R E F L E , S D U V A L A I S
nZes arts graphiques aussi, exigent la
concentration des effo rts et des
moyens techniques voués à la réalisa
tion du bel imprimé. C'est pourquoi
('IM PR IM ER IE P IL L E T S.A.,
M A R T IG N Y , fondée en 1907 et
l'IM P R IM E R IE JO N N E R E T ,
M A R T IG N Y , fondée en 1934, ont
réuni leurs potentiels actifs.
Pour une capacité de p roduction dou
blée, une spécialisation plus sévère
des techniciens et collaborateurs, une
qualité plus rigoureuse et une rationa
lisation autorisant des conditions et
des délais toujours plus co m pétitifs, la
nouvelle IM P R IM E R IE P IL L E T S.A,
M A R T IG N Y souhaite mieux servir
encore vos intérêts et faire souvent la
preuve de ses compétences et de sa
disponibilité.
A l’occasion du tirage de la
LOTERIE ROMANDE
le 5 février 1972
n
ienvenue
O ilw fA 3
Tous les sports
à 30 minutes
H iver :
patinoire artificielle,
■ski, curling
Eté
:
tefinis, natation, canotage,
pêcfîe, equitation'
Trois fcampings
^
Dancings
R enseignem ents : O ffice d u to u rism e d e S ierre, té l. 0 27 / 5 01 70
Le c h â t e a u d e s V i d â m e s
Hôtels recommandés
Où irons-nous ce soir ?
Les bons vins de Sierre
Centre commercial et d’affaires
Hôtel-Restaurant Atlantic P is c in e chauffée, o uverte m a i-o c to b re 5 25 35 Hôtel Arnold 5 1 7 21 Hôtel Terminus 5 04 95 Hôtel-Restaurant de la Grotte Lac de Géronde T é l. 027 / 5 11 04 Hôtel du Rhône Salquenen 5 18 38 Relais du Manoir 5 18 96
Les bons garages
Garage du Rawil S. A.
C o n c e s s io n n a ir e Ford p o u r le d istrict d e S ie r r e et le H a u t-V a la is 5 03 08
Demandez les produits de la
Distillerie BURO, Sierre
Vital Massy, Sierre 5 15 51
Vinicole de Sierre 5 10 45
B e au velo u rs, p inot no ir
Agence immobilière René Antille, Sierre
5 16 30
Agence Marcel Zufferey, Sierre
Affair es i m m o b iliè r e s - F id u c ia ire M a îtr is e fé d é r a le
5 69 61
Union de Banques Suisses
A v e n u e G é n é r a l-G u is a n 3 5 08 21
Banque Cantonale du Valais
5 1 5 06
Agence immobilière
Bureau d'affaires commerciales S. A.
T m m n i
Arizère sur Sion
Direction : R. Fornerod - P. Tonelli Tél. 0 2 7 / 2 87 66 Internat pour garçons et filles de 10 à 18 ans. Sections française et italienne, selon programmes officiels du niveau secondaire. Examens en France et en Italie. Tests psychopédagogiques. Cours
d ’été. Année scolaire : octobre à juin
Collège international
du Wildhorn
sur Sion
1500-2400 m. 1 télécabine 3 télésièges 4 téléskisEcole suisse de ski Piste de skibob Piste de ski de fond Patinoire, curling Hôtels et chalets à louer
Pour tous renseignements : Office du tourisme 1972 Anzère Tél. 027 / 2 61 46
Valais
Le p ays d e s b ell es va ca nce s£
era
M arc-A ndré Bruttin
M ontana
Le dernier Zermatten :
« U n e soutane aux orties »
L e t i t r e d e m a n d e r a i t u n e glose m a i n t e n a n t q u ’o n j e t t e l ’i n j u r e « e n s o u t a n é s » à des p r ê t r e s t o u t ce q u ’il y a de p lu s r é g u lie rs , et q u i n e p o r t e n t p lu s la s o u t a n e .
L a p r é s e n t a t i o n o f ficielle aussi : V i n g t - h u i t m i l l e p r ê t r e s , d it-e lle , o n t q u i t t é l ’Eglise. J ’ai le c h i f f r e of ficiel : q u i n z e m ille , en u n p e u m o i n s de d ix an s, s u r t r o is cent, m ille q u e c o m p t e l’Eglise. Q u i n z e s u r t r o is c e n t s en d ix ans, ce n ’est pas p lu s q u e , d a n s t o u s les o r d r e s e t to u s les e n g a g e m e n ts , la m o y e n n e des f r a g i l i tés h u m a i n e s . B ien assez p o u r l’é p r e u v e de l ’Eglise, q u i en a d ’a u t r e s , e t assez p o u r q u ’u n r o m a n c i e r c é lè b r e s u r u n m o d e é p i q u e le d r a m e d e t o u t e s ces ex is te nces, de t o u t e s ces c o n scien ces.
L e p r ê t r e d e Z e r m a t t e n n ’est a u c u n des q u i n z e o u v i n g t - h u i t m ille , n i u n c o n d e n s é n i u n c h o i x ; il d o i t t o u t e s o n e x is te n c e à l ’i m a g i n a t i o n de so n a u t e u r , l a q u e lle n ’est pas p r è s d e t a r i r . C ’es t u n c u r é d e m o n t a g n e a f f r o n t é à la r e m i s e en q u e s t i o n m o d e r n e , s o u r n o i s e m e n t t r a v a i l l é p a r le d é c o u r a g e m e n t , et q u e la s o u d a i n e r é v é l a t i o n d u visage de la f e m m e a r r ê t e n e t d a n s son m i n i s t è r e au m i l i e u d ’u n b a p t ê m e . P o u r q u o i des m a r r a i n e s si jolies ? A us si b a n a l e s q u e s o ie n t les q u e s t i o n s d e f o i a u x q u e l l e s a c h o p p a i t s o n e n t e n d e m e n t , il c r o i t a v o i r p e r d u la fo i c o m m e il a u r a i t p e r d u u n e clé, et l’a m i t i é d ’u n p r ê t r e é q u i l i b r é q u i le r a i s o n n e e t le s u p p l i e n e le r e t i e n d r a p lu s de t e n t e r la m e r v e i l l e u s e a v e n t u r e d ’u n a m o u r h u m a i n .
L ’illu sio n n e t a r d e pas à baisser. I n t e r v i e n t à ce m o m e n t u n e a u t r e r é v é l a t i o n . Le « C o n d o t t i e r e » de S i m o n e M a r t i n i au Palais p u b l i c de S ie n n e , o ù il se r e g a r d é c o m m e en u n m i r o i r , lui r e n d l’i m a g e d ’ü n h o m m e i r r é m é d i a b l e m e n t so lita ire . (C e s o n t , à m o n g o û t , les p lu s belles pages du liv re ). E t n o t r e e x - p r ê t r e d e v i e n d r a i t u n c a v a l i e r d e l’an goisse e x is te n tie lle si d u m a l D i e u n e t i r a i t le b ie n e t- n e le s a u v a i t ( p r o v i s o i r e m e n t d u m o i n s , c a r c'est là q u e le laisse l’a u t e u r ) p a r la f e m m e q u ’il a s é d u i te e t q u i l’a s é d u it, la q u elle, r estée c h r é t i e n n e , rév eille sa c o n s c ie n c e , e t p a r la jo ie sa u v a g e d ’u n e p a t e r n i t é se lon le sang.
Si t o u s les d e s tin s de p r ê t r e s d é s e rt e u r s en a r r i v a i e n t à c e t t e a u b e r é d e m p t r i c e ! Si les « lib érés » p o u v a i e n t , d u d e h o r s , j u g e r les i n q u i e t s d u d e d a n s avec la m ê m e lu c i d i t é q u e celle de n o t r e G é r a r d — l a q u e lle p o u r r a i t b ie n ê t r e celle de l’a u t e u r : « N o s t h é o l o g i e n s s o n t l i t t é r a l e m e n t d e v e n u s fo u s. Ils b r û l e n t l e u r m a i so n p o u r se r é c h a u f f e r . O n s’a c h a r n e à d é t r u i r e p o u r m i e u x p r o u v e r son e ffic a ci té. Je t r o u v e r a i s p lu s c o r r e c t q u e v o u s v o u s r e t i r i e z d e la b a r q u e , p l u t ô t q u e d ’es sa y e r d e lui f a ire f a i r e n a u f r a g e . » Il m e r e s te d e u x lignes p o u r s a lu e r u n e fois de p lu s la f é c o n d i t é e x t r a o r d i n a i r e de Z e r m a t t e n . U n e p l e i n e p a g e d ’« o u v r a gés d u m ê m e a u t e u r » et, c o m m e t o u j o u r s , u n n o u v e l o u v r a g e a n n o n c é : « La p o r t e b l a n c h e d u m y s t è r e ». E t r e n d u i m m o r t e l p a r le G r a n d L a ro u s se , q u i i n s c r i t Z e r m a t te n d a n s ses c o l o n n e s . M . M.
Vue depuis la station supérieure du nouveau téléphérique du g lacier de la Plaine-M orte (ski à l ’année)
11 rem o ntee s et s k i | total à 3.000 m. 30 km de pistes. Carte W e e k - e n d : 1 Frs. 44. — . R é du ctions po ür g ro u p e s et enfants. A 4 km de CR A N S / MONTANA, AM INO NA 15Ò0:
/V X |/
m
O /M A
Ski plein soleil
une nouvelle con ception du p la is ir de la neige. R e nse ign em en ts: TELECABINE D’AM INO NA 1500 (Valais) Tél. ( 0 2 7 ) 7 3 3 8 2 AA
Le délice à la valaisanne
250 g. de f a r i n e , 2 dl. d e b iè r e , u n e cu ille r é e d ’h u ile , u n e p i n c é e d e sel, u n j a u n e d ’œ u f , 3 b l a n c s b a t t u s e n neige, 50 g. d e j a m b o n , 100 g. de f r o m a g e d e B a gnes p a r p e r s o n n e . A v e c les p r e m i e r s é l é m e n t s , p r é p a r e z u n e p â t e à frire. D é b i t e z le f r o m a g e e t le j a m b o n en gros dés e t p i q u e z - l e s s u r u n e b r o c h e t t e . E n d u is e z l é g è r e m e n t de m o u t a r d e , passez d a n s la p â t e à f r i r e e t cu isez en g r a n d e f r i t u r e à e n v i r o n 170 d e g ré s p e n d a n t d ix m i n u t e s . E g o u t t e z ces b r o c h e t t e s s u r u n linge , a v a n t de les s e r v i r s u r u n p l a t , e n les g a r n i s s a n t de c o n c o m b r e s a u v i n a i g r e , de t o m a t e s e t de pe rsil. AmeublementFrançois Robyr S.A.
Montana-Crans
Tél. 027 / 7 23 40 A station de renom... hôtel de classe : é \&
t
/
/
H O T E L ROYAL
Crans-sur-Sierre
Gédéon Barras dir. Tél. 027 / 7 39 31 Télex 38 227
Dépôt : Brasserie du Cardinal
3963 Crans-sur-Sierre
Ch. Rey, 0 027 / 7 30 62 - 7 30 63
D is tin c tio n p o u r une affiche
L a F o i r e r o y a l e de l’a g r i c u l t u r e de T o r o n t o o r g a n i s e c h a q u e a n n é e u n c o n c o u r s i n t e r n a t i o n a l d ’affich es.
C ’est le s u je t « L a d ô le, v i n r o u g e des Suisses » q u i a o b t e n u le p r e m i e r p r i x de la c a t é g o r i e « P o s t e r s f o r G e n e r a l A g r i c u l t u r a l P r o d u c t s ». L a m ê m e a f fi c h e s’est v u d é c e r n e r le g r a n d p r i x « t o u t e s c a t é g o ries » d e ce c o n c o u r s . C e t t e a f fi c h e « D ô l e » d e l ’O p a v a été c ré é e e t réa lisée p a r l’a g e n c e de p u b l i c i t é V R à S io n ( g r a p h i s t e R o b e r t W e is se n b a c h V S G , p h o t o R o b e r t L an g ).
G uide blanc 1972
C e p r é c i e u x p e t i t g u id e , a n n o n c i a t e u r de la g r a n d e sa iso n b l a n c h e , v i e n t d e p a r a î t re . C o m m e à l’a c c o u t u m é e , il r e n f e r m e u n e f o u l e d e r e n s e i g n e m e n t s à l’usa ge du s k i e u r , des b u t s de c o u r se s et des i t i n é r a ire s t o u j o u r s p lu s c o m p l e t s e t p lu s f o u i l lés d e la Suisse r o m a n d e ( J u r a c o m p r i s ) de P O b e r l a n d e t des G r is o n s . L ’a u t e u r , P i e r r e d u T a g u i , sig n a le é g a l e m e n t les m o y e n s d e t r a n s p o r t e t les r e m o n t é e s m é c a n i q u e s m is à d is p o s i t i o n . C ’est u n g u id e v i v a n t , r i c h e m e n t i l l u s t r é de p h o t o s e t d e c r o q u i s , q u i o u v r e des h o r i z o n s a u x f e r v e n t s d u s p o r t b l a n c . E n v e n t e a u x E d i t i o n s P i e r r e d u T a g u i, case p o s t a le 49, 1211 G e n è v e 17, e t d a n s les l i b ra i ri e s e t k io sq u e s .Forest Hôtel
Montana-Crans
Le confort et la tranquillité que vous recherchezAnzère sur sion
1500 à 2500 m. d ’altitude
La station jeune et dynamique
SAREM
S.A. des Remontées M écaniques du
W ildhorn
1 télécabine, 3 télésièges, 6 téléskis
Pistes entretenues avec trois chenil-
lettes « Ratrac »
Pro Anzère S.A.
Société d ’e xploitation
Vente d ’appartements, de chalets et
de terrains
G érance et location d'appartem ents
Service d'a ccueil et d ’animation
Hôtel des Masques
Bar, restaurant, discothèque
Pour tous renseignem ents :
Pro Anzère S.A.
Place du Village
1972 Anzère
Tél. 0 2 7 / 2 91 91
VAL-CÉRAMIQUE
La jeune maison de bon conseilEXPOSITION PERMANENTE
pour tous vos problèmesGrand-Saint-Bernard 34 Importation directe
Tél. 026 / 2 33 96 1920 Martigny Carrelages Faïence des meilleurs fabricants d'Italie
Devis sur demande - Prix étudiés - Livraisons rapides - Exécution très soignée
Aymon-Chabbey
Agence patentéeAnzère
Bureau « La Résidence » Téléphone 0 2 7 / 2 78 88 Agence immobilière patentée Ventes Achats -Constructions Locations Chalets - Appartements - Terrains Tél. Aymon 0 2 7 /2 72 31 Tél. Chabbey 027 / 911 53 I n c e n d i e , d é g â t s d ' e a u Bris d e g l a c e s Bris d e m a c h i n e s C o n s t r u c t i o n s , m o n t a g e s R e s p o n s a b i l i t é c iv i l e C a u t i o n n e m e n t e t d é t o u r n e m e n t V é h i c u l e s à m o t e u r A c c i d e n t s M a l a d i e G a r a n t i e p o u r e n t r e p r e n e u r s V ol p a r e f f r a c t i o n P a r a l y s i e i n f a n t i l eB R U C H E Z & B L U M E N T H A L -
A G E N C E G É N É R A L E S I O N
T é l é p h o n e 0 2 7 / 2 12 0 9 - A g e n t s d a n s t o u t le c a n t o nZ U R I C H
Compagnie d'Assurances
A. Melly
Ameublement S i e r r e : 0 2 7 / 5 0 3 1 2 V i s s o i e : 0 2 7 / 6 8 3 3 2Pour vos aménagem ents rustiques,
modernes:
Un choix judicieux
pour votre résidence secondaire !
Station d'été et d ’hiver - Altitude 1500 m. De renommée mondiale et avec un ensoleillement
sans égal
Nous vous offrons :
Studios
dès Fr.
40 000.—
2
Vz
pièces dès Fr. 70 000.—
3
Vz
pièces dès Fr. 120 000.—
4
Vz
pièces dès Fr. 170 000.—
5
Vz
pièces dès Fr. 220 000.—
Entreprise de maçonnerie et génie civilC o r d o n i e r
S» A .
Montana-Station
Tél. 027 / 7 20 51A6ENCE IMMOBILIERE
MARIUS REY
courtier patenté
^ P a l a t e l a
Vente - Achat • Location - Gérance - Administration - Remise de commerce
i f
0 2 7 / 7 4 0 4 0
-
CH 3 9 6 3 CRANS-SUR-SIERRE
,
Hôtel
des
Mélèzes
Crans
Panorama grandiose - Ski - Golf Ouvert à l'année H. Lamon, propriétaire tél. 0 2 7 /7 38 12 Montana-Vermala Hôtel-Pension
La Prairie
Tél. 0 2 7 /7 22 32S it u a t io n t ra n q u ille et e n s o le i l lé e - V u e m a g n ifiq u e - Co nfo rt m o d e r n e - C u is in e soig n é e M m e S o ld a ti et B. Richard
^ /ÏL a r ij ~^}-an c
3
pôrls
Au centre de Montana
Tél. 027 / 7 13 64 H. Magnin-PontLa boutique de l’homme et de la femme « chic »
Locations skis, chaussures, skibobs
Maison recommandée par le « Diners Club » et I’« American Express »
Bluche - Montana
1290 m.Auberge
du Petit-Paradis
Accueillant établissementdans magnifique situation, cadre valaisan, spécialités du pays et excellents vins, jeu de quilles.
Fam. Mounir-Theytaz Tél. 027 / 7 21 48.
Hôtel de la Forêt
Hôtel 120 lits - Bar-dancing - Terrasse ensoleillée Piscine couverte et chauffée
Ouvert du 15 décembre au 10 octobre
Qu’y a-t-il
de commun entre
Zermatt et New York?
U n e succursale du C rédit S u isse
V ou s bénéficierez de l’ex périen ce de no s spécialistes et des rel at ions in te r n atio n ales d ’u n e g r a n d e b a n q u e n o n seulem ent à Z u ric h ou à N ew Y o rk , m ais ég al em en t d a n s cha c u n e d e nos autres succursales et agences. A Z e rm a tt, p a r exemple. Là c o m m e ailleurs, on vous c o n s e i l l e r a . d e m an ière co m p éten te, a im able et discrète.
A u Créd it Suisse, vous profitez to u jo u rs et p a r t o u t des services étend us et m o d e rn e s d ’u n e g r a n d e b anque.
EN VALAIS :
Martigny
Monthey Saxon
Sion
Sierre Montana
Brigue
Viège Zermatt
©
CRÉDIT SUISSE
Avant la raclette, buvez un
e\TTE»
DIABLERET6
AUX PUNIES DES ALPES
Après la raclette,
dégustez nos griottes au vieux kirsch
du pays
F. LE Y V R A Z S. A., A IG L E
Tél. 025 / 2 23 09 R E F L E T S D U V A L A I S P a r a î t à M a r t i g n y le 20 d e c h a q u e m ois E d i t e u r re s p o n s a b l e : G e o r g e s P i lle t, M a r t i g n y F o n d a t e u r e t p r é s i d e n t d e l a co m m iss io n d e r é d a c t i o n : M ” E d m o n d G a y R é d a c t e u r e n c h e f : F é l i x C a r r u z z o S e c r é t a i r e d e r é d a c t i o n : A m a n d B o c h a t a y C o l l a b o r a t e u r s - p h o t o g r a p h e s : O s w a l d R u p p e n , R e n é R i t l e r A d m i n i s t r a t i o n , i m p re ssio n , e x p é d i t i o n : I m p r i m e r i e P i l l e t S. A., a v e n u e d e l a G a r e 19, 19 20 M a r t i g n y 1 / Suisse A b o n n e m e n t s : Suisse F r. 2 7 .— ; é t r a n g e r F r. 3 2 .— ; le n u m é r o F r. 2.50 C h è q u e s p o s t a u x 19 - 4320, S io n Se rv ic e des a n n o n c e s : P u b l i c i t a s S. A., 1951 S ion, t é l é p h o n e 0 2 7 / 3 71 1122e année, N ° 1
Ja nvier 1972
Sommaire
L e l i v r e d u m o is T a b le v a la is a n n e 1972 V isite à B e rn e a u x d é p u t é s v a la isa n s M o t s croisés La lé g e n d e d e B in g o l A n z è r e , in h a r m o n y w i t h its e n v i r o n m e n t Les s t a t i o n s p l e i n soleil _ T o u r i s m e B r ig - G lis , ein p o l i t i s c h e s K i n d d e r W i r t s c h a f t B r ig - G lis , u n p r o d u i t d e l ’é c o n o m i e P o t i n s v a la isa n s L e t t r e d u L é m a n B rid g e J e a n - P a u l Z e l l e r d a n s sa t h é b a ï d e U n m o i s e n V alais S o n s d e c lo c h e s U n s e r e K u r o r t e m e l d e n S a i n t T h é o d u l eN o tr e couvertu re : Sole il, neige, joie d u ski
Photos Brunerie, C a d o u x, R itle r, R u p p e n , S ch w é ry , T hurre, Tu rp in
Les meubles rustiques
créent l’ambiance...
et surtout à ces prix!
Salle à manger complète, soit : buffet, table, banc
d'angle et deux chaises, le tout Fr. 1860.—
T R I S C O N I - M E U B L E S - M O N T H EY
1972
J ’ai v u dans tes y e u x
des fleurs au printem ps
des pom m es en septembre
J'ai lu dans ton cœur
ra m o u r, le bonheur
les larmes des deuils
J ’ai lu dans ta m ain
des rencontres
des chutes et des fins
J ’ai com pté des rides nouvelles
des souvenirs qui n ’étaient pas
Je n ’ai plus trouvé tous les espoirs
ni tous les compagnons
Mais le soleil toujours,
le v in frais,
Visite
à Berne
M. B o n vin , m inistre des transports, dans le w a g o n C FF qui l’em m ène à Berne. Le déb a t est déjà animé...
M . L am pert, vice-président et fu tu r p résident d u Conseil des Etats. V
Visite à Berne aux députés valaisans
Lausanne, un mercredi matin, le quai de Berne
est désert et obscur. Pas d ’Osw ald R uppen en
vue. N i entre les rails, ni au w agon-restaurant,
même pas au volant de la locomotive. L’œil à
demi ouvert, je m ’installe dans le com partim ent
le plus cahotant du train, non p ar goût mais p ar
paresse. Je suis comme dans un rêve.
Fribourg. Toujours pas de photographe. N i
sous les bancs, ni dans le porte-bagages, ni sur
les bancs. Même pas son ombre. Même pas ses
appareils photos.
Berne. Dans la salle des pas perdus, les p re
miers levés sont Félix C arruzzo et A rm and Bo-
chatay. Le regard déjà vif, le pas alerte, Aloys
C opt sort de son trou, serre nos mains puis se
réfugie dans une cabine téléphonique pour la
prière de chaque jour de session.
Au tour de Rodolphe Tissières qui vient aux
nouvelles. Les mains croisées dans le dos, à gran
des enjambées. Comme s’il était sur l’A rarat.
— Vous allez nous poser des questions insi
dieuses ?
— Si seulement... Je commence à me réveiller
à midi. Après, le café de midi. Après, la ballade
après le café de midi. Il est 16 ou 17 heures
lorsque vous pouvez commencer à me parler de
travail.
Mais ce mercredi, au Palais, on est là p o u r le
plaisir.
Tissières :
— Allons boire un café...
Le visage de M. C arruzzo est soucieux. Son
collègue du Bas-Valais touche le point vulné
rable.
M . B odenm ann : «• II est très rare que le Valais puisse aborder la politique internationale. C ar ce que l’électeur valaisan a tte n d de son d é p u té, c’est q u ’il parle des petites choses p lu tô t que des affaires internationales. O ui, le Valais souffre du com plexe des minoritaires. I l fa u t un travail d ’éducation po u r changer cela. »
M me N a n ch cn : « Je suis ici com m e envoyée d u parti et 'fai des comptes a lui rendre. E ntre le parti et m oi, il y a une sorte de contrat. Je ne suis pas ici po u r mes ambitions. »
— Alors, Ruppen, toujours pas là ?
Toujours pas là. N i aux tribunes, ni à la «
caf-feteria », ni à la place du président du Parlement.
Tissières évoque un voyage au Kurdistan.
Il compare les montagnards kurdes aux Zerm at-
tois.
— Aussi obtinés et aussi hospitaliers. Nous
étions dans la région du lac de Van. U n chef
nous a dit : « T a n t que vous serez sur notre
alpage, vous n ’aurez rien à craindre. » Et c’est
vrai, toute la nuit, un berger veilla sur nous.
U n second petit café. Avec l’ombre de R u p
pen. Son ombre et puis son âme et son corps.
Le monde et le rédacteur en chef de «Treize
Etoiles » recommencent à souffler. O n n ’aura
pas fait « habiller » tous ces politiciens pour
rien...
Moi, stoïquement, j ’interroge les députés va-
laisans. J ’essaie de dégager leur conscience poli
tique. Eux, plus stoïques encore, peut-être, vien
nent chez moi l’un après l’autre, comme on va
au confessionnal.
M . W y e r : «- L ’appareil du Parlem ent est très lourd et très lent, m êm e avec les fe m mes et les jeunes. La poussée de Vextrêm e- droite est une conséquence logique. Elle m ontre la d ifficu lté du peuple suisse à s'adapter à la société moderne. »
M. Bochatay : « N o u s sommes peut-être moins écoutés que les autres parce que nous parlons moins. >
M. Tissières : « N o u s sommes des in stitu tions qui fo n ctio n n o n s assez bien avec une certaine lenteur helvétique. D e la sagesse. Il fa u t que le fédéralisme soit sauvegardé. Il y a un danger : que les grands cantons cherchent à nous minoriser... >
D u h aut de leurs n o u v ea u x droits civiques, « elles * suiven t d ’une oreille a tte n tiv e et d ’un ceil cri tique les débats de nos envoyés a u x Chambres.
M . Lehner : « I l fa u d ra it un P arlem ent de milice avec des m oyens plus perfectionnés et une bibliothèque. Schw arzenbach et ses partisans sont des hom m es de Sem pach et M orgarten. >
M. C o p t : « N o n , il n ’y a pas de députés qui s’endorm ent. Ils sont attentifs. La preuve ? Ils lisent le journal, mais lors qu’un Suisse allem and fa it un w itz , ils éclatent de rire. »
M. C a rruzzo, en sa qualité de rédacteur en ch ef de «•Treize Etoiles » s’est abstenu de toute déclaration. En lieu et place, q u ’il reçoive les com plim ents de sa revue pour la flatteuse nom ination d o n t il a été l’objet au Conseil national : celle de président de la Com m ission des affaires étrangères.
Le Parlem ent helvétique est-il à la hauteur ?
le Valais n ’est-il pas lésé p a r ra p p o rt aux au
tres ? quel est le problème le plus im portant du
Valais ? de la Suisse ? que pensez-vous du succès
de l’extrême-droite ?
Mme N anchen, MM. Bochatay, C opt, Tis-
sières, Wyer, Lehner et Bodenmann répondent.
Selon leur idée, avec des formules toutes faites,
avec passion, sans conviction, ou avec lucidité.
T out cela.
— A v an t d ’être radical, socialiste ou conser
vateur, nous sommes Valaisans, dit Tissières.
Mme N anchen, qui n ’aime pas qu ’on la place
sous un drapeau féministe ou patriotique, a un
autre avis :
— Je suis d’abord socialiste. Je n ’ai pas eu à
hésiter. Je me suis sentie socialiste. Je suis to u
chée p a r toutes les injustices.
U n
dialogue
idéologique s’engage
entre
M. C arruzzo et la jeune député.
— C ’est vrai, le socialisme est peut-être quel
que chose de très idéaliste. Mais lorsqu’on est
au Parlement, on devient trop réaliste.
M. C arruzzo cite :
— Le socialisme est un état d ’esprit.
Mme N anchen, calmement :
— Pourquoi êtes-vous conservateur ? Moi, je
me sens très proche de vous.
Et moi :
— Tous les deux, vous avez le même amour
de l’humanité, un esprit ouvert et large.
Alors, M. C arruzzo, croisant et décroisant
ses mains de penseur :
— O h ! vous savez, c’est petit à petit qu ’on
rajeunit...
Gilberte Favre.
Les problèmes majeurs du Valais
et de la Suisse
Pour M m e Gabrielle N an ch en :
La prom otion de la fem m e, l'égalité de la rému
nération.
L'inform ation.
La condition des travailleurs étrangers.
Pour M. A rm a n d Bochatay :
Les com munications.
Les relations avec le Marché com m un, l’O N U et
le tiers-monde.
Pour M. A loys C o p t:
La maîtrise de son développem ent.
Pour M. R odolphe Tissières:
Que le Valais garde son âme tout en dévelop
pant son agriculture de montagne.
par R a p h y R appaz
H o riz o n ta le m e n t 1. E v ê q u e d ’O c t o d u r e . - 2. I n t e r j e c t i o n sans fin . - A b b é d e S a i n t - M a u r i c e d u X I I e siècle. - 3. C i t é d u v i e u x C h a b la i s . - O i s e a u d e c h e z n o u s . - 4. P u ri fié s . - 5. A r e b o u r s : g é n é r a l a m é r i c a i n f o r t c o n n u des c r u c i v e r b i s t e s . - A d v e r b e . - P r o n o m . - 6. Elle s o n t c o m m i s en t o u s t e m p s d ’é n o r m e s d é g â ts e n Valais. - 7. C o n j o n c t i o n à r e b o u r s . - C h i f f r e s r o m a i n s . - N i d s . - 8. A la f a c u l t é d ’a b s o r b e r . - C h a r p e n t é . - 9. La v a l a i s a n n e a l’h u m e u r b a ta ille u s e . - Q u i c o n q u e . - E n y a j o u t a n t la p r e m i è r e , o n o b t i e n t le sigle d ’u n e g r a n d e b a n q u e d e Suisse. - 10. P h o n é t i q u e m e n t : va . - D a n s u n c é l è b r e r a p p o r t . - L ’E t a t d u V al ai s e n a le m o n o p o l e . - 11. P h o n é t i q u e m e n t : sans D i e u . - D e s œ u f s d a n s le H a u t - Va lais. - Possessif. - 12. A f f l u e n t d e la M o r g e d e C o n t h e y . - A n a g r a m m e de g â té . - 13. A l p a g e e t p o i n t e d u V al d ’A n - ni v ie rs. - A r r i v é e . V erticalem ent 1. C é l è b r e é c r i v a i n n o m m é m i n i s t r e de F r a n c e e n Va la is p a r B o n a p a r t e (il n ’o c c u p a j a m a i s so n p o st e ). - 2. A f f i r m a t i o n . - S o n v i n , d a n s le v i e u x C h a b la i s , est f o r t a p p r é c i é . - 3. G r a n d e t e n u e . - Vis sans fin. - S y m b o l e c h i m i q u e . - 4. E n V al ai s, o n le m a n g e v o l o n t i e r s en h i v e r . - O n p e u t l ’u t i liser p o u r f a b r i q u e r des p o n t s su s p e n d u s . - E c l a i re -l’E g y p t e à r e b o u r s . - 5. M e m b r e d ’u n o r d r e f o r t c o n n u en Val ais . - P ré fi x e . - 6. Possess if à r e b o u r s . - U n d a n s le H a u t - Va lais. - P i q u e t . - 7. P r o p r e s . - A d v e r b e . - S o n p a s é t a i t t r è s à la m o d e o u t r e - R h i n . - 8. A d r e ss e d e bas en h a u t . - Su iv ie de 2000, c e t t e s t a t i o n v a l a i s a n n e f a i t b e a u c o u p p a r l e r d ’elle. - N o t e d e m u s i q u e . - 9. M e s u r e an gl ais e. - L e n t i ll e . - Le n o u v e a u v i e n t d e c o m m e n c e r . - 10. V o isin d u V a lais. - L ’u n des C o m b i n s p o r t e ce n o m . À 11. D é f u n t e soc ié té . - S o m m i t é sa v iés an n e.1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 24 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 - f i r m
I
I
a
p
H
d
T T
j
Z Z D Z Z H ^ Z Z Z ^
z z n
“ n n z D
r z z
B D
_ Z H
zzzzzS zzz
La légende de B ingoi
Le Kurdistan est un pays montagneux et les mon
tagnes ont joué un grand rôle dans l ’existence des
Kurdes. Aussi ont-elles toujours servi de sujets à
des légendes et des épopées. Chaque montagne a
sa légende. Voici celle de la belle montagne de
Bingol que nous envoie un lecteur kurde :
Un jour un berger faisait paître ses m outons à travers la
m ontagne de Bingol. I l guidait son troupeau lorsqu’il tomba
sur une source entourée d ’arbres. Le berger était fatigué. Il
s’allongea à l’ombre et s’o ffr it un m om ent de repos.
Quelques instants passèrent. Il leva la tête et regarda
autour de lui. I l aperçut trois serpents sortant d ’un rocher
et se dirigeant vers la source. Tous les trois étaient couverts
de plaies béantes et se traînaient avec peine. Ils prirent,
chacun d ’eux, une feuille verte dans la bouche et descendi
rent dans l’eau. Ils s’y baignèrent durant un court laps de
temps. Lorsqu’ils en sortirent, leur corps ne portait aucune
trace de blessure. En outre, leur mine était resplendissante.
Les serpents étaient devenus jeunes et beaux.
Emerveillé, le berger se d it à lui-m êm e: «V oilà la
source de la vie éternelle ! » Il se rappela son agha qui,
depuis des années, était cloué au lit. Il se leva précipitam
m ent, se m it en route, alla au village et inform a son agha
de ce qu’il venait d ’être témoin.
Les villageois se réunirent. Ils apprêtèrent un brancard,
y posèrent l’agha et le transportèrent au som m et de Bingol.
Lorsque les serpents, sortis de l’eau, s’étaient glissés à
travers les herbes et les pierres, des gouttes d ’eau étaient
tombées de leur corps. De chacune de ces gouttes était née
une nouvelle source. Jusqu’à l’arrivée des villageois, la plate
form e de la m ontagne, par les gouttes ainsi tombées, fu t
entièrem ent couverte de sources et de lacs. Le berger chercha
longtemps «la source de la vie éternelle ». Il alla de l’une
à l’autre, mais il lui fu t impossible de la trouver. E to u ffa n t
de colère, il se laissa tom ber sur un rocher et d it :
C ’est Bingol, c’est mille lacs
C om m ent saurai-je quel lac ?
E t la source de la vie éternelle ne f u t pas découverte.
Personne n ’a pu ni en boire, ni s’y baigner...
Z.
.>• -1/ /
. ; ì :
A ntere, in harmony with its environment
Ten years ago, three young sportsmen, a Swiss, a
Frenchman and a Belgian, skiing on the southern slope
of the W ildhorn were enraptured by the beauty and
the vast panorama of A lp s enclosing the Rhone Valley.
The plateau just below the timber line which the
farmers of the hamlets o f A y e n t and A rbaz used as
summer pastures, was em pty, no houses or other
buildings were to be seen. The three men concluded
that this was an ideal place for a summer as w ell as
a w inter resort, only about 10 miles fro m Sion which
is on the Paris-Milan railway line and also has an
airport.
One of the skiers happened to be an architect, one
a ski instructor. Thus, in 1962, Pro-Anzère Holding
S. A . was founded, and agreements w ith the rural and
district authorities were signed. Strict regulations were
spelled out, for the new resort was not to be another
town w ith tow n-style concrete buildings transported
to the mountains. The landscape m ust be respected,
and where a tree
—
pine or larch
—
had to be felled,
another must be planted in the vicinity.
The ‘ hotels, apartment houses and chalets, which
have been built since, are a modern adaptation of
Valais chalets, w ith stone walls around the ground
floor and at least 50°/o w ood on the facades. The
wide-eaved, two-sided roofs are covered w ith Valais
stones
—
natural or artificial slate.
In order to provide a m axim um o f quiet, unpolluted
air and unhampered vie w fro m every w indow , the
village centre is small and compact, w ith hotels, large
chalets w ith several apartments and a church around
the square. The shops are under arcades protecting
shoppers from the snow. Underground at this centre
a road leads to garages and car parks from which
tenants in the big chalets can enter directly by lift to
their apartments, for no m otor vehicles are allowed in
the village. A t some distance from this centre, small
individual chalets are scattered in the meadows near
groves in a w a y to minimize noise from neighbours.
Despite their rustic style, all these houses are
luxuriously furnished and have cozy fireplaces in
each flat. There exist, at present, some 150 small
one-fam ily chalets, 17 large ones w ith a total of
600 flats, besides 5 hotels and boarding houses, and
6 restaurants. A ll in all, 3000 persons can be accom m o
dated in this splendid site at 4500 ft. above sea level.
But the resort w ill eventually receive 6000 guests. A
good motor road climbs from Sion through the fields
and hamlets o f A y e n t and A rbaz to Anzère sprawling
above them, and a regular postal bus service connects
it w ith Sion. Anzère blends so w ell into its surroun
dings that its houses, painted kh a k i colour, ochre or
bread-crust brown, are hardly visible fro m nearby
Crans.
The road continues below Anzère across the plateau
to the gorge o f the Liène where, some day in the near
future, it w ill sine et the highw ay coming from Berne
and through the R aw il tunnel. From here it climbs to
Lens, Crans and M ontana which are all situated at the
same level as Anzère. But w hat a difference ! Here in
these other towns, the tourist fro m the plains gets the
impression he has returned to the city, whereas in
Anzère he feels removed fro m his usual surroundings.
W inter guests have at their disposal six ski-lifts, a
chair-lift w hich transports three thousand persons per
hour, and a cabin-lift leading to the glacier o f the
W ildhorn at 10,650 ft. Long ski-runs and a ski-bob
run descend the sunny slopes to Anzère. There is also
a ski school and an ice rink. Parents can leave their
small children at a supervised play-ground while out
skiing, or call in baby-sitters to watch them in the
evening.
For summer holidays, w ell-m arked hiking paths lead
over pastures or through woods. The village has tennis
courts and a heated swim ming pool.
But even the people w ho no longer practice any
sports w ill enjoy a holiday in Anzère. The plateau is
sheltered fro m the northern winds, the pine-scented air
is stimulating and the view, contemplated fro m a
balcony or a relax-chair in the shade o f a grove,
sweeps over the grand panorama o f the A lps fro m the
G otthard to the Mont-Blanc.
A n z c r e , c e n t r e s t a t i o n
LCS stations
<( Comment, vous avez du soleil ? Nous, nous sommes dans le
brouillard depuis quinze jours ! » Vous auriez dû voir la tête de
plein SOleil
ces Genevois qui, surgissant du peasoop qui enveloppait toute
la région lémanique en cette journée de décembre, débarquaient
au cœur du Valais comme en un paradis de lumière.
Dans le grand branle-bas de la Genèse, le Créateur a fait à ce
canton trois cadeaux royaux : le cep, la pierre et le soleil. Cela
nous valut le vin, l’alpinisme, le ski et ce climat du Sud qui vous
comble de joie de vivre. Sur cette terrasse ensoleillée, il y a des
places de choix, des chaises longues avec vue imprenable. Q uatre
Valaisannes se dorent au soleil du tourisme. Q uatre filles de la
rive droite : Anzère, Crans, M ontana, Aminona.
Entamons une cavalcade d ’un bout à l’autre de ce p ro m o n
toire en nous livrant aux plaisirs q u ’on y trouve. Nous dévalerons
la piste des Masques, plongerons dans la piscine de l’Etrier, d a n
serons « Aux 400 coups», visiterons la Tour de Vermala av an t
de consulter les plans des nouveaux appartem ents d ’Aminona.
Andere
Anzère, c’est un peu l’aventure de Brasilia à l’échelle valaisanne.
« L a station tirée du néan t» . Le puzzle prend forme sur la base
d ’un urbanisme d ’avant-garde. H ier le chaos, au jo u rd ’hui
l’em-5
,
preinte évidente de l’audace, la m arque du futur. Il fallait bâtir
du neuf en essayant de se greffer sur une tradition architecturale
I
propre aux villages valaisans. La gageure tient toujours. Il fallait
dépayser le touriste de demain sans pasticher le passé. Il fallait
plaire au Belge, à l’Américain sans s’attirer les foudres des V alai
sans. La station va pouvoir abriter plus de six mille personnes.
Des entités d ’habitation ont été créées : zone résidentielle à grand
standing et zone de chalets.
Anzère, c’est ce bâton de ski planté à la face du soleil. Plus de
quatre vingts kilomètres de pistes vous attendent. Pistes balisées
d ’une façon originale : masques, pâtres ou reines taillés dans le
mélèze ou Parole.
Anzère offre cet hiver à ses hôtes une télécabine, celle du Pas-
de-Maimbré, trois télésièges naviguant entre 2000 et 2500 mètres
S t a t i o n P a s - d c - M a i m b r c e t l es A l p e s v a l a i s a n n e s
-d ’altitu-de, quatre téléskis, l’on n ’a pas oublié les amateurs -de
skibob ni ceux de ski de fond.
—
J ’habite N ew Y ork, précise un Américain. Je suis plus
vite à Anzère q u ’aux Montagnes-Rocheuses !
N e quittons pas la station sans saluer la gigantesque silhouette
du général de Gaule taillée dans la roche p ar des siècles d ’érosion.
Crans-Montana
M ontana-C rans ou C rans-M ontana ? Q u ’importe, l’essentiel c’est
le trait d ’union.
O n se p laît à rappeler que la capitale du Valais c’est Genève.
D u ra n t une partie de l’hiver, M ontana-C rans sera en tout cas la
cité la plus im portante du canton : vingt-cinq mille habitants ! Un
journaliste nous faisait rem arquer avec justesse: «Vingt-cinq
mille hivernants dont la moitié regarde l’autre p a rtir le matin
sur les pistes de ski, les rôles étant inversés le soir sur les pistes
de danse. »
Dancing, cinémas, banques, bowling, boutique de mode, pis
cines, embouteillages ou zone bleue, le rêve d ’Alphonse Allais est
réalisé: construire les villes à la montagne.
N e pressez point le pas sur ces Champs-Elysées. Ce touriste qui
vous précède, c’est peut-être A ndré M alraux, Bernard Blier ou
Eddie Constantine. N e parlons plus de Gilbert Bécaud, puisqu’il
est Valaisan ! Cette dame qui fait du lèche-vitrine à l’avenue
d ’Ycoor, c’est Michèle Morgan ou Gina Lollobrigida.
M ontana-C rans... Com m ent ne pas songer au temps ou Louis
Antille, à la fin du siècle passé, réussit à acheter plus de trois
hectares de terrain p o u r le p rix de six mille francs dans le but de
réaliser une folie : construire le premier hôtel.
M. Antille avait tellement peur de l’échec q u ’il exigea de la
p a rt de la commune cette clause étrange dans le contrat de vente :
« La commune de Lens empêchera toute construction d ’hôtel sur
son territoire p en d an t cinquante ans, à moins que M. Antille ne
laisse courir ce droit. » La course n ’a pas tardé !
Les premiers clients arrivèrent à dos de mulet (vingt-cinq francs
p a r personne depuis Sierre). Ce fut bientôt la cavalcade.
O n compte au jo u rd ’hui une centaine d ’hôtels et homes divers.
Téléphériques, télécabines, skilifts se comptent p a r dizaines. Crans
à lui seul dispose de quarante moniteurs de ski. Suivons l’un d ’eux
jusqu’à la Plaine-Morte, à 3000 mètres d ’altitude. O n peut skier
ici été comme hiver. Les saisons n’existent plus dans ce pays bou
leversé p a r les dieux... ou les démons du tourisme. O n l’appelle
la Plaine-M orte parce qu ’aux yeux des premiers montagnards qui
la découvrirent au siècle dernier cette vaste étendue de glace
symbolisait l’absence même de toute vie. D eux cabines de quatre-
vingts personnes relient la région des Violettes (jadis le bout du
monde) au glacier.
—
Les tra v a u x débutèrent il y a cinq ans. Il fallut commen
cer p a r investir à fonds perdu un q u art de million pour construire
un simple téléphérique de chantier qu ’on démonta p a r la suite.
Les tra v a u x à pareille altitude ont exigé trois fois plus de temps
q u ’en plaine. O n a travaillé certains jours p a r vingt-huit degrés
sous zéro !
Trois mille mètres d ’altitude et l’on peut ici s’adonner au ski
tout court ou au skibob, ski-voile, ski-bar, aux courses en tra î
neaux ou à la chaise longue.
D e s s p o r t s j u s q u ' à l a p o r t e d e l ’h ô t e l
^
V&
Vernala
A utre perle dans ce collier : Ver mala. M. Gaston Barras nous
entraîne au sommet de «s a» Tour. Plus de cent-cinquante kilo
mètres de montagnes s’étirent sous nos yeux. La Tour, ta n t décriée
à l’époque, légitime fierté au jo u rd ’hui de tout le H au t-P lateau .
Des appartem ents à 800 000 francs ou un million. U n coût total
de 35 millions.
—
Nous étions en pourparlers pour en vendre un à Brigitte
Bardot, mais nous avons manqué l’affaire au dernier moment.
U n caprice de Brigitte.
cl
)-^
De toutes les cités du soleil, la plus fascinante est peut-être encore
Aminona. Elle aussi s’étale entre 1500 et 3000 mètres.
Galvanisés p a r A ndré Gaillard, un groupe d ’architectes a jeté
ce défi. C ’est le soleil qui a dessiné leurs plans.
Aminona dispute aux autres stations les atouts neige, lumière,
confort. Il en est un qui lui est propre, le silence. Les voitures ont
été bannies du village. Trente kilomètres de pistes ont été amé
nagées qui se terminent sur le paillasson d ’hôtel.
« Diadème » ou « Circé », les constructions p o rten t des noms
évocateurs. Leurs créateurs se sont inspirés d u style tibétain. O n
l’a dit : Aminona, c’est la Lhassa du ski.
U n e s t a t i o n a s u r g i : c ’e s t A m i n o n a à la p o i n t e e s t d u H a u t - P l a t e a u
★ T O U R I S M E ★ T O U R I S M E ★ T O U R I S M E ★ T O U R I S M E ★
Paris, p o rte de la Suisse
L ’O f f i c e n a t i o n a l suisse d u t o u r i s m e à P a r i s a a b a n d o n n é le b o u l e v a r d des C a p u c i n e s , o ù il r é s i d a i t d e p u i s b i e n t ô t c i n q u a n t e ans, e t t r a n s f é r é ses se rv ice s d a n s les l o c a u x de s o n i m m e u b l e , au 11 bis de la r u e Sc rib e , à l’e n s e ig n e d e la « P o r t e de la S u i ss e » . A c e t t e o c c a s i o n , il a c o n v i é q u e l q u e s am is à f ê t e r sa p r e m i è r e cl ien te. L a v o ic i r e c e v a n t f l e u rs et c o m p l i m e n t s de M. F. d e Z ie g le r, m i n i s t r e p l é n i p o t e n t i a i r e r e p r é s e n t a n t l’a m b a s s a d e u r d e Suisse (au c e n t r e ) ; elle b é n é f i c i e r a en o u t r e d ’u n s é j o u r g r a t u i t d e h u i t j o u r s d a n s n o t r e pa ys . A d r o i t e , M. W i l l y R o t a c h , d i r e c t e u r de l’O N S T à Par is .
La C oupe d ’o r à M . V e rn a y
S ou s la p r é s i d e n c e de M. A n t h o n i o z , m i n i s t r e f ra n ç a i s d u t o u r i s m e (au c e n t r e ) , le m a î t r e M a r i u s D u t r e y a r e m i s le c h a l l e n g e q u i p o r t e s o n n o m à M. R o b e r t V e r n a y , o r i g i n a i r e de S a x o n , d i r e c t e u r g é n é r a l d u g r o u p e des h ô t e l s M e u r i c e , q u i f u t q u a l i f i é de g r a n d a m b a s s a d e u r v a l a i s a n et f ra n ç a is.Sur les bords
de la G rande Bleue
C h a n g e m e n t à la t ê t e d e l ’O f fice n a t i o n a l suisse d u t o u r i s m e d e N i c e o ù M*le E li a n e T is so t , d e p u i s p lu s i e u r s a n n é e s c o l l a b o r a t r i c e d e la d i r e c t i o n g é n é r a l e d e l’O N S T à Z u r i c h , v a r e m p l a c e r M . A. M e y e r , t i t u l a i r e de ce p o s t e des riv es m é d i t e r r a n é e n n e s d e p u i s pl us d e v i n g t - c i n q ans.A M a d r i d s’est t e n u le 7e c o n g r è s d e l’U n i o n i n t e r n a t i o n a l e des a n c i e n s élèves des écoles h ô t e l i è r e s . Le p r é s i d e n t d e l’U n i o n suisse, M . G i l b e r t P a c o z z i , d e B r ig u e , q u i est é g a l e m e n t v i c e - p r é s i d e n t d e l ’o r g a n i s m e i n t e r n a t i o n a l , r e p r é s e n t a i t o f f i c i e l l e m e n t n o t r e pa ys. Il a é té n o n m o i n s o f f i c i e l l e m e n t r e ç u p a r le g é n é r a l F r a n c o , c h e f d e l ’E t a t es p ag n o l.
U n B riga nd en Espagne
Le Valais en Belgique
Les d i r e c t e u r s des p r i n c i p a l e s s t a t i o n s t o u r i s t i q u e s d u Val ais , q u ’ac- c o m i p a g n a i e n t M M . E r n e et G a r d de l’U V T , o n t eu d e f r u c t u e u x c o n t a c t s av e c les a gen ce s d e v o y a g e s et la pr es se bel ges à Bru x e lle s. A la fin de l e u r sé j o u r, u n e r a c l e t t e f u t se rv ie à p l u s d e c e n t i n v ité s, p a r m i le sq uel s S. E. M. M o n f r i n i , a m b a s s a d e u r de Suisse (à d r o i te ) , M. H e u b e r g e r , d i r e c t e u r d e l’O N S T à B r u x e lle s , et M a d a m e .
Die W irtschaft m it ihrer Entwicklung ist die
grosse K upplerin der heutigen Zeit. N ich t nur
im internationalen, europäischen oder rein
schweizerischen Raum , sondern auch auf regio
naler und lokaler Ebene. U n d nicht nur in ihrem
eigenen Bereich, in dem K onzernbildungen und
Fusionen zur Alltäglichkeit geworden sind. Auch
im eingentlichen politischen Sektor zw ingt sie
zu Vernunftehen, zu K o n taktnahm en und zur
Zusammenarbeit, die aus rein politischen Ü ber
legungen kaum zustande kämen. Zuerst die Ver
nunft und dann die Liebe, zuerst der w irtschaft
liche D ruck und dann die Einsicht, das sind die
Regeln dieser modernen Eheschliessungen, die
eingefädelt werden von Wirtschaftsspezialisten
und Planern. Dabei geht zweifellos viel U r
sprüngliches verloren, Wertvolles auch, das am
A nfang der Selbstverwaltung und Selbstbestim
mung des europäischen Bürgers stand. Ü ber
sicht und Einsicht zudem wie persönliche Bin
dung. N a iv w äre es ausserdem, das W achstum
von Zahlen und Q u an tität, die Anschwellung
der Grösse an sich als Fortschritt zu betrachten.
Entwicklungen haben aber ihre eigenen Gesetz
mässigkeiten, und wer sie verpasst und übersieht,
der gerät unter die Raupen der Zeit.
N u n , am ersten Dezembersonntag haben sich
die Stimmbürgerinnen und Stimmbürger der
Simplonstadt Brig, des traditionsreichen Wall-
fahrts- und Pfarreizentrum s Glis sowie des klei
nen, aber touristisch überaus interessanten Bri-
gerbad für den politischen Zusammenschluss der
drei Gemeinwesen entschieden. Was ja h rh u n
dertelang sorgsam bedacht w ar auf Eigenstän
digkeit und Selbstwahrung ist fusioniert, auf
ewig verheiratet, sofern das K antonsparlam ent,
was anzunehmen ist, das Zusammengehen sank
tioniert.
Brig h a t das Kapital, Glis den Boden, das
war, auf eine vereinfachte und etwas brutale
Formel zurückgeführt, die Ausgangslage der
Gemeinde fusion. Die Stadt am Simplon ist
respektables Dienstleistungszentrum geworden,
ein für die Oberwalliser Verhältnisse kleiner
Riese, der sich in seinem Bett nicht mehr aus
strecken konnte. Glis seinerseits schwimm t in
einer beneidenswert grossen Grünfläche, die es
allein nicht nutzen kann. Diese wirtschaftliche
Gegebenheit führte zur bevölkerungsmässigen
und auch gesellschaftspolitischen Invasion von
Glis von der Briger Seite her. U n d so entstand
jene Verflechtung der gemeindepolitischen In te
ressen, denen durch das ständige Anwachsen der
Forderungen, wie sie an die öffentlichen Dienst
leistungssektoren gestellt werden, durch die je
eigene Gemeinde vernünftigerweise nicht mehr
entsprochen werden konnte. Schulwesen, Stras-
senbau, Trinkwasserversorgung, Kanalisation,
Umweltschutz, Zivilschutz, Feuerwehr, Sport-
und Freizeitanlagen sind nur eine Liste und Aus
w ahl von N am en, die dastehen für gemeinsam
zu lösende Aufgaben, die auch durch die ver
schiedensten Formen der überregionalen, regio
nalen oder interkom m unalen Zusammenarbeit
auf die D auer nicht mehr zu bewältigen waren.
Der Abstimmung w a r eine Auseinander
setzung und ein Tauziehen vorausgegangen, de
ren Intensität die nunmehr zusammengeklam
merten Gemeinden zu politischen Brennöfen
machte. U n d hier tauchte nicht nur die an sich
berechtigte Angst vor der Grösse wie der poli
tischen Entwurzelung und der Aufgabe der
«Wiege der D em okratie » auf; nicht nur spürte
m an die Frucht und Last der Jah rhunderte mit
den freundschaftlich-feindschaftlichen
Brigue-Glis
un produit de l’économie
L ’économie est la grande entremet
teuse de ce temps. Pas seulement au
niveau international, européen ou
même suisse mais aussi sur le plan
régional et local. Et pas seulement
dans son propre domaine où les con
centrations et les fusions d ’entre
prises sont devenues des réalités quo
tidiennes mais aussi dans celui de la
politique où elle pousse à des ma
riages de raison, des prises de
contact, des coopérations que des
considérations purement politiques
auraient eu peine à déclencher. La
raison d ’abord, l’amour ensuite ou
la pression économique avant la
conviction.
Telles sont les règles de ces unions
modernes tissées par les spécialistes
et les planificateurs. Il n’y a pas de
doute que beaucoup de ce qui fu t
au départ de l’autodétermination
du bourgeois européen s’y perd : vue
d ’ensemble, compréhension, lien per
sonnel aussi. Il serait d’autre part
n aïf de considérer comme progrès la
croissance des nombres et des quan
tités, le gonflement des chiffres. Mais
le développement a ses propres lois
et ceux qui n ’y prennent pas garde
sont écrasés par la marche du temps.
Le premier dimanche de décem
bre 1971 les citoyens de Brigue, la
ville du Simplon, de Glis, le centre
de pèlerinage aux riches traditions,
de Brigerbad, tout petit mais tou-
ristiquement très intéressant, ont
décidé la fusion de leurs trois com
munes. Ces entités qui, pendant des
siècles, ont veillé soigneusement à
leur indépendance et à leur maintien
seront mariées pour toujours si le
parlement cantonal sanctionne leur
décision, ce qui ne fa it pas de doute.
Brigue a l’argent, Glis la terre :
c’est, résumé en une formule un peu
simpliste et brutale, le point de dé
part de la fusion. La ville du
Sim-pion est devenue un respectable cen
tre d’affaires ; pour les conditions
haut-valaisannes un p etit géant qui
n ’a plus assez de place dans son lit.
De son côté Glis se prélasse au
milieu d ’un territoire à faire envie,
qu’elle ne peut pas utiliser toute
seule. Cette donnée économique a
conduit a son invasion par les gens
de Brigue. Et c’est ainsi que naquit
cet enchevêtrement d’intérêts com
m unaux résultant de la croissance
continue des exigences imposées aux
services publics. Chaque commune
isolément ne pourrait plus y suffire.
Ecoles, routes, eau potable, canali
sations, protection civile, sauvegar
de de l’environnement, service du
feu, installations de sports et de loi
sirs : ce n ’est qu’un extrait de la
liste des problèmes à résoudre en
semble. Même les différentes formes
de coopération régionale et inter
communale ne pouvaient les maî
triser à la longue.
La votation f u t précédée de dé
mêlés dont l’intensité tranforma les
communes actuellement soudées en
tre elles en de véritables fournaises
politiques. O n n'entendait pas seule
m ent argumenter sur la crainte jus
tifiée du gigantisme, du déracine
m ent politique, sur l’abandon d ’un
« berceau de la démocratie ». O n ne
ressentit pas seulement le poids de
siècles d ’affrontem ents amicaux ou
hostiles par-dessus la Saltina ; dans
le gros chaudron de la polémique
nageaient aussi des « frais d ’adm i
nistration plus élevés », « la mise en
péril de la vie des sociétés locales »,
« l’augmentation prévisible du taux
d ’im pôt », et par-dessus tout « l’ir
responsable réunion des bourgeoi
sies ». Ces bourgeoisies, survivantes
des anciennes institutions d ’autoges
tion, mènent aujourd’hui une vie
plutôt pauvre sur le plan politique
mais opulente sur le plan économi
que car elles sont les héritières des
« com m unaux » d’autrefois. Il n’est
donc pas étonnant que la riche bour
geoisie de Brigue, avec ses im por
tantes possessions en territoire glis-
sois, n ’ait rien voulu entendre d ’un
mariage et d’un ménage commun.
Par contre les bourgeois de Glis et
Brigerbad eurent dès le départ l’im
pression rassurante de faire une
« bonne affaire ».
L ’é g l i s e e t le c l o c h e r d e G l i s r é c e m m e n t r e s t a u r é s