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Le coin de l’exilé Gonzague de Reynold Le sonneur et son clocher
En 2 mots et 3 images Aspects de la vie économique
Le bon pain de chez nous Avec le sourire Mots croisés — 20 ans déjà « Treize Etoiles » en 'famille
Detix fêtes à Sion Un mois de sports
A qui l’tour ?
On a pris l’habitude, depuis quelques années surtout, de
s’évader à Pâques. Histoire de marquer un tem ps d’arrêt
entre l’hiver, décidém ent bien long, et les vacances d’été.
J’ai donc eu l’idée saugrenue de faire com me tout le
monde et, pour reprendre haleine, fa i com m encé par prendre
la route, ce qui constitue une grossière erreur pour la simple
raison qu elle est particulièrement encombrée à cette époque.
Mais fai fait m ieux que les autres ; arrivé dans une
région idyllique d’u n grand pays ami, où les joyaux d’art
abondent, il a fallu que je me trouve subitem ent aux prises
avec une méchante grippe qui en voulait à ma fugue inno
cente.
Une semaine de lit dans un site enchanteur! A vouez que
c’est vexant. J’ai ragé, vous le pensez bien. E t fa i pesté aussi
contre tout ce qui devait ajouter au charme de cette évasion
que je voulais bienfaisante : insouciance, laisser-aller, fan
taisie.
Du coup, la rusticité était devenue inconfort et les
beautés naturelles publicité tapageuse. La réputation de
bonne chère elle-même me parut singulièrement surfaite !
A peine remis de cette aventure stupide, je me suis
retrouvé sur la route de notre Rhône. Les grands travaux
qu’on y effectue m e détournèrent sur le chemin des écoliers.
E t c’est ainsi que, par obligation pourtant, je m e suis pris à
flâner dans cet im m ense jardin parfum é qui s’étale au pied
de Fidlij, de Saillon, de Leytron, et plus loin encore.
D ’instinct, ce fu t le ralenti. E t il m e sem bla au m êm e
instant entendre une voix d ’enfant (la m ienne d’autrefois,
peut-être) chantonner avec conviction :
—
A h ! qu’on est bien, qu ’on est bien, qu’on est bien
chez nous...
Alors, je me suis dit que l’année prochaine à Pâques, et
les années suivantes aussi, je ne rechercherai plus l’évasion
dans Véloignement.
Car les fleurs du premier printem ps sont trop belles chez
nous. E t elles passent si vite...
C o u v e r t u r e :
P r in te m p s d a n s le v a llo n d e la F o r c la z ;
R ie n n e s u p p la n te le p a y s d a n s le c œ u r d es V ala i- sans q u i v iv e n t aille u rs, à tr a v e r s le m o n d e . N os c o m p a tr io te s d e l a V ille f é d é r a le o n t o r g a n is é d e r n iè r e m e n t u n e ex p o s itio n d e s œ u v re s d e B la n c h e F ra c h e b o u r g . C e t e n s e m b le p ic tu r a l, f e r v e n t m e s s a g e d e la te r r e d e s tr e iz e éto ile s, g r o u p a it d e s h u ile s, d e s g o u a c h e s , d e s dessin s a q u a r e llé s e t d e s d e s sin s a u tra it.
L e s d iffic u lté s p o u r a m e n e r d e s n e ig e s d u H a u t- P a y s ju s q u ’a u x rives d e l’A a r u n e c e n ta in e d e ta b le a u x , l’a u d a c e q u ’il f a ll a it p o u r a f f ro n te r le p u b li c d ’o u tr e - S a r in e a u x r a r e s effu sio n s, lés co u p s p r o b a b le s d e la c r it iq u e — le d o m a in e d e la p e i n t u r e e s t le p lu s v a s te c h a m p d e b a ta ille q u i so it — rie n n e d e v a it r e b u t e r l’a r tis te d e S a l vali d o n t l’â m e a la té n a c i t é d e c e u x q u i f o n t la te rr e . L e « C o u r r ie r d e B e rn e » d u 11 m a rs e u t d e s lig n e s é lo g ie u se s. P a r c o n tre , le « B u n d », q u i s e m b le v o u lo ir c irc o n sc rire la b e a u t é a u x lim ite s d e s a rtis te s d e son c a n to n , n e f u t p a s te n d r e à l’é g a r d d e l’e x p o s itio n d u T h é â tr e d e l ’A te lie r ; m a is p e u t-o n p r e n d r e a u sé rie u x u n c r itiq u e d o n t la je u n e s s e n e s a it m ê m e p a s d is tin g u e r e n t r e u n e h u ile e t u n e g o u a c h e ?
Q u o i q u ’on en a it d it, il y a v a it d u b e a u à l’ex p o s itio n d u T h é â t r e d e l ’A telier. U n r é s u lta t p é c u n ia ir e q u i p e r m e tte à l ’a r tis te d e v iv re p o u r c o n tin u e r so n a r t est-il v e n u c o m p e n s e r l’e f f o rt d e M lle F r a c h e b o u r g ? N o u s l’ig n o ro n s. E n p a r e il cas, ce n ’e st p a s la v e n te q u i e s t l ’e s s e n tie l — c a r l’a r tis te e s t c e lu i o u c e lle q u i a ch o isi la r u d e e x a l ta tio n d e la v ie d a n s la c o n q u ê te d e la b e a u té — e t n o u s sa v o n s q u ’u n e ex p o s itio n e s t s u r to u t u n e c o n f r o n ta tio n d ’id é e s e n t r e le p e i n tr e e t le p u b lic . I / h a b i t u d e a c e tte f a c u lté d e d im in u e r la f a u te . A fo rc e d e r e g a r d e r u n v isa g e , o n n ’e n v o it p lu s les d é fa u ts . Q u e q u e l q u ’u n n o u s les m o n t r e e t on
les v o u d r a it c o rrig e r. C e q u e c h e r c h e u n v é r ita b le a r tis te a u p r è s d e la c r itiq u e , c ’e s t d e se re f a ir e u n e â m e n e u v e .
L ’e x p o sitio n d u T h é â tr e d e l’A te lie r a e u son su ccès, -car elle f u t le té m o ig n a g e d ’u n v ra i ta le n t el le m e s s a g e d ’u n p a y s d o n t l ’u n i q u e b e a u t é a f f le u r a it d ’u n e f a ç o n p lu s s e n s ib le e n c o r e s u r les m u ltip le s v isa g es d e s r é c ré a tio n s d e l’a r tis te d e S alvan.
M a r q u é e d è s l’e n f a n c e p a r le d e s tin d e la p e i n tu r e , M lle F r a c h e b o u r g q u i t t a i t son v illa g e m o n ta g n a r d p o u r se m e ttr e à l ’é c o le d u p e i n t r e B la n ch et, d e G e n è v e . D a n s c e r ta in e s to iles, le m a îtr e t r a n s p a r a ît e n c o re , m a is la p e r s o n n a lité d u d is c i p le se d é g a g e e t t r o u v e la t o u c h e p a r ti c u li è r e d ’u n
N a tu r e m o r t e a u v io lo n
t a le n t se rv i p a r c e tte s e n s ib ilité f é m in in e to u t e d e d é lic a te s s e e t d ’in tu itio n .
V o y a g e u s e à tr a v e rs l’I ta lie , la T u r q u i e e t !a F ra n c e , l’a r tis te d e S a lv a n a e n r ic h i sa p a l e tt e d es lu m iè re s d e l ’O r i e n t e t d e la M é d ite r r a n é e . L e s co n ta c ts a v e c les c h e f s -d ’œ u v r e d e s g r a n d s g én ies d e la p e i n tu r e o n t a f f e r m i so n a r t e t lu i o n t liv ré des s e c r e ts d e b e a u té .
L es p o r tr a its d e B la n c h e F r a o h e b o u r g o n t s u r to u t r e te n u l’a t te n t io n d e s c ritiq u e s e t d u p u b lic . Les p e r s o n n a g e s y s o n t é tu d ié s e n p r o f o n d e u r . Sous le u r v a le u r p l a s t i q u e in c o n te s ta b le , la v ie e t l’e s p rit p a r l e n t d ’u n u n iv e rs in té r ie u r , c a r le v ra i p e in tr e e s t c e lu i q u i e x p r im e u n e â m e p a r le t r u c h e m e n t d e s c o u le u r s e t d e s lig n es. L e s n a tu r e s mortes', c o m m e celles d u « V io lo n », d e la « B o u gie », d u « V a se d ’é t a in a u x p o m m e s », d es « A u b e rg in e s » o u d e s « O ra n g e s », c r é e n t u n e a t m o sp h è re é v o c a tric e sous la f lu id it é d e la m a tiè re p ic tu ra le , o ù q u e l q u e lu m iè r e d o u c e o u h a r d ie allum e la fa c e m o tiv a n te d e s choses.
L e v isa g e d ’u n V ala is a u t h e n t i q u e y e st la r g e m e n t é v o q u é d a n s les h u ile s e t les g o u a c h e s . P a y sa g es d e s saisons q u e l’o n s e n t p e u p l é d e to u s ceux q u i, à la s u e u r d e le u r f ro n t, e x p r im e n t c e tte te r r e d e la p la in e r h o d a n ie n n e e t d e s v allée s, t o u t à la fois g é n é r e u s e e t in g r a te . H a r m o n ie d e s to n s, p o é sie d e la c o u le u r e t d e s ch o ses, g ra c ie u s e s b r o d e ries d e s lig n es, te l e s t le m e s s a g e d e l’a r tis te d e S alv a n . U n c h e f-d ’œ u v r e e s t l ’œ u v r e d e to u t e u n e v ie e t o n p e r ç o it q u e c e lu i d e M lle F r a c h e b o u r g v a é c la te r. C e tte a t te n t e f a it e d e la c o n q u ê te d e to u s les in s ta n ts ju s tifie u n id é a l e t le c o n s a c re .
L e V ala is n ’e s t p a s s e u le m e n t c e t a d m ir a b le v e r g e r d e soleil e t d e f ru its , il e s t a u ssi c e tte te r r e o ù d e s â m e s s’é p a n o u is s e n t d a n s l ’in te n s e lu m iè r e d e l’e s p rit. L à où la v ie a d e s é v è re s ex ig en c es, il n ’y a p a s d e p la c e p o u r la m é d io c rité d es d e m i-v a le u rs . L a n a t u r e é b a u c h e les c œ u r s au x d im e n s io n s d e sa fo rc e e t d e sa b e a u té .
b i m
m
désormais accessible
à chacun
L e téléphérique Blatten-Belalp sera officiel
lem ent inauguré au mois de juin, en présence
des autorités, des représentants du tourisme et
de la presse, des constructeurs et de toutes
les entreprises qui ont participé à son aména
gement.
L ’O ffice fédéral des transports ayant donné
son assentiment en août 1954, la nouvelle
ligne pouvait s’ouvrir au trafic.
C ette construction, qui réjouira vivem ent
les fervents du tourisme en haute montagne,
a été réalisée par la fabrique W illy Hahegger,
de Thoune. Elle est pourvue d’installations
techniques et mécaniques les plus modernes,
qui lui assurent u n confort et une sécurité
absolus.
D eux cabines élégantes effectuent le va-et-
vient, transportant chacune de dix à douze
voyageurs à chaque course, soit un total de
soixante voyageurs par heure. L es câbles sont
tendus de Blatten au hameau d’Erich puis,
effleurant les alpages, m ontent à l’assaut des
cimes farouches du Lochwald et passent
devant l’idyllique hameau de Loch pour
aboutir, à l’altitude de 2050 mètres, au pitto
resque term inus de Belalp. Les mille huit cent
cinquante mètre de trajet durent huit minutes
et s’accomplissent dans un calme merveilleux.
Durant ces huit minutes, le décor se trans
forme miraculeusement. Le touriste a devant
ses yeux une des plus grandes chaînes des
hautes Alpes valaisannes : celle qui s’étend du
W eisshorn jusqu’au massif de la Furka. Le
C er v in, cet im posant joyau des Alpes, le
groupe varié des Mischabel, l’énorme dôme
du Fletschhorn et le M onte-Leone dressent
leurs cimes titanesques dans l’im m ensité du
ciel. Lorsque le regard se détourne des blancs
sommets scintillant dans la lumière intense,
c’est pour se baigner dans le vert apaisant des
alpages et des vallonnem ents qui confèrent au
Naterserberg son caractère charmant.
Mais les avantages du nouveau téléphérique
ne se bornent pas à la découverte de points
de vue exceptionnels. Il offre au touriste, en
effet, de nombreuses possibilités d’excursions.
Des chemins agréables conduisent à un pitto
resque village de montagne, puis à Nesselalp,
qu’il vaut assurément la peine de visiter. O n y
contemple, de très haut, Y admirable vallée clu
Rhône. Un plateau s’étend vers Lusgenalp,
qui constitue le belvédère de Belalp, d’où on
découvre la chaîne des Alpes clans toute sa
majesté ; le glacier d’Aletsch étale sa splen
deur. C’est sur ce point élevé que se trouve
l’Hôtel Belalp qui fut, au X V II I1' siècle, le
quartier général des grands pionniers de l’alpi
nisme.
Le téléphérique Blatten-Belalp conduit au
pays des vacances idéales où l’on goûte une
paix que ne troublent point de bruyantes
mondan tés. Tous ceux qui désirent fuir les
soucis et les fatigues de la vie quotidienne, se
libérer de leurs obligations fastidieuses et se
retrouver face à une nature généreuse, vien
nent se reposer et rêver dans un air pur et
tonifiant. Ils pénètrent chaque jour plus avant
dans cet u n ive rs dont les beautés m ettent le
cœur en fête et puisent à m êm e ce sol revêtu
d’une mousse tendre les forces vives q u ! sont
source de joie.
A. Klingele.
E n t r e te r r e e t c ie l ; a u f o n d , les M is c h a b e l
(P h o to s G y g e r e t K lo p f e n s te in , A d e lb o d e n )
L e m e r v e ille u x m im é t is m e d e la b é c a s s e s u r son n id
_Joici p a r excellence l’oiseau fores tier d ’avant l’aube, l’oiseau crépus culaire d é ta c h a n t à la cime des arbres, sur un ciel déjà som bre, son étrange silhouette d e chauve-souris. U ne suite de grognem ents bizarres trah iro n t l’arrivée e t le passage de l’échassier qui, tel un doux petit fan tôme, rasera la pointe des b ran c h a ges cep en d a n t q u e dans le lointain l’âpre et sauvage m élodie d ’une grive musicienne jette un dernier écho. Puis, to u t retom bera dans le silence, l’obscurité gagnera la forêt, s’éten d ra aux écorces e t aux m ous ses et vous n ’en saurez pas d avan tage sur la bécasse ce jour-là !
Que n ’a-t-on pas déjà écrit sur cet oiseau qui sem ble aujourd’hui encore gard e r jalousem ent plus d ’un mystère ! Q uel est le chasseur, l’or nithologue qui, à la tom bée d e la nuit, ne s’est pas posté à la lisière d ’un bois p our surprendre la croûle de la « belle m ordorée », p our voir, l’espace de quelques secondes, la fam euse silhouette traverser 'le ciel gris de p lo m b ? T out chez la bécasse attire, intéresse, retient l ’attention. Ses moeurs crépusculaires, sa vie extrêm em ent cachée et solitaire, son m erveilleux plum age aux nuances
de feuille m orte, son étonnant
m imétisme, ses ruses et sa chair savoureuse en ont fait un gibier à part, l’o n t rendue en qu elq u e sorte célèbre aux yeux des chasseurs et des naturalistes.
Mes souvenirs personnels à son sujet se réduisent en somm e à peu de chose. E t ce p en d a n t j’avoue que chacune de nos rencontres m ’a -laissé une impression profonde. L a plus forte p eut-être fut celle de la d écou verte de l’oiseau sur son nid : je cherchais des morilles dans un ta il lis de veines traversé d ’un ruisseau lorsque, soudain, mon attention fut attirée p ar une sorte de masse b r u nâtre. Com m e elle se trouvait à côté d ’une vieille souche pourrie, je crus d ’abord q u ’il s’agissait d ’un lam b eau d ’écorce traînant dans le ron cier ; mais, après un nouvel examen, le dessin e t les stries régulières de cette écorce m ’intriguèrent au plus h a u t point. M ’étan t alors p en ch é en avant, je découvris à travers les herbes et le feuillage des ronces un œil grand ouvert, un œil noir qui me p a ru t im m ense e t occuper pres que toute la tête de la bestiole.
Celle-ci ne faisait toujours aucun m ouvem ent e t l’œ il non plus ne bougeait pas et continuait de me fixer d ’une façon p resq u e gênante. L’oiseau tenait son long bec très
près de sa poitrine, de sorte que je dem eurais perplexe, ne sachant trop quelle a ttitu d e p rendre, essayant d ’identifier l’animal.
Ce tête-à-tête dura une bonne m inute, j’étais à la fois saisi d ’ém er veillem ent et fra p p é d e stupeur. Enfin je reconnus une bécasse. Mais son im m obilité d em eu rait telle que je continuais à m e d em ander si l’oiseau était bien en vie ou m ortel lem ent blessé. Alors, à l’aide d ’une branchette, je le soulevai un p eu à l’arrière et bru sq u em en t la bécasse reprit vie, s’anim a, découvrit q u a tre
œ ufs tachetés de b ru n et s’éleva d ’un vol nerveux, bruyant, presque vertical à travers le taillis de vernes p o u r disparaître com me p a r en ch an tem ent.
A peine revenu de m a surprise, je m e mis à p h o tographier le nid et revins le lendem ain sur les lieux p o u r essayer de pren d re quelques images de la couveuse. Je trouvai naturellem ent m a bécasse dans la m êm e position que la veille e t pus adm irer to u t à loisir son extraor dinaire m im étism e e t les discrètes e t som ptueuses nuances de son p lu m age couleur de terre e t de bois m ort !
L e s œ u fs e t le n id d e la b é c a s se (P h o to s Bille)
'hccassc
«TREIZE ETOILES»
aei v<wtu...
et an seioicc ?es atchioisics !
Le V alais en fleurs
En commençant cette relation des principaux événe ments de la vie de notre canton, on permettra bien au chroniqueur de dire bonjour au printemps qui s’installe petit à petit dans notre grande vallée rhodanienne.
Messire Renouveau nous est arrivé un peu tard, cette année. Il a attendu les premières hirondelles... Tout fri leux encore, il a pris possession en premier des amandiers le long des collines vineuses qui se déploient entre Sion et Sierre. Puis, il a attaché ses bouquets roses ou carmins aux pêchers avant de prodiguer ses mouchets aux abrico tiers, aux cerisiers et pruniers et de distribuer généreuse ment ses corolles immaculées aux poiriers.
Maintenant, c’est le tour des pommiers, rois du verger valaisan. Le déclin d’avril les trouve épanouis ou sur le point de déployer leurs pétales blancs ou roses dans la douceur des journées tièdes.
Qu’il est beau, le verger valaisan ! E t tout rempli de promesses que quelques nuits sournoises ont cherché à entamer. Fasse le Ciel qu’il les réalise pour le bien et la prospérité de tous ceux qui vivent sous les plis de la ban nière aux treize étoiles !
Vers d e n o u v e a u x t r a v a u x h y d r a u li q u e s
Décidément, notre canton est depuis quelques années en voie de devenir une vaste centrale électrique, à tout le moins un réservoir quasi inépuisable de l’indispensable houille blanche. Diverses concessions sont encore à réali ser et, parmi celles-ci, l’établissement d’une digue-barrage à Mattinarle, dans la partie supérieure du Furtgal, au fond de la vallée de Saas.
Les autorités et la presse ont été invitées le dernier vendredi d’avril à une visite des lieux, sous la direction de l’ingénieur Roger Bonvin, de l’Electro-Watt, qui cons truit en ce moment le barrage de Mauvoisin.
M. Bonvin a fait un exposé très clair et objectif des travaux qui vont être entrepris sur une large échelle dès que la saison et l’état des voies d’accès le permettront. Pour le moment, on a recours au Piper de l’aviateur Geiger pour le transport des matériaux indispensables à la mise en chantier.
G e ig e r n ous r e s t e r a
La presse confédérée et valaisanne a annoncé que notre célèbre pilote des glaciers avait l’intention de porter son activité hors de notre canton. Cette nouvelle, tout à fait inattendue, ne laissa pas de surprendre le public et les nombreux amis et admirateurs d ’Hermann Geiger, comme aussi, du reste, les membres de l’Aéro-Club de Sion.
Or, renseignements pris à bonne source, si M. Geiger a manifesté des velléités de départ, c’est qu’il estimait que ses services n’étaient pas suffisamment rétribués en regard de son activité et de ses responsabilités. ,
Toutes choses sont maintenant réglées. Notre chef pilote est revenu sur ses intentions, d’autant plus que le Conseil communal de la ville de Sion l’a nommé au poste de commandant de la place d ’aviation. Il continuera donc a nous émerveiller $e ses audacieux exploits dans le ciel valaisan et c’est tant mieux !
C eux qui s o n t p a r tis
Le dimanche des Rameaux, au matin, on apprenait la mort tragique du docteur Pierre-Joseph Michelet, fixé à Sierre depuis 1918, mais originaire de Nendaz où il naquit en 1885. C’est au cours d’un exercice de vol que l’acci dent s’est produit. Elève de notre as des glaciers, le doc teur Michelet était porteur du brevet de pilote conquis à l’âge de soixante-huit ans. C’est une figure parmi les plus sympathiques du Valais central qui disparaît et, avec elle, un praticien doué et dont la discrète charité était proverbiale.
Les a u t o s p e u v e n t fr a n c h ir le col du Sim plon
Activement poussés, les travaux de déblaiement de la neige se sont terminés à temps pour ouvrir la route du Simplon à la circulation automobile à partir du 30 avril déjà. On peut circuler sur les deux versants du col. Le service de secours entre Brigue et Gondo est assuré par les patrouilles routières du Touring-Club Suisse.
Le v i n g t iè m e a n n i v e r s a i r e d u m o n a s t è r e
d e G é ro n d e
Le 2 mai a été célébré au monastère de Géronde le vingtième anniversaire de la prise de possession de cette ancienne maison par les religieuses bernardines. Celles-ci étaient venues en 1935 de Collombey, où le monastère, qui prospère toujours, compte trois siècles d’existence. A Géronde, il y eut, le 2 mai, trois prises d’habit que présida S. E. Mgr Adam, évêque de Sion, au cours d’une messe pontificale. Le nombre des religieuses, qui n’a jamais été aussi élevé, atteint maintenant la vingtaine.
B e s o i n de l / i v r e
Nouvelle inédite de ]ean-E, Guyot
G uillaum e s’arrêta ; p o u r souffler. C’est u n chem in q u i m onte raide, cailloux e t poussière, e t to u t en virages. Au d ernier, c ’est G uillaum e assis su r une p ierre, e t il a d ’abord repris son souffle, puis il regarde. Le soir com m ence à descendre, et on ne le distingue pas d e l’om bre fraîche d e la m ontagne venue sur les choses avec u n bruissem ent de v ent ; le village plus bas ne vit que p a r ses chem inées fu m an t à peine, e t a u d elà la plaine est un grand silence coupé d e routes e t d ’allées d ’arbres jusqu’a u creux o ù s’agite la ville, e t jusqu’à l’au tre m o n t d ’en face. G uillaum e garde son m enton dans sa m ain : « V iendra-t-elle ? », il pense. A q u elq u e c e n t m ètres à droite se tien t la maison, e t son toit brun et roux ploie sous les ans, et au-dessus les forêts de châtai gniers d ev ien n e n t violettes. G uil laum e s’est levé, il se dirige vers la m aison : « A sept heures, je lu i ai dit, e t il fa u t q u e to u t soit p rêt, car sûrem ent elle viendra. » La porte a été ouverte, et la lum ière te n d re de l’h eu re glisse dans la pièce : c h a que objet se trouve à sa place, sans m ot dire : ch a q u e objet im percep tiblem ent a repris vie e t a salué Guillaum e, les bouteilles près de l’âtre, les anciennes gravures aux murs, la table d e bois poli. Guil laum e va sur le seuil : « Il est sept heures » ; e t le tem ps ici ne se m a r q ue p o in t a u village privé d e clo cher, mais sur le jour q u i baisse ou
E t l’om bre l’a posée là. C ’est Marie. Ses souliers sont blanchis de poussière, mais ses cheveux se devi n en t lisses sous le fichu de soie.
— T u es venue ! — J’avais promis.
— E ntre, j’ai fait d u feu.
Il a ferm é la p o rte derrière eux, car l’air a fraîchi to u t d ’u n coup, e t il allum e la la m p e à pétrole qui fum e d ’ab o rd puis se m et à éclairer doucem ent. Il rép è te :
— T u es venue.
Elle a ôté ses chaussures trop lourdes e t sa veste de grosse laine. — C ’est donc q u e tu m ’aimes ?
E lle délivre ses cheveux du
fichu, se to u rn e vers lui : — Oui.
Il n ’a q u ’u n geste à faire p o u r la p rendre dans ses bras. Il serre, très fort.
— M arie ! M arie à m oi !
Silence ; le feu c ra q u e ; la lu m ière de la lam pe p alp ite entre les poutres noires d u plafond ; p a r la fenêtre basse on ne distingue pres que plus les arbres du verger ; un soupir :
— T u m ’étouffes.
Ils s’asseyent a u b o u t d e la table, les mains à p la t d ev a n t eux. — Alors, com m e ça, tu es décidée ? — Je te confie m a vie, Guillaum e. — E t ta m è re ?
— Je lui ai d it q u e j’allais avec toi : « Com m e tu voudras », elle a rép o n d u ; elle est si vieille, elle se détache des choses.
Ils se taisent. U ne b û ch e s’af faisse : crépitem ents ; u n e flam m e jaillit : lu eu r d an san t q u i découvre un instant les assiettes peintes e t les verres b ie n rangés su r le vaisselier. — T u es heureux, G uillaum e ? — O ui : j’ai assez rôdé to u t seul dans la vie, je pense ; j’ai ta n t couru à travers ce pays et bien d ’autres, depuis m on enfance q u e je suis en route, que la fatigue m ’est venue ; q u a n d je t’ai rencontrée : « Guil laum e, voilà le m om ent d e te rep o ser » j’ai dit. M aintenant, te voici
auprès de moi, com m e j’avais
dem andé, e t j’ai là le b onheur, je
pense : repos e t création dans
l’am our.
Il regarde d e v a n t lui tous les chem ins suivis, toutes les régions traversées, et sa g ran d e carrure se voûte u n peu, e t la lam pe fait voir à ses tem pes quelques m èches b la n ches, et ses larges m ains ouvertes posent sur le bois poli d e la table leur lassitude. Il tourne les yeux vers elle :
— T u es heureuse, M arie ?
— O ui : j’ai appris à p arta g er ton silence e t tes gestes tro p forts ne me fo n t plus peur.
L e feu s’écroule d ’u n coup ; l’obs curité s’appuie aux carreaux ; aucun bruit. D ebout, G uillaum e a remis un rondin dans l’âtre, et la flam m e a hésité u n m om ent a v a n t d e se dresser. L a voix d e G uillaum e rit lorsqu’il d it :
— U n b o n h e u r com m e ça, ça s’ar rose !
Les yeux d e M arie sourient p ro fondément. Il tire d u coffre d o n t le couvercle gém it u n e vieille b o u teille, u n e toute bonne. Elle, elle a trouvé dans le sac d u pain noir et d u from age, elle dispose les v er res e t deux couteaux. E t de n o u veau les voilà assis face à face sans parler, p a rc e q u ’on a rien à d ire à de certains m om ents, on verse le vin, on rom pt la miche, on se sou rit. G uillaum e a repoussé son verre une dernière fois vidé ; il allum e sa pipe d e terre. Rien ne b ouge, et la fum ée reste im mobile, voile gris ou b le u té à m i-h au teu r dans tout ce calme. M arie s’est levée p our redonner d u bois au feu, puis elle est venue s’asseoir sur le b an c à côté de G uillaum e e t elle ap p u ie sa tête contre son épaule.
Il m u rm ure : — M arie...
et il lui caresse les cheveux en sou riant à la nuit, vivante derrière la fenêtre.
— Il se fait ta rd , Guillaume. L a pipe a achevé d e brûler. O n entend le v en t d ép lacer parfois les tuiles sur le toit. L a lam pe char- bonne un peu. G uillaum e a souri : — On va peu t-ê tre aller se coucher, ou quoi ?
Elle se serre plus fort contre lui, et son visage sourit aussi e t devient tout rose. Puis elle s’est redressée et arrange la m èche q u i faisait une vilaine fum ée noire e t sentait m a u vais.
— Oui, on va y aller, je pense, dit-elle sans le regarder. Elle se lève, elle s’affaire à toutes sortes de petites choses, mais il sem ble que son cœ ur b a t bien fort tandis q u e lle range les verres e t le reste d u pain. — Est-ce q u e ' le lit est p rêt, au moins ?
— Je crois b ie n !
E t G uillaum e sourit toujours en tirant sur son brûle-gueule éteint. — Allors, je vais te laisser l’essayer d’abord.
L e voilà d ebout, il l’em brasse gentim ent sur le front, e t il sort en ferm ant la porte derrière lui. T out de suite, le souffle puissant de la n u it l’enveloppe, avec tous ses p a r fums sauvages, ses voix anciennes faibles e t si variées, e t son g ran d mystère. L a plaine s’étale dev an t vous, p arfaitem e n t silencieuse et com m e désertique, où rien ne sem ble vivre, avec laquelle le m o n t en face se confond jusqu’au ciel qui p ren d soudain possession d e l’im m ense espace q u ’il p eu p le d ’étoiles ; si vous vous retournez, la m ontagne d ’ici vous surm onte d e très hau t, avec sa crête encore m a rq u é e de blanc, et to u t est rum eurs e t m ou vem ents au creux des forêts pleines de fleurs ferm ées et d ’oiseaux en d o r mis, et d o n t les arbres s’anim ent d ’une tiède respiration et les bêtes d ’am ours nocturnes.
G uillaum e a ressenti un coup dans la poitrine. Il a vidé sa pipe en la ta p a n t sur u n caillou, il a passé plusieurs fois sa m ain dans ses cheveux, il a respiré p rofondé ment. U n anim al en chasse crie dans le verger to u t p ro ch e ; les cimes des sapins grincent dans le v en t ; une fontaine coule régulièrem ent quel q ue part. D e n o uveau ce coup dans sa poitrine, e t ses muscles q u i se tendent. U ne grenouille appelle du côté des étangs ; une b ran c h e m orte a cra q u é dans le bois ; une chouette gém it au loin. G uillaum e a fait un pas, deux pas, trois... L e v en t pousse dev an t lui quelques feuilles avec une belle o d eu r d e terre. Il s’engage sous la futaie rem plie de paroles et de gestes confus. Il y a des fuites, des souffles d’airs parfum és, des a p pels. G uillaum e m arche tranquille m ent, et pas u n e fois il se retourne vers la fenêtre d o u ce m e n t éclairée, et les ram ures aux légers bourgeons se referm ent sur son passage.
M arie s’est dévêtue, elle s’est couchée, elle a attendu. Longtem ps. Elle a parlé to u t h a u t : « G uillaum e est ainsi : il sort e t il se m e t à re g ard e r e t à écouter to u t au to u r de lui, il en oublie le tem ps q u i passe; je n ’ai q u ’à a tten d re q u ’il m e re vienne. Il aim e tellem ent la vie des choses si proche d e la sienne. » Com m e p o u r l’excuser. E t cela fait un long m om ent q u ’elle reste ainsi en attente. Le v en t rem ue toujours les tuiles sur le to it e t la lam pe fum e d e nouveau. Soudain, une crainte la traverse :
— Mon D ieu ! faites q u ’il ne soit pas reparti.
E lle a sauté à bas d u lit, elle a couru jusqu’à la porte, elle l’ouvre: la nuit, sans u n geste, sans u n mot, presque hostile, vient contre elle. M arie est sortie, elle appelle : — G uillaum e ! G uillaum e...
Mais il n ’y a q u e le silence, car il n ’existe pas d ’écho p o u r vous trom per, dans ce pays où to u t est vrai.
L U V T
L ’année dernière, c’était une des plus jeunes stations du Valais rom and qui recevait l’U nion valaisanne du tou
risme. C ette année, ce fut une des doyennes du Valais além anique. Mais, de V erbier à Saas-Fee, on ne s’est pas dépaysé. L e site, les m ontagnes diffèrent ; à u n panoram a très ouvert succède la dom ination des plus hautes
m ontagnes du pays ; on parle un autre langage e t l’on a d ’autres coutum es ancestrales. Cela fait la diversité
de nos stations de tourism e alpestre. Mais on retrouve, à deux points fort distants de la m êm e chaîne, la m on tagne u n ique sous ses aspects divers, u n m êm e cœ u r chez les habitants, un m êm e sens de l’hospitalité, un m ême effort pour la com m odité et le charm e du touriste.
C ette année, avec l’UVT, se rencontrait l’Association hôtelière d u Valais. Essai d o n t il ne nous a p p a rtie n t pas de dire le succès et les chances de continuation. T out ce que nous avons p u constater, c’est que les m em bres des deux associations nous sem blaient en grande partie se ressem bler com me de parfaits jum eaux. Q ue les problèm es soulevés p ar l’une des organisations trouvaient leur écho fidèle dans le rap p o rt présenté p ar l’autre. Non pas tous, ce p en d a n t ; l’U nion du tourism e ne s’est pas occupée de l’assurance des em ployés, ni l’Association hôtelière de la prospérité des entreprises de transport. Nous soupçonnerions m êm e les deux secrétaires-directeurs, MM. les Drs Pierre D arbellay et Bojen Olsom m er, de ne pas professer, ou, d u moins de ne pas affirm er des vues identiques sur la vogue du cam ping et l’extension du nom bre des chalets à louer. E n revanche, to u t en constatant l’effort d u tourism e valaisan et en en m o n tran t une joie reconnaissante, ils se trouvent d ’accord p our crier « casse-cou » à ceux qui ¥ ) I I I 1 7 p ren n e n t prétexte de ce progrès pour m ultiplier le nom bre des hôtels qui n ’arrivent
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II pas à se rem plir dans la pleine saison et qui se vident trop rapidem ent à l’approche1 * H 1 1 ■ de la m orte saison.
Le souci de la hiérarchie aurait d û nous faire nom m er M. Willi Am ez-Droz avant
M. Pierre D arbellay, e t M. E m m anuel D éfago avant M. Bojcn Olsomm er, car un président est beaucoup mieux constitué en dignité q u ’un directeur ou u n secrétaire. E t ce sont des présidents actifs à la tête de comités actifs. Mais les journalistes auront toujours un faible p our ceux qui tiennent la plum e au sein d ’une organisation e t qui savent, à l'occasion, se m ontrer p o u r eux-mêmes de redoutables concurrents. Ce q u ’il faut relever ici, c’est que les rapports abondants et bien rédigés, les com ptes e t les budgets soigneusem ent préparés des deux secrétaires, allégeaient d ’au tan t les fasti dieuses parties adm inistratives de tous les congrès.
Il fau d rait citer les notables qui participaient à la réunion. Mais com m e le malin René de Q uay disait q u ’« un cafetier de mes amis » constitue u n pléonasm e, je m ettrai un synonym at entre hôtelier et notable. E n veut-on une p reuve ? Le président du G rand Conseil était là... mais hors d u G rand Conseil, M. Antoine Barras est hôtelier. Le président du gouvernem ent était présent... mais M. M arcel G ard passe une partie de ses beaux jours dans un hôtel qui lui est aussi familial q u e familier. U n lointain prédécesseur de M. G ard au gouvernem ent valaisan honorait l’assemblée de sa p a rti cipation... mais il se nom m e M. H erm ann Seiler. Q u a n t au président de Saas-Fee, il se confond avec M. H u b e rt Bum ann, l’actif directeur de la Société de développe m ent de là-haut. Alors, on ne p e u t to u t de m êm e pas citer to u t le monde.
On po u rra seulem ent dire que les gens d u tourism e se sont dédoublés e t m êm e détriplés à Saas-Fee p our recevoir leurs pairs. Il y eu t l’apéritif de la com m une, une com m une dont tous les citoyens sont intéressés au tourisme. Il y eu t l’apéritif d e la Société de développem ent, société qui gère les intérêts locaux du tourism e. Il y e u t l’apéritif des hôteliers, qui fu t servi non seulem ent aux collègues, concurrents e t rivaux, mais à toute l’U nion valaisanne d u tourism e !
Il y eut, au term e d ’une ascension en téléférique, une brillante dém onstration de ski, p a r le célèbre club Allalin, alerte cinquantenaire, d o n t tous les m em bres sont professeurs de ski e t guides. Avec cela, avec les bons dîners, avec les m ontagnes et le soleil, on a été dans le tourism e jusqu’au cou. E t l’on aurait bien garde de
Hommage à Joseph Maxit
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Y ? # r / > . / y 1Q uand on d it de q u e lq u ’un q u ’il ne com pte que des amis, c ’est en général au passé, p our la simple et bonne raison q u ’il est m ort !
Joseph Maxit, lui, jouit de ce privilège rare qui consiste à rencontrer la sym pathie unanim e en étant bien vivant.
Le G ran d Conseil vient d e le lui prouver en l’a p p e lant lundi aux plus hautes charges du pays.
F idèle à la tradition, le nouvel élu a déclaré à ses pairs q u ’il reportait cet ho n n eu r sur son district, sa com m une e t son parti.
Q u’il nous soit permis de dire, sans déform er la louable pensée présidentielle, que cet honneur, c’est avant to u t Joseph M axit q u i l’a mérité.
C ar s’il a des amis p arto u t, c ’est que le g ran d baillif frais ém oulu de l ’urne est hom m e d e c œ u r et de raison.
Il l’a p ro u v é to u t au long de son activité privée comme de sa vie p u blique, q u ’il poursuit avec l’ardeur d’un vert q u in q u ag én aire e t la g rande p ro b ité d ’un excellent citoyen.
M onthey, sa chère com m une p our laquelle il se dépense avec a u ta n t de dévouem ent q u e de m odestie depuis u n q u a rt de siècle, le sait bien e t le lui a d’ailleurs bien dém ontré il y a quelques jours.
M. M ax it, a c c o m p a g n é d e l ’h u is s ie r c a n to n a l e n g r a n d e te n u e , est r e ç u s u r le q u a i d e la g a r e d e M o n th e y p a r
M . D e la c o s te , p r é s id e n t d e la v ille
Gym nastes, musiciens, tireurs de to u t le canton, à qui il a consacré ta n t de loisirs et de peine, ont su s’associer à la joie particulière d u Bas-Valais.
E t q u e dire d e la fierté q u ’ont éprouvée tous ces artilleurs de m ontagne qui ne revoient dans ce jovial colonel q u e leur ancien capitaine ou leur lieutenant d’autrefois à qui ils sont restés fidèles ?
Bravo ! Joseph...
Pardon... Tous nos com plim ents, M. le président. E dm ond Gav.
L a r é c e p ti o n à l’H ô te l d e V ille : d e g a u c h e à d r o ite , M M . M a r c e l G a r d e t D r O s c a r S c h n y d e r , co n seille rs d ’E t a t , J o s e p h M ax it, n o u v e a u p ré s "dent d u G r a n d C o n s e il, e t R e n é S p a h r , ju g e c a n to n a l ( P h o to s P ô t, M o n th e y )
LE S O U F F L E DU VALAIS SUR
L’ÉGLISE SAINT-SÉVERIN
A PA RI S
C e tte église, témoin de quatorze siècles d ’his toire, qui fu t tou t d'a bord une chapelle au milieu des vignes et des bois lesquels en to u raient alors Paris ; qui d e v in t au X I e siècle une basilique servant de paroisse aux fe m m e s des rois de France qu'abrita tour à tour le Palais des T h erm es ; qui f u t mise en pièces par les N orm ands, puis donnée en cet é tat de ruines au C hapitre de Paris par le roi Henri 1er ; qui se v it en re construction durant presque trois siè cles ( d e 1210 à 1495) ; qui, grâce à c ette durée, constitu e une des synth èses les plus parfaites des trois successions de style, p ro p re s à l'art g othique : lancéolé, rayonnant et flam boyan t ; où Foulques, abbé de Neuilly-sur-Marne, prêcha la I V e Croisade ; où Bossuet, puis Lacordaire p ro n o n c èren t quelques-uns de leurs im m ortels sermons ; qui d evin t, à la R évolution, d é p ô t de poudres et de salpêtre et magasin de grenage ; qui reste de î i o s jours une des m erveilles de
Paris mais qui, neuf fois sur dix, échappe à l'œil avide du touriste parce que tro p bien cachée dans son nid de maisons pauvres et lézardées ; c e tte église est, par un lien originel in d é fe c ti ble, rattachée au Valais.
Selon une des versions (car il y en a de u x) que nous r a p p o r te n t les historiens, Childebert Ier, fils de Clovis, aurait fait construire la chapelle p r im itiv e en m ém oire de l'abbé Séverin de l 'A b b a y e d'A gaune, à Sain t-Maurice, au lieu m ê m e où celui-ci serait venu p rie r avant d'ac c o m plir la guérison de Clovis. L'abbé Séverin, thaumaturge répu té, avait en e ff e t été m andé dans son A b b a ye d'Agaune par Tranquillinus, le m édecin de Clovis, pour se rendre au ch evet du d it roi qui se mourait d'une fiè v r e maligne.
Il vint donc à Paris et guérit le souverain par l'imposition de sa chasuble après m oult prières et grande m ortification.
D ’après la seconde version, la chapelle aurait été élevé e par les soins de saint Cloud, petit-fils de Clovis, sur le tom beau d ’un moine solitaire du nom de Séverin, le quel l ’initia à la vie m o nastique.
C om m e on le vo it, ces deux témoignages se ra p p ro ch en t sensiblem ent et l’on se dem ande si
l’abbé Séverin d ’Agaune et Séverin le Solitaire ne seraient pas une seule et m ê m e personne. C’est ce que déclara au X V I I I e siècle un office édité par le curé de la paroisse. Cependant, le clergé, pour donner satisfaction à tou t le m o n de, décida de célébrer deux fêtes, celle du Soli taire le 27 n o v e m b r e et celle de l ’abbé d ’Agaune le 11 février.
Le p u its où l ’erm ite pren ait son eau existe d ’ailleurs encore, e t l’acte de donation signé par Henri I er en faveur du C hapitre de Paris m entionne le sanctuaire sous le nom d ’« Eccle sia Sancti Severini Solitari ». Mais l’abbé Séverin d ’Agaune p eu t très bien s ’être retiré quelque te m ps à l ’endroit où il avait d em an dé à Dieu la guérison de Clovis. Il n ’y serait cependant point m o r t pu isqu ’il aurait, lors de son retour à l ’A b b a y e d ’Agaune, fo n d é celle de Château- Landon qui fu t une des forces spirituelles du m oyen âge. Ce n’est donc pas sur sa to m b e à lui qu'aurait é té érigée lu chapelle, mais sur p lu sieurs autres. Il existait, en effet , à cet endroit, une nécropole d o n t on a re tro u v é par la suite, sous les fo n d e m e n ts de l’ancien oratoire, de n om breux sarcophages d a ta n t pré c isé m e n t de l’époque mérovin gienne.
Quoi q u ’il en soit de l'auth enticité de l'une ou l’autre version, il n’en reste pas moins vrai que l ’abbé Séverin d ’Agaune a toujours été, dans l’esprit des fidèles, aussi grand sujet de v é n é ration que Sévérin le Solitaire. En fo n t foi les vitraux de la chapelle consacrée à ces deux saints, les bas-reliefs du retable, ainsi que l’œ u vre du p ein tre Cornu. P a rto u t notre abbé fait face à l’erm ite. Ici, il guérit le roi, là, il est couché sur son lit d ’agonie au milieu de ses f r è res et s’a p p r ê te à recevoir le viatique.
A l ’e x térieu r de l ’église, sous une niche qui marque l ’angle de la rue Saint-Séverin et celle des Prêtres-Saint-Séverin, se dresse sa statue. A sa gauche s’ouvrait autrefois le c im etière. Les galeries des charniers, galeries destinées à rece voir dans leurs com bles les dépouilles des p e r sonnages de m arque et les ossem ents retirés du cimetière, e n to u ren t encore celui-ci. Elles sont les seules qui subsistent à Paris. A u jo u r d ’hui, dans cet espace ombragé de marronniers géants, des fillettes jouent à la balle sous la
surveil-S ta t u e d e surveil-S a in t - surveil-S é v e r in d ’A g a u n e
lance d ’une p e t i t e sœur des pauvres. Ainsi va la vie.
En face de n o tre statue se trouve la librairie du p o è te surréaliste Marcel Béalu où se réunis sent les amis de Max Jacob. C ’est ici le plus vieux quartier de Paris. Rues é troites qui s’en trelacent, maisons à pignons qui nous tran spor tent au cœur du moyen âge. Lieux hantés jadis par Villon, Dante, Aloysiu s B ertrand. Huysmans. L’abbé Séverin d ’Agaune, dans sa solitude de pierre, les a vus déam buler avec leurs rêves, leurs fantô mes. Le voici, toujours le mêm e. Il nous arrête au passage pour nous dire cette phrase à m o itié déchirée par le tem]>s :
Bonnes gens qui par ey passés Priez Dieu pour les trépassés.