Les Consulats suisses à l'étranger reçoivent le journal.
I mDouzième Année. — N0 49.
P r i x d u n u m é r o 1 0 c e n t i m e s
Dimanche 20 Juin 1897.
B u r e a u x : R u e d e l a S e r r e , 5 8 .
ABONNEMENTS
Un a n : Six mois:
Suisse . . . . Fr. 6»— Fr. 3»—
Union postale » 12»— » 6»—
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Paraissant le Jeudi et le Dimanche à la Ghaux-de-Ponds
ANNON©ES
Provenant de la Suisse 20 et. la ligne
» de l'étranger 26 » » Minimum d'une annonce 50 cent.
Les annonces se liaient cl a\aiice.
Orgrane <Ic l a Société i i i t e r c a n t o n a l e des» Imlti*!ries du J u r a , «les Chambres* d e c o m m e r c e , îles K u r e a i i x d e c o n t r ô l e e t de·* S y n d i c a t s prol'ewsionnel!*.
Caractère obligatoire des assurances
Extrait du rapport présenté au Conseilnational par M. 11. Comtesse, au nom de la Commission des assurances.
II.
L'assurance obligatoire pour les acci- dents étant admise, il nous parait néces- saire que l'Etat organise lui-môme un service d'assurance plutôt que de remettre cette tache à l'industrie privée, sinon l'on retomberait dans les inconvénients qui existent avec le système de la res- ponsabilité civile et que nous voulons supprimer. De nouveau, beaucoup de petits patrons, ceux dont les entreprises ont une existence diflicile et précaire, ceux-là surtout qui exploitent des indus- tries dangereuses, ne trouveraient pas d'assurance et la certitude p o u r l'ouvrier de toucher son indemnité en cas d'acci- dent ferait de nouveau défaut, ou bien ils ne trouveraient des compagnies dis- posées à assurer leurs risques que moyennant des primes exorbitantes et qu'ils seraient très souvent hors d'état d'acquitter avec leurs modiques ressour- ces. Et si môme ils trouvaient des com- pagnies disposées à assurer leurs risques à des conditions qui ne soient pas trop onéreuses, ces patrons et avec eux leurs ouvriers n'auraient jamais qu'une sécurité incomplète pour le paiement de l'assu- rance avec les nombreuses clauses de déchéance qui fourmillent dans les polices des compagnies et avec la tendance qu'ont beaucoup d'entre elles de s'en prévaloir au moindre prétexte et pour la plus minime informalité et de recourir aux chances d'un procès.
En se bornant à décréter le principe de l'assurance obligatoire sans que l'Etat crée lui-même une caisse d'assurance et en laissant ainsi le champ libre à l'in- dustrie privée, nous risquerions en outre de ne pas voir se produire les avantages
salutaires de la concurrence, car il pourrait fort bien arriver que les com- pagnies, pour éviter les effets de la concurrence et l'amoindrissement graduel de leurs bénéfices, se concertent, comme cela s'est déjà vu, p o u r l'application d'un tarif commun a u - d e s s o u s duquel elles ne consentiraient pas à traiter.
P o u r ces motifs, n o u s écartons comme une solution boiteuse, et qui n'attein- drait pas le but, l'assurance obligatoire- accidents sans l'assurance par l'Etat.
Nous nous sommes rangés de m ê m e au principe de l'obligation pour l'assu- rance-maladies. La maladie et l'accident, ainsi que nous l'avons déjà fait ressortir, sont des risques solidaires qui ne diffèrent pas dans leurs conséquences et qui aboutissent l'un et l'autre, p o u r celui qui en est atteint, à une incapacité de travail plus ou moins longue. Si nous reconnaissons, au point de vue humani- taire et social, qu'il est nécessaire de protéger le travailleur contre l'incapacité de travail résultant de l'accident mieux qu'il ne l'est aujourd'hui avec le régime insuffisant de la responsabilité civile et de créer à cet effet une assurance obli- gatoire reposant sur une organisation d'Etat, ne devons-nous pas aussi recon- naître que la même nécessité s'impose en ce qui concerne l'incapacité de travail résultant de la maladie, qui se confond avec celui de l'accident et entre lesquels on ne peut pas établir de démarcation, organiser pour le travailleur une protec- tion sérieuse, en appliquant pour cela le seul procédé vraiment etlieace, celui de l'assurance obligatoire?
Tout ce qui a été fait jusqu'ici pour mettre le travailleur à l'abri des consé- quences de la maladie est loin de répon- dre aux besoins et aux infortunes qu'il s'agit de soulager. Nous ne songeons pas sans doute à méconnaître les résultats obtenus par l'initiative privée, par les
généreux efforts de nos chefs d'industrie, de nos sociétés de prévoyance, mais toutes ces manifestations de l'esprit de prévoyance et de solidarité, auxquelles nous sommes les premiers à r e n d r e hommage, sont bien insuffisantes q u a n d on les mesure au grand n o m b r e de ceux qui restent encore menacés par les con- séquences de la maladie, par l'insécurité du lendemain et aux progrès qu'il reste encore à réaliser.
C'est pourquoi nous estimons avec le Conseil fédéral qu'il est de notre devoir de tenter aujourd'hui un effort vers une organisation plus complète de la solida- rité sociale. L'elfort individuel, représenté surtout par nos sociétés mutuelles, n o u s a frayé la voie en organisant, des œuvres de prévoyances qui méritent assurément tous les éloges, mais qui ne constituent q u ' u n e étape vers la solution désirée.
Nous devons chercher à nous en rap- procher e n j e t a n t les bases d'une orga- nisation nouvelle qui lassent concourir au but les triples ressources de l'ouvrier qu'il sagit d'assurer, du patron et de la collectivité. A vouloir compter unique- ment sur les efforts de l'initiative privée, sur le groupement spontané des intéres- sés, nous risquerions d'attendre indéfi- niment un progrès dont la nécessité s'impose dans la situation économique et sociale du travail et de l'industrie.
C'est pourquoi nous nous sommes ralliés
au principe de l'obligation pour l'assu-
rance-maladies, ce principe, s'il peut être
critiqué, nous asssurant tout au moins,
au point de vue de la protection efficace
des travailleurs, des avantages certains
qui feraient défaut avec tout autre sys-
tème. Ce que nous avons eu soin de
réserver, c'est le concours précieux et
expérimenté des chefs d'entreprises, des
sociétés de secours mutuels dont les
caisses d'assurance pourront continuer
à fonctionner et qui pourront bénéficier
p o u r l e u r p e r s o n n e l , p o u r l e u r s a d h é - r e n t s , d e s a v a n t a g e s é q u i v a l e n t s à c e u x q u e la c a i s s e ollicielle p o u r r a offrir à s e s a s s u r é s .
E n d é c i d a n t l ' a s s u r a n c e c o n t r e la m a - l a d i e p o u r c e s c a t é g o r i e s d e t r a v a i l l e u r s q u i c o m p r e n n e n t l e s e m p l o y é s , l e s o u v r i e r s d e l ' i n d u s t r i e e t d e l ' a g r i c u l t u r e , l e s s e r v i t e u r s à g a g e s , l ' E t a t n e l'ait d ' a i l l e u r s q u e d ' é t e n d r e à u n p l u s g r a n d n o m b r e u n p r i n c i p e q u i a d é j à r e ç u d a n s n o t r e p a y s e t a i l l e u r s d e n o m b r e u s e s a p p l i c a t i o n s . N e v o y o n s n o u s p a s e n effet l ' E t a t s o u m e t t r e f r é q u e m m e n t s e s e m - p l o y é s et l e s o u v r i e r s q u i t r a v a i l l e n t d a n s s e s é t a b l i s s e m e n t s à d e s r e t e n u e s o b l i - g a t o i r e s afin d e p o u v o i r l e u r s e r v i r , q a n d ils a t t e i g n e n t u n e l i m i t e d ' â g e , q u a n d la v i e i l l e s s e a r r i v e , u n e m o d e s t e p e n s i o n d e r e t r a i t e o u c o n s t i t u e r u n e r e n t e à c e u x q u e l e u r g e n r e d e t r a v a i l e x p o s e à d e s a c c i d e n t s ? L ' E t a t n e p e u t - il p a s e n faire a u t a n t p o u r t o u s l e s sala- r i é s d e l ' i n d u s t r i e e t d e l ' a g r i c u l t u r e d o n t le s o r t e s t n o n m o i n s i n t é r e s s a n t q u e celui d e s e s f o n c t i o n n a i r e s e t e m p l o y é s e t q u i s o n t g é n é r a l e m e n t d a n s d e s c o n - d i t i o n s d ' e x i s t e n c e s b e a u c o u p m o i n s fa- v o r a b l e s e n d é c i d a n t q u ' i l s s e r o n t a s s u r é s c o n t r e l e s c o n s é q u e n c e s d e la m a l a d i e e t s o u m i s à u n e r e t e n u e o b l i g a t o i r e s u r le p r o d u i t d e l e u r t r a v a i l ?
L ' a s s u r a n c e o b l i g a t o i r e , q u a n d elle a à s a b a s e u n effort p e r s o n n e l d e l ' o u v r i e r e t q u ' i l d o i t p a r t i c i p e r à s e s c h a r g e s , e s t c o n f o r m e d ' a i l l e u r s , q u o i q u ' o n e n d i s e , à u n e s a i n e m o r a l e e t à l a d i g n i t é d e l ' o u v r i e r . E l l e e s t c o n f o r m e à c e p r i n c i p e d e s a i n e m o r a l e q u i v e u t q u e c h a q u e i n d i v i d u l a s s e le n é c e s s a i r e , d a n s la m e - s u r e d e s e s f o r c e s , p o u r n e p a s t o m b e r e n c a s d ' a c c i d e n t e t d e m a l a d i e à la c h a r g e d e la s o c i é t é e t d e s a u t r e s tra- v a i l l e u r s . Elle est c o n f o r m e à sa d i g n i t é p u i s q u e l ' i n d e m n i t é q u i l u i e s t v e r s é e e s t le fruit d ' u n sacrilice q u ' i l a d u faire p o u r a c q u é r i r u n d r o i t e t n e r e s s e m b l e e n r i e n a u x s e c o u r s q u e l u i a c c o r d e l ' a s s i s t a n c e p u b l i q u e o u à l ' a u m ô n e q u i h u m i l i e t o u j o u r s e t d é m o r a l i s e s o u v e n t c e l u i q u i la r e ç o i t .
E n f i n , il y a d e s r a i s o n s s é r i e u s e s a u p o i n t d e v u e p r a t i q u e p o u r r e n d r e ! ' a s - s u r a n c e - m a l a d i e o b l i g a t o i r e . L e r i s q u e m a l a d i e e t le r i s q u e a c c i d e n t é t a n t é t r o i - t e m e n t liés a u p o i n t q u e l ' o n n ' a r r i v e p a s t o u j o u r s à d i s t i n g u e r c e q u i e s t m a - l a d i e et ce q u i e s t a c c i d e n t , il c o n - v i e n t d ' é t a b l i r u n e é t r o i t e c o r r é l a t i o n e n t r e l e s d e u x a s s u r a n c e s et d ' a p p l i q u e r e n c o n s é q u e n c e le p r i n c i p e d e l ' o b l i g a t i o n à l ' u n e c o m m e à l ' a u t r e , d e m a n i è r e à c e q u ' e l l e s aient l e s m ê m e s c a t é g o r i e s d ' a s s u r é s . Cela s e j u s t i l i i e d ' a u t a n t p l u s q u e s u r la b a s e d e s p r o j e t s q u i v o u s s o n t s o u m i s l ' a s s u r a n c e - m a l a d i e s d o i t s ' é t e n - d r e à t o u t e s l e s m a l a d i e s et q u e p a r a l l è l e - m e n t l ' a s s u r a n c e - a c c i d e n t s n ' e s t p a s l i m i t é e s e u l e m e n t a u x a c c i d e n t s d e la p r o f e s s i o n et d u t r a v a i l , m a i s q u ' e l l e doit c o u v r i r e n o u t r e t o u s l e s d o m m a g e s r é -
s u l t a n t d ' a c c i d e n t s e n d e h o r s d e la p r o - fession e t d u t r a v a i l . C ' e s t a i n s i q u e d a n s u n b u t d ' i n t é r ê t p r a t i q u e , e t p o u r t e n i r c o m p t e d e s e x p é r i e n c e s faites d a n s c e d o m a i n e , n o u s a v o n s a d m i s q u e l e s a c c i d e n t s q u i n e d é t e r m i n e n t q u ' u n e m a - l a d i e d e c o u r t e d u r é e , q u i p r ê t e n t s u r - tout à la s i m u l a t i o n e t à la f r a u d e e t q u i e x i g e n t u n e s u r v e i l l a n c e a t t e n t i v e s e r o n t l a i s s é s p e n d a n t u n e d u r é e d e six s e m a i n e s ( C a r e n s zeit) à la c h a r g e d e l ' a s s u r a n c e » m a l a d i e q u i d i s p o s e p o u r c e t t e s u r v e i l - l a n c e d e s r e s s o u r c e s q u e n ' a p a s l ' a s s u - r a n c e - a c c i d e n t s et q u e celle-ci n ' i n t e r - v i e n d r a p o u r i n d e m n i s e r l ' a s s u r é v i c t i m e d ' u n a c c i d e n t q u ' à l ' é c h é a n c e d e l a s i x i è m e s e m a i n e . C e l l e c o m b i n a i s o n q u i esl d e s t i n é e à d é j o u e r l e s t e n t a t i v e s d e s i m u l a t i o n n ' e s t p o s s i b l e q u i si l e s assu- r a n c e s - m a l a d i e s e t a c c i d e n t s s ' a p p l i q u e n t a u x m ê m e s p e r s o n n e s e t q u e si elles o n t l ' u n e e s t l ' a n t r e u n c a r a c t è r e o b l i g a t o i r e .
La dilatation des aciers au nickel
Leur emploi en horlogerie, leur effet sur-la compensation des
variations de marche aux températures Dans le numéro de m a r s 1897 du « J o u r n a l suisse d'horlogerie», M. Paul Berner, direc- teur de l'Ecole d'horlogerie de la Ghaux-de- Fonds, attirait l'attention s u r les essais effec- tués à Breleuil par Mr CIi. Ed. Guillaume avec une série de 17 alliages différents d'acier au nickel, en faisant ressortir tous les avan- tages que les horlogers pourraient retirer d'alliages à certaines teneurs. Il partait du fait remarquable qu'un alliage à 36,1 pour cent de nickel fournit un coefficient de dilata- talion de beaucoup plus faible que ceux ob- servés s u r tous les métaux et alliages connus.
La portée de cette découverte s u r les arts de précision est considérable.
Au cours de la séance publique de la So- ciété neuchàteloise des sciences naturelles, tenue à la Chaux-de-Fonds le 17 juin 1897, M. le Dr Hirscli, directeur de notre Observa- toire cantonal, a présenté une communica- tion fort intéressante s u r les études tendantes à éliminer des calculs le délicat problème des des dilatations. Le mérite en revient comme nous venons de le voir à notre compatriote M. Ch. Ed. Guillaume, fils d'horloger, bien connu par ses travaux s u r la thermométrie.
Depuis 1897, 20 Etats ont fondé à Breteuil le Bureau international des poids et mesures.
Cette institution a fourni il y a une dizaine d'années à tous les Etats contractants la prototype du mètre en platine iridié.
Le prix excessivement élevé de ce métal (onze mille frands le kilogr.) devait le rendre impropre à la confection des multiples étalons secondaires des poids et mesures, à l'usage des établissem nts scientifiques, laboratoires, ateliers, etc.
Aussi, il y a cinq a n s , le bureau ful-il chargé d'entreprendre des recherches pour trouver un mêlai de prix moins élevé qui put dans la mesure du possible remplacer le platine iridié.
C'est en poursuivant ses recherches, spé- cialement sur les alliages du nickel que M. Guillaume en est arrivé à ses remar- quables conclusions.
M. J. René Benoit, directeur du Bureau ayant entrepris de déterminer l'équation d'une régie à bouts en acier au nickel, appartenant au service technique de l'artillerie, reconnut en comparant ses observations, des diver- gences difficiles à expliquer. Les mesures
faites dans l'air à des températures comprises entre 8U et 22° conduisirent à un résultat inattendu : au lieu de suivre approximative- ment la loi des mélanges, la dilatation de cette régie était un peu supérieure à celle d'une barre de bronze employée comme terme de comparaison.
Cette anomalie avait été enregistrée quand M. Guillaume, e x a m i n a n t la dilatation d'une autre proportion, d'alliage d'acierau nickel,re- marqua qu'au contraire, sa dilatation restait de beaucoup inférieure à la quantité prévue, d'un tiers plus faible que le coefficient de dilatation du plaline.
Ces deux anomalies, l'une en sens positif, l'autre en sens négatif révélaient la possibilité de réduire cette variation à un chiffre mini- m u m . M. Guillaume poursuivit donc ses essais sur une série d'alliages, contenant depuis 5 °/° à 44,i 7» de nickel.
A l'aide des appareils de l'Institut il put les observer sous le rapport de la dilatation, de l'élasticité, de la densité et du magnétisme.
Tableau des résultats observés p a r M. Guillaume
sur les alliages d'acier s u r nickel.
en - —
o7o 5 12,4 10,8 19.0 21,8 24 20,2 28 30,8 31,4 34,0 36,1 36,4 36,6 37,5 39,4 44,4 100,0
C IS
a 7,84 7,787 7,892 7,892 7,913 8,034 8,09C) 8,049 8,008 8,006 8,098 8,082 8.086 8,005 8,076 8,120 8,28
22,0 21,7 19,0 18,3 17,7 19,7 19,3 18,5 18,1 16,0 15,5 15,1 14,7 14,9 15,0 14,7 14,9 10,4
Coefficient.* de Dilatation
M l O ) (.'1IMC
enlre 0' cl T ( tu.3ol-H 1.1 KI5-23XTIXW-G 10,529 -4- 0,00580,T 1 1 , 7 1 4 - - 0 , 0 0 5 0 8 11,430--0,00170 11,427--0,00362 17.097--0,00974 1 7 , 4 8 4 - - 0 , 0 0 7 1 1 13,103--0,02123 11,288--0,02889 4 , 5 7 0 - - 0 , 0 1 1 9 1 3,395--0,00885 1,373--0,00237 0,877--0,00127 1,058--0,00320 1,144 4-0,00171 3,457 — 0,00647 5,357 — 0,00448 8,508 — 0,00251 21,6 (12,514-f 0 , 0 0 6 7 4 X T ) Données comparatives pour quelques
autres métaux Fer . . 7,20-7,79
Bronze 8,45-9,20 Laiton . 7,30-8,65 Argent . 10.512 Or . . 19,20 Platine 21,45 Iridium 22,40
l'Unir iridié
à 10 7'o — Palladium 12,05
20,8-21,0 7,6-9,0 9,3-9,4 7,36 8.13 15,5-17,0
— 21,4 9,8-11,8
11,560-12,205 18,167-19,083
18,782 19,780 14,010 8,842 6,83 8,82 10,000 L'examen de celte lable démontre que le chiffre entrant dans le coefficient de dilatation (dont l'unité est le micron, soit la dix million- niéme partie du mètre) s'élève pour l'acier pur à 10,35, monte à mesure que la teneur de nickel augmente jusqu'à 24 °/o, limite ou il arrivera son maximum, diminue rapidement pour atteindre à la proportion de 36,1 d'alliage son coefficient minimum de dilatation soit 0,877, puis reprend sa marche ascendante.
Le coefficient de dilation de l'acier allié à 36,1 7o de nickel est donc 0,877.
Soit 15 fois plus faible que celui de l'or
» 20 » » » » » « l'argent.
)i 10 » » » » » palladium.
» 6,8 » » » » iridium.
10 fois plus faible que celui du platine iridié à 107« métal, jusqu'ici employé à la construc- tion du mètre étalon.
Ce fait important établi, il ressort que l'alliage dont nous venons d'examiner les
propriétés remarquables est appelé à opérer des transformations considérables dans le couple balancier-spiral, sur lequel il dimi- n u e r a beaucoup les effets des variations de température.
Dans la montre de précision, il appellera une compensation beaucoup plus faible; dans la montre civile, de construction courante, il pourrait supprimer remploi du balancier bimé- tallique, puisque la dilatation du balancier sera réduite au V20 d" balancier laiton: l'al- lon"ernenL du spiral sous l'effet de la tempé- rature sera I i fois inférieur à celui du spiral acier. Ajoutons toutefois que l'influence de la variation de la force élastique du spiral lors- que la température change, se traduira tou- jours, dans'une pièce non compensée, par des écarts assez appréciables. Cette remarque pour ne pas laisser supposer au profane que l'em- ploi de l'acier au nickel rende inutile toute compensation et supprime toute variation aux températures.
La densité du nouvel alliage reste faible et rapprochée de celle de l'acier.
Son module d'élasticité est de 14,7, l'acier serait donc plus élastique, son module étant de '2'2 : cette infériorité, au point de vue des propriétés élastiques ne saurait être découra- geante.
Le pourcentage d'élasticité du Palladium n'est que 9,8 à 11,8 et cependant chacun sait que les alliages de ce dernier métal sont depuis longtemps employés avec succès dans l'horlogerie de précision et spécialement dans les chronomètres de marine.
M. Berner fait justement remarquer que la découverte de M. Guillaume facilitera la com- pensation du pendule des horloges. Les varia- tions très faibles de la tige du pendule en acier au nickel seront facilement compensées par une simple lentille d'un métal de coefficient de dilatation plus considérable.
L'acier au nickel s'étire, se lamine, se "tra- vaille, se polit avec facilité, s'oxyde moins
facilement et ne présente pas tous les incon- vénients de l'acier au point de vue des attrac- tions magnétiques.
Les changements moléculaires permanents, atténués par des recuits prolongés, sont peu considérables et ne dépasseront pas les limites exigées dans les organes de la montre.
Souhaitons avec le directeur de l'Observa- toire cantonal que régleurs et fabricants d'hor- logerie avec la collaboration des fabricants de spiraux et de balanciers, nous mettent bientôt en mesure de nous prononcer définitivement sur les avantages de l'acier au nickel, au point de vue spécial que nous venons de relever.
Il est à désirer que la fabrique suisse soit fixée sans retard sur la valeur pratique de cette remarquable découverte, dont la portée sur le réglage de toutes les catégories de montres, pourrait être considérable."
P . D.
Le Contrôle obligatoire de la bijouterie
On nous écrit :
Les a r g u m e n t s mis en avant, au Conseil des Etats, perdent singulièrement de leur va- leur, les chiffres indiqués comme étant ceux de la bijouterie étant ceux de l'horlogerie !
D'autre par, je suis fort surpris d'apprendre que les députés de la Franche-Comté réclament l'abolition du contrôle français; je savais qu'ils ont demandé et obtenu un contrôle d'exportation affranchi des taxes fiscales, mais c'est tout, à ma connaissance: ce n'est pas du contrôle que l'on se plaint, en France, mais bien de l'impôt de 37 '/s centimes par g r a m m e s et des vexations sans nombre qui l'accompa- gnent.
A titre de renseignement, voici un tableau des importations et exportations de la bijoute- rie en Suisse pendant les 5 dernières a n n é e s :
1892
181)3 1894 1895 1891)
F.
«
α«
«
E x p o r t a t i o n . Fr. 2.780.421
« 2.417.621
« 2.703.549
« 2.837.381
« 2.058.064 I m p o r t a t i o n .
4.787.187 6.020.225 6.913.503 6.512.244 7.002.000
On y trouve les chiffres éloquents de l'im- portation de la bijouterie étrangère, qui de 4.787.000 en 1892 passent à 7.002.000 et 1896.
P a r contre, je dois à la vérité de faire re- marquer que dans les chiffres de l'exportation ne sont pas comprises celles faites en F r a n c e par les bijoutiers chainistes genevois dont les envois sont transportés directement à Belgardc par les commissionnaires et échappent ainsi à la statistique. — Cette exportation genevoise évaluée largement à 5 millions porte les ex- portations totales de la bijouterie à un chiffre approximativement égal à celui des importa- lions: mais il ne faut pas oublier qu'après comme avant la loi projetée, ces 5 millions de marchandises genevoises suivront la même voie et seront totalement affranchis des forma- lités du contrôle suisse.
Du reste nous allons bien plus loin comme application libérale de la loi projetée; dans notre esprit nous estimons que, le contrôle ne devant viser que les objets vendus au détail, ce sont non seulement les fabricants ou mai- sons d'exportations qui doivent être exemptés mais encore les maisons suisses ou étrangères qui voyagent avec leurs assortiments pour la vente en gros dans le pays : le contrôle s'ap- pliquerait seulement lorsque la vente en gros a été opérée et au moment où la marchandise entre en magasin pour être vendue au détail.
D'une façon générale, nous demandons une étude loyale et sincère du projet de la loi, étant disposés à nous rallier à toute mesure qui en simplifiera l'application.
A ce propos, nous serions h e u r e n x de voir aboutir les démarches qui seront sans doute faites auprès du gouvernement français pour
faire reconnaître notre nouveau poinçon de la bijouterie et admettre son équivalent avec le poinçon français.
Un dernier m o t ; l'association des fabricants et m a r c h a n d s de bijouterie de Genève est loin d'être unanime dans son opposition au projet de loi : il existe une minorité respectable qui regrette de constater si peu d'impartialité de la part de la Société, étant donnés les deux courants d'opinion en présence.
Le contrôle des boites de montres a rencon- tré également de vives oppositions à sa nais- sance ; il fonctionne aujourd'hui à la satisfac- tion de tout le monde et s'il a si bien pénétré dans les m œ u r s et coutumes de notre pays, c'est moins par les perquisitions ou autres mesures rigoureuses que par le large publicité qui lui a été donnée par les autorités et les intéressés e u x - m ê m e s , ainsi que par son application intelligente et libérale.
Pourquoi n'en serait-il pas de même du nouveau contrôle de la bijouterie? X.
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