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La zone tampon ou Partie B

Dans le document Avis 50.504 du 11 mars 2014 (Page 82-86)

DELIMITATION DE LA ZONE

2.2. OCCUPATION DES SOLS

2.2.2. La zone tampon ou Partie B

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Sou especialista

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7.3 Apêndice C - USABILIDADE E AVALIAÇÃO

1. TEORIAS DE USABILIDADE

Os estudos de usabilidade tem por finalidade apontar falhas na concepção do produto para que as mesmas possam ser solucionadas a tempo de oferecer ao usuário um produto de qualidade. Desta maneira a usabilidade deve contar com correspondentes às característica de medição de qualidade prevendo dois tipos de investigação:

Desempenho: medições ou observações empíricas de comportamento do usuário,

enfocando desempenho da tarefa e quantificando o cumprimento de uma tarefa específica.

Atitude : medições ou observações subjetivas da opinião do usuário enquanto realiza

atividades no sistema, quantificando a sua satisfação ao usar o sistema.

Na medição, um conjunto de atributos representando a usabilidade evidencia o esforço necessário para a utilização de um software. Da mesma forma é considerado o julgamento individual de seu uso através de um conjunto implícito ou explícito de usuários (AVOURIS, 2001)8. Para tanto, os critérios de medição da característica de usabilidade apresentados por Araújo (2003)9 devem refletir (estabelecido pela norma ISO 9241-11/1998):

• análise das características requeridas do produto num contexto de uso específico;

• análise do processo de interação entre usuário e produto;

• análise da eficiência (agilidade na viabilização do trabalho), da eficácia (garantia da obtenção dos resultados desejados) e da satisfação resultante do uso desse produto. O projeto de um sistema interativo, apoiado por tarefas de análises, pode oferecer informações importantes sobre suas funcionalidades através da verificação de aspectos de confiabilidade, disponibilidade, segurança, integridade, padronização, portabilidade, integração e assuntos administrativos como agendas e orçamentos (SHNEIRDERMAN,1998)*. Atender com sucesso o cumprimento deste objetivos depende do emprego de princípios comuns de IHC. Cada um destes aspecto será responsável em determinar a usabilidade do sistema, podendo inclusive cooperar na medição dos atributos da usabilidade. Garner (2003)10 defende um conceito de que a usabilidade que define uma medida de qualidade (referente a experiência do usuário enquanto interage com um produto ou sistema de software) depende de uma combinação de fatores que afetam sua experiência no momento da interação (Quadro 13).

Fácil de aprender Quão rápido um usuário novato para o sistema pode aprender a interface suficientemente bem para alcançar os objetivos básicos? Eficiência de uso Assim que um usuário experiente aprende a utilizar a interface, quão

rápido ele pode alcançar os objetivos?

* Esta referências encontra-se na seção de referências deste trabalho (Capítulo 6, p.120).

7

ISO/IEC 14598 (1-6) International Standard Organization (ISO). Joint Technical Committee (JTC1), Information Technology, Software Engineering, Product Quality, Genéve: ISO/IEC, 1998.

8

AVOURIS, N.M. An Introduction to Software Usability. Panhellenic Conference on Informatics e Workshop on Software Usability, 8, 2001, Nicosia. Proceedings... v. 2, Livanis: Athens, 2001 p. 514-522.

9

ARAÚJO, José Paulo. Caracterização do Cibergênero Home Page Corporativa ou Institucional, In: Revista Linguagem em (Dis)curso On -line vol. 3 no. 2, 2003.

10

GARNER, Rob. Website Usability. 2003 Disponível em: http://www.search-engine-optimization- dallas.com/website_usability.html .

Memorabilidade Se um usuário usou anteriormente o sistema é possível que ele lembre- se o suficiente para utilizá-la novamente ou o usuário deve recomeçar novamente o processo de aprendizagem?

Freqüência e seriedade de erros

Qual é a freqüência que o usuário comete erros ao utilizar o sistema, quão sério são estes erros e quão rápido o usuário se recupera dos erros?

Satisfação e subjetividade Quanto o usuário gosta do sistema?

Quadro 13 - Fatores avaliados pela usabilidade

Aceitabilidade, Utilizabilidade e Usabilidade

As palavras que dão origem aos termo usabilidade (Usar: fazer uso) e utilizabilidade (Utilizar: tornar útil) contribuem para o cumprimento das designações do termo aceitabilidade que Nielsen (1993)* descreve como um atributo que depende da união de ambas variáveis usabilidade e utilidade de um sistema. De acordo com Nogier (200211) ‘utilidade’ é a capacidade de um objeto facilitar a realização de uma atividade humana, o que esclarece a representação do termo ‘utilizabilidade’ sob a forma de facilitar o emprego, ou seja, o uso deste objeto. Desta maneira entende-se que usabilidade depende da eficácia da característica utilizabilidade.

Kaur (1998)* refere-se a aceitabilidade como um termo que se divide entre usabilidade (mede a capacidade que o usuário possui para interagir com o sistema e alcançar seus objetivos) e utilidade (mede as capacidades que o sistema possui de oferecer meios para o usuário cumprir uma ou mais tarefas). Da mesma forma se posiciona Barros (2003)* esclarecendo que a aceitabilidade do sistema é a combinação da utilidade do sistema que é verificada por sua funcionalidade a qual deve estar conforme com os objetivo propostos em projeto, e usabilidade do sistema que destina-se a verificação das habilidades do usuário para utilização da funcionalidade definida em projeto, e devendo responder a critérios como facilidade de aprendizado, eficiência para uso, facilidade de lembrança (memória), diminuição de erros e satisfação subjetiva.

Entretanto a preferência de escolha normalmente recai sob o termo usabilidade, o que não implica na ausência de pesquisas sobre a utilidade dos sistemas. Como exemplo cita-se o LabIUtil (Laboratório de Utilizabilidade da Informática) da Universidade Federal de Santa Catarina (INE/CTC/UFSC) que mesmo tendo adotado o termo utilizabilidade na denominação de seu laboratório, se preocupa com a busca pela melhoria da usabilidade de seus sistemas de software interativo. Suas iniciativas a favor da usabilidade das IHC no cenário brasileiro reflete o desenvolvimento de listas ergonômicas (ErgoList12), dispositivos de avaliação (checklist) e pesquisas na área de engenharia de usabilidade. Existe entretanto uma apropriação maior do termo usabilidade por outros grupos de pesquisa ou websites que disponibilizam conteúdo da área. Dentre eles destacam-se o LEUI-PUC-Rio13, SURL14, Usability First e usabilidade.com.

11

NOGIER, J.F. De l’ergonomie du logiciel au design de site web. Paris, Dunod. 2002.

12

www.labiutil.inf.ufsc.br/ergolist

13

Laboratório de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces, sob a responsabilidade da professora Anamaria Moraes, possui como linha de pesquisa ergonomia e usabilidade de produtos, programas e informações tendo a metodologia ergonômica como um dos itens enfatizados nas linhas de pesquisa, e a usabilidade e teste de usabilidade e de avaliação como uns dos desdobramentos da linha pesquisa. Disponível em: http://sphere.rdc.puc-rio.br/sobrepuc/depto/dad/leui/

14

The Software Usability Research Laboratory em Wichita State University, presta serviços de usabilidade na

forma de análises e avaliações de softwares mas com mais ênfase em websites. Disponível em: http://psychology.wichita.edu/surl/.

Engenharia de Usabilidade

De acordo com Filgueira (2003) Engenharia de Usabilidade é a disciplina que garante o uso eficiente e confortável dos sistemas computacionais considerando seus usuários (e a diversidade destes) o centro do processo de desenvolvimento da aplicação. Esta disciplina se apóia em outras disciplinas básicas com o objetivo de aprovisionar métodos estruturados para alcançar a usabilidade em projeto de interface durante o processo de desenvolvimento (MAYHEW, 1999)*. Chamada de técnica por Leonardis (2001)15, a engenharia de usabilidade se propõe a produzir interfaces de qualidade entre homem e computador através do envolvimento do usuário desde o início do processo, mas alerta que garantir usabilidade não implica na garantia de confiabilidade da aplicação.

O enfoque desta disciplina tem por base as linhas de pesquisa de IHC e a engenharia de usabilidade (esta como parte do processo de software). Segundo Preece et al. (1994)* a

Engenharia de Usabilidade é uma abordagem de projeto de sistemas no qual vários níveis de usabilidade são especificados quantitativamente numa etapa anterior ao seu desenvolvimento tendo como objetivo a tomada de decisões de engenharia que vai de encontro às especificações através de medidas chamadas métricas. Consolidada há quase

dez anos e suportada por normas que orientam o processo de construção de interfaces, sua aplicação é ainda de pouca expressão. Entretanto é bem recebida por grandes empresas (i.g. IBM) por causa da sua natureza “semi-científica” que adota a engenharia na sua forma sistemática de procedimento fornecendo experimentação científica na forma de testes de usabilidade (PREECE et al., 1994)*.

Diferente de um ‘teste de usabilidade (Preece et al. Capítulo 4, 1994)*, a ‘engenharia de usabilidade’ é uma abordagem metodológica e de natureza científica de produção que objetiva a entrega de um produto usável ao usuário. Para isso utiliza métodos para agrupar requerimentos, desenvolver e testar protótipos, avaliar projetos alternativos, analisar problemas de usabilidade, propor soluções e testes com usuário (GARNER, 2003). Preece et al. (1994)* apresentam uma lista de etapas que descreve a seqüência do processo de engenharia de usabilidade (PREECE, et al., 1994, p. 650)*:

• definir objetivos de usabilidade através de métricas;

• especificar níveis de usabilidade planejados que precisam ser alcançados;

• analisar o impacto de possíveis soluções de projeto;

• incorporar retorno derivado do usuário no processo de projeto;

• iterar através do ciclo “projeto-avaliação-projeto” até que os níveis plane jados sejam alcançados.

É apresentado por Hix (2002)* que engenharia de usabilidade consiste de um ou mais métodos ou técnicas de avaliações ou inspeções derivados dos métodos de engenharia de usabilidade de GUIs. A autora ainda faz uma descrição contextua lizando as diferenças entre engenharia de usabilidade e a relação inexistente com a engenharia de software (Quadro 14 e Quadro 15).

15

LEONARDIS, Roger . Tendências nas interfaces de operações de sistemas industriais. Controle & Instrumentação, n. 54, Jan. 2001. Disponível em:

Quadro 14 - Definições para engenharia de software e usabilidade.

Quadro 15 - Composição que determina qualidade de Interface com o usuário. (Hix,2002)

Projeto Centrado no Usuário

Projeto centrado no usuário engloba técnicas, processos, métodos e procedimentos para o projeto de interfaces que visa obter usabilidade com a ajuda do usuário no processo de projeto. De acordo com Preece et al. (1994)*, projeto centrado no usuário é uma abordagem que se preocupa em colocar o usuário como elemento central no processo de desenvolvimento do projeto utilizando para isso seu conhecimento como utilizador do sistema. A importância da utilização do processo centrado no usuário é considera por Nicholl (2001)16 quando ele afirma que “o cliente, ou usuário, deve ser cortejado pelos serviços e pelo produto, ou seja, o conhecimento do usuário é fundamental no processo de projeto”.

O projeto de uma interface usável depende do conhecimento que se tem a respeito do seu usuário e o uso da técnica de projeto centrado no usuário resulta no melhoramento dos aspectos de usabilidade deste sistema. Para isso é importante levantar os dados do usuário e suas necessidades que devem prever toda a estrutura de interação com o sistema. Para Samuels (2001)* o não acompanhamento contínuo ao longo do processo centrado no usuário promove o risco de geração de problemas de usabilidade no sistema. A ausência deste acompanhamento está ligada à mudanças de projeto durante o processo que podem ser onerosas e ocasionar atrasos inesperados para finalização do projeto.

16

NICHOLL, Anthony Robert Joseph; BOUERI, José Jorge Filho. O ambiente que promove a inclusão: conceitos de acessibilidade e usabilidade. In: Revista da Faculdade de Engenharia e Arquitetura e Tecnologia. v.3, n. 2, 2001. p. 49-60. Dez. 2001.

Assegurada pelo enfoque centrado no usuário no desenvolvimento de

componentes de interação

Este processo independe da qualidade de software do sistema

Ícones, gráficos, textos, áudio, vídeo, dispositivos

Desenvolvidos por projetistas de interface com o usuário avaliador Qualidade de Interface com o

usuário Resume-se ao aspecto de

Usabilidade

?

Engenharia de Usabilidade Engenharia de Software

Objetiva melhorar a qualidade do software com pequeno impacto sobre os aspectos de usabilidade do sistema interativo resultante enfocando aspectos como precisão e robustez sob o ponto de vista do desenvolvedor de software

Objetiva melhorar a qualidade de

Interface com o Usuário (Quadro 15)

buscando soluções para as necessidades do usuário que envolvem componentes de interação e comportamento do usuário.

Sistemas Interativos

=

Sistemas de Interface com o usuário

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