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Veneer sheets and wood-based panels

Dans le document CPA 2014 Proposals Database (Page 74-89)

A) Eixo de trabalho: oralidade

B) Nomes dados às atividade: guia de escuta, escuta ativa, escuta orientada, escuta atenta

C) Caracterização da atividade:

Gêneros e atividades sugeridos: cordel, causos, narrativas, poemas, leitura ou encenação de texto teatral, canção, contação de histórias; comentários radiofônicos, entrevistas, debate, depoimentos, apresentações públicas, exposição oral, seminário, debate, palestra, propaganda.

Materiais e eventos: gravações em áudio dos alunos, gravações radiofônicas ou pod

cast (internet); gravações em vídeo de programas de TV, rádio, vídeos de internet ou dos alunos; apresentações escolares ao vivo, saraus literários, feiras e eventos escolares.

Objetivos da atividade de escuta:

1) Compreender o texto oral:

As atividades de escuta devem levar os educandos a atribuir significado à interação, compreendendo a fala do outro. Elas permitem a identificação do tema, do gênero e dos

aspectos envolvidos (interlocutores, contexto de produção, objetivo comunicativo), o levantamento de hipóteses e a produção de inferências sobre os objetivos de tais textos, a intenção do produtor, a identificação de marcas discursivas para o reconhecimento de intenções, valores ou preconceitos veiculados no discurso. Além disso, a escuta de textos escritos oralizados (leitura em voz alta), também contribui para a compreensão do texto oral.

2) Analisar o texto oral, observando questões linguísticas, extralinguísticas (extratextuais)28, paralinguísticas (prosódicas) e cinésicas (gestuais) como:

- elementos linguísticos: relação de elementos linguísticos com a situação comunicativa (variedades, elementos de coesão, coerência etc).

- extralinguísticos (ou extratextuais): grau de publicidade, intimidade dos participantes, participação emocional, proximidade física, cooperação, espontaneidade, tema etc. - paralinguísticos (ou prosódicos): marcadores, entonação, ritmo, pausas, altura da voz e intensidade, dicção, pronúncia das palavras etc.

- cinésicos (ou gestuais): gestos, expressões faciais, olhar.

3) Aprender a escutar e se comportar nas interações orais:

A partir da escuta, podemos abordar aspectos do comportamento humano nas interações orais, como entender a estrutura de participação29 dos eventos comunicativos orais, falar um aluno de cada vez, esperar sua vez de falar, saber quando falar, ouvir o outro, orientar-se a partir de comandos orais, aspectos esses de suma importância para o bom desenvolvimento das relações discursivas em variados contextos sociais.

28

Extralinguísticos, para Dolz e Scnheuwly (2004, p. 162) envolvem os elementos paralinguísticos e cinésicos; contudo, adotamos as categorias acima porque as consideramos mais didáticas para as atividades aplicadas em turmas de EF 1, em que uma pesquisa-ação foi desenvolvida.

29

O termo “estrutura de participação” advém da Sociolinguística Interacional, como Erickson e Shultz (1981 [2002]: 218), que a definem como “configurações da ação conjunta dos participantes de uma interação que englobam maneiras de falar, de ouvir, de obter o turno, mantê-lo e conduzi-lo”. Biar e Bastos (2009) afirmam que “Posto um estado de conversa, sua estrutura de participação, isto é, a distribuição de papéis, direitos e deveres em uma interação, poderá incluir tipos diferentes de ouvintes: aqueles para os quais a fala está sendo sinalizadamente dirigida; aqueles que, por alguma razão circunstancial, estão num dado momento ouvindo, ainda que a fala não seja a eles dirigida; aqueles para quem a fala sem dúvida está sendo dirigida, ainda que de maneira não sinalizada, entre outros, a depender de elementos culturais e situacionais, uma vez que o objetivo de Goffman manifestadamente não foi o de estabelecer taxionomias rígidas de audiências possíveis. ReVEL, vol. 7, n. 13, 2009 [www.revel.inf.br]

4) Obter modelos de textos orais:

É importante propor situações modelares, referências modelizadoras de produção, para que, assim, os alunos possam analisar eventos comunicativos e desenvolver capacidades para neles atuar, bem como reconhecer gêneros orais para melhor compreendê-los e produzi-los.

5) Tomar notas:

O emprego de estratégias de registro e documentação escrita nas atividades orais é de suma importância. É um processo que deve ser desenvolvido desde os anos iniciais, pois é usado ao longo da escolarização até os cursos de pós-graduação, ou mesmo na vida profissional. Esse recurso permite que o aluno selecione elementos para registrar, algo que fazemos, intuitivamente, mas que por ser uma prática de letramento30, deve ser ensinada.

6) Retextualizar e analisar a relação oral escrito a partir da transcrição:

Segundo Marcuschi (2001), retextualizar é um processo de transformação complexo que envolve diferentes operações, interferindo tanto no código, quanto nos sentidos, evidenciando, assim, aspectos nem sempre bem-compreendidos das relações a oralidade-escrita. É, portanto, um processo de suma importância que pode envolver uma atividade de escuta, que perpassa a compreensão do texto de uma modalidade, para transpô-lo à outra. Marcuschi (2001) propõe um quadro-síntese31 das etapas desse exercício de transformação entre textos:

30 Cf. Street (2012) - prática e evento de letramento. 31

Por questões de espaço, não vamos reproduzir, aqui o quadro. Trata-se da proposta apresentada em 2001, p. 75.

Nesse sentido, podemos mencionar como exemplo aquelas atividades nas quais comparamos o texto oral com o escrito (transcrito), sobretudo no processo de alfabetização, em que nos diferentes momentos levamos os educandos a refletirem sobre a diferença entre palavras ou expressões faladas e escritas. Esses exercícios muitas vezes são denominados como “assim se fala, assim se escreve”, sendo feita, portanto, a análise desses elementos levando em consideração o contexto de produção. Esse aspecto também pode ser ressaltado devido ao fato de valorizar a fala em situações reais, rompendo com práticas artificiais no ensino de Língua Portuguesa.

Usando esses elementos listados acima, apresentaremos, abaixo, o projeto de letramento que serviu como base para o desenvolvimento da pesquisa.

6.2 Propostas de “guia de escuta” em um projeto de letramento: “Ideias para salvarmos

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