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13 étoiles : reflets du Valais = Wallis im Bild = Treize étoiles : reflets du Valais = Wallis im Bild

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Academic year: 2021

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(1)

M IZE ETOILES

N" 4 — 8" année

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Martigny-(M elarti

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Au Pays des Trois Dranses

Les trois vallées accueilla ntes par

le chem in de fer

MaI*tî^'IlY“0 l*S 1ÒI*CS

et ses services a u to m o b ile s

V e r b i e r : T é lé s iè g e d e S a v o l e y r e s , t é l é c a b i n e d e M é d r a n , t é l é p h é r i q u e d e s A t t e l a s . M a u v o i s i n : G r a n d b a r r a g e . C h a m p e x : s o n la c , ses f o r ê t s , té l é s i è g e d e La B r e y a . V a l F e rre t : a u p i e d d e s g l a c i e r s . G r a n d - S a i n t - B e r n a r d : s o n h o s p ic e , ses c h ie n s , s o n la c , t é l é s i è g e d e La C h e n a l e t t e . T o u s r e n s e i g n e m e n t s : O f f i c e r é g i o n a l d u t o u r i s m e à M a r t i g n y , t é l é p h o n e 0 2 6 / 6 0 0 18 (en ca s d e n o n - r é p o n s e : 0 2 6 / 6 14 4 5 ) , o u à la D i r e c t i o n d u M a r t i g n y - C h â t e l a r d e t d u M a r t i g n y - O r s i è r e s , M a r t i g n y , t é l é p h o n e 0 2 6 / 6 10 61. L a u s a n n e M o n t a n a M o n t r e u x C r a n s S a l v a n Les M a r é c o t t e s S i m p l o n M i l a n Lac C h a m p e x G r a n d - S a i n t - B e r n a r d C h a m o n i x La F o r c la z C h a m o n i x î

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é t o n

O n p e u t l'a im e r o u ne pas l'a im e r, il est là, p a r ­

to u t, arm é, v i b r é , c o m p r i m é , p r é c o n t r a in t , c e l­

lu la ir e o u a u tr e m e n t ; il insère ses lo u r d e s tra n ­

ches au s o m m e t des v a llé e s , e n ja m b e les r i v i è ­

res, p o r t e les trains sur des c o n s o le s a jo u ré e s à

travers le p a y s a g e , m e u b l e les v ille s d 'é d i f i c e s

a d m in is tra tifs ou d e g ra n d e s b o ît e s loc a tiv e s .

O u i, d ' u n b o u t à l'a u tre , le V ala is est f o r t e ­

m e n t b é to n n é . C 'e s t ce q u e c o n s ta te M . R ic a rd o

M o t t a c ita n t les c h iffre s c o m p a ra tifs d e la c o n s ­

tr u c tio n d e p u is 1949 : sur c e tte b ase (100), l 'i n ­

d ic e suisse est à 215, et l 'i n d ic e ro m a n d à 268

g râ c e au Valais, où il a tte in t 616. C 'e s t é n o rm e .

Le b é t o n , s u rto u t c e lu i des b a rra g e s , y est é v i ­

d e m m e n t p o u r b e a u c o u p .

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m a té ria u in d e s t r u c t ib le , q u i p a r t o u t s ig n ifie tra ­

v a il, v ie , é c o n o m i e , a aussi sa b e a u té . C e l l e des

b a rra g e s , c e lle des v ia d u c s , ces n e rv u re s , ces

d e n te lle s ; c e lle d e l'a rc h e d u n o u v e a u p o n t d e

S a in t-M a u ric e , c e lle d e la B a n q u e c a n to n a le . Est-

ce M . C o u é q u i v i e n t d e fa ire un a d e p te ... Un

m al nécessaire ? C e tte m a in -m is e d u s e ig n e u r Bé­

to n m e s e m b le n o n pas s u p p o r t a b le , mais s o u ­

v e n t m a g n ifiq u e .

fiis iO Y W

h m

TREIZE ETOILES

P a r a î t le 10 d e c h a q u e moi s

S O M M A I R E

N° 4, avril 1958 : Le béton.

Par-delà les clochers.

Une artiste s’affirme : Germaine Luyet. ■— L ’enfant du

R É D A C T E U R E N C H E F

B o je n O I s o m m e r , S io n , a v e n u e d e la G a r e 10

Valais.

Héroïsme.

En famille avec Mmo Zryd.

Le cavalier fantôme.

Potins valaisans.

Du

coufi-A D M I N I S T R coufi-A T I O N E T I M P R E S S I O N

que à Sion.

Le livre d’or de « Treize Etoiles ».

— I m p r i m e r i e P ill e t, M a r t i g n y

Notre page d ’actualités.

Jean Quinodoz, musicien.

R É G I E D E S A N N O N C E S I m p r i m e r i e P ill e t, M a r t i g n y , té l. 026 / 6 10 52 -A B O N N E M E N T S S u is se : F r . 12,— ; é t r a n g e r : F r . 18,— C o u v e r t u r e : L e n u m é r o : F r . 1,20 P r i n t e m p s e n m o n t a g n e : c h a p e l l e d e N o t r e - D a m e d e s A r d e n t s et C o m p t e d e c h è q u e s II c 4320, Sion m a s s if d u C o m b i n ( P h o to D a r b e l l a y , M a r ti g n y )

(8)

U t M M

S S S S S ä S l S S

M onthey, ville industrielle, b o urdonne d ’activité com ­

me une ruche au soleil printanier. L ’accent e t l’aspect

de la cité rappellent déjà le voisinage de la France.

Le caractère un p eu frondeur de ses habitants, le

goût du risque, des discussions, soulignent encore les

lointaines origines françaises.

U ne foule de problèm es se prése n ten t dans cette

ville valaisanne, problèm es d ’ordre économ ique, in d u s­

triel, touristique. M onthey vit e t gran d it dans u n e

atm osphère de vigueur et d ’optimisme, le regard porté

sur les nouveaux problèm es d e l’E u ro p e d e dem ain.

E t M onthey veut vivre.

Mais le développem ent e t l’avenir de cette cité

résident surtout dans la solution des problèm es rou­

tiers. M onthey, mal desservie p ar le chem in de fer, se

préoccupe de la route.

L a ligne d e chem in de fer du Simplon lui a porté

u n préjudice certain en ne lui d o n n a n t pas u n e liai­

son directe.

Mais c’était à l’ép o q u e où, selon le poète,

Le fleuve alors était libre de digues

Et par la plaine errait comme un luisant taureau.

E t les homm es d ’alors ont préféré pour le chem in de

fer la rive droite d u Rhône.

T andis que, aujourd’hui, le poète p e u t écrire :

C’est toi, même plaine amoureuse et fertile,

Qui déroules ici ton jardin sous nos yeux.

(Graven.)

E t dès lors aussi, to u t est différent. Les solutions

routières doivent s’a d a p te r au nouveau visage du

pays. Les projets en gestation doivent p erm e ttre de

ren d re au centuple au Bas-Valais ce q u e le chem in

de fer lui a fait perdre.

Il suffit d ’ailleurs d ’en ten d re avec quelle chaleur

et quelle force d e persuasion les m agistrats d éfe n d en t

actuellem ent cette riante contrée pour la sortir de

son isolement, accentué encore, hélas ! p a r la cons­

truction du m a gnifique pont de Saint-M aurice sur le

Rhône.

M onthey se doit d ’être reliée aux grands centres

urbains, aux grands courants de circulation routière

futurs. E t c’est pourquoi, ta n t M. le p réfet d e C ourten

q u e M. le p résident Delacoste, m e tte n t au prem ier

ran g de leurs préoccupations les liaisons routières de

M onthey avec leurs voisins.

E t p a r voisins, il fa u t entendre, non pas les régions

im m édiates d u delta du Rhône, mais bien les grandes

régions industrialisées d e l’O uest et d u Sud.

M onthey, située sur la route Lyon-Evian-Sim plon-

Milan, verrait s’accroître son activité industrielle e t

touristique à p artir d u m om ent où une g ran d e artère

routière passerait près d ’elle. O h ! b ie n sûr, ce n ’est

pas la prem ière urgence, la plus im m édiate, mais si

L a P i e r r e - d e s - M a r m e t t e s , à M o n t h e y , au s s i c é l è b r e q u e s o n v ie u x

(9)

I

P r e s q u e li b r e

l’on veut planifier juste, il fa u t aussi voir loin. Les

autorités de cette région sem blent voir loin, avec p e r­

tinence et raison.

Pour l’im m édiat, la liaison routière indiquée devra

se développer dans le cadre d e la route cantonale

valaisanne d e Saint-G ingolph à Brigue. Elle passe par

M onthey et pourrait rejoindre l’autoroute L ausanne-

Simplon à Massongex, avec pont n eu f sur le Rhône.

C ette solution de jonction vers Massongex p re n ­

drait plus ta rd le caractère de jonction de deux au to ­

routes im portantes, l’u n e Genève-Evian-Valais, l’autre

Lausanne-V alais. L ’effet serait de canaliser sur le n o u ­

veau po n t d e Saint-M aurice toute la circulation en

provenance de l’Ouest, et d e diviser en deux branches

d ’égale im portance le courant d e circulation descen­

d a n t la vallée d u Rhône p our a ttein d re L au sa n n e ou

Evian-G enève.

Il est n aturel d e p enser q u e la route cantonale de

Saint-G ingolph po u rra se développer en autoroute

plus tard, réalisant ainsi le rêve, légitim e d ’ailleurs,

de la com m unication rapide e t directe d e Lyon e t

G enève p ar la rive gauche d u L ém an avec la vallée

d u Rhône et Milan.

C ’est en fonction de cette solution de ce problèm e

im portant q u e devraient se résoudre tous les autres.

Dès q u e la ligne principale de pénétration est créée,

toutes les ram ifications secondaires viennent se gref­

fer sur elle avec aisance et logique : développem ent

de la route d e C ham péry, de Morgins, de M onthey-

Villeneuve, com plétant ainsi le réseau de routes relié

directem en t à Vautoroute principale.

M onthey sera ainsi connectée à un réseau routier

d ra in a n t tout le trafic motorisé des zones Lém an-

Simpion. Or, être relié aux grandes artères signifie

sim plem ent grandes possibilités d ’avenir sur le plan

économ ique, industriel et touristique. M onthey veut

vivre.

C ar enfin, si la Suisse joue et veut jouer encore

le rôle d e p la q u e to u rn an te au coeur de l’E urope, on

ne p e u t pas considérer seulem ent les lignes directes

du N ord au Sud, mais encore celles qui vont à la

fois d e l’O uest vers l’E st e t le Sud.

Le Valais, se trouvant g éo g raphiquem ent dans une

situation tangentielle p ar rapport à cette p la q u e to u r­

n an te et p a r ra p p o rt aux grands courants de circula­

tion autom obile, ne sortira de sa position d ’isolement

q u e si la splendide vallée du Rhône est parcourue

p ar u n e artère routière O uest-E st avec des possibi­

lités de sortie facile vers le H a u t et vers le Bas.

C ette vérité prem ière sem ble avoir été com prise ;

mais il n ’est pas trop d ’insister encore que, dès dem ain,

lorsque les difficultés douanières au ro n t été allégées

p our les automobilistes, le Valais est to u t près de

G enève p a r la rive gauche d u L ém an. D ’où la néces­

sité de développer au plus tô t cette liaison routière.

(10)

Une artiste s’affirme

Germaine Luyet

Nous n e connaissions, d e cette jeune artiste sédu-

noise, q u e quelques envois à des expositions collecti­

ves. O n sait q u ’en telle occurrence on choisit souvent

ce q u ’u n e œ uvre a d e moins révélateur. D ans ce sens,

u n très charm ant paysage de neige q u e nous avions

l’au tre jour sous les yeux aurait p u nous do n n er une

idée absolum ent fausse du peintre. Quelle grâce p o u r­

ta n t le désignait à l’attention du public ! Son au teu r

n ’eût pas m a n q u é d e lui faire un sort e n tre cinquante

autres tém oignages d e son talent. C ’est dire q u e jus­

q u ’ici nous étions, à l’égard d e G erm aine L uyet, dans

la plus stricte expectative. La dém onstration q u ’elle

vient d e faire à l’A telier de M. Louis M oret au ra été

pour nous la plus agréable des surprises.

Elève de Poncet, le grand p ein tre lausannois m ort

il y a quelques années, G erm aine L u y et a gardé de

son m aître le goût d e la couleur s’im posant ju sq u ’à

la violence. L e prem ier contact avec cette œ u v re d o n ­

ne u n e espèce de frisson q u e sem blerait écarter une

n a tu re fém inine. D iable ! q u e nous sommes loin des

jolis b o u q u ets d e fleurs e t des paysages d ’idylles que

p ro m etten t en général les m ains délicates des femmes-

peintres ! Ici, la virulence de la p â te colorée va jus­

q u ’au cri.

C ’est dire du m êm e coup q u ’une telle p ein tu re ne

p e u t guère s’accom m oder m ieux q u e de la n a tu re

m orte qui se p rê te à l’infini aux hum eurs créatrices

de ceux p our qui la p ein tu re est d ’abord u n e confron­

tation avec le jeu p u r des tons e t des formes sim pli­

fiées. D ans la n atu re m orte — mais on l’appelle

au jo u rd ’hui n atu re silencieuse — l’essentiel est de

choisir d ’abord une gam m e, u n e tonalité dom inante,

d ’y ram ener ensuite, d ’y plier sa m éditation. L a ty ra n ­

nie des formes ne vient point contrecarrer la p u re

vision plastique que le p ein tre s’efforce de traduire

sur sa toile. Un coup d e pouce, e t cette p ein tu re

aborde les hasards de l’aventure abstraite. L ’évolu­

tion d e F e rn a n d D ubuis, pour p re n d re u n exemple

chez nous, n ’a pas suivi d ’autres voies.

P oncet avait évité — sauf en telle entreprise p u re ­

m e n t décorative — de m ener si loin sa recherche. Sa

disciple s’en garde à son tour et nous pensons q u ’elle

n ’a pas tort. L a com binaison intellectuelle d e d im en ­

sions et de vibrations colorées p e u t avoir un sens au

term e d ’une longue expérience des données concrètes

q u e la création propose dans la fastueuse éloquence

de ses lignes e t d e ses nuances. P a rtir de rien pour

aboutir à rien n ’est q u e la te n tatio n d u néant.

Coloriste, donc, G erm aine L u y et te n te sans cesse

l’absolu. Il est bien sy m pathique d e trouver ta n t de

déterm ination chez une je u n e fille. Elle n e se p erd

pas dans l’évocation des détails anecdotiques, courant

P o r t r a i t ( P h o to R u p p e n , Sion )

droit à l’essentiel qui est la mise en place rigoureuse

d ’un frag m en t recomposé du monde. C ’est dans ce

sens q u e ses paysages n e nous to u c h en t pas en ta n t

q u e représentation de telle région proche ou non de

notre sensibilité mais en ta n t q u e supports d ’une cons­

truction colorée et formelle. Si vous voulez suspendre

au-dessus d e votre chem inée le p e tit coin de vigne

qui vous ém eut, adressez-vous au photographe.

C ’était le cas, en l’exposition do n t nous parlons,

de cette « R ue des T anneries », com position d ’une

rigueur m athém atique, a ttac h an te et juste, mais où

nous aurions bien d e la peine à reconnaître les carac­

tères d ’u n e ruelle sédunoise.

D ans ces mises en p ag e très conscientes de la

nature, il entre p eu t-ê tre encore trop d ’esprit de

système. On vo u d rait plus d e liberté vraie d evant

l ’im pression im m édiate, un ab andon plus sincère aux

sollicitations du m onde. Mais sans doute, chaque

chose vient-elle en son tem ps. Il fa u t d ’abord r é p u ­

dier la facilité des représentations im m édiates ; p a r

la suite, le m étier é ta n t acquis, la n atu re retrouvera

sous le pinceau son caractère pro p re et sa spontanéité.

Si le nom d e P oncet nous est venu à la m ém oire

d e v a n t certaines n atures mortes, nous n ’avons p u

nous em pêcher de penser à Auberjonois d ev a n t cer­

tains dessins. C e sont des références d o n t aucun

artiste n ’a à rougir. O n sait q u e chez A uberjonois le

dessin avait acquis u n e vertu suprêm e d ’a p p a ren te

S

(11)

nonchalance e t d e p a rfa it raffinem ent. G erm aine L u y et

a reg a rd é d e près ces lignes qui on t l’air d e trem bler

q u a n d elles n e font q u e suggérer le frém issem ent du

m ouvem ent qu i est vie. N ous avons retrouvé cette

délicate indéterm ination dans des scènes plus suggé­

rées q u ’affirm ées e t là, la sensibilité d e l’artiste nous

p a ra ît m ieux e n éveil q u e dans des crayons trop

appuyés. Q u a n d le tra it n e re tie n t q u e l’essentiel et

q u ’il se g ard e d ’insister, il nous enchante.

A joutons q u e des aquarelles très fraîches com plé­

ta ie n t cette série d ’œ uvres q u e G erm aine L u y e t se

p lu t à nous m o n tre r après d e nom breuses années d e

silencieux travail.

Vie e t m ouvem ent d ans les esquisses décoratives,

force et couleur d an s les huiles, légèreté dans le d es­

sin : rien d e cela n e se co n tre d it mais to u t m a rq u e

la v ariété d ’u n e recherche dans laquelle il est bon

q u ’u n e jeune artiste se complaise. C ’e st avec l’in térêt

le plus vif q u e nous avons assisté à la prem ière

dém onstration d ’u n ta le n t certain. E t nous savons q u e

n o tre joie est p a rta g é e p a r tous ceux qui o n t visité

l’A telier en cette fin d u mois d e mars.

I ,

rl

A L I E T T E A U D R A

L’e n f a n t d u V a l a i s

(Mir traümte von einem Königskind Heim)

J’ai rencontré en remontant le Rhône

Un bel enfant qui venait du Valais.

J’ai cru qu’il était descendu d’un trône

Et demandé pourquoi il s’en allait :

— O mon petit, as-tu perdu ta mère

Que te voici loin des grands pionts bénis ?

La vie est-elle pour toi si amère

Que tu t’en viens où la beauté finit ?

Crois-moi, retourne parmi les mélèzes.

Même orphelin, derrière tes troupeaux

Tu serais plus noble et moins mal

à l’aise

Qu’ici-bas. Et la neige est ton drapeau.

Il me fixa de ses grands yeux bleu pâle,

Posa dans la mienne un instant sa main,

Et d’un geste tremblant, naïf mais mâle,

Continua tristement son chemin.

— Que cherches-tu, mon petit, dans la plaine ?

La femme est trompeuse, l’homme sans cœur.

Tu verras, les agneaux laissent leur laine

Aux épines. Et le loup est vainqueur.

Alors, pitié, il me sembla l’entendre

Dire et toujours de plus loin : — C’était toi

Seule que je cherchais... Toujours plus tendre

Et toujours plus douce mourait sa voix.

J’ai rencontré en remontant le Rhône

Un bel enfant qui venait du Valais.

J’avais rêvé de lui rendre son trône,

Et l’entendis, hélas ! qui s’en allait...

derniande un

^ p é j r i t i / .

(12)

Héroïsme

par André Marcel

C o m m e on fé lic ita it Tristan Bernard d e sa c o n d u ite h é ro ïq u e d u ra n t la g u e rre : « Oui... d it - i l, nous étio ns acculés à la g ra n d e u r d 'â m e ! »

Et c'est vrai q u e l'o n c o m m e t so u ve nt des actio ns d 'é c la t fa u te d e p o u v o ir en c o m m e ttre d'autres.

Nous avons la chance, dans n o tre pays, d e b é n é fic ie r d e la lib e rté d u choix.

Eh b ie n , m oi, je viens d e me d é te rm in e r p o u r le c o u ra g e a u q u e l m on a m if 15^ f

A lb e r t V e r ly a d o n n é c e tte d é f in it io n : /

« Le c o u ra g e , c'esf co m m e l'a p p e n d ic ite , o n l'a ttra p e au m om e n t o ù o n s'y atte nd le moins. »

Cela m'est venu, fo u t d 'u n co u p , alo rs q u e je lisais un d e ces a d m ira b le s c o m m u n iq u és q u e la Suisse a lé m a n iq u e e n v o ie aux rédactio ns des jo u rn a u x romands.

Deux pages d a c ty lo g ra p h ié e s p o u r nous in v ite r à m an g e r d e la c h o u c ro u te . Il faut vous d ire q u e j'a i fa if toutes les cam pagnes précédentes.

Q u a n d Berne adressait des ap p els au p e u p le afin d e l'e n g a g e r, p o u r v o le r au secours des a g ricu lte u rs o u des comm erçants, à b o ire d u v in fé d é ra l, ou à se je te r sur la tê te d e veau, je cla quais des talo ns et je rép o n d a is :

— Présent !

Je me trouvais d o n c à la fin e p o in te d e l'a v a n f-g a rd e , au m om e n t d e l'a c tio n g lo rie u s e en fa ve ur du fo u rra g e et j'étais dé jà d e l'o p é r a tio n ch o u x et d e l'o p é ra tio n saucisses. J'ai ava lé aussi pas mal d e c o u le uv re s , mais ça, c'est une a u tre histoire...

Nous sommes, j'e n suis sûr, des m illie rs d e Suisses à ne pas d iscu te r des o rdres d e ce g e n re , car il suffit q u e nous nous s ouvenions d e la s o u p e au lait d e K a p p e l p o u r nous sentir prêts, à l'instar d e nos vaillants aïe ux, à tous les sacrifices :

Le p e tit salé, la rave, la s e m o u le au sucre et le riz aux pruneaux.

L o rs q u 'o n to u c h e ainsi n o tre f ib re p a trio tiq u e , il me p a ra ît vain d e vous d o n n e r e ncore des e xplications.

Pas plu s q u 'o n ne c h e rch e à c o n v a in c re les soldats m o b ilisés des b ienfaits d e la v ie en p le in air, on ne d o it s u g g é re r aux consom m ateurs q u 'il y va d e le u r santé d e b o u ffe r d e la c h o u c ro u te .

C'esf mal les c o n n a ître et ré d u ire à une n o tio n d 'in té r ê t la n o tio n d u sublim e.

O r, v o ilà p ré c is é m e n t l'e rre u r q u e co m m e t le c o m m u n iq u é q u e j'a i l'h o n n e u r d e c o m m e n ­ te r d e v a n t vous.

Il nous a p p re n d q u e la fa tig u e e t l'a b a tte m e n t q u e nous é p ro u v o n s au p rinte m p s p ro v ie n t des scories q u e n o tre orga n ism e c herche à é lim in e r et aussi q u e la c o n so m m a tion r é g u liè re d e c h o u c ro u te , plu s p a rtic u liè re m e n t d e c h o u c ro u te crue, accélè re, avec b o n h e u r, le processus d e d é s in to x ic a tio n p rin ta n iè re :

« C'est en sa fo rte te n e u r en a c id e la c tiq u e et en c h o lin e , p o u rs u it le réd a cte u r, q u e la ch o u c ro u te d o it ses rem a rqu a b le s q u a lités d é p ura tiv e s . »

Puis, non c o n te n t d e nous fa ire m iro ite r ces avantages alors q u e nous ne d e m a n d o n s q u 'à nous d é v o u e r, il nous c ite en e x e m p le un g ra n d n a v ig a te u r anglais, le d é n o m m é James C o o k (1723-1779), q u i d o it ses e x p lo its sur m er à la ch o u cro u te .

Il en e m p o rta soixante fûts lo rs q u 'il e n tre p r it son fa m eux t o u r d u m o n d e en trois ans, ce q u i lui valut d e se m a inte n ir à un m oral éle vé .

Je n'ai pas d e p e in e à le cro ire , e f je rem a rqu e en passant q u e ce n'est pas p o u r rie n q u e fous les grands partis p o litiq u e s o n t inscrit la c h o u c ro u fe g a rn ie à leurs p ro g ra m m e s :

Elle é c la irc it les id ées et ra ffe rm it les forces p h y s iq u e , mais...

M ais, dans le cas q u i nous p ré o c c u p e a u jo u r d 'h u i, nos autorités o n t moins en vu e n o tre b ie n -ê tre q u e c e lu i d e n o tre é co n om ie .

M a n g e r d e la c h o u c ro u fe d e v ie n t un d e v o ir p a trio tiq u e . P o u rq uo i ne pas le p u b lie r ?

Nous ne m anquons pas, dans nos rangs, d e Davel d u la rd o u d e W in k e lr ie d d e la p e tite saucisse q u i, la serviette au cou et la fo u rc h e tte au p o in g , sont disposés à passer à l'attaque.

Pour le reste... ",

O n n 'ig n o r e pas, du m oins lo rs q u 'o n a d e bonnes le ctû re s/ q u e la v e rtu est to u jo urs récom pensée.

Il va d o n c d e soi q u e si nous nous v o u o n s par id é a l natio na l à la c h o u c ro u te , nous en subi­ rons les effets h e ureux dans fo u t n o tre o rg anism e, un geste à ce p o in t désintéressé c o m p o r ­ tant en lu i-m ê m e une source in e s tim a b le d e bonheurs.

Nos descendants nous sauront g ré d e n o tre a b n é g a tio n .

_

J

Et tant pis p o u r les déserteurs q u i co m m a n d e ra ie n t lâ c hem ent un canard aux oranges ou A 1 n 6- V A 2 / 1, ) u le t aux m orille s !

(13)

EN F A M I L L E A V E C M A D A M E

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Questions sans réponses

Mystère... quand m êm e

Sans c ro ire aux systèmes, surtout en é d u c a tio n , nous avio ns pensé q u 'e n p a rla n t sans m ystère aux enfants dès le d é b u t, nous le ur é p a rg n e rio n s plu s tard les conversa­ tio ns clandestines.

D'ailleurs Sugus, la m in ette , a c o lla b o ré p é r io d iq u e ­ m ent à cette prise d e co n tact avec la nature. Q u a n d e lle délaisse son coussin p o u r a lle r c hanter l'o p é ra sur le to it d e la terrasse, les enfants installent l'é c h e lle q u i la re lie à la te rre et lui passent co m m a n d e : « Tâche d 'a v o ir des petits angoras et un to u t noir. »

Ce réalism e ne les e m p ê c h e pas d 'a im e r les histoires m erveilleuses et, faute d e contes d e fée, d 'e n in ve n ter. La d e rn iè re tr o u v a ille est la m a c h in e -à -to u t-fa ire , un g ra n d carton renversé sous le q u e l o n cache les o b jets. Puis o n glisse la m o n n a ie dans une fente. Pour un sou, la m achine vous f a b riq u e d ix francs, un jo u e t, des p è re Castor, des crayons d e co u le ur.

Hie r, entrant à l'im p ro v is te , j'a i surpris des m in ois gênés. Déjà, dans les berceaux, q u e lq u e s b é b és n o u v e a u - nés a tte n d a ie n t leurs langes. De q u e l m ystère v o u la it-o n m 'e x c lu re ?

Pour d issip e r le malaise, j'a i q u e s tio n n é sans façons. — Tu vois, m 'a -f-o n r é p o n d u avec un p e tit rire e m b a r­ rassé, on achète les bébés à la m ac h in e -à -to u f-fa ire ; c'est te lle m e n t plus p ra tiq u e q u e d e les a v o ir à l'h ô p ita l !

A p rè s des kilo m ètre s à l'é tra n g e r, nous avons a b o u ti à Sion. Un d é p a y s e m e n t d e q u e lq u e s jo u rs suffit à effacer le q u o tid ie n , et nous avons re g a rd é la c a p ita le avec les y e u x d u touriste. Emportés par l'é la n q u i nous anim a it to u t au lo n g d u v o y a g e , nous pensâmes à v is ite r une des raretés locales.

— La salle Supersaxo ? Connais pas I ré p o n d la dam e du bar. Je suis ici d e p u is peu.

A la lib ra irie , la ve n d e u s e a l'accent d u pays, mais e lle n'a jamais re g a rd é d e près les cartes postales d e son to u rn iq u e t.

— C e tte p ie rre g ra vé e , ce d o it ê tre un v ie u x machin à l'H ô te l d e V ille . La salle Super q u o i ? A u c u n e id é e I

A u tr e café crèm e, autre k io s q u e à jo u rn a u x , m êm e sou­ ria nte ignorance...

Vous auriez aim é q u e je m 'irrite , q u e je fasse ju sq u 'a u b o u t m on travail d e to u riste ?

Q u i sait ? Peut-être le charm e d e nos v ille s est-il fait ju ste m e n t d e cette nonchala nce, d e ce m an q u e d e p é d a n ­ te rie ?

Je n'ai pas vu la salle Super... (Super q u o i ?), mais à c h a q ue é c h a p p é e entre les ruelles, V a lé re ou la M a jo r ie se laissaient d é c o u v r ir sans q u 'u n e flè c h e vous im posât le panoram a o ffic ie l. J'ai suivi les itinéraires d e m on instinct p lu tô t q u e des circuits num érotés ; si j'a i m an q u é l'essen­ tie l, q u 'im p o rte , p u is q u e l'accessoire m'a c o m b lé e ?

Peut-être est-ce parce q u 'i l s'adresse en nous plu s au p o è te q u 'a u savant q u 'o n l'a im e tant, ce pays ?

Nos histoires vraies

X tf e a o a l i c t f ia n lc n t e

p a r M a u ric e M é tra i M o n frère R o g e r tra v a illa it, un certain jo u r d e j u ille t 1942,

à la ré fe c tio n d 'u n to it d 'é c u rie , à G rô n e , au lie u d it « La Crêfaz ». La c o n s tru c tio n en q u e s tion é tait e n tiè re m e n t d e bois : au sous-sol, l'é ta b le où se tro u v a it une ju m e n t, puis, au-dessus, la g ra n g e séparée des co m b le s p a r une p o u - fraison à m o itié p o u rr ie re c o u v e rte d e minces pla nches d e m élèze, rongées par le temps.

Sur le t o it b a ig n é d e so le il, m on frè re c lo u a it des ch e ­ vrons. C o m m e on é ta it en été et q u 'i l faisait très chaud, le p ro p r ié ta ire a v a it pris la lo u a b le h a b itu d e d 'a p p o r te r aux o u vrie rs, une fois la jo u rn é e , au c œ u r d e l'a p rè s -m id i, un p o t d e « p iq u e tte ».

V o ilà d o n c qu e , d e v a n t la g ra n g e , le p a tro n hè le m on frère :

— Descends do n c, si tu ve u x te m o u ille r le g o s ie r ! M o n frère pose sa hache sur le fa îte et ré p o n d : — J'arrive.

De m on o b s e rv a to ire — un char à échelles re m p li d e fo in et d e p a ille — je le vois glisser sur d e u x chevrons ju m ea u x ju squ'à la sa b liè re et d e là, dans un p lo u f I so n o ­ re, sauter sur le p lancher. J'entends aussitôt un a ffreux c raq u e m en t suivi d 'u n ju r o n angoissé.

Et sitôt après, par la p o rte d e l'é c u rie to u jo u rs la rge o u v e rte , b o n d it la ju m e n t a ffo lé e co m m e un d ia b le hors d e sa b o îte ... Et dessus, c a v a lie r fa n tôm e , a g rip p é à la c rin ière d e l'anim al, les ch e v e u x fous, les y e u x exorbités, mon frère I Je n'en croyais pas mes yeux.

Le p ro p r ié ta ire lâcha le p o t d e v in q u i se brisa sur la p ie rr a ille e t leva les bras au cie l, en cria nt :

— A u secours I II va se casser la g u e u le I

La ju m e n t fit une ce n taine d e mètres dans les prés ve rdoyants, puis s'arrêta bru sq u e m e n t. M o n frère passa,

co m m e un sac, par-dessus sa fê te et to m b a dans l'h e rb e m oelleuse.

Il se m it à rire. Nous aussi.

Im aginez la tê te d e la b ê te q u i sent le c ie l — ou Dieu sait q u o i I — lui to m b e r sur les reins. Et c e lle d e m on frère q u i, après a v o ir passé à travers le p la n c h e r p o u rri, se r e tro u v e en selle, et h o p I dehors, lancé à travers le paysage !

(14)

R e t i n s o a L a is a n s

L e ttre à mon am i Fabien, V alaisan ém ig ré

M o n cher,

Mars est un mois creux, le mois d u carême, d e la p é n ite n c e et des restrictio ns en m atiè re d e réjouissances p u b liq u e s .

Font e x c e p tio n les assemblées dites sérieuses où l'o n analyse des bilans financiers et m oraux dans l'attente f é b rile du repas en com m un q u i suivra, a u q u e l, p o u r sauver les apparences, o n se gard e ra b ie n d e d o n n e r le nom d e ba n qu e t.

Ne sont pas c o m p ris non plus dans les manifestatio ns joyeuses les lo tos q u i o n t d r o it d e p u llu le r en fo u t temps et q u i, il faut b ie n l'a v o u e r, ne sont pas en soi frès récréa­ tifs. Par contre, on y fait d 'e x c e lle n te s affaires sur le dos

des jo u e urs — tant pis p o u r eux — et je connais certains b énéfices nets q u i dépassent ce q u 'u n h o n o ra b le é p ic ie r p e u t g a g n e r en o u v ra n t b o u tiq u e une a n née entière.

L'excuse d e l'in té rê t p u b lic ju s tifie d 'a ille u rs to u t, m êm e si parfois c e lu i-c i se c o n fo n d avec le dé sir d e q u e lq u e s amis d e s 'o ffrir d ’a g réables instants sur le dos d e la c o l­ le ctivité .

A part cela, à p a rt les matches d e f o o tb a ll q u i a ttire n t les grandes foule s et à p a rt le Salon d e l'auto, c'est la g ra n d e cein ture.

Tu me rétorqueras p e u t-ê tre q u e le Salon d e l'a u fo est à G e n è v e . Je p ré te n d s c e p e n d a n t, sans ne v o u lo ir rien e n le v e r aux mérites d e nos amis d u b o u t du lac, q u e le 19 mars, jo u r d e la Saint-Joseph, c ’est une m anifestation p re s q u e e xc lu s iv e m e n t vala isanne. J’y suis a llé c e tte année par c u riosité e t p o u r fa ire co m m e fo u t le m on d e . C 'é ta it b ie n l'e n d r o it o ù l'o n é tait sûr d e re n c o n tre r le plu s d e c o m p a trio tes I Là et au Grand-Passage.

Cette é p o q u e austère est aussi c e lle q u e ch o isit le g o u v e rn e m e n t p o u r a n n on c e r ses bénéfices. Il en a réalisé p o u r plus d 'u n d e m i- m illio n en 1957, alo rs q u e la p ru ­ d e n c e l'a v a it in cité à p ré v o ir, p o u r la m êm e année, q u a tre m illio n s d e d é fic it. Tout va b ie n q u i f in it b ie n . Et com m e ces heureuses surprises se r e n o u v e lle n t ré g u liè re m e n t, les a ppels à l'é c o n o m ie sont d e m oins en moins suivis et pris au sérieux.

N o tre Etat j o u it d 'a ille u rs d 'u n e g ra n d e confia nce . A y a n t lancé réce m m en t un e m p ru n t d e q u in z e m illio n s d e francs p o u r a m é lio re r ses routes, m ieux d o te r la Banque ca n to ­ nale et p a rtic ip e r à des am énagem ents h y d ro -é le c triq u e s ,

il a d û refuser une n o ta b le p a rtie des souscrip tio ns. Un succès fo u q u i d é m o n tre q u 'il y a d e n o u vea u d e l'a rg e n t dans le pays.

O n a pu e n te n d re des décla ra tio n s a n alogues à l'assem­ b lé e des d é lé g u é s d e la Caisse d 'é p a r g n e du Valais q u i s'est d é ro u lé e dès lors sous le s igne d e l'o p tim is m e .

Le to u t est d e savoir où l'a rg e n t se tient, car, à titre in d iv id u e l, chacun p ré te n d n'en p o in t a v o ir I A lire le récent ra p p o rt d e l’U n io n vala is anne p o u r la v e n te des fruits et lé gumes, on n 'é p r o u v e pas q u e d u réc onfort. C e lu i-c i est ré d ig é sous le sig ne d u g e l q u i a sévi en 1957 e t ann on ce q u e la p ro d u c tio n , avec ses v in g t m illio n s d e kilos, a tte ig n it la m o itié d e c e lle d e 1956 q u i n 'é ta it dé jà pas b rilla n te p o u r certains fruits tels q u e les fraises et les abricots. Ce ne sont d o n c pas les c u ltiva te urs d u centre d u canton q u i a u ro n t pu b e a u c o u p p a rtic ip e r à l'e m p ru n t d e l'Etat.

M ais l'é c o n o m ie du pays n'éta n t a u jo u r d 'h u i plus aussi u n ila té ra le q u 'e lle le fut, son é q u ilib r e est m oins menacé par l'a rriv é e d e certaines catastrophes.

A u jo u r d 'h u i, nous sommes à la v e ille d 'u n e n o u v e lle floraison. Déjà les a b ric o tie rs m o n tre n t le b lanc des fleurs et la v ig n e s’est mise à « p l e u r e r » . La c o n fia n c e renaît d o n c et fait o u b lie r les aléas d e l'a n né e d e rn iè re , ceci d 'a u ta n t plus qu 'à v iv r e d 'es p o irs et à c o u rir des risques, la v ie n'en est q u e moins te rn e et o ffre d a v a n ta g e d e vraies jo ie s.

A u tr e n o u v e lle q u i va te su rp re n dre . La p la in e du Rhône, dans le bassin d e Sion, c o u p é e des ondes d e la té lé v is io n par son épais écran d e m ontagnes, va b ie n tô t r e c e v o ir les prog ra m m e s co m m e les autres rég io n s de Suisse, g râ ce à réta b lis s e m e n t d 'u n relais à Veysonnaz. A in s i, cette c o n q u ê te d e la science sera aussi à notre p o rté e , e ncore q u e M a r tig n y sem ble b ie n délaissé dans l’ affaire.

A p p r e n d s e n fin q u e les A m is d u v in , g ro u p e m e n t d e gens sérieux q u i d é g u s te n t le v in co m m e d 'autres jo u e n t au b illa rd , mais avec des airs plu s d é ten d u s, se sont réu­ nis à V é tro z par un beau d im anche. Ils a p p rir e n t b e a u ­ c o u p d e cette ré g io n o ù l'a m ig n e fait m e rv e ille et favorise la ren co n tre des esprits les m oins prédisposés à se re tro u ­ ver. U ne d é g u s ta tio n d e précieuses b o u te ille s d e ce v in ré p u té en a p p o rta à tous la s o lid e c o n v ic tio n .

A u m o m e n t où cette le ttre sera p u b lié e , Pâques a p p a r­ tie n d ra au passé avec son b re la n d e solides r e c u e ille ­ ments, d e prières et d e m éd ita tio n s et, sur un pla n plus m atériel, avec son d é filé d 'œ u fs durs, d e lapins en c h o ­ c o la t et d e friandises alourdissantes.

C'est le m om e n t q u e fu choisiras p o u r fe so u v e nir d e tant d e bonnes choses et te d ir e q u 'à travers son é v o lu ­ tio n c o n s id é ra b le le Valais des v ie ille s tra d itio n s d e m eure.

(15)

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(16)

D u com ique à Sion

Nous eûmes la bonne fortune, au mois

d ’août 1957, de recevoir la visite de

M. le D r Etienne Combe, directeur de

l’Institut suisse d ’architecture et d ’ar­

chéologie du Caire, l’un des orienta­

listes suisses les plus notoires à

l’heure actuelle.

Depuis de longues années, M. le Dr

Combe consacre son activité à l’épi-

graphie arabe, c’est-à-dire à la publi­

cation d ’un dictionnaire — véritable

monument de science — où sont col-

lationnées et traduites les inscriptions

en langue arabe que l’on a relevées

jusqu’à ce jour.

« Langue arabe » ? Il faudrait plu­

tôt dire « langues arabes », car si l’on

remonte le cours de l’histoire on est

loin de retrouver en Orient la belle

unité linguistique d ’aujourd’hui.

En 1843, le Français Louis Arnaud

relevait dans le Yémen des sculptures

et des inscriptions rupestres. Vingt-six

ans plus tard, son compatriote Joseph

Halévy, plus heureux encore, relevait

six cents inscriptions rupestres dans le

même pays et, en outre, l’emplacement

de plusieurs villes disparues comme

« Ma’in » et la « Nesca » signalées par

Pline. Ce ne sont certainement pas les

Suisses qui s’étonneront de trouver une

« Nesca » au pays du café !...

Après Halévy, c’est l’Autrichien E.

Glaser qui, comme ses prédécesseurs,

visite Marib, où se trouvent les ruines

d’un antique barrage, et qui relève à

lui seul mille inscriptions.

Toutes ces inscriptions du Yémen

sont en caractères hymiariques et en

deux langues différentes, le sabaeen et

le minoen, avec, en outre, un dialecte

de ce dernier que l’on appelle le ka-

tabanien. C’est sur elles que reposent

actuellement nos connaissances sur

l’Arabie préislamique. Mais il ne fau­

drait pas conclure de là que les Ara­

bes ont adopté dès l’Islam leur écri­

ture actuelle, si élégante et rapide.

Pendant longtemps encore, jusqu’au

IVe siècle de l’hégire, soit jusque vers

l’an 1000 après J.-C., se maintint une

écriture appelée coufique, du nom de

la ville de Koufa, en Arabie.

Cette écriture fut donc celle que

l’on employait à l’époque des califes

Omeyyades qui régnèrent à Damas de

661 à 750. A cette époque, nous dit

Mgr Besson dans un texte consacré à

notre pays, « le commerce est assez

prospère. L ’Orient même nous envoie

ses marchandises qui, débarquées aux

ports de Marseille, d ’Arles, de Narbon-

ne, remontent le Rhône, ou, prenant la

voie de terre, par Constantinople et la

vallée du Danube, nous arrivent de

Germanie. Le commerce est surtout

aux mains des Byzantins, qu’on dési­

gne alors sous le nom de Syriens : ces

étrangers nous apportent les denrées

exotiques et les beaux tissus. Lorsqu’on

ouvre aujourd’hui les vieux reliquaires,

on y trouve les ossements de saints

enveloppés dans des étoffes orien­

tales. »

Le mouvement commercial qui unis­

sait les « Syriens » de Constantinople

aux Syriens de Damas ne fut nulle­

ment interrompu lorsque les Omeyya­

des furent détrônés et remplacés par

les califes de Bagdad, dont les fameux

Haroun-Al-Rachid des « Mille et une

nuits ».

Au contraire, le courant d ’échanges

ne fit que s’intensifier et les Croisa­

des elles-mêmes, finalement, le favo­

risèrent.

Il en est résulté sur l’art européen

de profondes influences.

Croiriez-vous, nous disait M. le

D r Combe, que j’ai aperçu des caractè­

res coufiques sur un vitrail de la ca­

thédrale de Lausanne ?

Nous avouâmes notre étonnement.

M. le Dr Combe nous rassura :

T i s s u b y z a n t i n d u X I V e s iè c le , c o n s e r v é à l a C o l l é g i a l e d e V a l é r e , Sio n . A u c e n t r e , o n d i s t i n ­

g u e d e s a ig le s b i c é p h a l e s ; à la p a r t i e i n f é r i e u r e , d es a i g lo n s ; e n h a u t , la b o r d u r e es t u n m o t i f o r n e m e n t a l c o m p r e n a n t d e s c h i e n s e t d e s c a r a c tè r e s c o u f i q u e s . ( P h o to S c h m i d , Sion)

(17)

Il ne s’agit pas, bien sûr, d’une

inscription islamique ! mais simple­

ment du mot « al chams » (le soleil)

introduit là à cause du caractère très

décoratif des lettres coufiques, comme

un simple motif d ’ornementation.

L ’après-midi, nous avons conduit

notre hôte à Valére (naturellement...)

et, dans la Collégiale, nous demandâ­

mes à voir la collection de tissus by­

zantins du moyen âge qui en est une

des plus intéressantes curiosités et

constitue l’un des joyaux historiques

de la capitale valaisanne.

Le guide sortait un à un devant nos

yeux les panneaux vitrés quand, tout

à coup, M. le Dr Combe s’écria :

Regardez cela ! C’est du coufi-

que !...

Nous constatâmes, en effet, avec une

surprise mêlée d’admiration, que l’étof­

fe, dont le fond dessinait des aigles à

deux têtes, portait une bordure bien

conservée où des caractères coufiques

succédaient à des chiens.

Il y a six cents ans, les Sédunois

n’ont pas eu besoin des premières au­

tomobiles portant plaques d ’immatri­

culation des pays du Levant pour

avoir une idée des lettres arabes. Il

leur suffisait de se rendre à l’église de

leur ville.

Osera-t-on encore parler du sombre

et obscurantiste moyen âge ?

Emile Biollay.

Simone H au ert

rédactrice en chef d'« Annabelle »

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Une main à la cartouchière, l’autre

marquant le long de son gris-vert le

rythme de ses foulées, les épaules

creusées par les sangles du sac, le lieu­

tenant de Quay, le visage en eau mais

souriant, enjambe la ligne blanche en

battant une fois de plus son propre re­

cord.

Personne sur ses talons, des sept

cents qu’ils étaient au départ.

Son plus dangereux rival (dix minu­

tes de retard) a vu peu à peu s’es­

tomper dans la poussière de la route ce

point de mire, le canon de son mous­

queton.

Le Locle-La Chaux-de-Fonds-Neu-

châtel, l’une de nos courses militaires

les plus sévères, Serge de Quay vient

de la remporter pour la troisième fois

consécutive. Il put ainsi au soir de ce

23 mars glisser dans son paquetage le

challenge du Conseil fédéral.

Il faut avoir arpenté à son tour les

ruelles abruptes du quartier de Tous-

Vents à S ion, où notre champion habite,

pour comprendre qu’il avait tout « en

mains » pour s’entraîner au temps où,

bambin, il descendait huit à dix fois

par jour en ville courir avec les gosses

du Grand-Pont.

A l’âge des culottes courtes déjà,

Serge de Quay n ’avait pas de plus

bel amusement, durant les étés des

mayens, que de s’exercer la volonté et

les muscles en gambadant comme un

poulain le long des bisses d ’Hérémen-

ce et de Thyon. Grisé par ce jeu, il

organise soi-même ses premières cour­

ses en épinglant des dossards dans le

dos des copains.

Que de chemin parcouru depuis

lors ! C’est le cas de le dire.

Après avoir été, comme junior,

champion valaisan de cross, il enlève le

titre romand. Il n’en fallait pas tant à

la société de gymnastique Stade-Lau-

sanne pour qu’elle l’engageât immé­

diatement dans ses rangs. C’est ainsi

que, durant plusieurs saisons, ce Valai­

san fut le meilleur coureur vaudois que

nous ayons connu !

Il gagne tour à tour le championnat

romand des 1500 et des 3000 mètres,

sort vainqueur de courses qu’on lui

dispute aussi bien à Paris qu’à Saint-

Maurice, est sélectionné à deux repri­

ses dans l’équipe nationale et se range

finalement, sur le plan suisse, parmi

nos trois meilleurs spécialistes des 5000

et des 10.000 mètres.

Serge de Quay (frère des peintres Si­

mone et Eric, fils de feu M. René de

Quay, avocat-joumaliste-humoriste, dis­

cobole à ses heures) a quitté depuis

deux ans la société lausannoise pour

porter à nouveau les couleurs valai-

sannes au sein de la SFG sédunoise.

Qu'ajouterons-nous encore à cette

carte, de visite, si ce n ’est peut-être

que notre athlète est né le 14 août

1931, qu’il est étudiant en droit, offi­

cier à l’armée, célibataire même et

continue à être l’un des sportifs les

plus populaires que le Valais ait con­

nus ?

Pascal Thurre.

L ’A u t r i c h i e n T o n i M a r k a r e m p o r ­ té le c é l è b r e D e r b y d u G o r n e r g r a t ( P h o to P e r r e n - B a r b e r i n i , Z e r m a t t )

L a galerie de « Treize E toiles »

président de Brigue

C’est un lutteur. Il en a la carrure

et le tempérament.

De surcroît, il est doué d ’une

vive intelligence et d ’une énergie

peu commune.

Ce qui ne saurait nuire au ta­

bleau.

Il suffit de le voir.

L’œil pétillant de malice, sous un

sourcil volontaire, scrute les desti­

nées de Brigue.

C’est sa ville. La capitale du

Haut, dont il veille jalousement

sur le passé, en même temps qu’il

en forge l’avenir.

Car, sans lui, Brigue ne serait pas

ce qu’elle est : cette plaque tour­

nante des grands passages, où trois

races se côtoient. Et Dieu sait si le

président Kämpfen est conscient de

la mission qui en résulte !

Ce grand rôle de petite cité, il le

défend avec fougue et d ’autant plus

de talent qu’il manie les langues

avec une aisance déconcertante.

Ce n ’est pas pour rien, d ’ailleurs,

qu’il a été appelé à la tête de l’As­

sociation internationale des maires.

Mais, à force de se dépenser,

Maurice Kämpfen paie en ce mo­

ment son tribut à trop d ’activité.

La nature, aujourd’hui, tend des

pièges aux sensibles et aux forts.

Ce petit homme, carré, étonnant,

en aura toutefois raison. Nous le lui

souhaitons, en tout cas, cordiale­

ment.

Au reste, il n ’a que faire de nos

vœux puisque, une fois encore, c’est

un lutteur.

G.

Références

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