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Les manuscrits latins de la Chirurgia d'Albucasis et la lexicographie du latin médiéval

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Academic year: 2021

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LES MANUSCRITS LATINS

DE LA CHIRURGIA D'ALBUCASIS

ET LA LEXICOGRAPHIE

D U LATIN MÉDIÉVAL

1

L'original arabe du traité d ' A b û ' l Q â s i m Halaf I b n ' A b b â s al-Z a h r â w ï a été c o m p o s é vraisemblablement à C o r d o u e , e n E s p a g n e m o z a r a b e , vers la fin du Xe siècle (Abu G a n i m a 1929, H a m a r n e h 1994, H a m a r n e h & S o n n e d e c k e r 1963, L e m a y 1 9 6 3 , M a k h l u f 1930, Schipperges 1964, 1976, Sezgin 1996, Valensi 1908). À l'origine, les trois livres qui c o m p o s e n t ce traité faisaient partie d ' u n e encyclopédie m é d i c a l e de trente chapitres, al-Tasrif. M a i s dès la parution, si l ' o n p e u t dire, du texte arabe, les c h a p i t r e s trai-tant de la chirurgie ont été séparés du grand o u v r a g e et ont existé sous forme de traité indépendant. C ' e s t ce traité qui sera traduit p a r Gérard de C r é m o n e ( L e m a y 1978, Jacquart 1992, O p e l t 1960), v r a i s e m b l a b l e m e n t à Tolède, au X I Ie siècle (Foz 1990, 1 9 9 1 , P y m

1996), et retraduit par la suite, un peu plus tard, en français et en occitan. Cette dernière version a attiré l'attention d e s spécialistes très tôt (Tourtoulon 1870). L a traduction d ' A l b u c a s i s en latin a servi à Guy de C h a u l i a c pour sa Magna Chirurgia d e 1363 ( B a z i n 1994, E n s e l m e 1970, Keil 1976), et par là, a exercé u n e influence p o s t h u m e considérable, mais indirecte et m ê m e parfois n o n r e c o n n u e , sur l'histoire de la science m é d i c a l e en O c c i d e n t . C ' e s t

1. C'est un plaisir que de remercier le Wellcome Trust, qui a subventionné cette étude en finançant une visite à Montpellier, ainsi que la Bibliothèque Universitaire de Montpellier, qui nous a aimablement accordé l'autorisation de citer le manuscrit H 8 9t e r conservé dans le Fonds Ancien de la Section de Médecine. Remercions également le personnel du Fonds Ancien et plus particulièrement, Madame Mireille Vial, Conserva-teur-en-Chef, de ses précieux conseils.

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u n texte chirurgical d e g r a n d e importance mais qui n ' a p a s encore attiré l ' a t t e n t i o n d e s spécialistes du latin médiéval, d ' o ù deux l a c u n e s :

1° la tradition m a n u s c r i t e n ' a pas été explorée,

2° la l e x i c o g r a p h i e m é d i o - l a t i n e n ' a pas su exploiter les richesses d e la l a n g u e scientifique d e la traduction d ' A l b u c a s i s .

N o u s v i s o n s d o n c ici :

1° à d r e s s e r e n p r e m i e r lieu u n e liste m ê m e très provisoire des m a n u s c r i t s latins d ' A l b u c a s i s ;

2° à d o n n e r u n e idée d e l ' i m p o r t a n c e de ce texte p o u r la lexico-g r a p h i e du latin m é d i é v a l .

C e t t e d é m a r c h e a p o u r but essentiel d'inciter des recherches sur cet a u t e u r et, surtout, de provoquer u n e édition d ' u n texte qui le m é r i t e c e r t a i n e m e n t .

P o u r c e qui est du texte arabe qui est à l'origine de la traduction latine, n o u s d i s p o s o n s d ' u n e édition sans doute définitive, avec traduction a n g l a i s e e n regard (Spink & Lewis 1973). M a i s le texte latin n ' a j a m a i s été édité, sauf sous forme de facsimilé d ' u n m a n u s -crit de F Ö s t e r r e i c h i s c h e Nationalbibliothek (Irblich 1979) ; il existe u n e é t u d e d ' e n s e m b l e sur les manuscrits, avec répartition de n o m b r e d ' e n t r e e u x en d e u x types principaux (Irblich 1982). L e r e c e n s e m e n t d ' a i l l e u r s p e u fiable de Tabanelli (1961) et l'étude i n a c c e s s i b l e d e F a r i d H a d d a d dans Abbotempo (1969) peuvent ajouter d e s é l é m e n t s , toutefois sous réserve ; les c o m m e n t a i r e s d'Ir-blich ( 1 9 7 9 : 15) sont é g a l e m e n t sujets à caution (il est inexact par e x e m p l e d e p r é t e n d r e q u e les bibliothèques anglaises n e contien-n e contien-n t p a s d e m a contien-n u s c r i t s de l ' A l b u c a s i s laticontien-n). Les travaux de Karl Sudhoff ( 1 9 1 4 / 1 9 1 8 ) sur les manuscrits m é d i c a u x recèlent des r e n s e i g n e m e n t s i m p o r t a n t s qui permettent (entre autres) de c o n n a î t r e i n d i r e c t e m e n t u n m a n u s c r i t français a u j o u r d ' h u i perdu, le m s . M e t z 1228 utilisé p a r Godefroy et qui renfermait é g a l e m e n t la seule t r a d u c t i o n française de B r u n o da L o n g o b u r g o (Trotter 1999a). O n t é g a l e m e n t signalé certains m a n u s c r i t s : M c K i n n e y ( 1 9 6 5 ) ; Tabanelli ( 1 9 7 3 : 5-6) ; T h o r n d i k e & Kibre (1963) ; M u r r a y J o n e s ( 1 9 8 4 ) . Or, a u c u n d e ces travaux ne livre u n e bibliographie c o m p l è t e d e s m a n u s c r i t s d e l ' A l b u c a s i s latin. N o u s n ' a v o n s nulle-m e n t p o u r n o t r e part la prétention de fournir ici un inventaire

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Liste provisoire des manuscrits

A B R É V I A T I O N S :

S = K. Sudhoff, Beiträge zur Geschichte der Chirurgie im Mittelalter. Graphische und textliche Untersuchungen in mittelalterlichen Handschriften, Studien zur Geschichte der Medizin 10 (1914), 11-12 (1918).

T = M . Tabanelli, Tecniche e strumenti chirurgici del XIII e XIV secolo (Florence : Olschki, 1973).

T K = L. T h o r n d i k e & P. Kibre, A Catalogue of Incipits of Mediœval Scientific Writings in Latin ( L o n d r e s : Mediaeval A c a d e m y of A m e r i c a , 1963).

H = Farid H a d d a d , "Abulcasis", Abbotempo, 3 ( 1 9 6 8 ) , 2 2 - 2 5 . I R H T = consulté sous forme de microfilm/microfiche à l'Institut d e

Recherche et d ' H i s t o i r e des Textes, Paris.

exhaustif, mais n o u s ferons de notre m i e u x p o u r d r e s s e r s i m p l e -m e n t une liste qui a u r a au -m o i n s l ' a v a n t a g e d ' a v o i r été vérifié sur les catalogues d e bibliothèques et d ' a u t r e s i n s t r u m e n t s d e recherche, et (du m o i n s parfois) sur ces m a n u s c r i t s e u x - m ê m e s . U n fait saute aux y e u x : on r e m a r q u e tout de suite q u e les m a n u s c r i t s latins semblent signaler assez s y s t é m a t i q u e m e n t le n o m d u t r a d u c -teur du texte arabe, Gérard de C r é m o n e , soit d a n s u n incipit (par e x e m p l e : Vienne 2 6 4 1 ; B a m b e r g , Öffentliche B i b l i o t h e k , M e d . 8 LUI) soit dans u n explicit qui reprend les m ê m e s r e n s e i -g n e m e n t s (par e x e m p l e : British Library A d d . 3 6 6 1 7 ; M u n i c h , Bayerische Staatsbibliothek, Lat. 355 ; F l o r e n c e , L a u r e n z i a n a , Pluteo 73.23). À noter que ce n ' e s t le cas ni p o u r la t r a d u c t i o n occitane (ChirAlbucE), ni pour la version française (Trotter 1999a, 1999b). À notre connaissance, le manuscrit latin d e M o n t p e l l i e r , H89ter, est le seul texte latin qui, lui aussi, n e m e n t i o n n e p a s le traducteur. C e n ' e s t p a s q u ' i l soit à l'origine d e s d e u x v e r s i o n s r o m a n e s — la c h r o n o l o g i e des textes l'interdit p o u r le texte en ancien français, qui est du X I I Ie, et en tout c a s , les p a r a l l è l e s textuels ne sont p a s suffisants pour le suggérer — m a i s le fait mérite q u a n d - m ê m e d ' ê t r e signalé.

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1. B A M B E R G Öffentliche B i b l i o t h e k M S . M e d . 8 LUI ff. 1-27 [T] ; vérifié d a n s Katalog der Handschriften der Königlichen Biblio-thek zu Bamberg, I/ii ( B a m b e r g : C. C. Buchner, 1895-1906, éd. F. L e i t s c h u h & H . F i s c h e r ) , p . 4 3 7 : Incipiunt capitula cyrurgie Rfasis] uel albu[casis]. De operatione manuali cum instru-mentis ... translata a magistro girardo cremonensi apud toletum ex arabico in latinum. Postquam compleui nobis [\. uobis] o filij librum hune qui est postremus seiende .... 2. B U D A P E S T E g y e t e m K o n y v t a r M S . 15 [T] ; Postquam

com-plevi ... ; titre [?] Chyrurgia per Gerardum Cremonensem tradueta, vérifié d a n s A g n e s Bolgâr, Codices latini medii aevi Bibliothecae Universitatis Budapestinensis (Budapest : A k a d é -m i a i K i a d ö , 1961), p . 3 4 .

3. E L E S C O R I A L ( p e r d u ) : « i n d i c e g ê n e r a i » de la fin du X V Ie fait m e n t i o n d e Albuchasae [sic] verba, quae sunt de Chirurgia : voir G u i l l e r m o A n t o l i n , Catâlogo de los Codices latinos de la Real Biblioteca del Escorial, V (Madrid : I m p r e n t e Helénica,

1923), p . 3 3 4 .

4. E R F U R T W i s s e n s c h a f t l i c h e Bibliothek M S . A m p l o n Q 2 1 1 ff. 19-6 8 [T] ; Incipit cirrurgia Albucasim quam transtulit magister Giradus in Tolete de Arabico in latinum ... ; Verba Albukasim : postquam complevi vobis, o fili, librum hunc ... ; début X I Ve ;

vérifié d a n s W. L e h n g u t , Beschreibendes Verzeichniss der amplonianischen Handschriften-Sammlung zu Erfurt ( B e r l i n : W e i d m a n n s c h e B u c h h a n d l u n g , 1887), 2, p . 4 6 8 .

5. F I R E N Z E B i b l i o t e c a L a u r e n z i a n a Pluteo 73.23 ff. 8 0 - 1 1 0 [T] ; vérifié d a n s A . M . B a n d i n i u s , Catalogus codicum Bibliothecae Mediceae Laurentianae, III, p . 4 9 ; Yexplicit signale que la t r a d u c t i o n est d u e à G é r a r d de C r é m o n e .

6. L O N D O N British Library, Additional M S . 3 6 6 1 7 ff. 2-51 [T]. Texte (Italie, fin X I Ve? ) suivi d ' u n glossaire d ' a r a b i s m e s (ff. 5 2 r - 6 3 v ) p a r o r d r e alphabétique, postérieur au texte mais p r o v e n a n t v r a i s e m b a b l e m e n t du m ê m e milieu culturel. Correc-tions d a n s les m a r g e s . Vérifié sur le m s .

7. L O N D O N , S O T H E B Y ' S . Western Manuscripts and Miniatures : Sale LN 7736. Auction : Tuesday, 2 December 1997. L o n d r e s , Sothe-b y ' s , 1997, 4°, 152 p . , co., ill. № • 9 8 : « A l Sothe-b u c a s i s ( f l 0 1 3 ) , De chirurgia, version latine de Gérard de C r é m o n e , 161 dessins en c o u l e u r r e p r é s e n t a n t d e s instruments de chirurgie, 7 dessins

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représentant des m o u v e m e n t s de foetus, Italie, c. 1300 » ; Scrip-torium, 52,2 ( 1 9 9 8 ) , Bulletin codicologique, n° 5 4 4 .

8. MILANO Biblioteca A m b r o s i a n a D.120 inf. [T] ; « L i b e r cirur-giae Rasis », m a i s l'incipit : Postquam compievi vobis . . . i n d i q u e plutôt Albucasis ( m ê m e confusion dans le m s . d e B a m b e r g ) ; vérifié dans R. Cipriani, Codici miniati delV Ambrosiana (1968), p . 221 qui l'identifie c o m m e R h a z e s , en suivant a p p a -r e m m e n t le T-réso-r des Bibliothèques d'Italie (Pa-ris, 1950), n° 107, et Kunstschätze der Lombardei (Zürich, 1949), n° 2 0 2 . 9. MONTPELLIER É c o l e de M é d e c i n e 89ter [T] ; ni incipit ni

explicit', ne fait pas allusion à Gérard de C r é m o n e ( c ' e s t le seul manuscrit à notre connaissance à omettre toute m e n t i o n du traducteur) ; Postquam compievi vobis.... Vérifié sur le m s . Voir infra.

10. MÜNCHEN B a y e r i s c h e Staatsbibliothek, lat. 161 [S] ; ... transla-tavit mag. Girardus Cremonensis in Toleto ; s.xiv ; vérifié d a n s Catalogus Codicum latinorum Bibliothecae Regiae Mona-censis, I/I ( M u n i c h : Bibl. Reg., 1892), p . 3 6 .

11. MÜNCHEN B a y e r i s c h e Staatsbibliothek lat. 3 5 5 [T] ; vérifié d a n s Catalogus Codicum latinorum Bibliothecae Regiae Mona-censis, I/I ( M u n i c h , Bibl. Reg., 1892), p . 9 3 : s.xiv, « c o d e x in Italia scriptus e s t » ; Y explicit signale que la t r a d u c t i o n est d u e à Gérard de C r é m o n e .

12. NAPOLI Biblioteca Oratoriana (ms. X V I ) [TK] ; Postquam compievi vobis verba Albucasim o filii [\. Verba Albucasim: Postquam compievi vobis o filii] librum hunc transtulit Magister Girardus Cremonensis de arabico in latinum ... ; vérifié dans E. M a n d a r i n i , / codici manoscritti della Biblioteca oratoriana di Napoli ( R o m e - N a p l e s : Festa, 1897).

13. N E W HAVEN Yale M e d i c a i Library 28 [T] ; B o l o g n a , c. 1300, cf. C U . Faye & W . H . Bond, Supplement to the Census of Medieval and Renaissance Manuscripts in the United States and Canada ( N e w York : Bibliographical Society of A m e r i c a , 1962), pp. 5 9 - 6 0 ; cf. K. Sudhoff, « C o d e x Fritz P a n e t h » , Archiv für Geschichte der Mathematik, der

Naturwissen-schaften und der Technik, 12 (1929), pp. 1-32.

14. OXFORD Bodleian Library, Bodley 360 [T], Summary Cata-logue II/I, n° 2 4 6 1 .

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15. OXFORD B o d l e i a n Library, R a w l i n s o n C 3 2 8 [T, S] ; Et ante quod (quidem) quam remémorer operationis cum eo ... [TK 5 1 5 ] . 16. OXFORD B o d l e i a n Library, e M u s e o 19 [ T ] ; Postquam

com-plevi G é r a r d d e C r é m o n e est identifié c o m m e traducteur d a n s Y explicit', vérifié d a n s Saxl & Meier, Catalogue of astro-logical manuscripts, I I I : English Libraries (1953), p . 3 9 3 , et Summary Catalogue ... II, p . 660.

17. OXFORD B o d l e i a n Library, L a u d M i s c . 7 2 4 [T].

18. PARIS B i b l i o t h è q u e M a z a r i n e 3599 [T] ; «fin X I I Ie ou début du X I Ve » (selon le c a t a l o g u e de la Mazarine) ; Incipit Cyrurgia Albucasis de operatione manuali cum instrumentis vel ferra-mentis et formis eorum ad artem cyrurgycam neccessariis translata a magistro Gerardo Cremonensi apud Toletum ex arábico in latinum (f. 70ra), repris textuellement (sauf ' G y r a r d o ' ) s o u s f o r m e a'explicit f. 9 5 v b ; Postquam complevi vobis o filii librum hune qui est postremus seiende in medicina cum complemento ipsius consecutus sum finem in eo ex expo-nibus ... f. 7 I r a . Vérifié sur le m s .

19. PARIS B i b l i o t h è q u e N a t i o n a l e de France, lat. 7 1 2 7 ; G ê n e s ? « X I I Ie s. ( 3e quart) », F. Avril & M.-Th. Gousset, Manuscrits enluminés d'origine italienne, 2. XIIIe siècle (Paris :

Biblio-t h è q u e N a Biblio-t i o n a l e , 1984), p . 34 (eBiblio-t pl. XVIII). (= B N microfilm no. 1133). I n c i p i t : Verba Albuchasim. Postquam complevi ... Explicit : Hune librum transtulit Magister Girardus Cremonensis in Toleto de arábico in latinum. Vérifié sur microfilm à la BNF. 20. R O M A B i b l i o t e c a Vaticana Chigi lat. 7,IV,65 [T].

2 1 . R O M A B i b l i o t e c a Vaticana Vat. lat. 4 4 6 7 [T].

22. R O M A B i b l i o t e c a Vaticana Borghese lat. 1 3 , 2 ; Et ante quod (quidem) quam remémorer operationis cum eo ... (= T K 515) ; vérifié d a n s A n n a l i e s e Maier, Catalogue ... (Initia Operum p. 4 4 2 ) ; Cat. Mss. Burghesiani ; vérifié sur microfilm à 1TRHT. 2 3 . R O M A B i b l i o t e c a C a s a n a t e n s e 208 (A,II,14) [T].

24. VENEZIA B i b l i o t e c a M a r c i a n a VII,32 (3023) [T].

2 5 . W I E N Ö s t e r r e i c h i s c h e Nationalbibliothek 2 3 0 1 ; vérifié dans H e r m a n n , Die illustrierten Hss. der Nationalbibliothek in Wien, V ( 1 9 2 8 ) , n° 2 3 p p . 2 5 - 2 6 ; vérifié sur microfilm à 1TRHT. 26. W I E N Ö s t e r r e i c h i s c h e Nationalbibliothek 2381 [T] ; vérifié dans

H e r m a n n , Die illustrierten Hss. der Nationalbibliothek in Wien, V ( 1 9 2 8 ) , n° 2 4 p . 27 ; vérifié sur microfilm à l ' I R H T .

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2 7 . W I E N Österreichische Nationalbibliothek n.s. 2 6 4 1 (éd. Irblich 1 9 7 9 ) . Illustrations d e s opérations chirurgicales (seul m s . à les contenir, les autres montrant les instruments c h i r u r g i c a u x ) . Vérifié sur le fac-similé.

Importance lexicale du texte latin d'Albucasis

Passons m a i n t e n a n t à la deuxième partie de n o t r e e x a m e n . Q u e l est l'intérêt linguistique (et surtout lexical) de ce texte r e l a t i v e m e n t inconnu des l a t i n i s t e s ? M a l g r é des études i m p o r t a n t e s sur cet aspect du latin m é d i é v a l , Albucasis semble avoir é c h a p p é au dépouillement (Beaujouan 1 9 8 1 ; Jacquart 1 9 8 8 , 1 9 8 9 , 1992, 1994a, 1994b, 1 9 9 7 ; Jacquart & T h o m a s s e t 1 9 9 7 ; J a c q u a r t & Troupeau 1981 ; L a t h a m 1972, 1976, 1989). C e n ' e s t p a s q u e le texte m a n q u e d'intérêt. Déjà pour la traduction française n o u s avons essayé d e m o n t r e r sa valeur incontestable (Trotter 1999a, 1999b). N o u s savons q u e certains des manuscrits latins, au m o i n s , ont été a c c o m p a g n é s d ' é l é m e n t s de glossaires, soit p a r c e q u ' u n réviseur postérieur a ajouté un véritable glossaire ( c ' e s t le cas du ms. L o n d r e s , A d d i t i o n a l M S . 36617, ff. 52r-63v), soit p a r c e q u ' i l y a des gloses interlinéaires ( c o m m e dans le m s . V i e n n e , Ô N B n.s. 2 6 4 1 , éd. Irblich), soit grâce à des ajouts m a r g i n a u x m a i s c o n t e m -porains (ou à p e u près), c o m m e dans le m a n u s c r i t d e M o n t p e l l i e r H89ter. Si le (ou un) copiste de ce dernier é p r o u v e la nécessité d ' e x p l i q u e r (par e x e m p l e ) que « c a m a h a n .i. c a n y a » (f. lOOr), c ' e s t - à - d i r e : canna, « c a n n u l e » , on est en droit d e s u p p o s e r q u e c ' e s t parce q u e le m o t camahan ( d ' o r i g i n e arabe) n ' é t a i t p a s trans-parent ou q u ' i l craignait que ce lexème ne soit i n c o m p r é h e n s i b l e . L e s deux m a n u s c r i t s V i e n n e Ô N B n.s. 2 6 4 1 et M o n t p e l l i e r H 8 9 t e r glosent corrodens : « .i. herpès » (Montpellier H 8 9 t e r f. 106r) et « i. herpetis h e s t i o m e n i » (parmi les rubriques, f f. l r - l v ) . L e r é v i s e u r du m s . de M o n t p e l l i e r propose (f. 102v) p o u r atelul ( « p o l y p e , t u m e u r » ) la glose « t a r o l u s [ o u : k a r o l u s ? ] .i. b u r u g e s [ o u : v u r u g e s ?] », ce dernier étant peut-être l u i - m ê m e u n e d é f o r m a t i o n assez peu professionnelle de « v e r r u g e s » . E n partie, le travail du c o m m e n t a t e u r est é g a l e m e n t celui d ' u n éditeur, et l ' e x p l i c a t i o n fournie par la glose, ajoutée pour la c o m m o d i t é du lecteur, rejoint la correction d ' u n texte parfois fautif (ainsi, d a n s M o n t p e l l i e r

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H89ter, on corrige « a p o s t a » en « a p o s t e m a » (f. 133r), « l i q u i » en « r e l i q u i » (f. 140v), ou e n c o r e «fluxus a v i s » en « f l u x u s sanguinis » (f. 130r), o n ajoute à la phrase « ut infundantur licinia » le c o m p l é m e n t « . . . in b u t y r o » (f. 164r), etc.). En tout cas, les révi-seurs assidus t é m o i g n e n t n o n seulement de l'utilisation qui a été faite d e s m a n u s c r i t s — ce n ' e s t pas un hasard si les annotations m a r g i n a l e s datent en g é n é r a l de l ' é p o q u e où on se servait v r a i m e n t de ces textes c o m m e i n s t r u m e n t s de travail scientifique — , m a i s en m ê m e t e m p s du b e s o i n ressenti par les utilisateurs e u x - m ê m e s d ' é l u c i d e r u n v o c a b u l a i r e t e c h n i q u e qui était loin d ' ê t r e clair pour le lecteur latinisant d u X I Ve siècle. Cela, tout s i m p l e m e n t , parce q u ' u n e b o n n e partie d u vocabulaire de l'Albucasis latin n ' e s t que d e l ' a r a b e , d é g u i s é d a n s u n latin qui, lui, n ' e s t q u ' u n e translittéra-tion d e la l a n g u e - s o u r c e . G é r a r d de C r é m o n e a peut-être c o m p r i s le sens d e s m o t s traduits, m a i s la forme q u ' i l s ont revêtue sous sa p l u m e n ' a u r a p a s facilité la c o m p r é h e n s i o n pour les générations suivantes, p o u r qui l ' a r a b e était bien entendu une l a n g u e b e a u c o u p m o i n s accessible q u e p o u r un traducteur à Tolède au X I Ie siècle. C o m m e l ' a d ' a i l l e u r s s o u l i g n é a j u s t e titre L a t h a m ( 1 9 8 9 : 4 6 0 ) , les transformations d e l ' a r a b e en latin médiéval ont souvent la fâcheuse t e n d a n c e à r e n d r e incompréhensible — tant p o u r le lati-niste q u e p o u r l ' a r a b i s a n t — les vocables qui se retrouvent d a n s les textes latins.

M a i s il n ' y a p a s q u e les réviseurs qui se sont d o n n é la tâche de p r é s e n t e r le v o c a b u l a i r e scientifique de leurs textes de façon abor-d a b l e , car cette t e n abor-d a n c e se manifeste à l'intérieur abor-des textes latins e u x m ê m e s . N o u s p r e n o n s nos exemples dans le texte d e M o n t p e l -lier H89ter, m a i s les p r o c é d é s dont il fournit d e s e x e m p l e s sont c o u r a n t s ailleurs. L e m s . d e Montpellier faisait j a d i s partie d ' u n v o l u m e r e n f e r m a n t é g a l e m e n t la Chirurgia de R o g e r Frugardi ( m a i n t e n a n t : H 8 9 , cf. Valls [1996]) et la Chirurgia Magna de B r u n o d a L o n g o b u r g o ( m a i n t e n a n t H 8 9 b i s ) . Q u ' A l b u c a s i s et B r u n o se r e t r o u v e n t d a n s le m ê m e codex, n ' a rien de rare. C ' e s t M a r c e l -H e n r i K ü h n h o l t z , bibliothécaire de 1831 à 1877 (Dulieu 1990, 816), q u i a o r g a n i s é le v o l u m e en trois parties entre 1850 et 1877, p u i s q u e en 1849 le Catalogue général des bibliothèques publiques,

1, 3 1 9 (Paris, I m p r i m e r i e Nationale, 1849) n ' e n i n d i q u e q u e deux, soit le H 8 9 (qui r e n f e r m a i t le traité de R o g e r F r u g a r d i et l ' A l b u -casis) et le H 8 9 b i s , c o n t e n a n t n o n pas Bruno da L o n g o b u r g o ,

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2. C'est grâce à Monsieur François Dolbeau que j ' a i pris connaissance de l'article de M. Lescuyer sur les Ranchin. Qu'il en soit vivement remercié.

c o m m e c ' e s t le cas, m a i s un d e u x i è m e e x e m p l a i r e de R o g e r Frugardi (cf. Valls (1996) 8 3 n. 4, qui indique aussi q u e le texte de R o g e r et celui de B r u n o (soit: H 8 9 et H89bis) sont de la m ê m e m a i n et ont été illustrés p a r le m ê m e artiste) ; voir é g a l e m e n t la notice dactylographiée p a r [Pitangue], De quelques manuscrits médicaux arabes à la Bibliothèque de la Faculté de Médecine de Montpellier. L e m s . de l'Albucasis et peut-être les d e u x autres traités appartenait ou appartenaient j a d i s au Professeur F r a n ç o i s Ranchin, 1560-1640 ( s i g n a t u r e : « R a n c h i n u s professor m e d i c u s monspeliensis » au b a s du premier feuillet), chirurgien de M o n t p e l -lier, mais la question se p o s e : p o u r q u o i la signature se trouve-t-elle sur la troisième partie d e ce v o l u m e ? « I l serait p l u s l o g i q u e si Ranchin avait p o s s é d é ce recueil déjà relié en u n seul v o l u m e ou s'il l'avait fait relier l u i - m ê m e , q u ' i l ait indiqué sa m a r q u e d e possession sur la p r e m i è r e p a g e du premier v o l u m e . Si au contraire, il ne possédait que le B r u n u s , il faut alors a d m e t t r e q u e la réunion en un seul v o l u m e est postérieure à l u i » ( P i t a n g u e , p p . 8-9). Les informations rassemblées par M a t h i e u L e s c u y e r ( 1 9 9 9 : 34546) p e r m e t t e n t de confirmer q u ' i l s ' a g i t bien de F r a n -çois Ranchin, dont la devise (« Spirans spero, s p e r a n s q u e t i m e o ») figure en tête de notre texte (fol. 95r) ; c'est d o n c le v o l u m e r e p é r é par M o n t f a u c o n (1739) et qui est le n° 7 0 de son c a t a l o g u e (repris dans L e s c u y e r 1 9 9 9 : 3 4 8 - 3 5 6 ) .2

L e texte a des annotations dues à plusieurs m a i n s : u n p r e m i e r réviseur, le long du m s . , contemporain du m s . ou à p e u près ; u n e d e u x i è m e m a i n (à partir du f. 113v, surtout après le f. 133v), u n peu plus tardive sans d o u t e ; un troisième c o m m e n t a t e u r , qui se b o r n e à reprendre certaines rubriques en m a r g e , à partir du f. 145v, et peut-être du X V Ie. C ' e s t le premier réviseur qui est le plus inté-ressant car non s e u l e m e n t , il est le plus ancien, m a i s il p r o p o s e soit des corrections (par ex. f. 139v : tefalicum corr. en c e p h a l i c a m ) ou modifications au texte, soit des gloses (par ex. f. lOOr : c a m a h a n .i. c a n y a ; voir é g a l e m e n t supra). Selon C l a u d e G a l l e y (Galley 1986 : 155), « l e H 8 9 t e r [...] a servi de m o d è l e au H 9 5 occitan. Il en est tiré m o t pour m o t ». C ' e s t une raison de plus p o u r attirer l ' a t t e n t i o n des latinistes sur ce b e a u manuscrit.

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Or, p o u r l ' e x p l i c a t i o n d e s mots techniques (essentiellement, d e s m o t s a r a b e s ) , p l u s i e u r s solutions se présentent :

— L a g l o s e (si l ' o n p e u t dire) « i n t é r i e u r e » : ainsi, dans u n e r u b r i q u e , le m o t p r o b l é m a t i q u e est glosé sur le c h a m p : « d e c u r a c i o n e dislocationis almahassem .i. iuncture q u e est inter b r a c h i u m et m a n u m » (f. 175r). L e m s . de L o n d r e s (Additional 3 6 6 1 7 ) n ' a p a s d ' e x p l i c a t i o n , m a i s annoncera seulement « d e c u r a t i o n e dislocationis a l m a s s a h e m » , et (dans le texte) « M a h a s s e m m a n u s » (f. 49va), la rubrique étant p a r contre e x p l i q u é e d a n s la traduction o c c i t a n e : « D e c u r a c i o d e dislo-c a dislo-c i o d e m a l a s s e n , so es d e la j u n dislo-c t u r e que es e n t r e ' l bras e la m a » ( A l b u c G L 2 5 6 ) .

— L ' e x p l i c a t i o n d u m o t avant son i n t r o d u c t i o n : « d e incisione arterie q u i sunt p o s t a u r e s n o m i n a t e bilhasseisse » (f. 107v), ce m ê m e p h é n o m è n e se reproduisant pour le m ê m e m o t dans le m s . L o n d r e s , A d d i t i o n a l 36617 et dans le m s . V i e n n e 2 6 4 1 , où l ' o n p a r l e « d e i n c i s i o n e arteriarum q u e sunt p o s t aures n o m i -nate b i l h a s s e i s s e » (Vienne 2 6 4 1 , f. l r ; cf. L o n d r e s 3 6 6 1 7 : bilhasseisse, f. lOrb). C ' e s t le m o t arabe bil-hasisin, et on est tenté p a r la c o n c l u s i o n q u ' i l était glosé dans le texte d e Gérard de C r é m o n e l u i - m ê m e .

— A p r è s la r u b r i q u e d ' u n chapitre, l'explication d a n s le texte lui-m ê lui-m e : « d e c a u t e r i z a t i o n e albachi accidentiului-m in c o r p o r e : Q u a n d o e x p e l l u n t u r in corpore albachi .i. pustule f e t i d e . . . » (f. 106v). M ê m e p r a t i q u e au début du chapitre « d e cura axir-nach» (f. 11 Or), ainsi q u e dans celui « d e curacione alcomnati» (f. 113r), o u encore dans « d e collectione sebel ex o c u l o » (f. 112r) : c h a q u e fois, le m o t se trouve élucidé dans le chapitre, p a r e x e m p l e d a n s le troisième cas, on lit tout d e suite « S e b e l sunt v e n e q u e texunt super o c u l u m ... ». L e glosateur a ajouté p o u r alcomnati u n e explication marginale « a l c o n n a t i .i » m a i s ses efforts sont vains, car le mot-clé a été enlevé p a r u n relieur postérieur. A r e m a r q u e r cependant q u e le traduc-teur d e la version française ( B N F fr. 1318) est allé p l u s l o i n : après u n e r u b r i q u e b i e n v e r n a c u l a i r e : « d e la b o w e d e l ' o i l » , il p r é c i s e d e m a n i è r e tout à fait c l a i r e : « C e s t e m a l a d i e qui est apelle a l c u n n a t i n e n est fuers q u e b o w e qui est a s s e m b l e e en l ' o i l » ( B N F fr. 1 3 1 8 , f. 2 4 r a ) .

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Il est difficile d e surestimer le rôle et l ' i m p o r t a n c e d e la g l o s e dans la transmission du savoir au M o y e n  g e , q u e c e soit e n t r e l ' a r a b e et le latin, c o m m e ici, ou entre le latin et u n e l a n g u e vernaculaire. C ' e s t la glose qui facilite u n e translatio studii q u i sinon serait souvent inconcevable, observation q u i vaut p o u r les textes scientifiques aussi bien q u e pour la littérature religieuse. M a i s e n dépit d e c e s stratégies, dont on s o u p ç o n n e q u e certains pourraient fort bien r e m o n t e r à Gérard d e C r é m o n e l u i - m ê m e , il reste u n résidu d e m o t s d ' o r i g i n e arabe qui sont livrés tels q u e l s à d e s lecteurs sans d o u t e relativement m a l placés — sinon tout à fait d é s e m p a r é s — p o u r les c o m p r e n d r e . Se p o s e p r e m i è r e m e n t d o n c la question d e la c o m p r é h e n s i o n du texte et p a r là, d e son utilité. Il est vrai q u e très souvent, les mots les p l u s o b s c u r s s ' e x -pliquent p a r les illustrations, qui, o n le sait, a c c o m p a g n e n t la très g r a n d e majorité d e s textes d'Albucasis, q u ' i l s soient d ' a i l l e u r s e n arabe (où la nécessité explicatrice n ' e x i s t e d o n c p a s ) , e n latin, o u en langue vernaculaire. E n général, ce sont les i n s t r u m e n t s d u chirurgien qui sont dépeints, à l'exception toutefois d u m a n u s c r i t de Vienne 2 6 4 1 (éd. Irblich) qui — à l'instar d e s m a n u s c r i t s d e R o g e r Frugard (Valls 1996, H u n t 1992) — n o u s m o n t r e les interventions chirurgicales ellesmêmes. M a i s les i m a g e s d ' i n s t r u -m e n t s n ' a i d e r a i e n t guère à co-mprendre (par e x e -m p l e ) c e q u e c ' e s t que « d e cauterizatione athelul» (f. 102v), ou e n c o r e « d e c a u t e -rizatione corrodentis » (f. 106r), ou d e la c u r e d e «axacrati» (f. l l l r ) — ces trois cas, il est vrai, a c c o m p a g n é s d e gloses marginales qui o n t peut-être été ajoutées assez r a p i d e m e n t au manuscrit, de la m a i n du premier réviseur (voir p l u s h a u t ) . L'«albaras» ou la lèpre et les «adubelati» (tous les d e u x é g a l e -m e n t f. 106r) n e sont p a s glosés : au lecteur d e savoir à q u o i il a affaire. C ' e s t vrai q u e le premier est assez r é p a n d u , p a r e x e m p l e chez Avicenne, et dans Rhazès (dont u n d e s m a n u s c r i t s (vers

1200) propose c e p e n d a n t une traduction (Jacquart 1 9 9 4 : 3 6 4 ; cf. V â z q u e z & H e r r e r a 1 9 8 1 : 1 3 1 ; V â z q u e z & H e r r e r a 1 9 8 9 : 9 1 ,

1 1 9 ; pour Avicenne, cf. Altieri Biagi 1 9 7 0 : 4 6 ; I n e i c h e n 1 9 6 6 : 248). Adubelati est u n arabisme fréquent en O c c i d e n t (cf. Tjer-neld 1 9 4 5 : 5 5 0 n . ; M e n s c h i n g 1 9 9 4 : 6 5 , n. 1 3 6 ; I n e i c h e n 1 9 6 6 : 2 4 8 ; V â z q u e z & H e r r e r a 1 9 8 1 : 1 2 6 ; V â z q u e z & H e r r e r a 1 9 8 9 : 84), ce qui n ' e m p ê c h e pas le copiste du m a n u s c r i t V i e n n e 2 6 4 1 d ' e n proposer u n e glose, « . i . c h r i s t o m e n a s » (Irblich 1 9 7 9 :

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f. 4 0 r a ) . L e t r a i t e m e n t de l ' « A t a x n i r c u m c a n n i s » (dans le t e x t e : « a t a x i n i r c u m c a n n i s est sicut hanc formam . . . » (f. I l O v ) ou l ' i n c i s i o n de l ' « a l g u e r d e n i c i ... qui nascitur d e carne addita in o c u l o » (f. 112r), ou e n c o r e la réduction de l ' « a r i s a t i ad n a s u m » (f. 112v) sont v i s i b l e m e n t des opérations délicates qui exigent de la part du praticien u n e c o m p r é h e n s i o n de ce q u ' i l entreprend. Uataxmir est d e l ' a r a b e et sera rendu dans Vienne 2 6 4 1 : « D e c u r a t i o n e ex [sic] exatarti c u m c a n n i s » (Irblich 1 9 7 9 : l r b ) , de l'ar. al-satrah ; Yalguerdenici vient de l ' a r a b e aussi, à son tour du p e r s a n al-wardainad, « c h a i r superflue» (Vâzquez & Herrera

1 9 8 9 : 1 3 2 ) ; Yarissati, «fistule l a c r y m a l e » de l ' a r a b e ar-risa ( S p i n k & L e w i s 1 9 7 3 : 2 4 2 n ) : aucun de ces trois m o t s n ' e s t e x p l i q u é d a n s le texte de Montpellier. Si la cure des h é m o r r h o ï d e s ( « d e c u r a e m o r r o y d a r u m » , f. 132v) est c o m p r é h e n s i b l e , on se d e m a n d e si c ' e s t le cas p o u r les « t h e h e l u l et b o t h o r rubor que a c c i d u n t in v u l v i s m u l i e r u m » (f. 132v), surtout lorsque le premier se t r o u v e c h a n g é (au c o u r s du texte dont c'est ici la rubrique) en « t h e l i l » (f. 133r) et (avec article agglutiné) en athelil (ibid.). Il n ' e s t p a s é v i d e n t q u e le lecteur non-arabisant p a r v i e n d r a à y r e c o n n a î t r e le m ê m e m o t p o u r une sorte de verrue, ni surtout l ' é t y m o n a r a b e talil (GleBgen 1 9 9 6 : 569 n. 99). Il est vrai que bothor, c o n n u c h e z R h a z è s , y est glosé dans les d e u x versions latines é t u d i é e s p a r Jacquart, par apostemalpustula (Jacquart

1 9 9 4 : 3 6 7 ; cf. V â z q u e z & Herrera 1 9 8 9 : 1 2 0 ; Altieri Biagi 1 9 7 0 : 5 6 ; I n e i c h e n 1 9 6 6 : 2 5 2 ) , ce qui tend à faire croire que c ' e s t un m o t qui n ' é t a i t p a s i m m é d i a t e m e n t compris vers 1200 et e n c o r e , à la d e u x i è m e m o i t i é du X I I Ie siècle. La cure des fistules c o m p r e n d aussi (f. 142v) celles de l ' « a r u l z e m » : est-ce que ce m o t est resté sans g l o s e p a r c e q u ' i l était connu, ou p a r c e que le r é v i s e u r ne le c o n n a i s s a i t p a s du t o u t ? (Il m a n q u e d'ailleurs dans le texte français du B N F 1318, f. 51 va). Certains m o t s ont appa-r e m m e n t p appa-r o v o q u é d e s tappa-roubles non seulement c h e z le scappa-ribe du m a n u s c r i t de Montpellier, m a i s de la part de ses collègues : on lit, p a r e x e m p l e , « d e s e c c i o n e super egritudinem qui dicitur v a l k i r (f. 1 4 9 r ) » : « Н е с e g r i t u d o n o m i n a t u r in cura [/. t e r r a ? ] nostra valkir et est d o l o r qui accidit in q u i b u s d a m m e m b r i s » — à remar-quer, la m ê m e l e ç o n e r r o n é e dans C h i r A l b u c dans Montpellier H 9 5 : « A q u e s t a m a l a u t i a es n o m p n a d a en nostra cura (/. terra) valkir (f. 4 8 v b ) » — ; et d a n s L o n d r e s Additional 3 6 6 1 7 (f. 3 6 r b ) :

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« s u p e r egritudinem q u e dicitur n a k i r » , ainsi q u e d a n s V i e n n e Ò N B 2641 : « E t egritudo nominatur in terra nostra nakir, et est dolor qui accidit in q u i b u s d a m m e m b r i s , deinde p e r m u t a t u r d e m e m b r o ad m e m b r u m . . . » (Irblich 1 9 7 9 : f. 5 4 r a ) . Il s ' a g i t d u nakir arabe, soit la thrombophlebitis migrans ( S p i n k et L e w i s 1 9 7 3 : 6 0 6 n ) . Les scribes ont ou bien déformé ce m o t , ou b i e n ils ont été déroutés, avec d e s conséquences néfastes ailleurs d a n s la phrase. L a situation se complique, ou se d é g r a d e , e n c o r e au m o m e n t d ' u n e re-traduction d ' u n tel texte en l a n g u e v e r n a c u l a i r e qui, lui, ne fait souvent q u ' e m p r u n t e r les m o t s latins ou a r a b o -latins de la version latine (Trotter 1999a). L e r e c o u r s au texte latin, s'il peut parfois aider à démêler la syntaxe i m b r i q u é e voire m ê m e c o r r o m p u e d ' u n texte vernaculaire, n ' a i d e q u e très rare-m e n t à la c o rare-m p r é h e n s i o n du lexique scientifique, car en fait, lexique latin et lexique français ne font souvent q u ' u n . É t a n t d o n n é e s les c o n n a i s s a n c e s en général plus é t e n d u e s q u e n o u s p o s s é d o n s du lexique latin (classique et médiéval) p a r r a p p o r t au vocabulaire des langues r o m a n e s , on s'attendrait à ce q u e la lexi-cographie médio-latine soit en m e s u r e d'éclaircir n o n s e u l e m e n t un texte latin m a i s , p a r là, un texte vernaculaire qui en d é p e n d . Souvent, c ' e s t le cas, m a i s (et nous le verrons) p a s toujours. C ' e s t que le lexique d ' A l b u c a s i s est assez particulier ou plutôt, c ' e s t u n registre spécialisé de la langue scientifique qui n ' a p a s e n c o r e été répertorié. Il ne faut p a s s'étonner si u n e l a n g u e qui v i s i b l e m e n t provoquait des difficultés p o u r les spécialistes q u ' é t a i e n t les copistes de m a n u s c r i t s m é d i c a u x au X I Ve siècle, p e u t parfois laisser perplexe un lecteur six siècles plus tard. E n c o r e p l u s inté-ressant peut-être, le fait que la c o m p r é h e n s i o n d u texte latin, c o m m e celle du texte français (Trotter 1999a), n é c e s s i t e le recours à un dictionnaire des ... textes m é d i c a u x e s p a g n o l s , p h é n o m è n e qui s ' e x p l i q u e bien sûr par l ' i m p o r t a n c e du v o c a b u -laire arabe dans toutes les versions occidentales d e l ' A l b u c a s i s . N o u s avons é g a l e m e n t exploité les éditions de l ' A l b u c a s i s o c c i t a n de M a h m o u d E l s h e i k h (ChirAlbucE) et de J e a n G r i m a u d et Robert Lafont ( A l b u c G L ) , et surtout le p r e m i e r qui confronte assez souvent le texte occitan à un texte latin m a l h e u r e u s e m e n t imprécis (« D i v e r s a m e n t e si cita il testo latino c o n p a r t i c o l a r e rife-r i m e n t o all' e d i z i o n e di Basilea del 1541 », C h i rife-r A l b u c E 2). C ' e s t la justification à l ' e n v e r s de la devise de la S o c i é t é d e L i n g u i s

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-tique R o m a n e : « r a z z e latine n o n esistono : esiste la latinità » — et la p r e u v e d e l'utilité d ' u n e collaboration entre latinistes et r o m a n i s t e s . V i s i b l e m e n t , les arabismes en langue r o m a n e sont les m ê m e s e n italien, e n français, ou en espagnol (Trotter 1999a) et grosso modo, e n latin m é d i é v a l aussi. L a traduction latine de l ' A l -b u c a s i s , o u e n tout c a s le manuscrit d e Montpellier, fournit des é l é m e n t s i m p o r t a n t s p o u r la lexicographie du latin médiéval et la petite liste suivante d o n n e r a peut-être à des latinistes u n e idée d e ce q u e pourrait fournir u n e analyse plus systématique et surtout plus e x p e r t e . Il s ' a g i t ici tout simplement d ' u n e vingtaine de m o t s qui s e m b l e n t p r o b l é m a t i q u e s ( c ' e s t - à - d i r e : intéressants) dans l'état actuel d e n o s c o n n a i s s a n c e s . E s p é r o n s q u e le texte d ' A l b u -casis latin r e c e v r a l ' a t t e n t i o n q u ' i l mérite.

afachan 156v « p a l p i t a t i o n d e c œ u r » (11.96: Ventosatio a spatu-l a r u m [?] conferì ad afachan qui fit ex repspatu-letione et caspatu-liditate) ; A l b u c G L 2 0 6 et g l o s s a i r e caphatan : « ar. hafakan, cf. e s p . al-qafacân ; C h i r A l b u c E glossaire caphatan : « palpitazione del c u o r e ; ar. hafaqân, s p . al-qafacân».

alfecati 126v « t y p e d e s c a l p e l » (11.57 : utuntur alfecati et liga-m e n t o c u liga-m filo et i n c i s i o n e c u liga-m ungula) ; alfeltati 126v (11.57 : et est m u n d i f i c a t i o n e m q u e fit per alfeltati .i. digitalis q u e utuntur s u t o r e s ) ; alphegi 115v (11.30: forma forcipum sint extremitates e o r u m facte sicut l u n a deintus aut alphegi)', de l ' a r a b e al-falaka, « i n s t r u m e n t » , A l b u c G L glossaire (cf. A l b u c G L 1 1 8 : a l p h e c a t i ) ; C h i r A l b u c E glossaire alphecati : « strumento per tagliare, fatto in forma di fuso o di spirale ; ar. al-falakah».

alfulel 117r « f e r d ' I n d e » (11.36: acute valde q u o d fit ex ferro i n d o aut alfulel i n b i b i t u m ) ; alfulud 121v (11.46: Fiant ex ferro alfulud q u a d r a t a r u m . . . ) ; C h i r A l b u c E glossaire alfulud (vars. ferr

a., ferr de a., ferr alfelut, ferr felod : « ferro d'India ; ar. hadïd

al-fulâd » ; cf. p e u t - ê t r e D E T M A 7 3 b alfìlude, « piata » (sont attestées les f o r m e s alfilel, alfiler).

algalia 155r «Galia moschata, sorte d ' o n g u e n t » (11.95: utatur aromaticitate c u m algalia); n o n p a s D C 1,176b algalia « I n s t r u -m e n t u -m , q u o liquores in v e s i c a -m -m i t t u n t u r » -m a i s sans doute M l t W 1,444 algala « c o m m i x t i o q u a e d a m » (la forme (pl.) algalias est attestée), D E T M A 7 3 c algalia « sustancia untuosa » ; ChirAl-b u c E g l o s s a i r e algualea: « ( G a l i a m o s c h a t a ) profumo di colore

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nero, c o m p o s t o di m u s c h i o , ambra grigna e legno di aloe ; ar. al-gâliyah»; cf. Ineichen 1 9 6 6 : 1 3 1 , Tjerneld 1 9 4 5 : 3 5 7 .

algesti 115v « p i n c e s , f o r c e p s » (11.31: intromitte algesti aut forcipes) ; lire algefri (?), cf. Trotter 1 9 9 9 a : 3 1 , d e Гаг. gift, d ' o r i ­ gine persane ; voir J a c q u a r t 1 9 9 2 : 6 5 .

alhagdem 156r « c l a v i c u l e » (11.96: alkehel et est m e d i u m colli et ventose alhagdem et sunt d u e lamine colli a d u a b u s partibus simili) ; C h i r A l b u c E glossaire alhagdahan : « le d u e parti d e l collo ; ar. al-ahda'ayn, forma duale di al-hahda' » ; cf. C h i r A l ­ b u c E 2 0 7 n. 1 « c o n q u e s t a frase [E le mieg loc d e l d o s d e d o a s partz del col e n s e m p ] il volgarizzamento r i a s s u m e le d u e frasi latine et alkehel, et est medium colli; et ventose alhagdahim, et sunt due lamine colli a duabus partibus simul »

alhaosos 105v « c o c c y x » (1.47 : et d u o b u s cauteriis super spon-diles colli et sex super sponspon-diles dorsi et u n o m a g n o super alhaosos, apud g r a n u m caude) ; C h i r A l b u c E g l o s s a i r e alhoses : « coccyx ; ar. al-'us'us »

aliherich 156v « v e i n e s dans la b o u c h e » (11.96: et statim l o c o flebotomie aliherich q u e sunt in duobus labiis) ; algeherich 153r (11.95 : Sanatur eius v u l n u s v e n a r u m ab algeherich) ; C h i r A l b u c E glossaire algerich (vars. algelic, aliheric): « q u a t t r o v e n e della l a b b r a ; ar. al-gahârik (pers. chahar r a g ) » ; cf. Trotter 1 9 9 9 a : 3 3 .

alkehel 157v « p a r t i e du dos entre les deux o m o p l a t e s » (11.96) : ventosatio ab alkehel est loco flebotomie fusce, et flebotomie b a s i -lice, et propter illud conferì asmati et constrictioni hanelitus) ; cf. C h i r A l b u c E 2 0 8 , « la ventozacio d e alkehel » ; alkehel 156r (11.96 : alkehel et est m e d i u m colli) ; C h i r A l b u c E g l o s s a i r e alkehel : « regione interscapolare ; ar. al-kâhïl » ; cf. C h i r A l b u c E 2 0 7 n. 1 « c o n questa frase [E le mieg loc del d o s d e d o a s p a r t z d e l c o l e n s e m p ] il v o l g a r i z z a m e n t o riassume le d u e frasi latine et alkehel, et est medium colli; et ventose alhagdahim, et sunt due lamine colli a duabus partibus simul».

almecdati 105v « t y p e de s c a l p e l » (1.47: et d u o b u s cauteriis super spondiles colli et sex super spondiles dorsi et u n o m a g n o super alhaosos, a p u d g r a n u m c a u d e et u n o [cauterio] super i p s u m in ipso almecdati); almissdat 135r ( c u m i n s t r u m e n t o q u o d n o m i -natur almissdat); sorte de scalpel, d e l ' a r a b e al-migdàh Trotter 1 9 9 9 a : 3 2 .

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alnessil 153r « b i s t o u r i » (11.95 Iste alnessil qui convenit ad s e c t i o n e m . . . ) ; alnessil 153v (11.95: sectione c o n c a v e c u m flebo-t o m o alnessil) ; alnessil 154r (11.95 : secionem c u m alnessil) ; C h i r A l b u c E glossaire alnessil : « bisturi, sorta di lancetta ; ar.

an-nàsil».

alphegi voir alfecati

alratica 132v « h y m e n i m p e r f o r é » (11.72: D e c u r a c i o n e

alulra-tica [première /. e x p o n c t u é e ?] (rubrique) : Alraalulra-tica est ut sit vulva m u l i e r i s n o n p e r f o r a t a ) ; Trotter 1 9 9 9 a : 3 2 ; cf. la glose « . i . g o l u s a » d a n s V i e n n e 2 6 4 1 , f. 39va.

alsathagiatum voir sathagiatum

arabica 150r « a r a b e » (11.94: et extrahi sagittam aliam ex gutture cristiani et erat sagitta arabica et est illa cui sunt aures) ; cf. C h i r A l b u c E 1 9 0 : « s a g e t a a r a b i c a » .

axacrati 11 I r « e n t r o p i o n » (11.13 rubrique : de cura axacrati qui accidit in p a l p e b r o s u p e r i o ) ; alixacrati l l l v ; alixorati 11 I r (11.12: d e i n d e i n t r o m i t t e a c u m in alixorati in r a d i c e m pili a d d i t i ; 11.13: Q u a n d o accidit o c u l o alixacrati nominatur « l e p o r i n a » . . . ) ; alixzorati 11 I r (11.12); cf. C h i r A l b u c E alixalati (vars. alixati, alixolati, alxacrati) « c a p p i o , occhiello ; ar. al-ansùtah » ; Trotter 1 9 9 8 a : 3 1 .

axirnach 1 lOr « h y d a t i d e , kyste hydatique » (11.10 : Axirnach est a d e p s q u i g r a n a t u r in cunicis palpebre superioris ; rubrique : axir-n a c h q u e accidit iaxir-n p a l p e b r i s occuli superiori) ; Trotter 1 9 9 9 a : 3 3 , d e l'ar. as-sirnâq; cf. C h i r A l b u c E glossaire axcirnah: « m a l a t t i a della p a l p e b r a , c o n s i s t e n t e in u n a escrescenza crassa contro natura, situata sotto la pelle della p a l p e b r a »

bachesia 1 2 I r « m e l o n » (11.45 : C u m n o d o vero n o n est calitas n e q u e febrilitas n e q u e d o l o r e s et continet e o s chistis scifax levis q u o d est eis saccus p r o p r i u s et est s e c u n d u m c o l o r e m corporis et est i n c e p t i o e o r u m si c u m e i e ' , et sit sicut bachesia, et m a i o r et minor, et sunt s e c u n d u m d u a s species aut sunt p i n g u e s aut conti-nent h u m i d i t a t e m et c o l o r e s humiditatis sunt multi sicut q u o d dixi in divisione) ; cf. C h i r A l b u c E 101 : « . . . e le c o m e n s a m e n t d e lu es c u m u n c e z e e es fayt ayssi c u m bace, sia m a i o r o m e n o r » ; C h i r A l b u c E glossaire bace : « c o c o m e r o ; ar battili ». A l b u c G L lit « v a c e , sia m a j o r o m i n o r [sic] » avec u n e note : « lat. batecha ». Se p o s e la q u e s t i o n : le m s . latin d e Montpellier aurait-il suivi (en se t r o m p a n t ) u n m s . o c c i t a n ? M a i s le m o t bace est e n fin d e ligne

(17)

avec sia au début d e la ligne suivante (f. 26ra) et n o u s serions plutôt tentés par la lecture « b a c e s i a maior o m e n o r » .

bovina 149r « b o v i n , d e la v a c h e » (11.92: d e seccio super vermes generatos sub cute et nominatur egritudo bovina. H e c egri-tudo nominatur in q u i d a m terra apud n o s egriegri-tudo b o v i n a p r o p t e r quod multociens accidit bobiis ; et est vermis parvis q u i nascitur inter cutem et c a r n e m ) ; cf. Altieri Biagi 1 9 7 0 : 5 6 .

gindegi 120r « v e i n e j u g u l a i r e » (11.42: et n o n est a n n e x a c u m nervis colli neque c u m gindegi) ; D E T M A 1630b vena guindegi, « v e n a y u g u l a r » ; l'équivalent m a n q u e dans le texte occitan (ChirAlbucE 98).

godad 117r « a m y g d a l e s » (11.36: Q u a n d o a c c i d u n t in gutture

godad .i. glandule q u e assil'antur algodad, q u e a c c i d u n t d e foris et nominatur due a m i g d a l e . . . ) ; C h i r A l b u c E glossaire algodat, godât: «tonsille, b u b b o n i ; ar. al-gudad pl. di al-guddah».

sahafati 152r « c r o û t e qui se forme sur la tête, surtout d ' u n enfant nouveau-né » (11.95 : d u a r u m v e n a r u m q u i sunt post aures i u v a m e n t u m est ad catarros antiquos et e m i g r a n e a m et sahafati et ulcera capitis) ; R M L W L sahaffa « rubor faciei », m a i s « glossarial evidence o n l y » ; D E T M A 1430a sahafati « T u m o r o b u b a » ; ChirAlbucE glossaire sahfati : « le croste c h e si f o r m a n o sulla testa o sul viso dei neonati, le croste l a t t e e ; ar. sa'afah, l e t t e r a l m e n t e 'ulcere, natta, escrescenza, crosta sulla testa dei n e o n a t i ' » ; cf. Altieri Biagi 1 9 7 0 : 5 0 .

sathagiatum, alsathagiatum 165r « f r a g m e n t ( d ' o s ) » (III.5 : Si autem sentis sathagiatum ex furcula et m o v e t u r t u n e oportet ut findas super earn et extrahas illam alsathagiatum c u m facilitate) ; alsathagie 17 l v (III. 1 9 : tune scias q u o d illic sunt sathagie ossis parva. Quare oportet ut inquiras vulnus c u m tenta. Q u e v e r o ex illa alsathagie sunt separata : remove ea et extrahe ipsa) ; cf. C h i r A l -b u c E glossaire satagia: « f r a m m e n t o , s c h e g g i a ; ar. sadyah,

pl. sadâyâ».

siphalek 1 3 l v « p é r i t o i n e , ou autre m e m b r a n e » (11.67: d e i n d e stringe siphalek q u e sunt sub cute) ; cf. C h i r A l b u c E 135, A l b u c G L

1 3 4 : « E aprop strenh le ciphac b l a n c . . . » ; forme n o n - a t t e s t é e [?] de siphac : « fixé d a n s le vocabulaire a n a t o m i q u e latin p o u r dési-gner le péritoine, alors q u ' e n arabe il peut s ' a p p l i q u e r à d ' a u t r e s types de m e m b r a n e » (Jacquart 1 9 8 8 : 2 7 7 ) cf. Trotter 1 9 9 9 a : 3 6 .

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Références

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