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I 1.2 Utilisations des environnements virtuels pour la formation professionnelle

Independente da natureza do estudo, do referencial teórico escolhido, e dos procedimentos metodológicos utilizados, a pesquisa apresenta algumas limitações, as quais devem ser esclarecidas, como forma de favorecer discussões sobre o tema em estudo:

a) Não é intenção deste trabalho realizar uma pesquisa quanto à satisfação das pessoas portadoras de deficiência no trabalho, e sim sobre a visão dos gerentes e das pessoas responsáveis pela gestão de recursos humanos e saúde no trabalho;

b) Não se debaterá acerca das limitações arquitetônicas físicas que as cidades impõem à locomoção das pessoas portadoras de deficiência;

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pesquisa diz respeito à mensuração de sentimentos, de preconceitos e dos efeitos que assuntos considerados “espinhosos” causam nas pessoas, sejam estas as que são entrevistadas, as que entrevistam ou, ainda, aquelas que lêem a pesquisa. Questões consideradas “tabus” podem, e geralmente fazem, com que os indivíduos, em sua grande maioria, procurem, mesmo que inconscientemente, mascarar seus verdadeiros sentimentos, suas opiniões íntimas, devido ao receio de serem considerados pessoas de má índole, preconceituosas ou retrógradas. Esta pesquisa, portanto, procurará “enxergar” nas entrelinhas, buscando o sentido oculto por trás das palavras, gestos e pausas na fala dos entrevistados, para melhor subsidiar os objetivos da dissertação. Se tal intenção não for alcançada plenamente  e no âmago de qualquer trabalho científico subsiste, sempre, um determinado grau de incerteza  , isto se deverá, principalmente, à inexperiência e (quem sabe?), talvez, aos próprios preconceitos e pontos de vista do pesquisador.

Busca-se, neste estudo, verificar qual o impacto que a integração da pessoa portadora de deficiência está gerando nas práticas gerencias dos gerentes gerais e gerência média do Banco do Brasil em Curitiba.

4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DA PESQUISA EMPÍRICA

Nesse capítulo, aborda-se a pesquisa empírica realizada junto aos cinco gerentes gerais e cinco gerentes de nível médio das agências do Banco do Brasil na cidade de Curitiba, que receberam em suas dependências funcionários portadores de deficiência admitidos no último concurso levado a termo por aquele banco, já sob a égide da regulamentação do Decreto 3.298/99.

As dez pessoas entrevistadas representam a totalidade das agências do Banco do Brasil na cidade de Curitiba, as quais já haviam recebido as pessoas portadoras de deficiência, aprovadas no referido concurso, até o mês de Julho de 2001.

O cargo de Gerente Geral de Agência, em termos de carreira dentro da estrutura organizacional do Banco do Brasil, é atingido após o cumprimento de várias etapas de avaliação e após a passagem por diversos cargos anteriores dentro da instituição, sendo pré-requisitos essenciais, segundo instruções do Plano de Cargos da instituição, ser funcionário de carreira administrativa ou técnico-científica, deter conhecimentos exigidos para o exercício do cargo e ter recebido, na última avaliação de desempenho funcional, indicação para cargo comissionado do segmento gerencial diretivo.

Como responsabilidades funcionais, o Gerente Geral de agência tem de garantir o cumprimento das políticas e diretrizes estabelecidas para a mesma, desenvolver o planejamento anual das atividades da dependência e a respectiva proposta orçamentária, a disseminação das políticas e estratégias da empresa, o atingimento dos objetivos e resultados esperados para a agência, responder pela gestão dos recursos humanos, materiais e tecnológicos da agência, as providências indispensáveis ao resguardo dos interesses do banco, a satisfação das necessidades da clientela da agência, segundo as estratégias de atuação do conglomerado, e a qualidade dos serviços da dependência de um modo geral.

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Brasil entre vinte a vinte e quatro anos, sendo compostos por uma mulher e quatro homens, com grau de instrução superior completo, acrescido de quatro dedicados à pós-graduação. Em relação à faixa etária, todos se encontram na faixa entre trinta e seis e cinqüenta anos. Dois destes se encontram na primeira investidura como gerentes gerais de agência, enquanto os outros já possuem experiência no mesmo cargo, exercido em outras dependências.

Para os que ocupam cargos de Gerência Média no Banco do Brasil é a primeira oportunidade dentro da carreira para demonstrar suas capacidades gerenciais na liderança de uma equipe.

Para tanto, o Banco atribui, como responsabilidades funcionais, o cumprimento das políticas e diretrizes estabelecidas pela empresa, a disseminação das estratégias e políticas da empresa, o atingimento dos objetivos e metas estabelecidas para a equipe sob sua condução, o planejamento das atividades, a gestão, e a responsabilidade pelos resultados e qualidade dos serviços da equipe, a negociação de produtos, serviços e operações, observadas as normas e objetivos estabelecidos para sua área de atuação. Além disso, deve responsabilizar-se pela análise das operações, a condução e a execução de demais serviços e operações definidos para sua área de atuação, observância dos pontos de verificação e controle estabelecidos para os serviços sob sua condução e a tomada de providências indispensáveis ao resguardo dos interesses do Banco.

Dos cinco ocupantes da Gerência Média entrevistados, quatro deles trabalham no banco entre vinte e vinte e quatro anos, e um há quinze anos. O grupo é formado por uma mulher e quatro homens. Quanto à faixa etária, todos se encontram entre 36 e 50 anos. Em relação à experiência na função, três já ocuparam o mesmo cargo em outras agências, um já foi Gerente Geral de agência e agora retornou a este posto, devido à destituição da comissão anteriormente exercida. Para um deles, esta é a primeira investidura na função.

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da carreira administrativa ou técnico-científica, deter conhecimentos exigidos para o exercício do cargo e ter recebido, na última avaliação de desempenho funcional indicação para cargo comissionado do segmento gerencial-operacional.

Delineados os sujeitos da pesquisa, aborda-se, em seguida, aspectos relativos ao funcionário portador de deficiência: a posse, integração com a equipe, a avaliação, a auto-avaliação dos gerentes frente ao gerenciamento desse coletivo, os impactos psicológicos da relação no trabalho e a inclusão do deficiente como forma de produzir a diversidade de pensamento na empresa.