .

O n le m i t à la p o r t e e t p r o m p l e m e n l . U n a u t r e c a s :

U n m o n s i e u r , p o l o n a i s celui-ci, s e p r é - s e n t e d a n s l'un d e n o s c o m p t o i r s , ('.'est l ' a n c i e n e m p l o y é d ' u n g r a n d f a i s e u r q u i a a u s s i « sa p e l i l e affaire » s u r la c o n s - c i e n c e . L u i , c o m m e l ' a u t r e , v i e n t s o l l i - c i t e r d u c r é d i t . Q u e l s s o n t s e s t i t r e s . R i e n . M a i s il c o n n a î t l e s affaires à f o n d , les a y a n t a p p r i s e s d a n s l o u s l e u r s m y s t è r e s c h e z s o n a n c i e n p a t r o n . . . d u q u e l il dit d ' a i l l e u r s le p l u s d e m a l p o s s i b l e . C e n ' e s t q u ' u n e m i s e e n s c è n e : o n a é t é a v e r t i : o n sait q u ' i l n ' e s t q u e l e p r è l e - n o m d e l ' a n c i e n f a i s e u r , l e q u e l s e p r é - p a r c é v i d e m m e n t à faire u n e κ s e c o n d e p e t i t e affaire».

O n le mit à la p o r t e .

M a i s l e s a-t-on m i s à la p o r t e d e p a r - t o u t . c e s d e u x flibustiers. N o u s g a g e - r i o n s q u e n o n . R i e n p l u s , n o u s n e s e - r i o n s p a s s u r p r i s q u ' e n q u i t t a n t le p a y s , ils n ' a i e n t e m p o r t é d e s m a r c h a n d i s e s p o u r p l u s i e u r s m i l l i e r s d e f r a n c s .

V o i l à c o m m e n o u s s o m m e s . Q u ' u n b r a v e o u v r i e r s o l l i c i t e c e n t f r a n c s d e c r é d i t p o u r a c h e t e r l e s o u l i l s q u i l ' a i d e - r o n t à v i v r e , lui et sa famille, il a u r a m i l l e p e i n e s d e l e s o b t e n i r , si m ê m e o n n e le r e b u t e p a s s o u s le p r é t e x t e q u ' i l n'offre a u c u n e g a r a n t i e . M a i s q u ' u n m o n - s i e u r q u e l c o n q u e , d o n t le n o m se t e r -

• m i n e e n « s q u i » o u e n « s k o f f » , v i e n n e d a n s u n d e n o s h ô t e l s , v i t e , la foule d e s f a b r i c a n t s a v i d e s d'affaires se p r é c i p i t e . O n fait q u e u e d a n s le c o r r i d o r : o n é p i e le m o i n d r e b r u i t a n n o n ç a n t s o n petit l e v e r , o u force sa p o r t e et q n r e m p l i t s e s m a l l e s d e m o n t r e s d o n t , , s o u v e n t , il n ' a q u e faire, t r o p h e u r e u x s'il v e u t b i e n p r o m e t t r e d e p a y e r a i ) m o i s et m ê m e p l u s .

Ici, la loi d e l'offre el d e la d e m a n d e s ' a c c o m p l i t . L'offre est t e l l e m e n t a b o n - d a n t e q u ' i l p a i e l e s p r i x q u ' i l v e u t b i e n p a y e r .

D a n s c e l l e l u t t e a c h a r n é e p o u r v e n d r e el v e n d r e q u a n d m ê m e , le g r a n d c o u - p a b l e c'est le v e n d e u r . N o u s c r i o n s b i e n fort a u v o l e u r , l o r s q u e l ' u n o u l ' a u t r e d e c e s n o b l e s é t r a n g e r s c e s s e d e faire h o n n e u r à sa s i g n a t u r e . El p o u r t a n t , les m a u v a i s s o n l c e q u e n o u s l e s a v o n s faits.

F a u t - i l le r é p é t e r e n c o r e : O n n e ferait p a s c r é d i t d ' u n r o u b l e o u d ' u n florin à tel fabricant S u i s s e q u i c o n l i e p o u r IO o u 2 0 , 0 0 0 francs d e m o n t r e s à u n a c h e - t e u r d e V a r s o v i e o u d e V i e n n e n ' a y a n t le p l u s s o u v e n t d ' a u t r e l i t r e à sa c o n - tinuée q u e sa q u a l i t é d ' é t r a n g e r o u d e b r a s s e u r d'affaires.

C e s s o n s d o n c d e j e t e r n o t r e h o r l o g e - r i e à la t ê t e d e s a c h e t e u r s . N o u s n e v e n - d r o n s p a s u n e m o n t r e d e m o i n s , m a i s

n o u s v e n d r o n s p l u s c h e r e t n o u s p o u r - r o n s l u t t e r c o n t r e la d é c a d e n c e d e s p r i x , q u i s e r é p e r c u t e si d o u l o u r e u s e m e n t s u r l e s s a l a i r e s o u v r i e r s .

Kl p u i s , n o t r e d i g n i t é y g a g n e r a ; elle e n a v r a i m e n t g r a n d b e s o i n .

Ecoles de commerce

Le Conseil fédéral a, en date du 11 de ce mois, autorisé son département des affaires é t r a n g è r e s : 1" A tenir compte des conditions diverses, tant eau tonales que locales, en appli- quant la prescription relative a l'âge minimum requis pour l'admission dans les écoles de commerce (règlement d'exécution pour l'ar- rêté fédéral concernant l'encouragement de l'enseignement commercial par la Confédé- ration, du :>'i juillet 18'JJj et de permettre r e n t r é e dans une école de commerce subven- tionnée par la Confédération à des élèves âgés de moins de 15 ans révolus, niais qui auront fourni la preuve qu'ils possèdent les capacités prévues par l'art. "2. lettre b. de ce règlement et qui auront subi l'examen d'une manière satisfaisante: "2" à poser, dans l'intérêt d'un enseignement aussi fructueux que possible, des limites au nombre des élèves d'une classe.

Voyageurs de commerce en Russie

Le gouvernement impérial russe a rendu l'ordonnance suivante en exécution de l'art.

12 du nouveau traité de commerce entre l'Alle- magne et la Russie :

Les voyageurs de commerce é t r a n g e r s sont tenus, à leur entrée sur le territoire russe, de se pourvoir, dans un bureau de douane fron- tière d'un certificat de première classe et de payer la taxe exigée pour sa délivrance. Ce certificat, valable depuis le j o u r de sa remise jusqu'au 1/31 janvier de l'année suivante, sera joint au passeport du voyageur et doit être présenté par ce dernier, accompagné d'une carte de légitimation et avant d'entre- prendre toute affaire, au premier office des finances ou à l'un des préposés a u x impôts de la localité qu'il visite en premier lieu.

Ijes objets soumis à l'acquittement des droits que le voyageur de commerce emporte comme échantillons sont exemptés de toute taxe d'en- trée et de sortie, à la condition que, s'ils ne sont pas vendus, ils soient réexportés, d a n s un délai de six mois, à partir du j o u r de leur importation.

Les passeports remis pour voyager en Rus- sie à des étrangers de confession Israélite qui voyagent-pour des maisons de commerce en- registrées conformément aux lois de i'Etut où ClIt1S sont établies, devront être visés par les consulats russes, sur la production d'une attestation de ces maisons. Le passeport doit en outre mentionner que le porteur est voya- geur de commerce et contenir le numéro de sa carte de légitimation et l'endroit où cette dernière a été délivrée.

Un israélite étranger a la faculté de repasser plusieurs lois la frontière pendant la durée de validité de son passeport et, d a n s le cas où celui-ci ne fixerait aucune durée, d a n s l'es- pace de six mois,' moyennant observation des formalités générales en vigueur pour les étran- gers qui voyagent en Russie.

(Feuille ôj/ie..suisse du commerce).

dues et si controversées de la protection ou de la liberté commerciale, je suis un simple négociant beaucoup plus familier avec les chiffres de son grand livre qu'avec ceux des statistiques commerciales et je serais fort em- barrassé, après avoir lu tous les articles que publient les journaux pour ou contre les trai- tés de commerce, pour dire de quel côté se trouve le véritable intérêt de notre chère France tirée à hue et à dia par ceux qui veu- lent ouvrir ses portes et ceux qui veulent les fermer,

J e dois avouer-cependant que j'ai été forte- ment impressionné par !es chiffres que vient de publier la Ligue des consommateurs de Bordeaux d a n s une note qui m'est tombée sous les yeux.

De 18ÔU à 1871. sous l'influence du régime de la liberté commerciale, le commerce exté- rieur annuel de la F r a n c e s'est élevé de H mil- liards c/o/> millions a cV milliards 5<n mil- lions, tandis que de l'année 1881, date à la- quelle les premières entraves ont été appor- tées à celle liberté, à 18U3, il est tombé succes- sivement de S milliards . 3 o / millions à j milliards fjo millions.

Le même rapport ajoute, au sujet des rela- tions commerciales avec la Suisse, que de 188:2 à 1891 la France a vendu à ce dernier pays pour :2 milliards Î27 millions tandis qu'elle ne lui a acheté que pour 1 milliard UO m i l l i o n s . c'est donc la jolie différence de j milliard ι 3j millions que la Suisse a du payer en espèces ou en valeurs similaire-- à l'agriculture, à l'industrie et au commerce de la France durant cette période et qu'elle ira porter ailleurs si nous ne nous a r r a n g e o n s pas avec elle.

J e ne veux pas conclure, chacun pourra, aussi bien que moi, dire de quel côté se solde le compte de profits cl pertes.

GROS-JEAN.

Du bulletin de ta Chambre de com- merce française de Genève.

Un peu de comptabilité

. J e ne suis pas un savant mathématicien ni un de ces g r a n d s économistes qui ont, durant de longues années, étudié les questions si nr-

Exposition internationale de Bordeaux en 1895

La Société philomaliqùe de Bordeaux or- ganise pour l'année prochaine, de mai à no- vembre, une Exposition universelle en ce qui concerne les vins, les spiritueux, l'électricité el les sciences sociales, et internationale en ce qui concerne la généralité des produits pour la France el ses colonies. l'Angleterre, la Belgique. Ia Suisse. !'Italie. l'Espagne el le Portugal.

Cette Exposition sera faite sous le patronage el avec le concours de l'Etat, du département de la G i r o n d e , de la municipalité et de la Chambre de commerce de Bordeaux.

Le succès toujours croissant des Exposi- tions précédentes de la Société philomaliqùe dont la dernière a eu lieu en 188"2. les soins particuliers apportés à la constitution de celle- ci, les nombreuses adhésions remues déjà par le Comité d'organisation, sont pour celui-ci une sérieuse garantie de réussite d a n s une entreprise aussi compliquée el aussi difficile.

Nous espérons que les régions qui nous environnent ne manqueront pas de s'y faire représenter e t . sans parler des produits de l'agriculture et de l'industrie de la Suisse aux- quels les portes de cette Exposition sont lar- gement ouvertes, pourquoi les viticulteurs de la Savoie el de la Suisse n'y feraient-ils pas figurer leurs vins de Crépy, d'Yvorne, de Cor- taillod, etc., qui. sans prétendre à la renom- mée des g r a n d s crus de la Gironde ou de la Bourgogne, ne sont pas sans mérites ni sans appréciateurs !

La Chambre de commerce" française de Genève se met entièrement à la disposition des personnes que celte exposition pcul inlé-

(3)

LA FEDERATION HORLOGERE SUISSE 495

resser ot elle sera heureuse de répondre a u x demandes de renseignements qui lui seront

adressées.

Fédération suisse

des ouvriers repasseurs, démonteurs, renrfonteurs et faiseurs d'échappements

Ou lit dans la Solidarité horlogère.

Le dernier numéro du journal s'adressa ηt à notre comité, réclamait des renseignements au sujet du concours ouvert en vue d'arriver à supprimer ou à diminuer les effets désas- treux du système de fabrication d'horlogerie actuelle et appelé « t e r m i n a g e de la m o n t r e » . Voici, en quelques mots, le résultat de ce concours jusqu'à maintenant :

Un petit nombre de travaux nous ont été soumis et tous sauf un ont été é l i m i n é s : quoique assez intéressants ils ne contenaient pas d'idées nouvelles ou suffisamment pra- tiques. Un seul faisait exception, mais l'am- pleur même du sujet traité ne permettait pas de le faire mettre en pratique et dépassait de beaucoup le but désiré.

Le sujet étant toujours actuel, tout travail qui pourra nous être remis sera le bienvenu.

Le Locle, le 11 décembre 1894.

Le Comité central.

Nouvelles diverses

D é c l a r a t i o n s d o u a n i è r e s . — A partir du I" janvier 1895, les bureaux de douane

n'accepteront, pour : les marchandises expor- tées, que des déclarations établies et signées (ou timbrées) par les exportateurs eux-mêmes et refuseront les déclarations é m a n a n t do maisons d'expédition ou d'entreprises de transport. Ge qui précède ne s'appliquent pas a u x montres, a u x broderies et au plumetis, pour lesquels un mode de déclaration spécial est déjà en vigueur. Les tissus de soie et de c o t o n , la bonneterie, les c h a u s s u r e s , les machinés, l'aluminium, le tabac et les cigares sont depuis plusieurs années déjà déclarés par l'exportateur lui-même: le présent avis n'amène donc à leur égard aucun change- ment.

Variété

Le mouvement féministe. —UiV? jeune

et jolie veuve,du nom de Lilly Thompson vient d'adresser une demande en bonne et due forme aux commissaires du district do Colombie, afin do se faire nommer agent dans la police do W a s h i n g t o n .

Quoique àgée de "23 ans à peine, la candi- date est d'une taille etidfuné vigueur peu com- m u n e s , et prétend «qu'on sa qualité do veuve elle a autant d'expérience que qui que ce soit pour mener les h o m m e s » . Dans sa demande, elle cite une résolution votée à la dernière convention de la fameuse Union des femmes de la tempérance tendant à ce que les femmes soient admises à faire partie de la police, et la jeune veuve ajoute, en terminant, que la c< persuasion morale a u r a beaucoup plus d'effet que le bâton et le revolver pour la découverte des criminels ».

La postulante fait circuler une pétition à Washington dans le butd'appuyorsa demande, et l'on dit qu'elle a déjà obtenu de nombreuses signatures. Au sujet de l'uniforme à porterpar les ~polieeladies, quand elles seront nommées, elle suggère une toilette très s e r r é e , bleu m a r i n , avec boutons en cuivre doré et un chapeau en forme de casque. Il est à peine nécessaire d'ajouter que M1"0 Lilly Thompson est la protégée et l'amie de la célèbre Bel va Lockwood, la femme avocat et candidat «per- pétuel » du parti des femmes à la présidence des Etats-Unis.

A g e n c e

Les annonces et abonnements sont reçus, pour la région biennoise et le canton de Soleure, chez Mon- sieur A l b e r t C h o p a r d , c o m p - t a b l e , rue de la Gare, ,1 à Bienne.

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