LISTE DES TABLEAUX
I. Rappel anatomique sur la glande prostatique
1. Anatomie descriptive
2.1. Vascularisation artérielle
Anos de 1950 e 60 – o início do autosserviço de alimentos e a transição do modelo de armazéns para supermercado.
Conforme aponta Danilo Gomes (2010), em reportagem com o título “Saudade da Comiteco” no Jornal Hoje em Dia, a mercearia Estâncias Califórnia, foi precursora dos supermercados em Belo Horizonte. Situada debaixo do Viaduto Santa Tereza, vendia alimentos em geral, frutas, doces importados. Danilo Gomes lembrou-se de outros
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estabelecimentos da época: Casa Giácomo, Gruta Metrópole, Café Frei Veloso, Café Pérola, Café Nice e o Café Palhares, cujo prato principal chama-se “Kaol”, batizado pelo radialista e boêmio Rômulo Paes, cujas iniciais representavam: cachaça, – o “c” foi trocado pelo “k” para dar mais pompa ao prato –, além de arroz, ovo e linguiça.
Já, de acordo com a Associação Mineira de Supermercados (AMIS), a primeira loja de supermercados de BH, localizava-se na Avenida Cristóvão Colombo, ao lado da padaria Savassi, e iniciou suas atividades em 9 de janeiro de 1958, com o nome de Serv Bem. Foi um empreendimento pioneiro dos empresários João Vasconcelos Porto, coronel Afonso Moura e Castro e Hamilton de Oliveira, (www.amis.org.br) acessado em 18 dez 2011.
Ainda segundo a AMIS, as seções de enlatados e de bebidas destacavam-se pela variedade, com ênfase nas marcas Swift, Montila e Orloff. As máquinas registradoras do caixa foram fabricadas pela Sweda, e os balcões de frigoríficos fabricados pela Siam.
O Serv Bem registrou um tráfego de 18.643 em suas roletas que controlavam a entrada e saída de clientes, após os primeiros quatro dias de funcionamento, conforme anúncio no jornal Estado de Minas. O supermercado funcionou por quase onze anos e encerrou suas atividades em 1969, por não chegar a um bom termo o processo de renovação do contrato de aluguel do ponto. A filial, montada no bairro Nova Suíça, também não prosperou e foi absorvida pela Rede Bandeirantes, que também se tornou outra rede pioneira dos anos de 1950, com forte presença nas duas décadas subsequentes.
Conforme relata a Associação Mineira de Supermercados em seu endereço eletrônico, no auge do sucesso da loja pioneira (entre 1959 e 1962), surgiria “a turma do Serv Bem”, substituindo a “turma da Savassi” – padaria tradicional na época. A história é interessante:
O supermercado operava ao lado da Padaria Savassi, fundada por um imigrante italiano. O bairro era os Funcionários, e estava localizada a quatro quadras do Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro e abrigava a classe média e alta da capital. Adolescentes e jovens de maior poder aquisitivo que frequentavam o footing da Savassi formavam grupos e, às vezes, gangues de rapazes, no melhor estilo James Dean, motorizados em suas lambretas, vestindo jaquetas pretas de couro e com topetes caprichados. O grupo era conhecido como “Gangue da Savassi”, devido a utilizar, por mais de 20 anos, a proximidade da padaria como local de encontro. Com a chegada do supermercado Serv Bem e com o estilo americano do Self Service, a gangue caminhou alguns metros e passou a frequentar a porta do estabelecimento. Acabou sendo conhecida como “a turma do Serv Bem”.
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Até o final dos anos de 1950, as opções de abastecimento da população de BH eram oferecidas pelos armazéns de secos e molhados, pelas padarias, pelos açougues e pelo Mercado Central, fundado em 07 de julho de 1929, pelo prefeito Cristiano Machado, em uma área de 22 mil m², basicamente constituído de barracas de madeiras, com ênfase nos itens hortifrutícolas.
A partir da entrevista com um dos primeiros varejistas de Belo Horizonte, pode-se perceber o quanto o personalismo e o fator preço estavam presentes nas ações do gestor. Na questão da política de preço, é importante realçar que as ações desses empreendedores eram muito mais voltadas para estabelecer uma imagem de “barateiro” do que efetivamente trabalhar com a prática do EDLP (Every Day Low Price) – preço baixo todo dia. Ou seja, muito mais importante do que ter preços baixos era ter a imagem de vender com preços baixos.
Na esteira da migração do armazém para o supermercado, o pecuarista Miguel Furtado, sócio-fundador da Mercantil Bandeirante Ltda., representou importante papel como agente de mudanças nas práticas dos varejistas em BH. Nos anos de 1960, as Mercearias Bandeirantes ocuparam a liderança do setor supermercadista no estado de Minas Gerais, já com um histórico antecedente de operar mercearias e com a inauguração da primeira loja de autosserviço, em 1958, com 200m². Passados cinco anos, a rede adotou apenas o modelo do autosserviço e contava com 1.600 empregados. Em 1971, Furtado tornou-se um dos fundadores da AMIS e o seu primeiro presidente. Em 1983, o grupo Pão de Açúcar comprou o Supermercado Bandeirante.
Também na década de 1960, a rede Merci expandiu suas lojas, inicialmente localizadas no Rio de Janeiro, para BH, com forte presença em diversos bairros na capital de Minas. Nesse período, os supermercados ainda não detinham a maior participação no mercado de compras de alimentos e congêneres, pois, diferentemente dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, os clientes ainda se mantinham frequentadores de mercearias, varejões, quitandas, padarias e açougues.
O primeiro supermercado do grupo EPA (Empresa Popular de Abastecimento) – no período de 1950 a 1959 operava ainda nos moldes de mercearias – surgiu na Rua Curitiba, 1001, centro de BH, em 1972. A rede EPA resultou da chegada, em BH, em 1950, do Sr. Levi Esteves e sua esposa Dona Geraldina Soares, trazendo consigo 10
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filhos e a expectativa de uma vida melhor. Após período de adaptação, abriram uma pequena mercaria no bairro Nova Suíça. A família, além de responder pelos desafios do negócio, enfrentou a tragédia do falecimento do Sr.Levi, que caiu do caminhão que trazia o primeiro lote de mercadorias para a loja. A esposa tomou a frente dos negócios e inaugurou a mercearia, apoiada na determinação, necessidade, com o auxílio do filho mais velho, Gil Nogueira (http://www.epa.com.br/institucional.php).
Em 1966, a rede contabilizava dezoito lojas e, em 1972, abandonou definitivamente a venda a granel e o “balcão”, concentrando o foco no formato de autosserviço. Nos anos seguintes, o grupo EPA transformou-se em sociedade anônima, inaugurou novas unidades, parte por meio de novos pontos e parte adquirindo lojas da concorrência – KI- Mercado e Manda Brasa. Em 1985, contabilizava 41 lojas em BH e cidades vizinhas.
Repetindo a história dos operadores da época, Paulo Ribeiro Nunes, empreendedor e comerciante, herdou do pai, Sr. Nelson Ribeiro Nunes, um dos primeiros representantes comerciais da indústria Chapecó, a experiência e o “sentimento” da operação varejista de alimentos. Inicialmente, em 1967, acompanhou o rápido crescimento do negócio de supermercados, transformando uma pequena mercearia, na região central de BH, no seu primeiro supermercado, com marca Pag Pouco. A partir da primeira loja, tornou-se referência na prestação de serviços ao consumidor e um determinação nas boas práticas operacionais. Em 1979, já operava oito lojas de supermercado e ressaltava para os empregados sua filosofia de trabalho: “Administrar é criar métodos e racionalizar o trabalho... Só se delega a quem possa fazer igual ou melhor que você... Preparar alguém para substituí-lo é preparar o seu próprio crescimento”.
Nessa descrição de filosofia de trabalho, percebe-se que o elemento formalidade e a descentralização do processo decisório começou a fazer parte dos modelos de gestão do supermercadista mineiro. Ou seja, o supermercadista acompanhava o movimento histórico do setor. Naquela época, com o desenvolvimento das grandes redes estaduais e nacionais, o gestor começava a enfrentar determinado nível de concorrência que demandava ações sistematizadas, maior uso de ferramentas administrativas, tais como fixação de metas e objetivos, políticas de recrutamento e treinamento, controles e
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